Category: Saúde

Covid-19: Bolsonaro sempre teve razão; Mais de 2 mil médicos publicam manifesto a favor do tratamento precoce

Mais de 2 mil médicos publicam manifesto a favor do tratamento precoce contra a Covid-19
Movimento Médicos pela Vida defende tratamento precoce contra Covid-19 com medicamentos como hidroxicloroquina e ivermectina.| Foto: Reuters/Diego Vara

Desde o início da pandemia, ainda quando o ministro da saúde era o Mandetta, aquele que anunciou diversas vezes: “fiquem em casa, só vá ao hospital quando tiver sentindo falta de ar” (foi demitido pelo presidente).

Teve também a política do tranca tudo com o apoio do governador de São Paulo, João Agripino Dória, que ontem (24) completou um ano de aniversário, e os números de mortos de seu estado, pala doença da Covid alcança os maiores números do Brasil. (contado por cem mil habitantes)

Agora, um ano depois dos gritos do presidente Bolsonaro em socorro do povo, pedindo que dessem remédios para taratamento precoce, o movimento Médicos pela Vida veiculou, nesta terça-feira (23), um manifesto assinado por 2.122 médicos brasileiros a favor do uso de medicamentos para o tratamento precoce da Covid-19.

O texto, publicado como material publicitário na edição impressa de 11 jornais brasileiros, como O Globo e a Folha de S. Paulo, cita evidências científicas e clínicas para defender o uso de um coquetel de remédios para evitar que pacientes progridam para fases mais graves da doença.

Entre as pesquisas citadas está o levantamento realizado por 23 cientistas em uma das revistas de maior prestígio da Medicina, a The American Journal of Medicine, em que se afirma que não é uma droga única, mas um conjunto de medicamentos tem sido eficaz em alguns casos para evitar novos internamentos e mortes.

Segundo eles, essa escolha médica diminui o número de internações, reduz da sobrecarga do sistema hospitalar, previne complicações pós-infecção e reduz do número de óbitos.

O movimento Médicos Pela Vida surgiu no início da pandemia da Covid-19 com o objetivo de garantir que os pacientes tenham a opção de se tratar de forma precoce, em tratamento domiciliar, buscando evitar que busquem auxílio médico somente quando os sintomas tiverem evoluído e for necessária a hospitalização.

Dr. Mateus Drumond, cirurgião geral, nutrólogo e coordenador do movimento no estado de Minas Gerais, afirma que por se tratar de uma doença nova e com os recursos terapêuticos sendo descobertos simultaneamente à doença, há controvérsias e dúvidas em relação ao que funciona e o que não funciona. “Isso dividiu a classe médica em relação aos estudos que estão sendo divulgados – alguns mais consistentes, outros menos.

O que precisa ficar claro é que a proposta de tratamento precoce contra a Covid-19 visa a abordagem imediata logo no início dos sintomas para que se ofereça ao pacientes medidas baseadas em estudos científicos que possam minimizar as complicações, internações e óbitos”.

Drumond destaca que a defesa do tratamento precoce não significa “vender a cura para a Covid-19”. “Como qualquer outra doença na medicina, quanto mais cedo for abordada com os arsenais possíveis, entende-se que os pacientes têm maior chance de evoluir”.

Quanto à politização do tema, ele reforça que a atuação do grupo está relacionada unicamente à visão clínica do tema. “Toda vez que se mistura política com medicina o resultado não é positivo”, declara.

Leia o Manifesto Pela Vida na íntegra:

MANIFESTO PELA VIDA – MÉDICOS DO TRATAMENTO PRECOCE BRASIL

À sociedade brasileira, aos colegas médicos, aos órgãos de imprensa, aos Conselhos Regionais de Medicina e ao Conselho Federal de Medicina.

Somos um grupo de médicos que tem se dedicado a levar aos pacientes o melhor da prática profissional neste momento tão delicado no enfrentamento da pandemia causada pelo vírus Sars-CoV2, balizados pela análise das melhores evidências disponíveis na ciência, pelo Código de Ética Médica, pelos princípios da Bioética e pelo posicionamento do Conselho Federal de Medicina.

Para tal, nos pautamos: em estudos científicos atualizados, na informação clara ao paciente e no seu consentimento livre e informado para uso off-label de medicamentos com os quais temos experiência de longa data, além de conhecimento sobre os mecanismos de ação, farmacocinética, farmacodinâmica, interações medicamentosas e segurança.

A relação médico-paciente é aberta e de confiança: ambas as partes devem estar de acordo com a terapêutica proposta. Tratar casos de COVID-19 requer do médico assistência e disponibilidade constantes ao paciente.

Segundo o Art. 32 do Código de Ética Médica, é considerada infração grave: “deixar de usar todos os meios disponíveis de promoção de saúde e de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente”.

E NUM MOMENTO QUE DEZENAS DE MILHARES DE CASOS SURGEM TODOS OS DIAS, NÃO PODEMOS FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS E DEIXAR DE TRATAR ESSES PACIENTES!

Ressaltamos o quão é importante que isso seja observado pelos médicos que atualmente ocupam cargos na gestão da saúde.

