Category: Saúde

Prefeitura abre dez leitos de UTI no Hospital Municipal de Natal

UTI-Natal

A Prefeitura Municipal de Natal cumpriu o prometido a população de Natal e por meio da Secretaria Municipal de Saúde abriu na manhã desta quarta-feira (23) os dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Natal Dr. Newton Azevedo, com uma estrutura física e tecnológica de alta tecnologia e com um corpo profissional qualificado para atender os munícipes de Natal.

“Hoje é um dia muito importante para a saúde pública de Natal. Com esforço, coragem e dedicação do prefeito Carlos Eduardo entregamos hoje à população dez leitos de UTI, da melhor qualidade, com o que há de mais moderno em termo de tecnologia para os natalenses. Entregamos os dez primeiros leitos de UTI da história de Natal. Isso só foi possível graças a determinação do prefeito de Natal e da equipe, competente e comprometida, da SMS e do Hospital Municipal de Natal”, destaca o secretário Luiz Roberto Fonseca.

Os dez leitos já estão ocupados com pacientes que aguardavam uma vaga no Hospital Municipal de Natal e que estavam nas salas vermelhas das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Natal (Pajuçara, Potengi e Esperança).

“Foi árdua a luta para superar as dificuldades burocráticas para instalar a Usina de Oxigênio, mas superamos. Implantamos uma Usina de oxigênio de excelente desempenho que solucionou a demanda por oxigênio e ar comprimido, garantido o pleno funcionamento da UTI”, ressalta Luiz Roberto Fonseca.

O secretário aproveitou a ocasião para anunciar o início das obras de reestruturação da nova ala pediátrica do Hospital Municipal de Natal, que receberá o nome de Pronto Socorro Infantil Dra. Sandra Celeste. “A estruturação da ala pediátrica que estará concluída em 60 dias trará uma melhoria considerável no fluxo de pacientes que procuram a assistência infantil. Parabéns ao prefeito Carlos Eduardo, pois ao contrário de muitos no país, a saúde aqui é prioridade”.

21 de março: Dia Internacional da Síndrome de Down

21demarço

Dentre os 365 dias do ano, o 21 de março foi inteligentemente escolhido porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia). A ideia surgiu na Down Syndrome Internacional, na pessoa do geneticista da Universidade de Genebra, Stylianos E. Antonorakis, e foi referendada pela Organização das Nações Unidas em seu calendário oficial.

Oficialmente estabelecida em 2006 e amplamente divulgada, essa data tem por finalidade dar visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito, que é a falta de informação correta. Em outras palavras, combater o “mito” que teima em transformar uma diferença num rótulo, numa sociedade cada vez mais sem tempo, sensibilidade ou paciência para o “diferente”.

A Síndrome de Down foi descoberta em 1862 pelo médico britânico John Langdon Down, e apesar de ainda estarmos em situação muito distante da ideal, nesse intervalo de 153 anos muitos foram os avanços no âmbito da ciência e da sociedade, de forma especial nas últimas três décadas.

De Robson Pires

UFRN prevê novos cursos e mais vagas para Medicina no interior

medico

Oito novos cursos de graduação e mais 40 vagas para o curso de Medicina em Currais Novos. Essas são algumas ações a serem executadas pela gestão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) até 2019, para atender ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2010/2019) no que diz respeito à consolidação da interiorização do ensino público superior no estado, e ao Plano Nacional de Educação (PNE) no quesito expansão. O PNE estabelece que 33% dos jovens devem ter acesso à educação superior nos próximos 10 anos.

Para tanto, o campus Currais Novos passará por uma reestruturação, de maneira a ampliar os espaços físicos de salas de aula, novos laboratórios e bibliotecas. Os campi da UFRN em Caicó e Santa Cruz devem ganhar restaurantes universitários.

