Category: Saúde

Maternidade do Hospital Regional de Macaíba é inaugurada

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Nova ala materno-infantil da unidade está dotada de 51 leitos e dois centros cirúrgicos para atender às mulheres em trabalho de parto.

O governador Robinson Faria inaugurou, na noite desta segunda-feira (13), o setor de maternidade do Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba. A unidade, ampliada pelo governo estadual, permitirá o nascimento de cerca de 250 crianças por mês, após um hiato de seis anos sem nascer um macaibense sequer.

A ampliação do hospital ganha ainda mais relevância, quando se leva em conta que ele está situado em uma área estratégica que compreende também os municípios de São Gonçalo, Parnamirim e Natal, com alta demanda de pacientes. A nova ala materno-infantil da unidade está dotada de 51 leitos e dois centros cirúrgicos para atender às mulheres em trabalho de parto.

“A partir de hoje, o sofrimento das mães de Macaíba que tinham que bater na porta da prefeitura ou se arriscar no trânsito para ter seus filhos em Natal vai acabar. E hoje é para mim um dos dias mais emocionantes que eu já tive como governador do Estado. Vou dormir realizado”, destacou o governador Robinson, que afirmou ter colocado a abertura da maternidade como uma prioridade em seu governo.

O prefeito de Macaíba, Fernando Cunha, parabenizou o governo estadual pelo esforço para ativar a maternidade no Município. “Robinson, quero agradecer publicamente pelo seu trabalho incansável. Com muita determinação, conseguiu fazer o que muitos tentaram e não fizeram. Sem essa determinação, não estaríamos aqui hoje transformando esse sonho em realidade”.

A secretária de Estado da Saúde Pública, Eulália Albuquerque, atestou a qualidade das novas instalações. “Como médica, sei que estou entregando à população um serviço digno, que permitirá que as mães tenham seus filhos com segurança aqui mesmo na cidade”, afirmou. “No início, esperamos fazer o nascimento aqui de cerca de 250 crianças por mês, mas a expectativa é ampliar ainda mais este número com o decorrer do tempo”, acrescentou a subsecretária da Saúde, Ederlinda Dias. O Estado vai direcionar 14 obstetras e 5 pediatras para a unidade.

Ainda participaram da solenidade os deputados estaduais Ricardo Motta, Galeno Torquato e Albert Dickson, o deputado federal Rafael Motta, os secretários de Estado de Relações Institucional, Getulio Ribeiro, da Infraestrutura, Jader Torres, de Administração, Cristiano Feitosa, e a chefe do Gabinete Civil Tatiana Mendes Cunha, além de vereadores e autoridades municipais. O Ministério Público Estadual estava representado pelas promotoras Iara Pinheiro e Raquel Germano.

Novos macaibenses

A inauguração da maternidade do Hospital Regional de Macaíba é um alívio para mães como Talita Rochelly, 30 anos, que está no 8º mês de gestação. A auxiliar administrativa fez todo o pré-natal na unidade, mas, se não tivesse ocorrido a conclusão das obras, ela teria que dar a luz em outra cidade.

“Nós, ao final da gestação, somos encaminhados ou para a maternidade de Felipe Camarão ou para o Hospital Santa Catarina, todos dois em Natal. Mas agora estou muito feliz porque vou poder ter meu filho aqui mesmo, em Macaíba. Meu filho vai ser macaibense”, comemorou a jovem, grávida do segundo filho.

Talita participou de uma das várias homenagens realizadas durante a noite da inauguração. Outra grávida, Adriana Gonçalves, entregou ao governador, em nome das mães de Macaíba, uma imagem de Nossa Senhora da Conceição do artista Aldo Rodrigues.

Nominuto.com

Hemonorte lança campanha para estimular a doação de sangue no período junino

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Em comemoração ao dia mundial do doador, o Hemonorte lança na próxima terça-feira (14), às 9 horas, a campanha de doação de sangue para o período junino. Com o tema “Neste São João esquente seu coração – doe sangue”, a campanha visa aumentar o número de doações e garantir o atendimento as demandas transfusionais do período junino.

Todos os anos, neste período, as necessidades transfusionais aumentam devido a acidentes com fogos e várias situações de emergência, além dos pacientes hematológicos que fazem uso constante do sangue. Atualmente o estoque do Hemonorte encontra-se em estado crítico com pouco mais de 200 bolsas, número considerado baixo para atender as demandas do período. A meta é aumentar as doações e atingir um estoque de 800 a 1000 bolsas/dia.

A campanha será realizada em todas as unidades da hemorrede, Natal, Mossoró, Pau dos Ferros, Caicó e Currais Novos e prossegue até o dia 30 de junho. O Hemocentro espera aumentar em 50% as doações espontâneas em toda rede estadual.

Podem doar as pessoas que tem entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos de idade precisam de consentimento do responsável legal); ser saudável; pesar acima de 50 kg; ter dormido 6 horas na noite anterior; evitar alimentos gordurosos antes da doação, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores e apresentar um documento oficial com foto.

