Category: Saúde

Três pacientes são transferidos após falta de energia em UPA na Zona Norte de Natal

UPA Pajuçara estava com atendimento normalizado na manhã deste domingo (9) — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi
UPA Pajuçara estava com atendimento normalizado na manhã deste domingo (9) — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

Uma queda de energia afetou o atendimento da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Pajuçara, na Zona Norte de Natal, na noite deste sábado (8). Três pacientes precisaram ser transferidos da unidade, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. O problema foi resolvido e o atendimento foi normalizado durante a madrugada deste domingo (9).

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que houve um problema na rede elétrica da UPA. O gerador de energia funcionou normalmente durante a queda do sistema, porém ele abrange apenas áreas essenciais. Por isso pacientes foram transferidos para outras unidades municipais.

O atendimento ficou restrito durante o período, seguindo um protocolo que existe para esses casos, segundo a pasta.

Em nota, a Companhia de Energia do Rio Grande do Norte (Cosern) informou que a interrupção momentânea no fornecimento de energia elétrica registada na UPA Pajuçara foi causada por um defeito interno em um transformador de propriedade do município. O transformador foi consertado com auxílio de uma equipe da Cosern, que esteve no local entre 18h50 e 19h50.

Segundo um servidor, que pediu para não ser identificado, o gerador manteve iluminado o corredor principal e a sala vermelha, onde ficam os pacientes intubados. Porém, o problema seria rotineiro na unidade, com quedas de energias, curtos, e até fumaça saindo de tomadas.

De acordo com ele, a energia se restabeleceu à 20h. “Porém a noite toda ficou tendo umas quedas rápidas, como se fosse a luz falhando”, apontou.

G1RN

Ministérios Públicos e Defensoria Pública exigem solução para falta de segundas doses da Coronavac no RN

Mais de 350 mil pessoas esperam segunda dose da Coronavac no Rio de Janeiro
Foto da Internt

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Defensoria Pública Estadual (DPE/RN) seguem postulando uma solução que permita concluir o quanto antes a imunização dos já mais de 87 mil potiguares que estão com a segunda dose (D2) da Coronavac em atraso, número que não para de crescer.

Em audiência realizada na última sexta-feira (7), na Justiça Federal, o Ministério da Saúde não se comprometeu a acelerar a entrega dessas doses, prometendo apenas realizar, até a próxima terça-feira (11), estudos sobre possíveis permutas ou remanejamento com outros estados, que permitiriam o acréscimo de doses da Coronavac para o RN. O juiz federal Janílson Bezerra acatou o prazo pedido pelo Ministério da Saúde, mas os autores da ação civil pública (ACP) reforçaram a necessidade de concessão imediata da medida judicial liminar requerida para garantia do direito.

A ACP ajuizada pelas quatro instituições – contra a União, Governo do Estado e Prefeitura do Natal – tem como objetivo assegurar a aplicação da segunda dose de Coronavac nos cidadãos potiguares que já receberam a primeira (D1) há mais de 28 dias. A pendência decorre, inclusive, de uma orientação do próprio Ministério da Saúde para que se aplicasse como D1 parte das vacinas que deveriam ter sido guardadas para concluir a imunização.

Na audiência, os representantes do MPF, procuradores da República Victor Mariz e Cibele Benevides, destacaram que cabe ao Ministério da Saúde, em vez de avançar com a distribuição de doses D1 nos estados, solucionar o atraso daqueles que já aguardam a D2 há mais tempo do que o previsto no plano de imunização.

“A situação do Rio Grande do Norte é alarmante”, ressaltou Victor Mariz, apontando que a prioridade não traria prejuízos futuros, uma vez que as doses a mais que viessem a ser destinadas para o Rio Grande do Norte, com vistas a concluir a imunização dessas 87 mil pessoas, poderiam ser compensadas para os demais estados em remessas posteriores.

Já Cibele Benevides alertou do perigo que é a vacinação incompleta de um grupo tão grande de pessoas, tendo em vista não só o risco à saúde delas (uma vez que a vacina foi projetada e aprovada para ser aplicada em duas doses com um intervalo máximo de 28 dias), como também à sociedade em geral, já que a imunização parcial pode contribuir para o surgimento de novas cepas do vírus da covid-19, tornando a pandemia ainda mais difícil de ser debelada.