Desde a primeira gestão da reitora Ângela Maria Paiva Cruz, os campi da UFRN no interior passaram a ofertar ensino de pós-graduação, como o mestrado profissional em Geografia, em Letras Português, e em Saúde Coletiva. “Implementar a pós-graduação significa consolidar campus. Foi uma das ações mais impactantes do processo de expansão da universidade Federal no interior”, analisou a reitora em reunião com a área de planejamento.

Varizes exigem tratamento adequado para evitar complicações, alerta médico

estabelece-tratamento-angiologista-Carlos-Peixoto_ACRIMA20160319_0015_15

Ao contrário do que muita gente acredita, varizes não são apenas um problema estético, mas também de saúde, e exigem tratamento correto para evitar riscos.

O tratamento adequado das varizes é um dos temas em debate no 30º Encontro de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro, que termina neste sábado (19).

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ), Carlos Peixoto, o tratamento depende das características das varizes de cada paciente.

“Tem vários tipos de veias, que são determinadas de acordo com seu calibre. De acordo com os sintomas do paciente e o calibre da veia, você estabelece um tipo de tratamento”, explicou.

Tratamento

Para as veias mais finas, normalmente são usadas aplicações em consultório, com agulhas e seringas, “utilizadas há mais de 50 anos, com bons resultados”. O tratamento evoluiu para a utilização do laser, menos invasivo e sem agulhas. O tratamento para as veias de médio calibre inclui a radiofrequência ou o endolaser, em que um cateter especial é inserido na veia afetada.

No caso na safena, veia de maior calibre, a indicação é cirurgia de forma direta ou por meio de técnicas de radiofrequência ou endolaser que efetuam o tratamento por meio de punções. “Com isso, você agride menos o paciente, que tem uma recuperação mais rápida”, disse.

A tendência atual dos tratamentos, segundo Peixoto, é minimizar intervenções invasivas e cortes. “Habitualmente, se faz com anestesia local e sedação. O paciente vai para casa e retorna à sua vida profissional em dois ou três dias. É isso que todos querem”, explicou.

Complicações

Se o tratamento não for feito de modo correto, pode trazer complicações, como úlceras venosas, ou feridas, e insuficiência venosa crônica, ou ainda queimaduras, no caso do laser. Para reduzir riscos, o médico diz que a avaliação clínica é fundamental, seguida de exames como o eco color doopler.

No encontro no Rio, os angiologistas discutiram e atualizaram os pontos principais do diagnóstico e tratamento das doenças vasculares. “Não só as doenças venosas, que são as varizes, as úlceras de pernas, mas também as doenças arteriais, que determinam o acidente vascular cerebral, que é o derrame, os aneurismas de aorta que podem romper e ter uma mortalidade muito alta, a falta de circulação nas pernas, chamado isquemia das artérias das pernas, que podem determinar a gangrena”, listou Peixoto.

Além do tratamento, o médico destacou a importância da prevenção de doenças vasculares. “A gente cuida muito do coração, mas não cuida dos vasos sanguíneos”, alertou.

Mossoró vai receber Hospital Regional da Mulher

b86894eabb5193d980339d680f3b2ee1-e1454021395706

O governador Robinson Faria e o secretário estadual de Saúde do RN, Ricardo Lagreca, participam nesta quinta-feira (10), em Mossoró, da solenidade para afixação do outdoor marcando o local da construção do hospital regional da mulher, que terá 118 leitos. A unidade será referência para os municípios que integram três regiões de Saúde Mossoró (2ª) , Pau dos Ferros (6ª) e Assu 8ª.

A unidade será construída com recursos do Banco Mundial, oriundos do projeto RN Sustentável, em torno de US$ 19 milhões e representa o maior investimento do projeto na área da saúde. Os projetos arquitetônico e de engenharia serão finalizados até o final do primeiro semestre de 2016 para que no próximo semestre seja aberta a licitação.