Dentre as abordagens disponíveis na literatura médica para a COVID-19, existe o chamado “tratamento precoce”: iniciar com as medidas disponíveis o mais rápido possível, para minimizar a replicação viral, utilizando uma combinação de drogas, visando reduzir o número de pacientes que progridem para fases mais graves da doença, diminuindo o número de internações, reduzindo a sobrecarga do sistema hospitalar, prevenindo complicações pós-infecção e diminuindo o número de óbitos. Definitivamente, não é uma promessa de “cura fácil”, posto que lidamos com uma doença nova e de difícil manejo quando se agrava.

O grupo que assina este “Manifesto Público” é composto majoritariamente por médicos de várias especialidades que trabalham diretamente com os doentes de Covid19 e por colegas médicos que, apesar de não estarem na linha de frente, apoiam esta luta, além de profissionais médicos que estão submetendo seus dados para pesquisa, a fim de contribuir com o conhecimento científico.

MANIFESTAMO-NOS a favor da intervenção precoce no tratamento da COVID-19, acrescentando alguns dos trabalhos da literatura que têm nos embasado, inclusive os guidelines de países com índices de mortalidade pela doença muito menores que os do Brasil. Destacamos que a abordagem precoce não se trata apenas do uso de uma ou outra droga, mas da correta combinação de medicações como a hidroxicloroquina, a ivermectina, a bromexina, a azitromicina , o zinco, a vitamina D, anti-coagulantes entre outras, além dos corticoides que têm um momento certo para sua utilização nas fases inflamatórias da doença, sempre observando-se a adequação das combinações ao estado e evolução de cada paciente, que será acompanhado extensivamente inclusive com a realização de exames conforme necessários, e a recomendação de intervenções não farmacológicas, como a fisioterapia.

Ademais, há disponível nos sites (https://hcqmeta.com, https://ivmmeta.com, https://c19study.com/, https://c19ivermectin.com/?s=08; https://copcov.org e https://c19legacy.com/?s=08) a compilação de diversos estudos e estatísticas envolvendo drogas utilizadas como parte do arsenal terapêutico, entre outros trabalhos disponíveis em bases de dados científicos confiáveis. Os mais atuais e relevantes se encontram ao final do texto do documento disponibilizado via link a seguir mencionado, logo após as assinaturas.

Vimos, com humildade, estudando incansavelmente, lendo centenas de trabalhos, tanto sobre tratamento precoce, quanto sobre as vacinas, buscando oferecer o melhor ao paciente, foco principal da boa prática médica. Lembramos que higiene, distanciamento social e uso correto de máscaras têm seu papel entre as diversas medidas já adotadas, mas não são o tema desta nota.

Uma das maneiras de se validar o efeito de um tratamento é fazer com que ele seja reprodutível. Os relatos de cidades e estados que adotaram as medidas para intervenção precoce na COVID-19 têm mostrado bons resultados, com a diminuição da carga sobre os sistemas de saúde.

Ainda que tenhamos respaldo científico para apoio às intervenções precoces, encerramos com a citação do parecer 4/2020 do Conselho Federal de Medicina e do artigo 32 da seção C da Declaração de Helsinque, respectivamente, que deixam bem clara a necessidade de ação do médico diante de situações atípicas como a atual:

“Quando métodos profiláticos, terapêuticos comprovados não existirem ou forem ineficazes, o médico, com o consentimento informado ao paciente, deve ser livre para utilizar medidas profiláticas, diagnósticas e terapêuticas não comprovadas ou inovadoras, se no seu julgamento, esta ofereça esperança de salvar vida, restabelecimento da saúde e alívio do sofrimento. Quando possível, estas medidas devem ser objeto de pesquisa, desenhada para avaliar sua segurança ou eficácia. Em todos os casos, as novas informações devem ser registradas e, quando apropriado, publicá-las. As outras diretrizes dessa declaração devem ser observadas”.

Parecer CFM 04/2020: “considerando que o princípio que deve obrigatoriamente nortear o tratamento do paciente portador da COVID-19 deve se basear na autonomia do médico e na valorização da relação médico-paciente, sendo esta a mais próxima possível, com o objetivo de oferecer ao doente o melhor tratamento médico disponível no momento”.

Ressaltamos que outras notas e cartas assinadas por médicos e sociedades médicas se posicionando CONTRA o tratamento precoce NÃO NOS REPRESENTAM.

Gratos àqueles que concluíram a leitura até aqui, nós, abaixo-assinados, estamos abertos ao diálogo e à união para ações em prol do paciente, e juntos sairmos mais rapidamente do estado de pandemia.

O presente “Manifesto Público” já conta com milhares de assinaturas de médicos, independentemente de sua participação em grupos ou associações. Para visualizá-las e aos médicos que quiserem aderir, disponibilizamos o link: https://medicospelavidacovid19.com.br/manifesto.

Gazeta do Povo

Hospital de Campanha de São Gonçalo do Amarante reabre com 10 leitos críticos e 10 clínicos para casos de Covid-19

Leitos críticos UTI Covid-19 no Hospital De Campanha de São Gonçalo do Amarante — Foto: Sandro Menezes
Leitos críticos UTI Covid-19 no Hospital De Campanha de São Gonçalo do Amarante — Foto: Sandro Menezes

O Hospital de Campanha de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, foi reaberto nesta terça-feira (23), para tratar casos de pacientes com Covid-19. Ao todo, serão abertos 10 leitos críticos e 10 clínicos na unidade hospitalar – o anúncio havia sido feito há duas semanas.

