Category: Saúde

VÍDEO: Acompanhantes lavam o chão do Hospital Walfredo Gurgel e cobram solução a Robinson Faria

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Um vídeo causa revolta nas redes sociais, após se espalhar pelos grupos de WhatsApp, retratando mais uma lamentável situação no Hospital Walfredo Gurgel, maior Pronto-Socorro de Urgência e Emergência do Rio Grande do Norte.

O Governo Robinson, segundo informou o Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde) por meio de suas redes sociais, atrasou o pagamento dos terceirizados que prestam serviço nas unidades estaduais de Saúde.

Com isso, os serviços de limpeza estão paralisados, obrigando que os acompanhantes dos pacientes façam o serviço dos terceirizados.

Revoltados, alguns acompanhantes gravaram um vídeo e espalharam.

Detalhe: Talvez a cobrança ao Governador se deva ao fato dele ter prometido visitas constantes e soluções imediatas ao Hospital Walfredo Gurgel.

Em um mês, população denuncia 138 focos de Aedes aegypti em Natal

No RN, Sala Estadual de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus recebe denúncias pelo 199 (Foto: Divulgação/Sesap)
No RN, Sala Estadual de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus recebe denúncias pelo 199 (Foto: Divulgação/Sesap)

Coordenada pela Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, a Sala Estadual de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus completou nesta quinta-feira (18) um mês de atuação. Nestes 30 dias, foram recebidas 155 denúncias de focos do Aedes aegypti. A maior parte delas, 138 só na cidade de Natal. Também na região Metropolitana da capital, a cidade de Parnamirim recebeu seis denúncias; São Gonçalo do Amarante, três. As denúncias são registradas via telefone, pelo número 199.

Após o recebimento da informação, a equipe encaminha os dados para a secretaria de saúde de cada município. Em seguida, os agentes se dirigem até o local do foco. Os municípios de Extremoz, Mossoró, Ceará-Mirim, Poço Branco, Florânia, Macaíba, Pau dos Ferros e Tibau do Sul registraram uma denúncia cada.

RN investiga 4.753 casos de dengue, 414 de zika vírus e 13 de chikungunya
O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde revela os casos de dengue registrados entre 1º janeiro a 13 de fevereiro deste ano no Rio Grande do Norte aumentaram 98,46% com relação ao mesmo período do ano passado. Em 2016, já são 4.753 casos suspeitos e 356 confirmados. Quanto à febre chikungunya, este ano já foram notificados 13 casos suspeitos, todos ainda em investigação. Já sobre o zika vírus, foram notificados 414 casos. Destes, 4 confirmados. Os números foram divulgados na quarta-feira (17).

RN investiga 4.753 casos de dengue, 414 de zika vírus e 13 de chikungunya

Larvas do mosquito Aedes aegypti são fotografadas em laboratório (Foto: Marin Recinos/AFP)
Larvas do mosquito Aedes aegypti são fotografadas em laboratório (Foto: Marin Recinos/AFP)

G1 – Os casos de dengue registrados entre 1º janeiro a 13 de fevereiro deste ano no Rio Grande do Norte aumentaram 98,46% com relação ao mesmo período do ano passado. Em 2016, já são 4.753 casos suspeitos e 356 confirmados. Quanto à febre chikungunya, este ano já foram notificados 13 casos suspeitos, todos ainda em investigação. Já sobre o zika vírus, foram notificados 414 casos. Destes, 4 confirmados. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (17) pela Secretaria de Saúde Pública (Sesap).

Ainda de acordo com a Sesap, até o dia 13 de fevereiro, fim da semana epidemiológica 6, o estado somou 20 municípios com alta incidência acumulada de dengue (até a semana epidemiológica 4 eram 9, ou seja, um aumento de 122% de municípios com alta incidência acumulada), que são municípios que notificaram mais de 300 casos da doença por 100 mil habitantes.

“Ao mesmo tempo, visualizamos 78 municípios silenciosos, que não notificaram nenhum caso suspeito de dengue nesse período. Isso aponta para uma subnotificação de casos suspeitos e indica a necessidade de sensibilizar os profissionais de saúde para a responsabilidade de notificarem todos os atendimentos que se enquadrarem na definição de caso suspeito para dengue definido pelo Ministério da Saúde”, explicou Kristiane Fialho, subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap. “O cenário da dengue no RN revela ainda um aumento de óbitos notificados em 150%, uma situação preocupante. Entretanto, esses óbitos ainda estão em investigação para conclusão”, acrescentou.

Fumacê
A Sesap informou também que já realizou ações com o carro fumacê (UBV pesado) nos municípios de Natal (Zona Norte), Caicó, Umarizal, Martins, Lajes, Jandaíra, Guamaré ePendências. Logo após o carnaval a ação foi feita nos municípios de Cerro Corá, Florânia,Parelhas, Santana do Matos e Pedro Avelino. Outros municípios estão sinalizando a necessidade da utilização dos carros fumacê e a equipe estadual irá analisar se eles enquadram-se nos requisitos necessários para realização de UBV pesado ou costal.

O zika e o descaso na saúde pública

Desde o início do século passado, o Aedes aegypti representa uma grave ameaça à saúde do Brasil. À época, o mosquito era o principal responsável pela transmissão da febre amarela, só controlada após a operação de guerra comandada pelo sanitarista Oswaldo Cruz. O vetor foi erradicado em 1955, mas o relaxamento das medidas de prevenção permitiu o seu retorno poucos anos depois. Em meados dos anos 1980, ele voltaria ao protagonismo ao difundir a dengue pelo território nacional. Desde então, as infrutíferas campanhas governamentais, focadas em apelos à população para eliminar os criadouros domésticos do inseto, jamais conseguiram impedir a repetição de surtos.