Os autores da ação também frisaram, na audiência, que o Ministério da Saúde poderia, ao invés de destinar doses de Coronavac para aplicação como D1 para estados que não vivenciam o problema, enviar para esses estados, por compensação, doses de D1 de outros tipos de imunizantes, adotando-se todas as medidas necessárias para, primeiro, garantir a aplicação da D2 e a completude do esquema vacinal. Manifestaram-se pelo Ministério Público Estadual, a Promotora de Justiça Raquel Batista, pela Defensoria Pública, a Defensora Cláudia Carvalho Queiroz, e pelo Ministério Público do Trabalho, o Procurador Regional do Trabalho Xisto Tiago de Medeiros.

Distribuição – Falando em nome do Ministério da Saúde, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fontana, apontou que 21 estados vêm atravessando problemas semelhantes que para serem solucionados demandam 2,3 milhões de D2s. Ela afirmou não haver garantia de que o RN poderá receber as 87 mil doses na primeira quinzena deste mês de maio, comprometendo-se apenas a remeter aos potiguares 15 mil de cada 1 milhão de doses fornecidas pelo Butantan (mesma parcela que já vem sendo entregue desde o início da distribuição, tendo como base a população, que no caso do RN representa em torno de 1,5% da do país).

O secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia, enfatizou que o problema não decorre somente de falhas na aplicação das vacinas por parte dos municípios, uma vez que o Ministério da Saúde deixou de remeter 28 mil doses D2 que caberiam ao estado (além de 1.500 doses para a população indígena, que ainda não chegaram). A coordenadora do PNI se comprometeu a conferir esses números.

Ação – Na ACP, os procuradores da República, do Trabalho, promotores de Justiça e defensora pública enfatizam que a situação tem gerado “um ambiente de insegurança e até de desespero na população que ainda não completou o seu calendário vacinal” e apontam “a possibilidade do surgimento de mutações virais com cepas mais resistentes do novo coronavírus quando não se perfectibiliza o ciclo vacinal”.

Com a aplicação da D2 já interrompida várias vezes em Natal (onde estão aproximadamente 45 mil das 87 mil pessoas que esperam a segunda dose da Coronavac há mais de 28 dias), a ação pede que o município seja obrigado a aplicar exclusivamente a D2 até que, no mínimo, 85% das pessoas que receberam a D1 tenham o ciclo completado. Já o governo do RN deverá monitorar a oferta de vacinas e assessorar os municípios. Quando necessário, a reserva técnica estadual deve ser disponibilizada para evitar novos atrasos.

A ação tramita na 4ª Vara da Justiça Federal sob o número 0802923-72.2021.4.05.8400 e requer da União o incremento ou exclusividade de doses de Coronovac para o RN nas próximas remessas, ou por antecipação, para atendimento à demanda de D2. A União também deve adotar a obrigatoriedade de reserva de segunda dose para todos os já contemplados com a primeira ou, alternativamente, criar um fundo de vacinas para casos como o do RN.

Óbitos por Covid diminui em no RN, a média cai de 30 para 19 mortes por dia

RN tem 228.077 casos confirmados de Covid-19 — Foto: Edemir Rodrigues/Subcom
RN tem 228.077 casos confirmados de Covid-19 — Foto: Edemir Rodrigues/Subcom

O Rio Grande do Norte registrou 228.077 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia. A doença vitimou 5.599 pessoas no estado. Os dados estão no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) desta quinta-feira (6). Outros 1.137 óbitos estão sob investigação.

Com a divulgação dos númeors do dia 05, em comparação com o dia 06, as morets que vinham sendo diariamente em torno de 30 vítimas por dia, caiu para 19 mortes. Sendo 13 ocorridas nas últimas 24 horas em Natal (4), Parnamirim (2), Mossoró (2), Jucurutu (1), Campo Redondo (1), Areia Branca (1), Várzea (1) e Pedro Velho (1).

De acordo com a Sesap, 851 pessoas estão internadas por causa da Covid-19 no RN – 627 na rede pública e 206 na rede privada (apenas 8 dos 10 hospitais privados atualizaram os dados, de acordo com a Sesap). Com 351 pacientes, a taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) é de 81% na rede pública; com 127 internados, a rede privada tem 83% de ocupação.