Segundo o governo do RN, a ação visa ampliar a rede de atendimento por conta da pressão sobre leitos críticos em todo o estado com o agravamento da pandemia. Atualmente, o estado tem mais de 1.100 internados com a doença, o maior número desde o início da pandemia, e a taxa de ocupação de leitos críticos é superior a 93%, segundo o Regula RN.

A gestão do hospital é compartilhada. O governo do RN financia 70% do serviço e a prefeitura de São Gonçalo do Amarante é responsável por organizar o hospital e por 30% do investimento. Os leitos serão operados por 131 profissionais contratados diretamente para atuar no hospital.

O valor total previsto para ser aplicado na unidade em 90 dias é de R$ 4,6 milhões.

Meia hora depois da abertura dos leitos, a secretária-adjunta da Saúde Pública, Maura Sobreira, informou que já havia sete pacientes regulados para a unidade. Segundo o Regula RN, três deles já haviam sido internados no início da noite desta terça.

Segundo a governadora Fátima Bezerra (PT), nesta quarta-feira (24) serão abertos mais 12 leitos de UTI no Hospital da Liga na Região Oeste do estado.

“A expansão de leitos é necessária e muito importante, tanto que já disponibilizamos mais de 750 leitos para pacientes com Covid-19 no RN”, disse Fátima. “Mas também é importante não esquecer: o que barra a doença são medidas para deter a transmissão do vírus, é o aumento do isolamento social”.

A afirmação foi reforçada pela fala da secretária-adjunta Maura Sobreira durante a solenidade virtual da abertura dos leitos. “É preciso lembrar que a expansão de leitos por si só não basta. A população precisa cumprir o isolamento social, a higienização e, principalmente, evitar aglomerações”, disse.

Desde o início de março, a Sesap ampliou a rede de leitos Covid com novos leitos em Natal, Mossoró, Apodi e Caicó. Outros leitos ainda deverão ser abertos na Região Metropolitana dentro dos próximos dias.

G1RN

RN: Por falta do Hospital de Campanha do governo Fátima, paciente passa parte da noite em ponto de oxigênio na área externa em uma UPA de Natal

Paciente recebe oxigênio ao lado de fora de UPA superlotada na Zona Sul de Natal. — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi
Paciente recebe oxigênio ao lado de fora de UPA superlotada na Zona Sul de Natal. — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

Por falta do Hospital de Campanha organizado pela a governadora Fátima Bezerra (PT), com a Unidade de Pronto-Atendimento de Cidade Satélite, na Zona Sul de Natal, lotada, um paciente passou parte da noite entre a segunda-feira (22) e esta terça-feira (23) ligado a um ponto de oxigênio no lado externo da unidade de saúde. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo a pasta da saúde de Natal, foram colocados pontos de oxigênio nas áreas de embarque e desembarque das ambulâncias em todas as Unidades de Pronto Atendimento de Natal, para serem utilizados “caso haja um colapso de oxigênio nas UPAs de Natal”.

Os pontos podem ser utilizados nas viaturas do Samu, se for necessário que o paciente fique em uma ambulância enquanto aguarda um leito.

Porém, um dos pontos foi usado para um paciente que aguardava a realização de teste para Covid-19. “Este paciente em específico estava na área externa na UPA Satélite aguardando um exame de Covid.

O resultado determina para qual Unidade hospitalar o paciente seria encaminhado. Enquanto isso, o médico fez uso do ponto de oxigênio rápido na própria UPA, enquanto o encaminhava para sua vaga já regulada”, informou a secretaria.

Após o caso, o homem foi colocado em um leito. Não foi informado quanto tempo o paciente ficou do lado de fora da UPA.

G1RN

Natal vai vacinar os moradores de rua por orientação do Ministério da Saúde

Número de pessoas que moram nas ruas de Natal cresce 650% durante a  pandemia, diz prefeitura | Rio Grande do Norte | G1
Foto da Internet

Seguindo recomendação do Ministério da Saúde em relação aos grupos prioritários, a prefeitura de Natal também informou que fará a aplicação de doses na população de rua. Segundo a prefeitura, equipes do Consultório de Rua, da SMS Natal em parceria com a Semtas, farão aplicação da vacinação nesse público.

G1RN

Natal começa vacinação de idosos com 74 anos ou mais e retoma imunização de profissionais de saúde; veja locais

Fila para vacinação de idosos e profissionais de saúde no Via Direta, em Natal. — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi
Fila para vacinação de idosos e profissionais de saúde no Via Direta, em Natal. — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

A Prefeitura de Natal começou nesta terça-feira (23) a vacinação de idosos a partir de 74 anos de idade nesta terça-feira (23) contra a Covid-19 e retomou a vacinação de profissionais de saúde, nas categorias que ainda não tinham sido imunizadas.

O município confirmou que os idosos a partir de 73 anos poderão ser vacinados na quarta-feira (24) e os de 72 anos ou mais na quinta-feira (25).

  • Terça-feira (23) – Idosos de 74 anos e mais
  • Quarta-feira (24) – Idosos de 73 anos e mais
  • Quinta-feira (25) – Idosos de 72 anos e mais

Os profissionais do Serviço Móvel de Urgência (Samu ou outras ambulâncias), técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas, profissionais de saúde das instituições de longa permanência e médicos que atuam na linha de frente e que não tomaram vacina no início da campanha podem procurar atendimento.