Localizado em terreno pertencente a Universidade do Estado do RN (UERN), que fez a cessão para a construção do Complexo Hospitalar de Atenção à Mulher, irá contar com leitos de observação do pronto socorro (sala de estabilização/reanimação, leitos femininos e leitos Neonatal), leitos de internação (ginecologia e intercorrências, assistência humanizada ao aborto, risco habitual, alto risco, isolamento adulto feminino e suporte à violência a mulher).

Além destes, contará com leitos de unidade de terapia intensiva e cuidados intermediários e unidades funcionais para Centro Obstétrico com Salas de Parto Humanizado e Salas Cirúrgicas de Obstetrícia, Cirurgias Eletivas, Banco de Leite Humano, Casa da Gestante e o Centro de Parto Normal. O complexo hospitalar será construído num terreno com área total de 36 mil metros quadrados. A unidade funcionará como hospital campo de estágio, em parceria com a UERN, para áreas de saúde e afins.

Secretaria de Saúde notifica 16.777 casos suspeitos de dengue no RN

b86894eabb5193d980339d680f3b2ee1-e1454021395706

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte (Sesap) anunciou que 16.777 casos suspeitos de dengue já foram notificados no estado desde o começo do ano. De acordo com o boletim divulgado pela Sesap nesta terça-feira (8), do total de casos notificados, 898 já foram confirmados. O número de notificações é 165,42% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo os dados apresentados pela Sesap, os casos foram notificados em 119 municípios do estado. De acordo com os dados do boletim, 35 municípios registraram alta incidência de dengue, 22 estão com incidência média, 62 com baixa incidência e 48 municípios ainda não notificaram nenhum caso de dengue, o que é considerado pela secretaria uma incidência silenciosa.

O boletim da secretaria também apresenta os dados das notificações de casos de infecção pelo vírus da zika e de chikungunya no estado. De acordo com os dados, foram notificados 1.308 casos suspeitos de zika e 1.401 casos de chikungunya. Em 2015, foram registrados 83 notificações de vírus da zika e 4.358 de chikungunya no RN.

Notificações
De acordo com a Sesap, a sala de situação montada para receber denúncias relacionadas a dengue já recebeu 1.495 denúncias de possíveis focos de Aedes aegypti. Segundo a Sesap, 941 denúncias chegaram por meio do aplicativo de celular ‘Observatório da Dengue‘,desenvolvido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A maior parte das denúncias são relativas ao município deNatal, seguido de Parnamirim.

Maternidade das Quintas suspende temporariamente os serviços para mudança de endereço

b86894eabb5193d980339d680f3b2ee1-e1454021395706

Como forma de ampliar os serviços da assistência materno-infantil em Natal e proporcionar uma maior ambiência as parturientes usuárias do Sistema Único de Saúde e aos servidores, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal suspende temporariamente os serviços da Maternidade das Quintas, em função da transferência dos equipamentos para a nova Maternidade Dr. Araken Irerê Pinto, que será inaugurada na próxima terça-feira, dia 8 de março.

A suspensão dos serviços acontece a partir das 19h desta sexta-feira (4) até a próxima terça-feira, dia 8. Durante esse período, as gestantes ou parturientes que necessitarem de assistência obstétrica deverão, preferencialmente, procurar a Maternidade Leide Morais, que fica situada na Avenida das Fronteiras, 1526, em Nossa Senhora da Apresentação, ou a Maternidade Felipe Camarão, localizada na Rua Tamarineira, 25, na zona Oeste de Natal.

A Maternidade Dr. Araken Irerê Pinto será inaugurada na próxima terça-feira, dia 8 de março, no Dia Internacional da Mulher, reabrindo os serviços, a partir das 19h. A nova maternidade fica localizada na Avenida Rui Barbosa, Morro Branco, próximo ao IFRN.