Mais 64,5 mil doses da vacina de Oxford chegam ao Rio Grande do Norte

Novo lote de vacinas chegou ao RN — Foto: Raiane Miranda
Novo lote de vacinas chegou ao RN — Foto: Raiane Miranda

O Rio Grande do Norte recebeu nesta quinta-feira (6) mais 64,5 mil doses da vacina de Oxford/AstraZeneca para continuação da campanha de imunização contra a Covid-19 no estado.

A carga foi encaminhada para a Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) e será distribuída, pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), aos municípios na sexta-feira (7).

Esse é 18º lote de vacinas desde o início da campanha de vacinação, em janeiro. Seguindo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), as doses vão ser destinadas para a continuação da vacinação de:

  • forças de segurança e salvamento e Forças Armadas
  • pessoas com comorbidades
  • gestantes, puérperas
  • pessoas com deficiência permanente – cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC)
  • continuidade da vacinação para idosos entre 60 a 64 anos.

Com esse novo lote, o RN ultrapassa a marca de 1,1 milhão de vacinas recebidas. O monitoramento da plataforma RN + Vacina aponta que, até o fim da tarde desta quinta-feira (6), foram registradas 795.547 pessoas que já receberam pelo menos uma dose das vacinas contra a Covid-19.

A Sesap informou que aguarda sinalização do Ministério da Saúde quanto a novos carregamentos, em especial da CoronaVac, para a finalização do esquema vacinal dos potiguares que estão em atraso. Segundo a pasta, 87 mil potiguares estão nessa situação atualmente.

Por falta de vacina, a aplicação da segunda dose de CoronaVac foi suspensa em NatalParnamirim, Mossoró e São Gonçalo do Amarante.

G1RN

Natal inicia imunização com vacina da Pfizer para pessoas com comorbidades nesta quinta-feira

Primo lote doses da Pfizer BioNTech Natal Rio Grande do Norte RN Covid-19 vacina vacinação imunização imunizante — Foto: Raiane Miranda
Primo lote doses da Pfizer BioNTech Natal Rio Grande do Norte RN Covid-19 vacina vacinação imunização imunizante — Foto: Raiane Miranda

A prefeitura de Natal inicia nesta quinta-feira (6) a vacinação com o imunizante da Pfizer para pessoas com idades de 55 a 59 anos do seguinte grupo de comorbidades: pessoas com deficiências permanentes cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e com doenças cardiovasculares e hipertensão arterial sistêmica.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o único local de vacinação para o imunizante Pfizer será o ginásio do Sesi, localizado na Avenida Capitão-Mor Gouveia, das 8h às 16h.

De acordo com o Plano Nacional de Imunização, são consideradas doenças cardiovasculares: Insuficiência cardíaca, Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar, Cardiopatia hipertensiva, Síndromes coronarianas, Valvopatias, Miocardiopatias e Pericardiopatias, Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas, Arritmias cardíacas, Cardiopatias congênitas no adulto, Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados; hipertensão arterial sistêmica (Hipertensão Arterial Resistente – HAR, Hipertensão arterial estágio 3, Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão alvo e ou comorbidade).

A SMS vai disponibilizar na sala de vacinação um intérprete de libras. As pessoas com deficiências permanentes que não possuem cadastro no BPC serão contemplados de acordo com a comorbidade, obedecendo o critério da idade.

A vacinação para esse público de 55 a 59 anos segue até o dia 12. “Os deficientes permanentes que não estão inseridos no BPC devem aguardar a faixa etária de sua comorbidade para receber a vacinação”, conta o secretário de Saúde de Natal, George Antunes.

Documentação necessária

  • Pessoas com deficiências permanentes (55 a 59 anos)

Apresentar comprovação de que faz parte do BPC – Benefício de Prestação Continuada, além de cartão de vacina, comprovante de residência de Natal e documento com foto.

  • Doenças Cardiovasculares/Hipertensão Arterial Sistêmica ( 55 a 59 anos)

Devem levar cópia do laudo médico detalhado com CID – Cadastro Internacional das Doenças, exames comprobatórios e receituários ou cadastro no HIPERDIA ou cadastro no PROSUS, além de cartão de vacina, comprovante de residência de Natal e documento com foto.