A fatura de três décadas de descaso é elevada. Em 2015, um novo recorde: 1,6 milhão de infectados por dengue. Polivalente, o mosquito passou a transmitir a febre chikungunya e, agora, encarrega-se de dar carona ao sexagenário, mas ainda pouco conhecido, zika. Até o momento, o Ministério da Saúde confirmou o diagnóstico de 270 bebês com microcefalia ou malformação do cérebro, seis deles por exposição comprovada ao vírus. Outros 3.448 casos seguem sob investigação.

Em estado de alerta, a Organização Mundial da Saúde estima que o zika pode atingir entre 3 milhões e 4 milhões de habitantes das Américas, onde se espalha por vários países. Epicentro da epidemia, o Brasil deve concentrar 1,5 milhão de infectados.

A doença tem grandes chances de se alastrar por outros continentes. “O zika irá onde o mosquito estiver”, afirma Marcos Espinal, diretor do departamento de doenças transmissíveis da Organização Pan-Americana de Saúde. Estados Unidos, Canadá, França, Reino Unido, Alemanha e o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças emitiram alertas para gestantes evitarem viagens ao Brasil.

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O ministro reconhece. "Perdemos feio a batalha" (Lalo de Almeida/ Folha Press)

Uma das 23 nações atingidas pela epidemia, El Salvador decidiu recomendar à população que adie os planos de procriar até 2018. O governo da Colômbia emitiu alerta após a confirmação de 13,8 mil infectados pelo vírus. As autoridades estimam que ao menos 500 crianças colombianas devam nascer com microcefalia. Ao tomar conhecimento de um estudo que revela a presença do Aedes aegypti em regiões populosas dos EUA, o presidente Barack Obama enfatizou a necessidade de dar celeridade às pesquisas para vacinas e tratamentos.

O zika foi descoberto acidentalmente em 1947, durante um estudo com macacos sobre o ciclo silvestre da febre amarela desenvolvido em Uganda, na África. Cinco anos mais tarde surgiram os primeiros relatos de humanos infectados, mas a comunidade científica deu pouca importância, relata o infectologista Rivaldo Venâncio, diretor da Fiocruz em Mato Grosso do Sul.

Eram casos em comunidades rurais pouco habitadas da África e do Sudeste Asiático, e os pacientes apresentavam quadros clínicos menos graves. Febre, manchas vermelhas pelo corpo, coceira e dor nas articulações, sintomas que desapareciam em poucos dias. Somente após epidemias registradas em ilhas do Pacífico a partir de 2007 é que o zika recebeu maior atenção.

 

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O governo insiste na espetacularização do combate e nos apelos à população. (Edilson Rodrigues/ Ag. Senado)

 

À época, descobriu-se que menos de um quarto dos infectados apresentava sintomas da doença. Desses, uma pequena parcela também desenvolvia a síndrome de Guillain-Barré, assim chamada por ter sido descrita pelos médicos franceses Georges Guillain e Jean-Alexandre Barré em 1859.

Tal moléstia leva o sistema imunológico a atacar tecidos nervosos por engano. Em casos leves, a síndrome provoca alterações na sensibilidade e nos movimentos dos membros inferiores. Nos mais agressivos, compromete o funcionamento do aparelho excretor, da musculatura respiratória e pode levar o paciente à morte.

Uma das facetas mais cruéis do zika só emergiu após aportar no Brasil. O Ministério da Saúde confirmou a circulação do vírus apenas em 15 de maio de 2015, mas médicos e especialistas já suspeitavam da presença do novo vírus desde o fim do ano anterior, quando se multiplicaram em estados do Nordeste os diagnósticos de uma “dengue atípica”, na qual as manchas vermelhas pelo corpo apareciam mais cedo, acompanhadas de coceira e uma febre menos intensa.

 

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Os lixões também são depósitos de larvas. (Pilar Olivares/ Reuters/ Latinstock)

 

O virologista Gúbio Soares Campos, da Universidade Federal da Bahia, teve a primazia de identificar a nova ameaça carregada pelo Aedes. Pouco depois, outra pesquisa revelou que sete brasileiros diagnosticados com Guillain-Barré haviam sido infectados anteriormente pelo zika. Enquanto isso, um surto de microcefalia assombrava a população do Nordeste.

Apenas em novembro o Instituto Evandro Chagas, de Belém, confirmou a relação do fenômeno com o zika, ao encontrar o vírus em amostras de sangue e tecidos de um bebê nascido com malformação.

Mais recentemente, a virologista Cláudia Duarte, do Instituto Carlos Chagas, e a patologista Lúcia Noronha, da PUC do Paraná, comprovaram que o vírus é capaz de romper a barreira placentária e atingir o feto. “Recebemos a amostra de uma paciente do Nordeste, que sofreu aborto entre a oitava e a nona semana de gestação, perto de 15 dias após manifestar sintomas de zika”, explica Noronha.

Ela conduziu a análise morfológica que identificou uma inflamação na placenta, por onde o vírus teria acesso ao feto. Sua colega encarregou-se de realizar os testes de RNA viral, que confirmaram a presença do zika. “Estamos diante de uma ameaça muito grave. O Brasil é uma nação continental, com clima propício à multiplicação do vetor, além de ter uma população jovem, com muitas mulheres em idade fértil. Corremos o risco de ter um contingente enorme de crianças com malformação, a um custo social e econômico gigantesco.”