Fila de vacinação contra Covid-19 para idosos e profissionais de saúde no shopping Via Direta, em Natal. — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi
Fila de vacinação contra Covid-19 para idosos e profissionais de saúde no shopping Via Direta, em Natal. — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

A vacinação atraiu muitas pessoas ao shopping Via Direta no início da manhã, com formação de longas filas. A secretária adjunta de Saúde, Rayane Araújo, afirmou que os grupos podem procurar atendimento ao longo de todo o dia.

“A gente observa que a procura é justamente nas primeiras horas da manhã, mas eles podem vir ao longo de todo o dia, porque quando a prefeitura abre a vacinação para o grupo, é porque tem vacinação para

De acordo com o Ministério da Saúde, Natal tem 35 mil profissionais da saúde que deveriam ter sido contemplados no primeiro momento da vacinação, porém, o quantitativo de doses recebidas foi suficiente para vacinar apenas 23 mil desses profissionais.

Os profissionais de saúde só poderão ser vacinados nos pontos drive-thru (veja locais abaixo) e os idosos podem ser vacinados, além dos pontos de drive-thru, também em 29 salas de vacinação espalhadas pela cidade.

Locais e horários

O três pontos drive thru disponíveis são: Via Direta, Palácio dos Esportes e Nélio Dias. Eles continuam funcionando no horário das 8h às 16h. Os profissionais da saúde só poderão se vacinar nele, que está aberto também para os idosos. Via Direta e Nélio Dias contam com sala para pedestres.

As 29 salas de vacinação disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde do município seguem funcionando de segunda a sexta-feira das 8h às 12h30 e das 13h30 às 15h.

  • Distrito Sanitário Norte I – UBS Pajuçara, UBS Nova Natal, UBS Redinha e UBS Nordelândia; USF Gramoré e USF Parque das Dunas.
  • Distrito Sanitário Norte II – UBS Vale Dourado, UBS Panatis, UBS Nova Aliança, UBS Soledade II; USF Jardim Progresso e USF Santarém.
  • Distrito Sanitário Leste – UBS São João, UBS Brasília Teimosa, UBS Rocas, UBS Alecrim, Unidade Mista de Mãe Luiza e UBS Lagoa Seca.
  • Distrito Sanitário Oeste – UBS Nazaré, UBS Felipe Camarão II, UBS Cidade Nova , UBS Bairro Nordeste; USF Quintas e USF Monte Líbano.
  • Distrito Sanitário Sul – UBS Candelária, UBS Rosângela Lima, UBS Nova Descoberta, UBS Cidade Satélite e UBS Pitimbu.

G1RN

No RN as internações pela Covid aumentaram, chegando a mil doentes

Leitos de UTI estão sendo instalados no RN — Foto: Divulgação/Sesap
Leitos de UTI estão sendo instalados no RN — Foto: Divulgação/Sesap

O Rio Grande do Norte ultrapassou pela primeira vez nesta segunda-feira (15) a marca de 1 mil pessoas internadas por Covid-19 no estado. Atualmente, há 1.016 pacientes confirmados com a doença nas unidades de saúde por todo território potiguar.

Desses 1.016 internados, 626 estão na rede pública e 390 na rede privada. Os dados estão na edição desta segunda-feira do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública.

O crescimento no número de internados no RN em um mês foi de 89,1%.

Em relação apenas aos leitos críticos (UTI e semi-intensivos), o número também é o maior em toda pandemia: 552 pacientes internados, sendo 322 na rede pública (92% de ocupação) e 230 na rede privada (100%).

O aumento no número de internados no RN em leitos críticos em um mês foi de 88,3%.

Como comparação, o maior número de internados no estado durante a primeira onda aconteceu no dia 28 de junho de 2020, com 692 pacientes. Nos leitos críticos, o máximo atingido, também no dia 28 de junho, foi de 363 internados.

De acordo com o Regula RN, atualmente o estado tem 96,4% de ocupação dos leitos críticos de Covid-19. A Região Oeste e Seridó chegaram a atingir os 100%. Nesta tarde, a fila de pacientes com necessidade de leitos críticos, estava em 118 com apenas 12 leitos disponíveis em todo o estado.

Segundo o secretário estadual de saúde, Cipriano Maia, o Rio Grande do Norte atualmente passa pela “pior situação da pandemia no estado”. Em entrevista ao Bom Dia RN, ele confirmou que o estado discute a elaboração de um novo decreto, que poderá ter regras mais duras para conter o avanço da Covid-19.

Nesta segunda-feira, o Rio Grande do Norte ultrapassou a marca de 180 mil casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia e chegou a 3.937 mortes.

Com a alta de internações e pressão por leitos, as Unidades de Pronto Atendimento de Natal (UPAs) também começaram a atuar acima da capacidade. Por isso, a prefeitura decidiu abrir mais um hospital para pacientes exclusivamente com Covid-19. A expectativa é abrir 50 leitos até o fim do mês.

G1RN

Prefeitura de Natal anuncia abertura de novo hospital para tratamento de pacientes com Covid-19

Novo hospital para tratamento de pessoas com Covid-19 no RN — Foto: Divulgação
Novo hospital para tratamento de pessoas com Covid-19 no RN — Foto: Divulgação

A Prefeitura de Natal anunciou nesta segunda-feira (15) a abertura de um hospital para tratamento exclusivo de pacientes com Covid-19. Segundo o Município, o local tem capacidade para instalação de até 50 leitos e a previsão é de que 30 leitos clínicos sejam instalados até o fim desta semana. Os demais devem ser instalados até o fim do mês.