G1RN

Justiça Federal do RN nega pedido de entidades empresariais para compra de vacinas contra a Covid-19

Justiça Federal do RN nega pedido de entidades empresariais para compra de vacinas contra a Covid-19 — Foto: Reuters
Justiça Federal do RN nega pedido de entidades empresariais para compra de vacinas contra a Covid-19 — Foto: Reuters

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte negou o pedido da Associação Comercial e Empresarial do Rio Grande do Norte e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal para autorização de compra de vacinas contra a Covid-19 sem a necessidade de doação das doses ao SUS até que os grupos prioritários do Plano Nacional de Imunização sejam todos imunizados, conforme previsto na Lei.

A decisão foi do Juiz Federal Janilson Siqueira, titular da 4ª Vara Federal.

As duas entidades empresariais argumentaram no pedido que se o fluxo natural de vacina permanecer haverá uma “falência generalizada de empresas”.

Na decisão, o juiz afirma que é compreensível a busca das associações em adotar providências para acelerar a retomada da economia, mas ressalta que é preciso se atentar para o contexto global. “E, nesse ponto, o Poder Público elaborou o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 com base em dados técnicos e científicos”.

“Sob esse aspecto, deve preponderar o núcleo da competência administrativa conferida pela Constituição às entidades federativas em relação à qual não é lícito ao Poder Judiciário interferir, salvo situações excepcionais de ilegalidade da ação administrativa”, escreveu o juiz na decisão.

G1RN

Brasil aplicou vacina em 32,3 milhões de pessoas, pelo menos uma dose contra a Covid; 15,26% da população brasileira

Foto: Kiko Silva

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta segunda (3) aponta que 32.316.507 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 15,26% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 16.279.037 pessoas (7,69% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 48.595.544 doses foram aplicadas em todo o país.

De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada em 440.826 pessoas e a segunda dose em 409.052, com um total de 849.878 doses aplicadas neste intervalo.

Quantas doses cada estado recebeu até 3 de maio

  • AC: 203.390
  • AL: 785.410
  • AM: 1.450.759
  • AP: 187.020
  • BA: 4.006.300
  • CE: 2.430.300
  • DF: 825.560
  • ES: 1.315.750
  • GO: 1.826.480
  • MA: 1.625.590
  • MG: 6.221.880
  • MS: 820.460
  • MT: 940.780
  • PA: 1.874.640
  • PB: 1.117.508
  • PE: 2.930.080
  • PI: 759.830
  • PR: 3.783.900
  • RJ: 4.391.120
  • RN: 972.340
  • RO: 357.808
  • RR: 181.560
  • RS: 4.231.400
  • SC: 2.330.090
  • SE: 527.080
  • SP: 12.011.378
  • TO: 382.350

Origem dos dados

  • Total de doses: números divulgados pelos governos estaduais.
  • As informações sobre população prioritária e doses disponíveis são do Ministério da Saúde.
  • As estimativas populacionais são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A informação é resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, “O Globo”, “Extra”, “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S.Paulo” e UOL.

G1

Abril Verde: 180 notificações de acidentes de trabalho por contágio pela covid-19 foram feitas em 2020 no RN

Leonardo Coêlho Advocacia
Fotos da Internet

Em 2020, das 3 mil Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) emitidas no estado do Rio Grande do Norte, 180 foram relacionadas ao contágio pela covid-19. O número corresponde a 5,9% das notificações. Além disso, houve a concessão de 598 benefícios acidentários pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por adoecimentos causados pelo novo coronavírus. Os dados são do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho.

Os números reforçam alerta do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) neste 28 de abril, Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho: é fundamental que os profissionais de saúde no atendimento aos pacientes façam as notificações dos casos de covid-19 para o Ministério da Saúde e, se os assistidos forem trabalhadores, a notificação deve ser feita à Previdência Social, por meio da CAT, e ao Sistema Nacional de Agravos de Notificação Compulsória (Sinan), do Ministério da Saúde.