 

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Diante da presença do Aedes em regiões populosas dos EUA, Obama enfatiza a urgência de desenvolver uma vacina. (Casa Branca)

 

Na melhor das hipóteses, uma vacina eficaz contra o zika levará três anos para ser desenvolvida, estima Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan.  “Em vias normais, com algum atraso que possamos ter, falamos em cinco anos. Isso em termos bastante rápidos”, diz. Diante do tormentoso cenário, o governo decidiu mobilizar 220 mil militares para auxiliar os agentes de endemias no combate aos criadouros do Aedes aegypti.

Dilma Rousseff já havia aprovado, em 15 de janeiro, um orçamento adicional de 500 milhões de reais para o combate ao mosquito. Somados aos recursos já previstos, o gasto pode chegar a 1,87 bilhão em 2016. Durante a reunião de cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada em Quito na quarta-feira 27, a presidenta propôs aos países-membros uma ação de cooperação no enfrentamento à ameaça do vírus zika.

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O Planalto mantém a aposta em uma mobilização nacional contra o vetor, com apelos à população para eliminar os focos de água parada, onde o Aedes se reproduz. Tem sido cada vez mais difícil, porém, levar a sério as recomendações do ministro da Saúde, Marcelo Castro, médico psiquiatra, deputado licenciado pelo PMDB e notório colecionador de gafes. Há poucas semanas, o ministro disse “torcer” para que mulheres fossem infectadas pelo zika antes do período fértil, como forma de ganhar imunidade enquanto a vacina não está disponível.

Em outra ocasião, observou que as mulheres estão mais vulneráveis por ficarem de “perna de fora”, e prescreveu o uso de calças. Mais recentemente, suas declarações voltaram a causar rebuliço. Desta vez, pelo excesso de sinceridade: “Estamos há três décadas com o mosquito aqui no Brasil e estamos perdendo feio a batalha”. 

 

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Esgotos a céu aberto encontrado em todo Brasil

Não há como contestar o ministro nesse ponto. Há tempos o Brasil esmera-se em enxugar gelo. Quando o número de infecções por dengue dispara, intensificam-se as ações de combate ao mosquito. As notificações recuam, as medidas de prevenção são afrouxadas, e os surtos voltam a ocorrer com força total. 

Para o sanitarista José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde de Lula e atual diretor do Isags, braço de saúde da Unasul, a estratégia focada na mobilização popular atingiu o limite. “Quem trabalha oito horas por dia perde de duas a quatro horas no trajeto entre a casa e o serviço, e ainda tem que cuidar dos filhos quando retorna ao lar, e não tem tempo para vistoriar todo dia o quintal de sua casa”, observa.

“O Brasil precisa atacar seus problemas estruturais, universalizar o acesso à água tratada, coletar e dar destinação adequada ao lixo, expandir a oferta de saneamento básico. Sem isso, o alcance dessas campanhas de conscientização será sempre limitado.”

Dados do Levantamento Rápido do Aedes aegypti, divulgados pelo governo federal em novembro de 2015, corroboram a argumentação de Temporão. No Nordeste, 82% dos depósitos de larvas de mosquito foram encontrados em reservatórios de água, boa parte deles improvisada para driblar os problemas de abastecimento. O lixo é o depósito predominante nas regiões Sul (49,2%) e Norte (35,8%). Somente no Sudeste, os domicílios correspondem a mais da metade dos focos de reprodução do vetor.

Em dez anos, a geração de resíduos sólidos no Brasil aumentou 29%, porcentual cinco vezes superior à taxa de crescimento populacional verificada no período, revela uma pesquisa da Abrelpe, a associação nacional das empresas de limpeza pública. Segundo o estudo, 20 milhões de brasileiros não dispõem de coleta regular de lixo.

Além disso, dos 78,6 milhões de toneladas de resíduos gerados no País em 2014, 41% tiveram como destinação final lixões e aterros controlados, locais considerados inadequados por oferecer riscos à saúde e ao meio ambiente. 

Ao menos 30 milhões de brasileiros permanecem sem acesso à água tratada e mais da metade da população não tem o esgoto coletado. O Brasil tem a meta de universalizar esses serviços até 2033, mas com o atual ritmo de expansão, isso só deve ocorrer a partir de 2050, revela uma recente pesquisa da Confederação Nacional da Indústria. “A falta de saneamento e água tratada costuma ser associada a verminoses, leptospirose, hepatite e dermatites, mas é inegável que também contribui para proliferação doAedes”, diz Édson Carlos, do Instituto Trata Brasil.

“As pessoas só usam caixas-d’água ou reservatórios improvisados quando não têm acesso à oferta segura e regular de água tratada. Não por acaso a população de São Paulo correu atrás dessas soluções no ano passado, em meio à crise hídrica. Os municípios também são negligentes na drenagem de água da chuva. Para evitar enchentes, muitas cidades recorrem aos piscinões, mas depois aquela água toda permanece lá, parada por dias.”Dengue.jpg

 

Para Venâncio, da Fiocruz, é indispensável rever as estratégias de combate ao Aedes, levando em conta os problemas estruturais do País. “Nos últimos 30 anos, lançamos mão de uma metodologia para resolver um problema que não está dando certo. Essa metodologia foi ótima na época do Oswaldo Cruz, mas para o Brasil atual não dá mais certo. Temos de ter humildade para admitir isso”, afirma.

“O esvaziamento do campo criou essas regiões metropolitanas gigantescas, que cresceram nos últimos 50 anos de forma absolutamente desordenada. Então, criamos um país essencialmente urbano, sem as condições para uma convivência minimamente amigável desse cidadão com o meio ambiente que o cerca.” 

Fonte: <ariquemesonline> 

RS suspende larvicida que teria causado microcefalia

Larvicida: substância pode estar ligada a casos de microcefalia
Larvicida: substância pode estar ligada a casos de microcefalia

No Dia Nacional de Mobilização contra o Mosquito Aedes Aegypti em Porto Alegre, o secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabbardo dos Reis, anunciou que suspendeu o uso do larvicida Pyriproxyfen, apontado em nota técnica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) , como possível causador de microcefalia.