O hospital fica às margens da BR-101, próximo ao Sesc de Potilândia. No prédio funcionava uma clínica médica. O prédio estava sem utilização e o uso pelo Município foi autorizado pela Justiça do RN em parecer favorável a um pedido da Prefeitura de Natal. O endereço do hospital é Avenida Senador Salgado Filho, 2993.

Com o agravamento da pandemia no estado e a pressão sobre os leitos clínicos e principalmente sobre os leitos críticos (de UTI e semi intensivos), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade voltaram a atuar com superlotação, o que motivou a instalação de um novo hospital.

“Nossa preocupação no momento é salvar vidas e desafogar as UPAs de Natal, que estão operando acima da sua capacidade de atendimento. As instalações deste hospital tem capacidade para 50 leitos”, afirma o secretário municipal de Saúde, George Antunes.

“Até o final do mês, estaremos analisando a viabilidade estrutural para instalação da capacidade máxima”.

Ação Judicial

Segundo a Secretaria de Saúde de Natal, foi iniciada uma negociação com o proprietário do imóvel para locação do prédio, mas sem êxito.

“A SMS Natal fez uma requisição administrativa, que não foi acatada pelo proprietário, então entramos na Justiça e foi concedida uma liminar para utilização do prédio, que tem uma estrutura pronta e não estava cumprindo nenhuma função social”, explicou o secretário-adjunto da SMS Natal, Vinícius Capuxu.

O Município de Natal entrou com uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência objetivando, em caráter de emergência, a entrega imediata das chaves do imóvel. O Ministério Público também foi provocado pela Justiça a se manifestar sobre o pleito do Município de Natal e opinou favoravelmente. Tanto o parecer do Ministério Público quanto a decisão da juíza Virgínia de Fátima Marques Bezerra, plantonista no TJ, levaram em conta o quadro epidemiológico da Covid-19, que se agravou nos últimos meses.

Na decisão judicial, que foi proferida na última sexta-feira (12), foi estipulada multa diária de R$ 50 mil como punição a eventual descumprimento por parte do proprietário do imóvel.

Leitos de Covid-19

Natal possui outros três hospitais públicos geridos pelo município para tratamento exclusivo da Covid-19: o Hospital Municipal de Natal, com 24 leitos de UTI Covid e 31 leitos de enfermaria; o Hospital de Campanha, na Via Costeira, com 34 leitos de UTI Covid e 100 leitos clínicos; e o Hospital dos Pescadores, nas Rocas, com 30 leitos clínicos Covid. No Palácio dos Esportes, também estão sendo montados 50 vagas de tratamento para casos leves.

Segundo o Regula RN, no que diz respeito aos leitos críticos (de UTI e semi-intensivos), o RN tem mais de 97% de ocupação, com a Grande Natal operando acima de 95%.

G1RN

Estudo no Amazonas aponta eficácia do medicamento Proxalutamida contra casos graves de Covid-19

Foto: Olga Kononenko/Unsplash

A Proxalutamida, fármaco receitado para os cânceres de próstata e de mama, pode ser uma candidata ao tratamento de casos graves de Covid-19. É o que sugere uma pesquisa clínica brasileira realizada no estado do Amazonas pela rede de hospitais Samel em parceria com a empresa de biotecnologia Applied Biology.

De acordo com o estudo, pacientes tratados com o remédio têm um risco 92% menor de morrer pelo novo coronavírus. Os resultados foram anunciados nesta quinta-feira (11) em coletiva de imprensa, em Manaus.

estudo, randomizado-controlado e duplo-cego, foi concluído com 590 pacientes de 12 hospitais do Amazonas, distribuídos em nove municípios do estado. Duas condições principais determinaram a escolha dos participantes: ter mais de 18 anos e estar em necessidade de oxigênio, isto é, em estado crítico por conta da doença. Ao longo de duas semanas, 294 voluntários receberam 300 mg do medicamento por via oral uma vez ao dia, enquanto o grupo controle foi tratado com placebo.

Após 14 dias, a taxa de mortalidade entre os pacientes que não receberam a Proxalutamida foi de 47,6% (141 mortes), contra 3,7% (12 óbitos) no grupo que recebeu o fármaco, o que significa uma redução de 92,2%. Enquanto mais da metade (52,7%) dos indivíduos tratados com placebo foram intubados, apenas 4,4% dos que receberam o medicamento precisaram de cuidados intensivos.

Se comparados ao grupo placebo, os participantes tratados com o fármaco também passaram quase três vezes menos tempo nos hospitais. Além disso, a substância foi capaz de acelerar o processo de recuperação clínica: entre os que a receberam, três dias foram o suficiente para que uma melhora significativa fosse constatada pelos médicos, contra 19 dias entre os que não receberam a medicação.

Mecanismo inibidor

Pertencente à classe dos medicamentos antiandrógenos, que reduzem a produção de hormônios masculinos, a Proxalutamida ativa um mecanismo que, segundo os pesquisadores, é o que pode estar por trás dos resultados do fármaco no tratamento da Covid-19: a inibição da expressão das proteínas ACE2 e TMPRSS2, dois aminoácidos-chave associados à entrada do Sars-Cov-2 nas células.