“A CAT deve ser emitida para fins estatísticos e epidemiológicos, pois a partir desses dados pode-se planejar as políticas públicas de saúde e as empresas podem rever as medidas de segurança, melhorando-as. O risco biológico SARS-CoV-2 é novo e se não houver nitidez de dados, jamais saberemos como agir de forma preventiva diante da magnitude dessa pandemia e de outras que, segundo os cientistas, virão. Por isso, o país não pode prescindir das notificações de casos, que são exigidas pelo Regulamento Sanitário Internacional, ratificado pelo Brasil e pelo qual, portanto, o país se obrigou a fazer notificação de casos de covid-19 e outras emergências em saúde pública”, observa a procuradora Regional do MPT-RN Ileana Neiva.

A atualização do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, que teve nova versão lançada nesta segunda-feira (26), também traz dados das comunicações de acidentes de trabalho dos últimos anos. Foram 21.870 acidentes notificados de 2016 a 2020, relativos à população com vínculo de emprego regular. Nesse banco de dados, somente são consideradas as doenças e agravos monitorados pela Vigilância em Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde. O total inclui os seguintes casos: acidente de trabalho graves, câncer relacionado ao trabalho, dermatoses ocupacionais, acidentes de trabalho com exposição a material biológico, intoxicações exógenas relacionadas ao Trabalho, LER/DORT e outros.

Já segundo dados do Ministério da Saúde, 11.766 notificações relacionadas ao trabalho foram feitas no Sinan, também nos últimos cinco anos, no Rio Grande do Norte. Por sua vez, os registro do INSS informam que os acidentes de trabalho com óbito foram 94, de 2016 a 2020, no estado.

Risco covid-19 – A atualização do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho também traz dados das comunicações de acidentes de trabalho e de afastamentos relacionados à covid-19 no ano de 2020. Foram considerados, em especial, além do código U07 (Covid-19) da Classificação Internacional de Doenças (CID), o código B34 (Doenças por vírus, de localização não especificada), em especial as subcategorias B342 (Infecção por coronavírus de localização não especificada) e B349 (Infecção viral não especificada). De acordo com o Observatório, foram feitas 180 notificações de acidentes de trabalho por contágio pela covid-19 em 2020 no Rio Grande do Norte.

Os dados podem ser comparados aos números de levantamento recente publicado no Boletim Epidemiológico da Saúde do Trabalhador da Subcoordenadoria de Vigilância em Saúde do Trabalhador (Suvist) da Secretaria de Estado de Saúde Pública do RN (Sesap/RN). De acordo com o boletim, o estado do RN contabiliza, até o momento, 199.748 casos confirmados de covid-19. O número de profissionais de saúde com contágio confirmado pela doença corresponde a 9.816, o que corresponde a 4,9% do total da população geral que teve resultado positivo para o novo coronavírus.

Para a procuradora Regional do Trabalho Ileana Neiva, a diferença dos números de casos de covid-19 registrados pela Suvist e as CATs emitidas, no estado, revelam que é grande a subnotificação de casos de contaminação pela doença nos ambientes de trabalho. “A covid-19 é doença profissional ou doença do trabalho, de acordo com a profissão do adoecido. Para profissionais de saúde, o nexo causal é presumido e em hipótese alguma pode deixar de haver a notificação dos casos”, explica a procuradora.

Ao longo da pandemia, foram registrados 86 óbitos de profissionais da saúde no Rio Grande do Norte, sendo mais de 30% deles nos quatro primeiros meses de 2021. Ainda seguem em investigação 12 casos. A proporção de mortes em relação à população, contudo, diminuiu ao longo do corrente ano. A causa provável é a priorização dos trabalhadores de saúde na primeira fase da vacinação. Do total, 87,3% das mortes envolvendo profissionais da saúde foram de auxiliares e técnicos de enfermagem, médicos e enfermeiros, evidenciando os maiores riscos a que estão sujeitos os trabalhadores que estão na linha de frente.

De acordo com a Suvist, a maioria dos profissionais infectados também são técnicos em enfermagem (33,08%), enfermeiros (15,82%) e médicos (8,04%). Natal é o município com a maior concentração de profissionais de saúde com contágio confirmado pela covid-19, correspondendo a 37,77% dos casos. O município de Parnamirim é o segundo, com 8,59% dos profissionais de saúde infectados, seguidos de Mossoró, com 5,44% dos casos confirmados em profissionais de saúde. A faixa etária mais afetada no universo foi a das pessoas entre 30 e 39 anos, que respondeu sozinha por 36,49% dos registros.