O produto é utilizado em caixas d’água para eliminar larvas do mosquito vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. “A suspeita é suficiente para nos fazer decidir pela suspensão do uso. Nós não podemos correr esse risco”, disse Gabbardo.

O mutirão na capital gaúcha começou às 8h30 da manhã de hoje (13). com solenidade de abertura na Gerência Distrital de Saúde do Partenon, na zona leste da cidade, com a participação  do prefeito José Fortunati, do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, e do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

O ministro lembrou de seu passado como prefeito de Manaus e governador do Amazonas, onde doenças como a dengue são endêmicas: “Já enfrentei esse mosquito e sei da união que é necessária para vencer essa situação.” A ação conjunta das esferas municipal, estadual e federal também também foi destacada nos discursos de Sartori e Fortunati, que lembraram do esforço recente contra os danos causados pelo forte temporal do dia 29 de janeiro.

Durante a manhã, 1.550 militares do Exército e 150 funcionários de saúde do município e do estado visitaram cerca de 40 mil domicílios de onze bairros porto-alegrenses. As casas que estavam fechadas vão ser visitadas novamente à tarde. Na ação de hoje, os agentes apenas conversaram com a população para reforçar os cuidados contra o Aedes aegypti e orientar sobre como denunciar possíveis focos do inseto. A partir do dia 15, as visitas terão objetivo de localizar e eliminar os locais onde o mosquito se reproduz.

O aposentado Lucídio Garbinato teve dengue hemorrágica há três anos, e contou que escapou da morte por um “detalhe”. Ele e a esposa foram receptivos e conversaram durante vários minutos com os militares que os visitaram hoje de manhã. “Achei maravilhosa a convocação do Exército para essa tarefa. Os militares são muito disciplinados, e essa disciplina é o que está faltando pra gente combater esse mosquito”, afirmou Garbinato.

Ministro defende opção de aborto em caso de fetos com microcefalia no AC

Ministro da Cultura, Juca Ferreira, esteve no Acre para mobilização contra o Aedes, neste sábado (13) (Foto: Quésia Melo/G1)
Ministro da Cultura, Juca Ferreira, esteve no Acre para mobilização contra o Aedes, neste sábado (13) (Foto: Quésia Melo/G1)

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, participou neste sábado (13) da ação contra o Aedes aegypti em Rio Branco, capital do Acre. Durante coletiva, no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), na Praça da Juventude, no bairro Cidade Nova, ele defendeu a opção de aborto em caso de fetos com microcefalia. “Não podemos obrigar uma mãe a ter um filho com microcefalia”, declarou.

O ministro ressaltou que essa é a opinião pessoal dele sobre o assunto. “Acho que essa rigidez sobre o aborto tem que ser revista. Eu, pessoalmente, sou favorável a uma revisão para que a mulher possa optar por fazer ou não, mas isso é uma posição pessoal minha e não do governo federal. Não há nenhum posicionamento oficial sobre o assunto”, esclareceu.

O ministro falou também sobre a força da campanha que ocorre simultaneamente em todo o Brasil. “A população precisa vigiar, não só hoje, mas todos os dias. O sucesso dessa campanha é exatamente essa mobilização da sociedade para combater o mosquito e permitir que a gente elimine essa ameaça das doenças que esse mosquito pode transmitir”, acrescentou.

O governador do Acre, Tião Viana, falou da importância da ação no estado. “Temos que celebrar porque o Acre é um estado que ainda não tem nenhum caso de zika vírus. Não temos talvez porque foi o estado que mais investiu em saneamento básico do Brasil. Precisamos também que a população ajude no combate, porque 30% dos casos de transmissão ocorre nos quintais. A população é parte muito importante”, disse.

Ministro do Desenvolvimento participa de mobilização contra Aedes no RN

Governador Robinson Faria aguarda a chegada do ministro do Desenvolvimento no Ginásio Nélio Dias (Foto: Carol Reis)
Governador Robinson Faria aguarda a chegada do ministro do Desenvolvimento no Ginásio Nélio Dias (Foto: Carol Reis)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, já está emNatal para participar da mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, chikungunya e do vírus da zika. Na capital potiguar a programação acontece durante todo o dia, com concentração no Ginásio Nélio Dias, no bairro de Nova Natal, na Zona Norte. O governador Robinson Faria também participa da mobilização. A ação será realizada simultaneamente em 353 municípios do país neste sábado (12).

No Rio Grande do Norte 4.500 militares do Exército, Marinha e Aeronáutica orientam a população sobre o combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A mobilização é coordenado pelo Gabinete Civil, por meio da Defesa Civil Estadual, e em parceria com as Forças Armadas e acontece em Natal, Areia Branca, Parnamirim e Caicó. Em Natal, sãoalvo da mobilização os bairros Lagoa Azul, Potengi, Petrópolis, Alecrim, Quintas, Cidade Alta, Dix-Sept Rosado, Tirol, Rocas, Areia Preta, Barro Vermelho, Bom Pastor, Felipe Camarão, Nova Descoberta, Nossa Senhora Nazaré, Neópolis, Pitimbu e Ponta Negra.

Durante a ação os militares e voluntários distribuem panfletos informativos com orientações sobre os cuidados para combater o mosquito. Nas casas que estiverem vazias, o material informativo é deixado nas caixas de correspondência. Os donos de estabelecimentos comerciais também são orientados a fixar cartazes em local visível e de fácil acesso.