Mães têm dificuldade em acessar benefício para microcefalia

Mãe com bebê que apresenta microcefalia: no município, é feito apenas o acompanhamento com fonoaudiólogo e fisioterapeuta
Mãe com bebê que apresenta microcefalia: no município, é feito apenas o acompanhamento com fonoaudiólogo e fisioterapeuta

Agência Brasil  – Três vezes por semana, Andreia de Andrade, de 24 anos, pega uma lotação da cidade onde mora, Belo Jardim, e percorre 185 quilômetros até o Recife para chegar a uma das unidades de saúde da capital pernambucana, onde o filho, João Lucas, de 6 meses, faz um tratamento que vai durar por toda a vida.

Ele tem microcefalia. A cada viagem, ela paga R$ 100 ao motorista. Para ajudar nas contas, a jovem tenta dar entrada no Benefício de Prestação Continuada (BPC), do governo federal, mas a espera para conseguir atendimento no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é de meses.

“Logo depois que ele nasceu, eu entrei com o pedido. O agendamento da perícia ficou para logo depois do carnaval, dia 11 de fevereiro. Quando cheguei na agência da minha cidade, disseram que não tinha perito especializado em microcefalia, então não era possível fazer o atendimento. Remarcaram para o dia 4 de abril”, conta Andreia.

“Acho que, se lá não tem o perito, deveriam me mandar para outro canto que tivesse”, acrescentou.

O benefício, no valor de R$ 880, é concedido a pessoas de baixa renda, de qualquer idade, com deficiência de natureza física ou mental que tenham impedimentos de longo prazo, mesmo que não tenham contribuído com a Previdência Social.

Por enquanto, Andreia só conta com o salário mínimo do marido para arcar com as despesas mensais. Ela era vendedora, mas saiu do emprego ainda grávida.

“Meu chefe falou que a vaga era minha, quando eu quisesse. Mas, agora, não posso mais voltar. Quem vai cuidar do meu filho?”, indagou.

Como os gastos já ultrapassam os ganhos, Andreia conta que só estão conseguindo se deslocar com a ajuda financeira de parentes.

O transporte gratuito da prefeitura não tem mais lugar, de acordo com a ex-vendedora.

“Estou aguardando vaga. Não posso perder as consultas, então tenho que dar um jeito de trazer [para o Recife]. Ficar sem atendimento a criança não pode. A Secretaria de Saúde de lá [Belo Jardim] deveria ter uma estrutura lá”, disse.

“Não tem hospital há mais de um ano, porque foi fechado para reforma, e a policlínica não tem estrutura que atenda as necessidades do tratamento”, completou.

No município, é feito apenas o acompanhamento com fonoaudiólogo e fisioterapeuta.

Você aceitaria pegar febre tifoide por R$ 16 mil?

febretifoide
Britânica Siân Rogers aceitou participar de experimento remunerado para testar vacina contra doença (Foto: BBC)

Imagine contrair febre tifoide de propósito para ganhar, em contrapartida, R$ 16,6 mil.

Foi o que fez a estudante britânica Siân Rogers.

A jovem de 22 anos aceitou ser infectada pela doença como parte de um estudo clínico que vai durar um ano.

Como contrapartida, ela vai ganhar 3 mil libras.

Depois do que ela descreveu como duas semanas “muito intensas”, tudo o que ela precisa agora é um check-up eventual.

Siân, que também aceitou contrair uma forma do vírus ebola no passado, diz que não aceitou o convite apenas por dinheiro, apesar de confessar que esse é seu maior interesse.

“É muito importante que tenhamos pesquisas médicas…algo como a febre tifoide em alguns países pode matar pessoas”, disse ela ao Newsbeat, programa de rádio da BBC.

Siân conta que, em nenhum momento, ficou com medo.

“Tive uma amigdalite muito grave (no passado) e precisei ser hospitalizada. Pelo menos com a febre tifoide eu pude comer e beber”.

Testes clínicos não são comuns no Reino Unido ─ experimentos como esses são realizados para testar novos tratamentos, mas poucos deles envolvem contrair doenças, como a febre tifoide.