O boletim revela também que 7% dos trabalhadores da área da saúde relataram a ausência de equipamentos de proteção individual adequados para o enfrentamento da pandemia em suas unidades. O texto recomenda que o profissional use protetor ocular ou protetor de face, luvas, capote/avental/jaleco e máscara N95/PFF2.

Infecções pela covid-19 no Brasil caem, mas seguem em patamar crítico, diz Fiocruz

Covid-19: Fiocruz se torna laboratório de referência nas Américas
Foto de Sumaia Villela/ Agência Brasil

O Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz divulgado nesta quarta-feira, 28, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta queda no número de casos, óbitos e taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos, mas os valores continuam em patamares críticos.

Outro dado preocupante é a taxa de letalidade da doença, que no final de 2020 estava em 2%, aumentou para 3% em março e agora subiu para 4,4%. O boletim analisou dados referentes à Semana Epidemiológica 15, de 18 a 24 de abril.

O número de casos diminuiu a uma taxa de -1,5 % ao dia, enquanto o de óbitos foi reduzido a uma taxa de -1,8 % ao dia, “mostrando tendência de ligeira queda, mas ainda não de contenção da epidemia”, segundo os pesquisadores.

Em relação à taxa de ocupação de leitos, chama atenção a redução nos Estados de Rondônia (de 94% para 85%) e Acre (de 94% para 83%), ainda que ambos continuem na zona de alerta crítico, a saída de Alagoas da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário (de 83% para 76%) e a saída da Paraíba da zona de alerta (de 63% para 53%).

O Brasil acumula quase 400 mil mortos e quase 15 milhões de casos. Desde o início da pandemia, porém, especialistas têm alertado para as dificuldades de testagem, o que impede conhecer com precisão o avanço da pandemia e também a real taxa de letalidade pela doença.

Para os pesquisadores do Observatório, o quadro atual pode representar desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, mas com números muito mais altos de casos graves e óbitos, que revelam a intensa circulação do vírus no país. “Esse conjunto de indicadores mostra que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo das próximas semanas”, avaliam os autores do estudo.

Diante desse cenário, os pesquisadores alertam que a flexibilização das medidas de distanciamento físico e social, sem um controle rigoroso, pode retomar o ritmo de aceleração da transmissão, com o aumento de casos, internações e taxa de ocupação de leitos. Nas últimas semanas, Estados como São Paulo e Rio assistiram a um relaxamento da quarentena, com liberação de comércio, restaurantes e praias. Já o presidente Jair Bolsonaro mantém discurso crítico ao lockdown e até tentativas de derrubar regras de toque de recolher na Justiça.

“A integração entre Atenção Primária à Saúde e a Vigilância em Saúde deve ser intensificada para otimizar os processos de triagem de casos graves e seu encaminhamento para serviços de saúde mais complexos, bem como a identificação e aconselhamento de contatos para medidas de proteção e quarentena. Além disso, a reorganização e ampliação da estratégia de testagem é essencial para evitar novos casos e reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares”, orientam os pesquisadores.

Estadão Conteúdo

Covid-19: Média de óbitos no RN ainda é alta, pois há um ano morria apenas uma ou três pessoas por dia, hoje são 21

O que é coronavírus: veja sintomas, riscos e tratamento da covid-19
Foto da Internet

Nos últimos quatro dias, a Sesap/RN registrou 84 óbitos, que dá uma média diária de 21 mortes pela Covid-19. O ano passado as mortes na mesma data foram contabilizadas apenas 45 vítimas. Com uma média de uma a três mortes diárias.

A de se entender que estávamos com a chegada do vírus em março do ano passado, de forma que, como o vírus vai permacer por décadas no mundo, não há ainda como ser comparado as mortes por ano.

Anvisa deve decidir nesta segunda (26) sobre importação da vacina Sputnik V

Anvisa decide nesta segunda-feira sobre importação da Sputnik V - Notícias  - R7 Brasil
Foto da Internet

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve decidir nesta segunda-feira (26) sobre os pedidos de importação da Sputnik V, vacina russa, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, contra a Covid-19.

A diretoria colegiada da Anvisa tem uma reunião extraordinária marcada para as 18h. A reunião terá transmissão pelos canais da agência.