 

Do G1

Hemonorte tem estoque baixo de sangue e faz apelo para doações

O Hemocentro do RN (Hemonorte) está precisando com urgência de sangue de todos os tipos para repor seu estoque que, no momento, está crítico. As doações realizadas não estão sendo suficientes para manter o estoque equilibrado. Hoje a unidade conta com pouco mais de 300 bolsas prontas para uso.

Com um estoque de aproximadamente 40% do total de bolsas de sangue, se o número de doações não aumentar, o abastecimento da rede hospitalar ficará comprometido, o que pode prejudicar a realização de cirurgias. O Hemonorte faz um apelo a doadores de todos os tipos sanguíneos para ajudar a repor os estoques. Além das mídias sociais, a instituição está entrando em contato com doadores por telefone e pelo aplicativo Hemoliga.

Para doar sangue, é preciso que a pessoa tenha de 16 a 69 anos, esteja em boas condições de saúde e pese mais de 50 quilos. Recomenda-se evitar o consumo de alimentos gordurosos quatro horas antes da doação. A ingestão de bebidas alcoólicas tem de ser interrompida 12 horas antes da doação.

Os interessados devem comparecer ao Hemonorte, localizado na Av. Alexandrino de Alencar, 1800, Tirol, (próximo ao Parque das Dunas/Bosque dos Namorados) – de segunda-feira a sábado, das 7h às 18h ou aos postos de coleta fixos da Zona Norte (Biblioteca Américo de Oliveira) – Av. Itapetinga, 1430, Conj. Santarém – de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, e sábado, das 8h às 12h.

 

Do Nominuto.com

Mais de 350 cidades terão ações contra o Aedes aegypti hoje

panfleto

A presidente Dilma Rousseff e os ministros do governo federal vão aos estados neste sábado (13) para uma mobilização nacional contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, chikungunya e do vírus da zika. O objetivo é visitar 3 milhões de residências.

A ação ocorre em 353 municípios e também farão visitas os secretários-executivos, presidentes de estatais, prefeitos, governadores, 46 mil agentes de combate às endemias e 266 mil agentes comunitários de saúde.

Enquanto Dilma acompanha a ação do Rio de Janeiro, cada ministro deve participar da mobilização em um estado.

A mobilização também conta com o apoio das Forças Armadas. Ao todo, 220 mil militares (160 mil do Exército, 30 mil da Marinha e 30 mil da Força Aérea) começam a atuar no mês de fevereiro no combate ao mosquito. Numa primeira etapa, eles deverão entregar panfletos com orientações para evitar a proliferação do mosquito. Em seguida, 50 mil homens visitarão casas para fazer inspeções.

 

 

dO G1

Só o que falta acontecer no Brasil: os militares brasileiros perder a guerra contra um mosquito

Aldo Rebelo: ministro explicou que 3,3 mil militares estão sendo preparados para aplicação de produtos químicos para matar o Aedes aegypti
Aldo Rebelo: ministro explicou que 3,3 mil militares estão sendo preparados para aplicação de produtos químicos para matar o Aedes aegypti

Segundo informações do governo federal de Dilma Rousseff, são 220 mil militares das forças armadas que vão participar amanhã (13) no combate a epidemia do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chicungunha, e por último, o assustador Zica vírus.

Em uma campanha denominada de “Dia Nacional de Mobilização para Combate ao Mosquito Aedes aegypti”, o governo federal vai tentar alcançar 350 municípios do país.

Nessa etapa, que o ministro definiu como de “mobilização, os militares serão deslocados para diversas cidades para distribuirão em diversas cidades para a ação. Nessa fase, haverá panfletagem e a presença de autoridades do governo.

A etapa do dia 13 é para mobilizar a população. “É preciso haver mobilização da população para que, permanentemente, removam-se das casas os focos de multiplicação dos mosquitos. O esclarecimento é importante para que cada família se mobilize permanentemente. Esse é o objetivo do sábado”, ressaltou o ministro da Defesa.

Uma observação nossa: o senhor ministro, não sabe que o Brasil inteiro já tem conhecimento de como se evita essa infestação; de que desde os anos noventa, no século passado, se gasta dinheiro conscientizando o povo por meio de publicidades.  A nosso ver, o que falta é punição para os que colocam em risco as vidas dos outros. Uma medida de urgência onde os brasileiros sintam no bolso em forma de punição aos que insistem em manter as condições favoráveis a procriação desse mosquito.

Ainda na reportagem a Exame, Aldo Rebelo explicou que os 3,3 mil militares estão sendo preparados para aplicação de produtos químicos para matar o Aedes aegypti e que mais 50 mil estão em treinamento.

Na ação de sábado, os militares baterão à porta das casas junto com os agentes do Ministério da Saúde, aplicando larvicidas em caixas d’água e demais reservatórios se necessário.

Os ministros, secretários executivos e outras autoridades federais também participarão da ação, que será realizada em vários estados. Aldo Rebelo participará da campanha em São Paulo, onde se encontrará com o governador Geraldo Alckimin, no município de Campinas.

Vejam o que diz o ministro Aldo Rabelo comparando o terror causado pelos islâmicos xiitas com o nosso mosquito. Digo nosso, por que pelo que parece, esse foi produzido no Brasil. (circula nas redes sociais)

“O mundo vive sob riscos, ou de saúde, de natureza política ou terror. O risco deve ser combatido com medidas eficazes, mas a humanidade não pode deixar de realizar suas tarefas de eventos internacionais por conta de riscos e ameaças, que devem ser combatidos.” Disse o ministro Aldo rabelo, em uma reportagem da Exame.