Para os autores do estudo, a droga pode ser uma das primeiras oficialmente testadas para tratar a variante P.1, como é chamada a linhagem do novo coronavírus descoberta no Amazonas em novembro de 2020 – considerada mais letal e com maior potencial de transmissão.

Por lá, onde a variante já é prevalente, o número de óbitos por Covid-19 ultrapassou o total do ano passado nos primeiros 54 dias de 2021, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). Até esta quinta-feira (11), o estado já somava 11.388 vidas perdidas para a doença.

Galileu

Ministério da Saúde envia para o RN mais 43,2 mil doses de CoronaVac nesta quarta-feira (10)

Dose da Coronavac — Foto: Divulgação/Flávia Pacheco/SES
Dose da Coronavac — Foto: Divulgação/Flávia Pacheco/SES

O Rio Grande do Norte vai receber do Ministério da Saúde, na tarde desta quarta-feira (10), mais 43.200 doses da vacina CoronaVac. O horário da chegada do voo com o novo lote em solo potiguar não foi divulgado pelo governo do Estado.

A recomendação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) é que, assim que essas doses forem distribuídas, os municípios potiguares iniciem a vacinação dos idosos de 75 a 79 anos. A expectativa da pasta é de que 45% desse público seja imunizado com esse lote.

Atualmente, ainda com doses remanescentes, Natal já anunciou o início da vacinação de idosos de 78 anos ou mais.

Das 43.200 doses que chegam nesta quarta, serão entregues imediatamente aos municípios 20.810. Isso porque as demais doses ficam guardadas na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), em Natal, para garantir a segunda dose da imunização. Além disso, há também a reserva técnica preconizada pelo Ministério da Saúde, estimada em 2.180 doses nesse lote.

Essa é a décima remessa de vacinas que o Rio Grande do Norte recebe do Ministério da Saúde. Ao todo, já foram entregues 314.240 vacinas, sendo 247.240 da CoronaVac e 67 mil de Oxford/AstraZeneca. As últimas doses chegaram em solo potiguar em 3 de março.

Segundo o RN+ Vacina, plataforma que monitora a imunização no estado, cerca de 122 mil pessoas já foram vacinadas no Rio Grande do Norte, sendo aproximadamente 41 mil já com a segunda dose.

Confira aqui todas as doses já recebidas:

  • 18 de janeiro – CoronaVac: 22.440 doses
  • 18 de janeiro – CoronaVac: 60.000 doses
  • 24 de janeiro – Oxford: 31.500 doses
  • 24 de janeiro – CoronaVac: 14.600 doses
  • 07 de fevereiro – CoronaVac: 29.000 doses
  • 07 de fevereiro – CoronaVac: 17.800 doses
  • 24 de fevereiro – Oxford: 35.500 doses
  • 24 de fevereiro – CoronaVac: 19.400 doses
  • 3 de março – CoronaVac: 40.800
  • 10 de março – CoronaVac: 43.200 doses (falta receber)

G1RN

Covid-19: São Gonçalo do Amarante vai abrir Hospital de Campanha com 10 leitos de UTI e 10 clínicos

Hospital de Campanha de São Gonçalo do Amarante terá 10 leitos de UTI e 10 leitos clínicos  — Foto: Wendell Jefferson
Hospital de Campanha de São Gonçalo do Amarante terá 10 leitos de UTI e 10 leitos clínicos — Foto: Wendell Jefferson

O governo do Rio Grande do Norte, em parceria com a prefeitura de São Gonçalo do Amarante, vai abrir 10 leitos de UTI e 10 leitos clínicos destinados aos pacientes com sintomas ou diagnosticados com a Covid-19 no Hospital de Campanha de São Gonçalo do Amarante. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (4), com objetivo de suprir a carência existente na região metropolitana de Natal, que está com a taxa de ocupação de leitos acima de 90%, segundo dados do Regula RN.

A manutenção dos leitos será custeada 70% pelo governo do estado e 30% pelo município de São Gonçalo do Amarante.

Com 871 pessoas, o Rio Grande do Norte registrou na quarta-feira (3) o maior número internações por Covid-19 desde o início da pandemia. A abertura de novos leitos faz parte do Plano de Contingência Estadual de Enfrentamento à Covid-19 com a finalidade de conter o avanço da doença em todo o estado.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) também iniciou a instalação de novos leitos em Mossoró para atender a demanda de pacientes Covid da região Oeste. Serão mais 29 leitos, distribuídos da seguinte maneira: 10 de UTI no Hospital São Luiz e 16 leitos clínicos no Hospital Rafael Fernandes, mais uma UTI e dois outros leitos semicríticos no Hospital Regional Tarcísio Maia. Segundo o órgão, somando aos já existentes na cidade, a estrutura (adulto e pediatria) para atendimento de pacientes vítimas da doença passa a ser de 133 leitos, entre críticos e clínicos.