Pôster
Siân decidiu participar quando viu um pôster em sua universidade, Oxford Brookes, convocando participantes para o teste.

Mas ela diz ter sido rejeitada por ser “muito feliz”.

Siân não desistiu e buscou participar de outro teste, em que receberia uma pequeno dose do vírus letal ebola.

Ela ganhou 500 libras (R$ 2,7 mil) pela participação e, enquanto estava na sala de espera, viu uma convocatória para outro teste, para vacinas contra a febre tifoide.

Às 7h00 do dia 1º de fevereiro ela voltou ao local e recebeu um copo d’água contendo a bactéria Salmonella typhi ─ que transmite a febre tifoide.

“Fizeram-me vestir um avental e algumas luvas…alguns óculos de proteção. Rimos muito da situação. Eu parecia um idiota”, relembra ela .

Ela escreveu sobre sua experiência no jornal da universidade.

Todos os dias depois das aulas, por duas semanas consecutivas, ela foi ao hospital fazer um check-up, e tinha de manter um diário sobre a temperatura de seu corpo.

“A primeira semana foi tranquila. Já na segunda eu comecei a me sentir muito tonta”, acrescenta.

“Eu tinha uma apresentação na faculdade e não consegui me levantar. Lembro-me de que na terça-feira daquela semana, eu já não conseguia nem sair da cama”.

Paralelamente, Siân havia começado um novo trabalho na faculdade.

“Quando eu fiz a entrevista, eu literalmente disse que no dia 1º de fevereiro contrairia febre tifoide”.

Siân acabou faltando quatro turnos do trabalho, e estava muito doente para concluir o quinto.

“Só piorou até eles me darem os antibióticos e então comecei a me sentir melhor muito mais rápido”.

Agora que se recuperou, ela só precisou voltar ao hospital quatro vezes durante o ano.

O que é a febre tifoide?
A febre tifoide é uma infecção causada por uma bactéria chamada Salmonella typhi.

Trata-se de uma doença altamente contagiosa, sendo transmitida pelo contato com fezes e urina do doente.

A febre tifoide não é comum no Reino Unido, tampouco no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, de 2000 a 2014, 117 pessoas morreram vítimas da doença.

Os sintomas incluem dor de estômago, dor de cabeça, febre alta e constipação ou diarreia.

Em casos não tratados, um quinto das pessoas vem à óbito, mas antibióticos costumam curar a doença em duas semanas.

Ortopedista potiguar esclarece causas e prevenção da LER

mulher-usando-o-computador_21208424

Fadiga muscular, dor, formigamento, alteração da temperatura, sensibilidade e processos inflamatórios em tendões ou ligamentos são apenas alguns dos sintomas das Lesões por Esforços Repetitivos (LER), ocasionadas por repetições do mesmo movimento em frequência elevada ou fora do eixo normal. Neste domingo (28), Dia Internacional de Prevenção às Lesões por Esforços Repetitivos, as atenções são voltadas ao problema que atinge cerca de 3,5 milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde 2013 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O ortopedista do Hospital Memorial, em Natal, Ricardo Gomes, explica que essa síndrome clínica tem origem antiga, especialmente depois da industrialização, e pode acontecer por fatores diversos. Por exemplo, uma criança que adora jogar videogame com joy stick utiliza exaustivamente o dedo polegar, e caso realize o movimento durante muitas horas em vários dias seguidos, corre o sério risco de desenvolver uma tendinite de abdutor do polegar. Nesse típico caso de LER, o tratamento é feito inicialmente com antiinflamatórios e imobilização, e a cirurgia deve ser considerada a última alternativa.

