Covid-19: o que se sabe sobre a cepa indiana já identificada no Brasil

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Com a Índia sendo assolada pela covid-19, numa forte onda causada pela chamada “variante indiana”, o mundo segue em alerta para conter o avanço da nova cepa. Locais como o Reino Unido, por exemplo, já enxergam riscos à saída do lockdown diante da ameaça, apontada pelos cientistas britânicos como até 50% mais transmissível. Identificada em 50 países, a cepa indiana foi verificada em território brasileiro nesta semana, mas o Brasil segue recebendo voos e embarcações da Índia. Mas, afinal, o que se sabe sobre ela?

Nesta quinta-feira (20/5), a Secretaria do estado de Saúde do Maranhão (SES/MA) confirmou os primeiros casos da variante indiana. A cepa foi detectada no navio MV Shandong da Zhi, que veio da Malásia para o Brasil em 14 de maio. Enquanto apenas um dos infectados está internado em São Luís, os demais estão em quarentena no navio, que está em alto mar, a mais de 35 km da costa. Segundo a SES, 15 dos 23 tripulantes da embarcação testaram positivo para a covid-19. Além disso, pelo menos 100 pessoas tiveram contato com os tripulantes infectados, e estão sendo monitoradas pelo governo local.

Variações

A cepa indiana tem mais de uma variação. Elas são a B.1.617.1, a B.1.617.2 e a B.1.617.3 e foram descobertas na Índia entre outubro e dezembro de 2020.

A Dra. Maria Van Kerkhove, PhD., epidemiologista e líder técnica da entidade no combate à covid-19 da Organização Mundial de Saúde (OMS), declarou à Reuters: “estamos classificando a B.1.617 como uma variante de atenção em nível global”.

A OMS classificou apenas outras três cepas como variantes de atenção além da indiana: B.1.1.7(Reino Unido), B.1.351 (África do Sul), e P1 (de Manaus).

Correio Braziliense