G1RN

Covid-19: Sesap/RN anuncia 4 óbitos nas últimas 24 horas, mesmo tendo um aumento na contaminação

RN tem 169.419 casos confirmados de Covid-19 — Foto: Anastácia Vaz
RN tem 169.419 casos confirmados de Covid-19 — Foto: Anastácia Vaz

O Rio Grande o Norte chegou nesta quarta-feira (3) a 169.419 casos confirmados de Covid-19. Há 742 óbitos em investigação, de acordo o novo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Na comparação com o boletim de terça-feira (2), são 14 mortes a mais – sendo quatro ocorridas nas últimas 24 horas, em Natal (1), Parnamirim (1), João Câmara (1) e Nova Cruz (1).

O número de pessoas internadas por causa da Covid-19 no RN continua crescendo – subiu de 847 para 871. Na última sexta-feira (26) eram 761. No pico da primeira onda, em junho de 2020, o maior número de internados foi 692.

O boletim da Sesap aponta que 518 pacientes estão internados na rede pública e 353 na rede privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) é de 83,1% na rede pública e segue em 100% na rede privada.

A Sesap contabiliza também que 423.977 testes de Covid-19 foram realizados no estado, sendo 225.893 RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 198.084 sorológicos.

G1RN

Governo federal envia mais 40.800 doses de Coronavac ao Rio Grande do Norte

Rio Grande do Norte recebe mais 40.800 doses de CoronaVac — Foto: Elisa Elsie/Assecom/Governo do RN/Divulgação
Rio Grande do Norte recebe mais 40.800 doses de CoronaVac — Foto: Elisa Elsie/Assecom/Governo do RN/Divulgação

O governo federal enviou ao Rio Grande do Norte recebeu na madrugada desta quarta mais 40.800 doses de CoronaVac.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), essas doses serão suficientes para terminar a vacinação de pessoas com 80 a 84 anos e ainda imunizar 10% da população de 75 a 79 anos.

As doses serão distribuídas para os municípios ainda nesta quarta-feira (3).

Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Kelly Maia, 2.014 doses serão reservadas para profissionais da saúde que por algum motivo ainda não conseguiram ser imunizados. A partir desta quarta eles poderão solicitar essa vacina.

Com a chegada deste novo lote, o RN já recebeu até o momento 271.040 doses de vacinas, entre Coronavac (204.040) e Oxford/AstraZeneca (67.000).

O primeiro lote da Coronavac chegou ao Rio Grande do Norte no dia 19 de janeiro.

Rio Grande do Norte recebe mais 40.800 doses de CoronaVac — Foto: Elisa Elsie//Governo do RN/Divulgação

Rio Grande do Norte recebe mais 40.800 doses de CoronaVac — Foto: Elisa Elsie//Governo do RN/Divulgação

G1RN

Sandra Rosado é internada com Covid-19, mas passa bem

Ex-vereadora está em leito clínico
Foto: Edilberto Barros

A ex-vereadora mossoroense e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB) foi internada com Covid-19 nesta segunda-feira (1º).

Ela está em leito clínico no Hospital Wilson Rosado.

Seu marido, ex-deputado Laíre Rosado, a acompanha. Ele também testou positivo, mas tem sintomas leves, sem precisar de internação.

“Nosso pai apresenta apenas sintomas leves. Nossa mãe também, mas, fazendo parte do grupo de risco em decorrência da hipertensão e do diabetes, foi internada preventivamente ontem à noite no Hospital Wilson Rosado, seguindo orientação médica”, escreveu a vereadora Larissa Rosado (PSDB), em rede social.

“Ela [Sandra] passa bem, respira sem necessidade de aparelhos e deve ter alta nos próximos dias”, afirma.

Saulo Vale

Covid-19: Por falta dos 30 respiradores que Fátima Bezerra pagou e nunca chegaram, agora, em 16 dias, 39 pessoas morrem à espera de UTI no RN

Sistema de Saúde do RN sofre pressão por leitos de Covid-19.  — Foto: Ariel Dantas
Sistema de Saúde do RN sofre pressão por leitos de Covid-19. — Foto: Ariel Dantas

A situação é assustadora, mas também de irresponsabilidade por parte do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da governadora Fátima Bezerra. Pois no início da pandemia, o governo federal mandou R$ 4.947.535,80 para aquisição de respiradores para UTIs no RN.

Fátima se uniu ao Consórcio Nordeste e fizeram uma compra, pagaram, e os respiradores nuca chegaram. Então, só existe um culpado pelas mortes das pessoas pela falta da UTIs, é o governo estadual que após um ano ainda não recebeu os referidos respiradores pagos.

Agora, a manchete do G1RN diz que “em 16 dias, 39 pacientes morreram antes mesmo de conseguirem acesso a um leito destinado ao tratamento da Covid-19 no Rio Grande do Norte. Desse total, 23 (58%) foram somente na região metropolitana de Natal.”

Os números refletem casos em que o pedido de regulação para um leito foi suspenso pelo falecimento do paciente. Além dos óbitos, o estado teve 43 pedidos de regulação para leitos suspensos por falta de transporte. A região metropolitana foi responsável por 28 cancelamentos desse tipo.

Os dados compilados entre os dias 12 e 28 de fevereiro constam do documento “Rio Grande do Norte: ‘uma nova onda'”, construído por um grupo de pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológico em Saúde (Lais) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que analisam a situação recente no estado.

A partir do período de carnaval, foi observado aumento de cerca de 48% nas solicitações por internações em leitos covid-19, em um intervalo de duas semanas, somente na região metropolitana de Natal.