Outros casos de LER podem estar relacionados a lesões adquiridas no trabalho, que passam a ser chamadas de Doenças Osteoarticulares Relacionadas ao Trabalho (DORT). “Para comprovar a DORT, é necessário que haja uma vistoria no ambiente de trabalho e a comprovação da existência dos fatores responsáveis pelos danos à saúde do colaborador”, ressalta Ricardo Gomes. As enfermidades mais comuns são inflamações nos tendões, cotovelos e punhos, e as pressões psicológicas também predispõem desconforto ou dor persistente nos músculos, tendões e outras partes do corpo. Quem sentir os sintomas das lesões deve buscar ajuda o mais rápido possível, pois as LER/DORT são curáveis principalmente nos primeiros estágios.

Entre os cuidados para a prevenção, o ortopedista indica a realização de pausas rápidas e frequentes, associadas a alongamentos, em qualquer atividade que exija movimentos repetitivos ou postura inadequada por tempo prolongado. “O colaborador ainda precisa ficar atento à boa postura, que inclui a adequação do posto de trabalho às suas características físicas. A ergonomia no uso do computador, por exemplo, necessita de punhos retos, braços apoiados, monitores à altura da vista, coxas paralelas ao piso e pés encostados no chão ou em suporte específico”, acrescenta ele.

Não se deve esquecer, no entanto, do clima organizacional. De acordo com Ricardo Gomes, fatores como ritmos de trabalho excessivos, falta de pausas e liberdade do colaborador, aliada à rigidez dos chefes, podem também desencadear essas patologias.

G1

Danos provocados por Zika em bebês são maiores do que se pensava, diz pesquisa

bebe

Pesquisadores e médicos baianos confirmaram que os danos causados pelo vírus Zika nos bebês é maior do que se sabia e que as gestantes podem não ter sintomas da doença. Segundo artigo publicado em parceria com a Universidade do Texas, o vírus não afeta exclusivamente o sistema nervoso central, hipótese sustentada até agora.

A descoberta ocorreu após pesquisas feitas em um feto, morto na 32ª semana de gestação, depois que a mãe de 20 anos, sem identidade revelada, e moradora do interior da Bahia, foi atendida no Hospital Regional Roberto Santos, em Salvador.

O feto foi retirado em 20 de janeiro, cinco semanas depois de ter sido diagnosticado com microcefalia e hidranencefalia (condição rara em que o crânio é preenchido por um líquido).

Além das complicações no sistema nervoso, consideradas graves, outros problemas afetaram o bebê. Ele apresentou quadro de artrogripose (doença congênita que deforma os membros e as articulações) e hidropisia (presença de líquido em cavidades do corpo, provocando inchaços no bebê).

UFRN promove ação de combate ao mosquito Aedes aegypti

19829

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) promove uma ação contra o Aedes aegypti no campus central de Natal neste sábado (27). A programação contará com caminhada, passeio ciclístico, jogos, brincadeiras infantis e apresentações focadas no combate ao mosquito transmissor de doenças como dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana.

A concentração será às 8h no ginásio da universidade, onde as famílias serão recepcionadas pela banda da Marinha. Às 8h30, o grupo Pau e Lata irá embalar o aquecimento para a caminhada pelo campus universitário, durante a qual um carro de som divulgará informações sobre o mosquito e formas de evitar a sua proliferação.

Ao mesmo tempo, acontecerá o passeio ciclístico pelas ruas da UFRN, com paradas estratégicas para a conscientização dos participantes, que também receberão sacos de lixo para um mutirão de limpeza. A programação inclui jogos e brincadeiras infantis, das 8h às 11h, além de peça teatral envolvendo a temática do Aedes aegypti. “Teremos ainda vídeos educativos, banners, e outros materiais de campanha distribuídos em todas as atividades”, afirma Breno Cabral, pró-reitor de Extensão adjunto e coordenador da iniciativa.

O evento faz parte das ações da UFRN dentro do Pacto da Educação contra o zika no Rio Grande do Norte, coordenado por um comitê local formado por instituições de ensino superior do estado e as redes municipal e estadual de educação e saúde.