De acordo com a agência reguladora, “a data da reunião foi marcada em razão do prazo de 30 dias definido pela lei, e confirmado pelo STF, para que a Anvisa avalie os pedidos de importação de vacinas para Covid-19 sem registro”.

Os pedidos foram protocolados no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos estados do Amapá, Ceará, Maranhão e Piauí.

No último sábado (24), agentes especializados da Anvisa finalizaram a visita de inspeção nos laboratórios das empresas Generium e UfaVita, que participam da produção da Sputnik V.

A equipe, que chegou à Rússia no dia 16 e já está de volta ao Brasil, trouxe um relatório com as informações coletadas que ajudará na decisão.

CNN BRASIL

1,5 milhão de medicamentos para “Kit intubação” chega ao Brasil até maio

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Para reforçar o tratamento de pacientes internados com covid-19 em Unidades de Terapia Intensiva em todo o Brasil, o Ministério da Saúde deve receber mais de 1,5 milhão de medicamentos de Intubação Orotraqueal (IOT). A primeira remessa dos insumos que fazem parte do “kit intubação” deve chegar até o fim da próxima semana. Para garantir um aporte maior de medicamentos, o Ministério lança um pregão internacional para a aquisição de novos insumos ainda esta semana.

Um dos lotes é composto por 80 mil itens do kit que foram doados pelo governo da Espanha. Além dos mais de 2 milhões já entregues aos estados, outros 1,1 milhão de remédios foram doados pela empresa Vale do Rio Doce em parceria com um conjunto de empresas brasileiras. Desses, 900 mil chegam até o fim da próxima semana e outros 200 mil na primeira semana do mês de maio.

As informações foram divulgadas pelo ministro Marcelo Queiroga em coletiva à imprensa realizada na tarde desta quarta-feira, 21 de abril. Segundo Queiroga, o Ministério da Saúde tem atuado sempre alinhado com o Conass e Conasems para ampliar a oferta e a produção dos kits de intubação.

“Nós temos adotado uma série de ações para aumentar a oferta, como a realização de um pregão. Também contamos com o apoio da indústria nacional, OMS/OPAS, e com a solidariedade de outros países que farão doações dos insumos ao Brasil. Estamos unindo forças para que não haja desabastecimento no mercado e que possamos vencer esta fase mais crítica”, disse o ministro Marcelo Queiroga.

Ministério da Saúde

Secretário de saúde de Natal diz que quem recebeu vacina da CoronaVac terá ‘a segunda dose garantida’

Secretário George Antunes na Câmara Municipal de Natal — Foto: Reprodução
Secretário George Antunes na Câmara Municipal de Natal — Foto: Reprodução

“O que importa, para as pessoas, é saber que elas terão a sua segunda dose garantida. É pra isso que nós estamos trabalhando”. A frase foi do secretário de Saúde de Natal, George Antunes, em entrevista à Inter TV Cabugi nesta quinta-feira (22), após Natal suspender a aplicação da segunda dose de CoronaVac na segunda-feira (19), pela segunda vez, por falta de estoque. Até o momento, não houve reposição e já há pessoas que ultrapassaram o prazo de 28 dias – data limite estipulada pelo fabricante para eficácia da vacina – entre a primeira a segunda aplicação.

Como conseguir a quantidade de doses necessárias para garantir essa imunização da dose de reforço não foi explicada pelo secretário. Segundo George Antunes, a pasta conta com a possibilidade da chegada do novo lote na sexta. Além disso, ele explicou que houve uma reunião para negociar o uso de parte da reserva técnica do estado para a aplicação da segunda dose de CoronaVac na capital potiguar. O Estado, no entanto, não confirmou a cessão de parte da reserva técnica até o fechamento desta matéria.

“Nós chegamos à conclusão de que há um déficit, sim. Precisamos repor. Inclusive foi ocasionado também pelas doses que vieram faltando em alguns frascos do Ministério da Saúde”, explicou o secretário.

O secretário participou nesta quinta-feira de uma reunião extraordinária na Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social na Câmara Municipal de Natal ao lado do secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia.

Durante a reunião, ele disse que mesmo quem ultrapassou os 28 dias deve tomar a vacina (veja a explicação de uma imunologista no fim do texto). “Devem, sim, tomar a segunda dose. Não existe repetir a vacinação. Pode tomar com toda a segurança a segunda dose”, falou o secretário.