 

Vacina contra Zika pode ser desenvolvida em até um ano, diz ministro

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O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse hoje (11) que uma parceria firmada entre o Instituto Evandro Chagas, no Pará, e a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, possibilitará que a vacina contra o vírus Zika seja desenvolvida em até 12 meses. Após essa etapa, a vacina ainda precisa passar por testes clínicos para, em seguida, começar a ser produzida e disponibilizada à população. Essa fase deve durar mais dois anos, totalizando três anos para que todo o processo seja concluído.

Durante entrevista coletiva, o ministro destacou que a experiência de ambas as instituições no ramo das chamadas arboviroses (doenças causadas por vírus semelhantes ao Zika, como dengue, chikungunya e febre amarela) pode ajudar a reduzir o prazo para a formulação da vacina, já que o cronograma oficial de trabalho prevê o desenvolvimento das doses em dois anos. O investimento brasileiro na parceria com os Estados Unidos, segundo ele, é de US$ 1,9 milhão para os próximos cinco anos.

“Há um grande otimismo de que poderemos desenvolver essa vacina em um tempo menor do que o que estava previsto. Aproximadamente, dentro de um ano, poderemos ter a vacina desenvolvida, podendo ser menos. Depois, vêm os testes e ensaios clínicos e a produção da vacina para poder ser comercializada e aplicada”, ressaltou Castro.

No próximo sábado (13), uma mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti vai levar cerca de 220 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica às ruas. Os militares irão distribuir material impresso com orientações para a população sobre como manter a casa livre dos criadouros do mosquito. O Aedes aegypti é vetor da dengue, da febre chinkungunya e do vírus Zika, que pode causar microcefalia em bebês.

A meta é visitar 3 milhões de residências. A mobilização vai abranger 356 municípios, incluindo todas as cidades consideradas endêmicas, de acordo com indicação do Ministério da Saúde, e as capitais do país.

Ministério da Saúde confirma terceira morte pelo vírus da zika

G1 -O Ministério da Saúde confirmou a terceira morte pelo vírus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, no Brasil.

O paciente era uma jovem de 20 anos, do município de Serrinha, no Rio Grande do Norte. Ela ficou internada em Natal durante 11 dias com problemas respiratórios. A morte foi em abril do ano passado, mas o resultado dos exames saiu apenas agora.

 
ZIKA Vírus tornou-se preocupação mundial

 

No final de novembro, o Instituto Evandro Chagas confirmou o primeiro caso de morte pelo vírus da zika no Brasil. A vítima foi um homem que morava no estado do Maranhão. Segundo os especialistas, o paciente tinha lúpus, uma doença que afeta o sistema imunológico, e por isso não resistiu à zika.

O segundo caso de morte ligada ao vírus da zika foi o de uma menida de 16 anos, do município de Benevides, no Pará. O comunicado foi feito pelo ministério no dia 28 de novembro.

Ela morreu no final de outubro. Os dados mostram que os sintomas começaram em 29 de setembro, e que a coleta de sangue foi feita sete dias depois, quando o caso foi notificado, em 6 de outubro. Ela apresentou dor de cabeça, náuseas e petéquias (pontos vermelhos na pele e mucosas). “O teste foi positivo para o vírus, confirmado e repetido”, disse o ministério na ocasião.

A doença é transmitida pela picada dos mosquitos da família “aedes”, a mesma que transmite dengue e a febre chikungunya. A prevenção é evitar lixo acumulado e não deixar água parada como criadouro de mosquitos.

Casos de microcefalia
O Ministério da Saúde também confirmou no final do ano passado a relação entre o vírus da zikae o surto de microcefalia na região Nordeste. Na época, o Instituto Evandro Chagas, na capital paraense, encaminhou o resultado de exames realizados em uma bebê, nascida no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos, foi identificada a presença do vírus Zika.

A partir desse achado do bebê que veio à óbito, o Ministério da Saúde passou a considerar confirmada a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia. Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial. As investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.

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Veja perguntas e respostas sobre o vírus da zika:

Como ocorre a transmissão?
Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o vírus da zika também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Quais são os sintomas?
Os principais sintomas da doença provocada pelo vírus da zika são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. A evolução da doença costuma ser benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias. O quadro de zika é muito menos agressivo que o da dengue, por exemplo.

Como é o tratamento?
Não há vacina nem tratamento específico para a doença. Segundo informações do Ministério da Saúde, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco aumentado de hemorragias.

Qual é a relação entre o vírus da zika e a microcefalia?
A relação entre zika e microcefalia foi confirmada pela primeira vez no mundo no fim de novembro pelo Ministério da Saúde brasileiro. A investigação ocorreu depois da constatação de um número muito elevado de casos em regiões que também tinham sido acometidas por casos de zika.

A evidência crucial para determinar essa ligação foi um teste feito no Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado ao Ministério da Saúde no Pará, que detectou a presença do vírus da zika em amostras de sangue coletadas de um bebê que nasceu com microcefalia no Ceará e acabou morrendo.

Como a situação é muito recente, ainda não se sabe como o vírus atua no organismo humano, quais mecanismos levam à microcefalia e qual o período de maior vulnerabilidade para a gestante. Segundo o Ministério da Saúde, as investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer essas questões.

Quais são as recomendações para mulheres grávidas?
O Ministério da Saúde orienta algumas medidas para mulheres grávidas ou com possibilidade de engravidar tendo em vista a ocorrência de casos de microcefalia relacionados ao vírus da zika.

Uma delas é a proteção contra picadas de insetos: evitar horários e lugares com presença de mosquitos, usar roupas que protejam a maior parte do corpo, usar repelentes e permanecer em locais com barreiras para entrada de insetos como telas de proteção ou mosquiteiros.