Planos de saúde são obrigados a cobrir teste rápido para dengue e chikungunya

A ANS e Proteste alertam usuários de planos de saúde sobre obrigatoriedade de operadoras cobrirem o teste rápido de dengue.
A ANS e Proteste alertam usuários de planos de saúde sobre obrigatoriedade de operadoras cobrirem o teste rápido de dengue.

Há cerca de um mês, a arquiteta Débora Diniz, 33 anos, estava em Goiânia, a passeio, quando o filho Gabriel, de 1 ano, apresentou febre alta e dores no corpo. A família, que mora em Brasília, decidiu levar a criança ao hospital. No pronto-socorro da capital goiana, a pediatra solicitou o teste-rápido para dengue. A surpresa veio quando o pedido foi levado ao laboratório mais próximo: uma conta no valor de R$ 250.

“Fui informada de que meu plano não cobria o exame. Como a gente tinha que fazer de qualquer jeito, acabamos pagando. Pagamos o valor à vista, passando o cartão de débito. Meu filho estava bem ruim. Nem pensei em ligar pra questionar nada. Só queria fazer logo o teste e descobrir o que ele tinha”, contou. Já em Brasília e com o resultado negativo em mãos, Débora descobriu que o filho teve rubéola e que o plano deveria sim ter coberto o teste-rápido. “Numa próxima vez, reclamo e não pago.”

DeboraFelixP

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforçou que a cobertura do teste-rápido para dengue é obrigatória, assim como a do teste-rápido para chikungunya. Desde o ano 2000, os planos de saúde são obrigados a cobrir também a sorologia para dengue (pesquisa de anticorpos) e exames complementares que auxiliam o diagnóstico, como hemograma, contagem de plaquetas, dosagem de albumina sérica e transaminases. “Caso o consumidor tenha dúvidas sobre a cobertura do seu plano ou tenha algum procedimento do rol negado, deve entrar em contato com os canais de atendimento: Disque ANS (0800 701 9656); portal da ANS (www.ans.gov.br); ou pessoalmente, em um dos 12 núcleos existentes no país. Se a operadora persistir, está sujeita a multa de R$ 80 mil”, informa a agência reguladora, por meio de nota.

 

‘Zika é responsável por microcefalia até que se prove o contrário’, diz OMS

diretora-oms

Encerrando sua visita ao Brasil, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margareth Chan, foi nesta quarta-feira (24) à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, um dos principais centros de pesquisa do país. Após a visita, ela disse que a microcefalia pode ter outras causas além do vírus da zika, mas que “evidências coletadas pelo Brasil apontam para o vírus como causa”.

“Para a OMS, o vírus da zika é culpado pela microcefalia até que se prove o contrário”, disse Margareth, ressaltando que o governo tem uma tarefa medonha já “que as coisas podem piorar, antes de melhorarem”.

Apesar de diversos indícios de que o vírus da zika seja causador de um aumento nos casos de microcefalia no Brasil, a relação não está cientificamente comprovada. Enquanto diferentes frentes de pesquisa tentam encontrar o mecanismo como o vírus causa a microcefalia, o Ministério da Saúde, assim como a OMS, assumem uma postura preventiva, partindo do princípio de que o elo existe, ainda que seja visto com cautela por alguns pesquisadores.

A diretora da OMS disse que acredita que não haverá problemas durante as Olimpíadas, já que serão no inverno, quando a incidência do mosquito é baixa. Ela disse também que tem mantido contato com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e com cientistas brasileiros, que foi convidada a voltar ao Brasil para as Olimpíadas e está pensando em aceitar o convite.

Reunião com ministro
Chan chegou à Fiocruz por volta das 16h, onde teve uma reunião com a direção do instituto, o ministro da Saúde Marcelo Castro, com direção da Opas Brasil e a diretora da Organização Pan Americana de Saúde, Carissa Ettiene. Em seguida, falou com os jornalistas.