O secretário George Antunes pontuou ainda que há a possibilidade até de avançar na faixa etária no sábado. “Essas doses somadas às que vamos receber, mesmo sendo poucas, nós temos condições de voltar a vacinar a segunda dose para aqueles que têm a sua data dos 28 dias já expirada”, disse o secretário.

Na reunião, George Antunes aproveitou para apontar que o problema principal está na quantidade de vacinas que chegam à capital potiguar. “Eu disse desde o início que nós temos um problema central, que se chama Ministério da Saúde, que não conseguiu fazer adequadamente do ponto de vista de aquisição e distribuição de vacinas, de modo que estados e municípios sofrem. Esses problemas que estão acontecendo aqui, a gente vê no país todinho”, disse.

Ele citou que o desabastecimento tem sido corriqueiro em outras cidades do Brasil também. “Exatamente porque as quantidades que vem para os estados são muito aquém do necessário”.

Sobre as reservas técnicas, o secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia, explicou que a regra de utilização é preconizada pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional de Imunização (PNI) e que não é decisão específica do governo do RN.

“Ocorrendo perdas em qualquer município, o estado replica a distribuição. Seja por faltar energia, seja porque quebrou alguns frascos. Agora, recentemente, com essa denúncia de que muitos frascos não tinham dez doses, nós tivemos que repor mais de 3 mil doses”, explicou.

G1RN

Buatantan diz que o Coronavírus veio para ficar, parece que vão tentar manter o controle do povo

Novo repasse de CoronaVac só daqui a 13 dias, anuncia Butantan
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Não sabemos mais em quem acreditar. Estamos a deriva em um mundo que de repente se tornou refém do país da Cinha, quando este deixou que um vírus como o coronavírus tenha se espalhado pelo mundo todo. Parece que a ação imprudente gerou mais riquezas para aquele país, enquanto o mundo empobrece.

Agora o Butantan faz previsões alarmantes, de que o vírus veio pra ficar entre nós, que teremos que, possivelmente, sermos mantidos no controle global.

Veja a fala de Ricardo Palácios, diretor médico de pesqusias clinica do instituto, dita ao Poder360:

“A gente tem que entender que esse vírus veio para ficar. E, como acontece com a influenza [vírus da gripe], nós vamos ter que aprender a conviver com ele”, afirmou em entrevista ao Poder360. “Nós temos casos de pessoas com influenza grave todos os anos. Pessoas que morrem e temos vacinação. O que acontece? Colocamos a Influenza em um nível que é manejável para o sistema de saúde e manejável para a sociedade”, detalhou.

“Como tenho falado, desta temos que sair todos juntos. Isso será parte do problema. Estamos vendo um acesso muito desigual a recursos no mundo e isso vai fazer com que vários países tenham demora em incorporar medidas profiláticas“, disse.

Blog do BG

Mais de 1 milhão de cirurgias eletivas foram adiadas no Brasil em 2020

Conheça a cirurgia hepática laparoscópica e seus benefícios
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Mais de 1 milhão de cirurgias eletivas foram adiadas em 2020 por causa da lotação dos hospitais e dos riscos aos pacientes em meio à pandemia de Covid-19. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para a Saúde (Abraidi), a queda nos procedimentos foi de 59,8% em relação a 2019.

O levantamento aponta também que 92% dos empresários fornecedores de insumos para o setor de saúde tiveram que fazer ajustes para enfrentar a crise.

Das 300 empresas analisadas, a queda no faturamento durante o ano de 2020 foi de, em média, 50,8% em relação ao ano anterior.

Recomendação médica

Cirurgião plástico há quatro anos e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Leandro Faustino viu as marcações de cirurgias despencarem desde o começo da pandemia. Em maio de 2020 a queda foi de mais de 50% em relação ao mês anterior.

Apesar da queda nos atendimentos, com o novo pico de contaminação em março deste ano, o próprio médico orienta seus pacientes sobre os riscos envolvidos nos procedimentos.

“Há o risco de a paciente contrair o vírus no pós-operatório, então, além das complicações possíveis da cirurgia plástica, estaríamos adicionando outras relacionadas à Covid-19”, afirmou o profissional da saúde.

CNN BRASIL