É importante informar o médico sobre qualquer alteração em seu estado de saúde, principalmente no período até o quarto mês de gestação. Um bom acompanhamento pré-natal é essencial e também pode ajudar a diminuir o risco de microcefalia.

Como é feito o diagnóstico da zika?
Ainda não há um teste padrão para diagnosticar a doença. “Como o zika é novo, não temos uma padronização nos testes. Para se ter certeza do diagnóstico, é preciso usar a técnica de PCR, que é complexa e não está disponível no mercado”, diz Rodrigo Stabeli, vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No Brasil, somente três unidades da Fiocruz, além do Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, têm a capacidade de fazer esse exame. “Esses laboratórios têm a missão de desenvolver um método melhor de diagnóstico para suprir esse problema epidemiológico”, diz Stabeli.

Enquanto não existe um teste padrão, o diagnóstico nas regiões em que já se constatou a presença do vírus vem sendo feito por critérios clínicos.

Quais são as medidas de prevenção conhecidas?
Como o vírus da zika é transmitido pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito que transmite a dengue e o chikungunya, a prevenção segue as mesmas regras aplicadas a essas doenças. Evitar a água parada, que os mosquitos usam para se reproduzir, é a principal medida.

Em casa, é preciso eliminar a água parada em vasos, garrafas, pneus e outros objetos que possam acumular líquido. Colocar telas de proteção nas janelas e instalar mosquiteiros na cama também são medidas preventivas. Vale também usar repelentes e escolher roupas que diminuam a exposição da pele. Em caso da detecção de focos de mosquito que o morador não possa eliminar, é importante acionar a Secretaria Municipal de Saúde do município.

Por enquanto, não existe vacina capaz de prevenir a infecção pelo vírus da zika.

Qual é a diferença entre dengue, chikungunya e zika?
Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Zika e dengue são do gênero Flavivirus, já o chikunguna é do gênero Alphavirus.

As doenças têm gravidades diferentes. A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras.

Já a febre pelo vírus da zika leva a sintomas que se limitam a no máximo 7 dias. Apesar de os sintomas serem mais leves do que os de dengue e chikungunya, a relação do vírus com a microcefalia e a possível ligação com a síndrome de Guillain-Barré tem trazido preocupação.

5 Coisas que você precisa saber sobre o Zika

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O canal de notícias norte-americano CNN (Cable News Network), publicou em seu site no dia 05 de fevereiro, um artigo para tirar algumas dúvidas sobre o Zica vírus, onde é respondida 5 perguntas fundamentais.

Abaixo um resumo do texto original:

1. O que é Zika e por que é tão sério?

O vírus Zika é parte da mesma família como a febre amarela, chikungunya e dengue, mas ao contrário desses, para o o vírus Zica não há nenhuma vacina para prevenir, tampouco medicamento para tratar a infecção.

O Zika vírus está sendo ligado a alarmantes casos de microcefalia – uma desordem neurológica que resulta em bebês que nascem com cabeças pequenas, de forma anormal. Isso causa problemas de desenvolvimento graves e, não poucas vezes, óbito. 

2. Como ocorre a propagação do Zika vírus?

O vírus, geralmente é transmitido quando o mosquito Aedes Aegypti pica uma pessoa com uma infecção ativa, e depois espalha o vírus ao picar outras pessoas. Há também, casos suspeito de transmissão por via sexual.

O vírus está no sangue por cerca de uma semana. Quanto tempo ele permaneceria no sêmen é algo que está sendo estudado.

3. Onde está o vírus Zika agora?

O vírus Zika está agora a ser localmente transmitidos em Barbados, Bolívia, Brasil, Cabo Verde, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana Francesa, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, Martinica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Porto Rico, St. Martin, Suriname, Samoa, Tonga, Ilhas Virgens americanas e Venezuela, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

4. O que você pode fazer para se proteger contra Zika?

Com nenhum tratamento ou vacina disponível, a única proteção contra Zika é evitar viajar para áreas com uma infestação ativa. Se você quiser viajar para um país onde o Zika estiver presente, o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) recomenda a adesão estrita às medidas de proteção contra mosquitos: use um repelente aprovado pela EPA (Agência de Proteção Ambiental), usar calças compridas, camisas longas, de manga e grossa o suficiente para bloquear uma picada de mosquito, e dormir em ar-condicionado, quartos blindados, entre outros.

OBS: No caso do Brasil, a agência reguladora sobre as questões dos repelentes, é a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

5. O que está sendo feito para parar Zika?

Os investigadores estão a trabalhar arduamente em laboratórios de todo o mundo que tentam criar uma vacina Zika. Um ensaio clínico de uma vacina de vírus Zika poderia começar este ano, de acordo com Fauci.

Autoridades de saúde estão a implementar técnicas de controle de mosquito tradicionais, como a pulverização de pesticidas e esvaziamento de pé recipientes de água onde os mosquitos se reproduzem. O CDC incentiva proprietários, proprietários do hotel e visitantes de países com surtos Zika também para eliminar qualquer água parada que veem, como em baldes ao ar livre e vasos de flores.

 

CNN

 

Parte dos recursos dos EUA será enviado para países afetados pelo zika

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R7 Notícias – O presidente Barack Obama anunciou na segunda-feira (8), que pedirá US$ 1,8 bilhão (R$ 7,2 bilhões) ao Congresso americano para o combate do zika e o desenvolvimento de vacina contra o vírus, mas afirmou que não há razão para pânico. “A boa notícia é que isso não é como ebola, as pessoas não morrem com zika”, disse Obama em entrevista à rede de TV CBS.