Após uma concorrida entrevista coletiva para mais de 50 jornalistas, entre brasileiros e estrangeiros, a comitiva visitou um dos laboratórios responsável pela produção de vacinas em Bio-Manguinhos. Ela elogiou o trabalho desenvolvido pela Fiocruz e pelo governo brasileiro.

O instituto é responsável por estudos e desenvolvimento de tecnologias de diagnóstico simultâneo da dengue, zika e chikungunya, como anunciou o Ministro da Saúde, Marcelo Castro, em visita à Fiocruz no sábado (20). O novo teste demora cerca de três horas para ficar pronto e pode estar disponível ainda no primeiro semestre deste ano.

Na manhã desta quarta, a diretora-geral da OMS esteve em Pernambuco onde conheceu o Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip) e acompanhou as ações desenvolvidas no combate às doenças causadas pelo Aedes aegypti e no tratamento dos casos de microcefalia.

No encontro ela disse que estava no estado para aprender sobre o problema. “É preciso aprofundar o estudo da relação da zika com a microcefalia. A zika é mistério. Ainda estamos tentando obter respostas. Precisamos comparar padrões. O Brasil tem pessoas competentes. Não tenho medo do mosquito. O trabalho tem sido excelente. Não é fácil. Faço um apelo à mídia: vamos trabalhar juntos”, declarou.

Pernambuco é o estado com maior número de notificações de microcefalia. Segundo o último boletim divulgado nesta terça pelo Ministério da Saúde, o estado conta com 1.601 notificações de suspeita, das quais 209 estão confirmadas e 1.188 continuam sob investigação.

 

Entre 1º de janeiro de 2015 e 13 de fevereiro de 2016, dois casos de microcefalia associados a infecções foram confirmados no Estado do Rio. No total, 227 casos de microcefalia estão em investigação, informou nesta quinta-feira (18) a Secretaria estadual de Saúde.

Desses 227 casos, 181 são de bebês já nascidos e os outros 46 são referentes ao período intrauterino. Deste total, 78 mulheres relataram histórico de manchas vermelhas pelo corpo ao longo da gravidez.

Segundo a Superintendência de Vigilância Epidemiológica da secretaria, desde 18 de novembro de 2015, quando a notificação de gestantes com manchas vermelhas na pele se tornou obrigatória noRio de Janeiro, 4.152 casos foram notificados.

Dessas 4.152 notificações de grávidas com manchas vermelhas, 164 tiveram a confirmação de vírus da zika, mas ainda não há confirmação se os fetos apresentam microcefalia.
A secretaria ressalta que o resultado positivo para o vírus da zika não configura a existência de microcefalia. Todas as gestantes serão monitoradas até o final da gestação, afirma a secretaria.

G1

Secretaria de Saúde confirma 76 casos de microcefalia no RN

Microcefalia: a única regra para auxliar o tratamento é iniciar os estímulos o mais precocemente possível, mesmo em bebês recém-nascidos
Microcefalia: a única regra para auxliar o tratamento é iniciar os estímulos o mais precocemente possível, mesmo em bebês recém-nascidos

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) divulgou nesta quarta-feira (24) um novo boletim sobre os casos de microcefalia no estado. De acordo com as informações da Sesap, 76 casos de malformação congênita já foram confirmados apenas em 2015. O boletim leva em conta dados colhidos até o dia 20 de fevereiro.

Os 76 casos confirmados pela Sesap estão relacionados ao vírus da zika. Segundo a secretaria, todas as confirmações vieram após a realização de exames de imagem, que identificaram a presença de alterações típicas de infecção congênita, ou por critério clínico-laboratorial, com a identificação do vírus da zika.

Segundo o boletim, 374 casos suspeitos já foram notificados no RN. Além dos casos confirmados, 23 das notificações já foram descartados e 275 seguem em investigação. Os casos notificados estão distribuídos em 75 municípios do estado.