O aumento da demanda por leitos levou o estado a determinar toque de recolher das 22h às 5h, além de suspensão de aulas presenciais, cultos, missas entre outras atividades. A capital determinou fechamento da orla marítima nos finais de semana e feriados.

No início da tarde desta segunda-feira (1º), o estado estava com 92,7% de ocupação dos leitos críticos para Covid-19, de acordo com o Sistema Regula RN, criado pelo Lais e usado pelo governo do estado para administrar a regulação de leitos para Covid-19 no Rio Grande do Norte.

Pelo menos 12 hospitais com leitos da rede pública estavam com todas as UTIs ocupadas e outros cinco tinham taxa acima de 90%. A rede privada também opera com praticamente o total de leitos na região metropolitana.

“A situação no estado do Rio Grande do Norte é considerada grave. Diante dos estudos apresentados, é possível afirmar que, atualmente, a Região Metropolitana é a principal responsável pelos aumentos das internações por Covid-19 em todo o RN. Todavia, as demais regiões também não estão em uma situação confortável, logo, todas as autoridades públicas do estado devem estar atentas aos indicadores assistenciais (leitos covid-19) e aos dados epidemiológicos diariamente publicados pela SESAP/RN”, apontam os pesquisadores.

G1

‘IVERMECTINA reduz mortalidade pela Covid’ – diz infectologista do RN

Dra. Roberta diz confirma que a Ivermectina reduz internamento e mortalidade / foto da Internet

Neste sábado, 27, a infectologista Roberta Lacerda defendeu o uso da ivermectina como medicamento de tratamento precoce contra a Covid-19, em uma entrevista à rádio 96 FM de Natal. Segundo a especialista, países como Índia, México e Peru tiveram sucesso ao controlar o avanço do vírus após especialistas adotarem o uso do composto como forma de profilaxia, reduzindo a mortalidade dos infectados.


Durante a conversa, a especialista disse que desde novembro de 2020 a curva dos gráficos que indicam casos no Rio Grande do Norte estão subindo, mas que em julho do ano passado, houve uma queda que não poderia ser explicada apenas pelo distanciamento. “Havia 40% de distanciamento, tenho isso gravado na minha mente. Era no nosso dizer do Alecrim ‘calcinha jovem, Covid na canela’. Não havia ninguém parado em Natal. Houve queda e ninguém explicou isso. E todo mundo ficou colocando: ‘não tem nada a ver com tratamento precoce, não tem nada a ver com ivermectina, isso é falácia’”, relembrou. 

Roberta ainda falou sobre as acusações de que a escolha pelo medicamento se tratava como uma tentativa desesperada de frear o avanço do vírus no estado. “A gente estava comendo os livros, engolindo artigos, fazendo reuniões científicas com os caras na Espanha, com os caras lá no Canadá”, defendeu. 

Ainda na entrevista, a infectologista disse que houve avanço em países em que foram feitos tratamentos precoces com o uso da ivermectina. “Podem olhar dentro da internet as curvas do Peru e da Índia. Uttar Pradesh, uma população de 210 milhões de pessoas dentro da Índia. Bilhões de pessoas e ninguém explica porque ela zerou a mortalidade dia 8 de fevereiro e não ouço falar nada disso na mídia. Não existe nenhuma palavra na mídia convencional sobre os processos exitosos do controle da pandemia no Peru, no México, agora na Índia e em todos os países que estão liberando o uso da ivermectina”, apontou. 

Durante a entrevista, a infectologista voltou a defender o chamado tratamento precoce. “As pessoas estão morrendo com fila no Rio Grande, 3 ambulâncias com paciente entubado porque não tem vaga. Estão enganando a população desde o ínicio, há um ano, com uma falácia que não tem tratamento precoce”, disse. 

Em outro ponto da entrevista, ela apontou uma estratégia combinada para combater o coronavírus. “Desde o início eu disse: ‘a estratégia tem que ser combinada’. É vacina, é tratamento internado, é tratamento precoce, porque não se investiu em nenhuma pesquisa de tratamento precoce. A Organização Mundial da Saúde (OMS) é conhecida como o órgão que tem que zelar pela saúde pública, com medicamentos baratos, custo efetivo e que possam ser orais e de fácil acesso para a população”, falou. 

A especialista criticou a OMS no que diz respeito ao uso da ivermectina. “45 anos de estudo com a ivermectina, 4,7 bilhões de dólares, mais de 200 milhões de pessoas curadas de doenças na África como Filariose, oncocercose, escabiose, pediculose. A OMS faz uma metanálise para fazer tratamento de escabiose em massa com ivermectina mas não aceita para Covid”.

Roberta Lacerda falou sobre casos em que os pacientes são mandados de volta para casa. “Tem alguém na minha frente sofrendo há cinco dias com febre, dor no corpo e diarreia e estão mandando para casa com dipirona dizendo que esta pessoa não precisa fazer nada. Isto é criminoso. Isso é uma falácia. Eu não concebo que as pessoas até este momento não estão à vontade com as evidências porque não tem corpo racional, com qualidade, que já tem, não é mais momento para dizer que não tem qualidade”, pontuou. 

A especialista também aproveitou a entrevista para se posicionar em relação à vacina para combater a Covid-19. “Em nenhuma pandemia se investiu tanto só em vacina. Eu não sou contra a vacina. Mas a gente tem que entender que ela é uma prevenção”, defendeu.


Agora RN