A maior parte dos recursos — US$ 828 milhões (R$ 3,3 bilhões) — será destinada ao combate do mosquito transmissor do vírus, treinamento de pessoal expansão dos testes da doença e pesquisa da relação entre zika e microcefalia. Outros US$ 200 milhões (R$ 800 milhões) serão destinados ao desenvolvimento de vacina contra o vírus, atualmente inexistente. A proposta prevê ainda a destinação de US$ 335 milhões (R$ 1,3 bilhões) a ações em países afetados pelo mosquito transmissor do zika, em especial na América Latina.

O Brasil é um dos principais focos de transmissão do vírus. No fim de janeiro, Obama conversou sobre o assunto com a presidente Dilma Rousseff e ambos concordaram intensificar a cooperação bilateral no combate da doença. Cientistas brasileiros viajaram ao Texas para participar do esforço de desenvolvimento da vacina contra o zika.

Mas avanços concretos nessa frente ainda demandarão alguns anos, disse ontem Anthony Fauci, que dirige o instituto de doenças infecciosas do CDC (Centro de Controle de Doenças). Segundo ele, a fase inicial de teste pode ser concluída em 2016. Depois disso seriam necessários pelo menos mais dois anos até a comercialização da vacina.

Fauci disse não esperar contaminação por zika em grande escala nos EUA. Na semana em que conversou com Dilma por telefone, Obama convocou seus principais assessores da área de saúde para reunião na Casa Branca na qual se discutiu os riscos de expansão do vírus. 

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, 26 países e territórios das Américas registraram transmissão local de zika. Apesar de os EUA não terem contaminação pelo mosquito dentro da região continental, a Casa Branca disse ontem que há registro de aumento da atividade do Aedes aegpyti em territórios e regiões mais quentes do país, como Porto Rico.

“O governo federal está monitorando o vírus zika e trabalhando com nossos parceiros domésticos e internacionais de saúde pública para alertar os provedores de assistência médica e o público sobre o zika”, disse nota da Casa Branca. Entre dezembro e o dia 5 de fevereiro, os EUA confirmaram 50 casos de pessoas que contraíram o vírus em viagens a outros países. A preocupação das autoridades é que o aumento das temperaturas na primavera e no verão favoreça a reprodução do Aedes e facilite a transmissão da doença dentro do país, especialmente nos Estados do Sul.

Na entrevista à CBS, Obama destacou a atenção com as gestantes. “O que nós sabemos é que parece haver algum risco significativo para mulheres grávidas ou que estão pensando em ficar grávidas”, observou. “Mas não deve haver pânico em relação a isso.”

 
 

Evolução de crianças com microcefalia depende de estímulo

Microcefalia: a única regra para auxliar o tratamento é iniciar os estímulos o mais precocemente possível, mesmo em bebês recém-nascidos
Microcefalia: a única regra para auxliar o tratamento é iniciar os estímulos o mais precocemente possível, mesmo em bebês recém-nascidos

 

Por Adriana Ferraz, do Estadão Conteúdo

 

O caminho não é fácil, e ninguém diz que é, mas para quem tem a sorte de receber o tratamento e os incentivos adequados desde o nascimento, a vida com microcefalia pode ser longa, saudável e, por que não, feliz.

Na semana passada um executivo das Nações Unidas sugeriu o aborto nesses casos e o Ministério da Saúde confirmou 404 casos da má-formação no país, a maioria no Nordeste.

Aos 6 anos, Micaelly tem uma rotina de estudos e brincadeiras, como qualquer criança na sua idade. Aos poucos, aprende a identificar as letras e escrever o nome, hoje seu principal desafio.

Da síndrome, diagnosticada aos 12 dias de vida, Micaelly só sabe que tem a “cabeça pequena”, condição que não a impede de ter uma vida social ativa ao lado da mãe, Fernanda Silva Santos, de 23 anos.

Casada com o primo de primeiro grau, ela acredita que a filha desenvolveu a microcefalia em função da consanguinidade ou depois de uma batelada de exames de raio X que fez no primeiro mês de gestação, quando ainda não sabia da gravidez.

Dedicada nos exercícios, a menina só evolui. Corre, pula, toma banho, se veste, escova os dentes, faz as refeições, penteia o cabelo, dança. Tudo sozinha. “Eu aprendi a deixar ela fazer, deixar tentar. Esse é um dos segredos do tratamento. Se sempre tomamos à frente das coisas, eles não aprendem, não desenvolvem”, ensina Fernanda.

No dia a dia, repetição e paciência são palavras-chave. As orientações repassadas pela equipe multidisciplinar da Apae São Paulo, onde Micaelly aprende a ter autonomia, são levadas para casa e repassadas à exaustão.

“A grande estimulação não ocorre no consultório, mas no meio da família, a partir das tarefas mais simples, como segurar um lápis, um garfo ou um copo d’água”, explica a fonoaudióloga Angela Tampellini.

As sessões de estímulo, muitas realizadas em conjunto com a terapeuta ocupacional Monaísa de Lima, trabalham também a interação, por meio do contato com outras crianças.

Na sexta-feira, a companheira de Micaelly no setor de estimulação e habilitação da Apae foi a pequena Maria Victória, de 4 anos.

Com diagnóstico de microcefalia derivada de infecções graves desenvolvidas ainda no útero – a toxoplasmose e a citomegalovirose -, ela enfrenta mais dificuldades para se desenvolver e, por isso, surpreende pelos resultados.

“Até os dois anos de idade ela não sentava, não engatinhava, não ficava de pé. E chorava muito, o tempo todo. Morávamos em Minas e viemos para cá atrás de respostas. Só recebi a confirmação da microcefalia em São Paulo. Foi quando conseguimos iniciar o tratamento e a nossa vida mudou. A evolução dela é incrível”, conta a mãe, Kelly Francisca de Oliveira, de 28 anos.