O Hemonorte funciona na avenida Alexandrino de Alencar, 1800, Tirol, (próximo ao Parque das Dunas/Bosque dos Namorados) – de segunda a sábado, das 07h às 18h e conta com mais duas unidades fixas de coleta de sangue. Na zona Norte, a doação pode ser realizada na Biblioteca Américo de Oliveira (Av. Itapetinga,1430, Conjunto Santarém), que funciona de segunda a sexta-feira das 7:30 às 17h e o Posto de Coleta da SESAP ( av. Deodoro, 730- Centro).de segunda a sexta, das 8h às 17h.

Locais de doação de sangue no interior do Estado:

Mossoró:
Endereço: Rua Projetada, s/n. Bairro Aeroporto -segunda a sábado – das 07h às 18h.

Caicó:
Endereço: Rua Renato Dantas, 455. Centro –segunda à sábado, das 07h às 18h.

Currais Novos:
Endereço: Rua Carnaúbas dos Dantas , 150. Bairro JK –segunda à sábado, das 07h às 18h

Pau dos Ferros:
Endereço: BR 405 – km 03, nº. 19 – Bairro Arizona.-  segunda à sábado, das 07h às 18h.

Audiência pública na Assembleia vai debater cardiopatia congênita no RN

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A Assembleia Legislativa promove nesta sexta-feira (10), às 9h, audiência pública para discutir a cardiopatia congênita no Rio Grande do Norte. Durante o debate, proposto pelo deputado Jacó Jácome (PSD), serão discutidas questões sobre os atendimentos do sistema de saúde potiguar aos cardiopatas, além dos desafios da neonatologia. A audiência acontece em meio à Semana Nacional da Cardiopatia Congênita.

“As maternidades públicas e privadas do Estado precisam dispor de aparelhos de ecografia para que os exames nos recém-nascidos sejam feitos em seus leitos sem a necessidade de transferi-los para outras unidades, pondo em risco suas frágeis vidas. O exame do coraçãozinho deve se tornar obrigatório, de fato, na rede pública e privada de saúde”, justifica Jacó.

No Rio Grande do Norte nascem cerca de 500 bebês cardiopatas por ano. Destes, cerca de 40% têm diagnóstico, atendimento e cirurgia. A cardiopatia congênita, cujo dia no Brasil é destacado em 12 de junho, é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras oito semanas de gestação, quando é formado o coração do bebê.

A patologia ocorre por uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca, mesmo que descoberto no nascimento ou anos mais tarde. Trata-se do defeito congênito mais comum e uma das principais causas de óbitos relacionadas às malformações congênitas.

A audiência pública vai contar com a participação da Associação Amigos do Coração da Criança (AMICO), instituição sem fins lucrativos de Natal que desenvolve ações em favor da saúde e cidadania da criança cardiopata, através de assistência multiprofissional.

Foram convidados para o debate representantes dos órgãos e entidades ligados à área da saúde, gestores, parlamentares e sociedade civil.

H1N1 já provocou 764 mortes este ano, segundo Ministério da Saúde

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O vírus H1N1 já matou 764 pessoas desde o início do ano até o dia 28 de maio, segundo novo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. Em uma semana, desde a divulgação do boletim anterior, foram registradas 85 novas mortes pelo vírus.

Ao todo, foram notificados 3.978 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza A/H1N1 ao longo do ano. A SRAG é uma complicação da gripe. Em uma semana, foram registrados 460 novos casos de SRAG por H1N1 no país.

Além das mortes pela influenza A/H1N1, houve ainda 68 mortes por outros tipos de influenza. São Paulo foi o estado com o maior número de mortes por influenza, correspondendo a 45,7% do total no país.

Vacinação atingiu 95,5% do público-alvo
Segundo o Ministério da Saúde, a campanha nacional de vacinação contra a gripe já vacinou mais de 47,6 milhões de essoas, o que corresponde a 95,5% do público-alvo. A campanha é destinada a alguns grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, mulheres que deram à luz há menos de 45 dias, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade.

A vacina aplicada é a trivalente, que protege contra H1N1, H3N2 (ambos vírus da Influenza A) e uma cepa da Influenza B. A campanha se encerrou no dia 20 de maio, mas prossegue em alguns estados e municípios.

Teste de zika passa a ter cobertura obrigatória por plano de saúde

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Imagem de micrografia eletrônica de transmissão colorida digitalmente mostra o vírus da zika; na imagem colorida digitalmente, o vírus é representado pelos pontos vermelhos (Foto: CDC/Cynthia Goldsmith)

Os testes para diagnosticar a infecção pelo vírus da zika passarão a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde, segundo uma resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicada nesta segunda-feira (6) no Diário Oficial da União.

De acordo com a resolução, que entra em vigor no dia 6 de julho, três tipos de testes de zika passam a fazer parte do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde no Âmbito da Saúde Suplementar: o teste de zika por PCR, IgM e IgG.

O teste PCR, ou de biologia molecular, consiste em multiplicar a quantidade de RNA do vírus na amostra coletada, ou seja, amplificar o material genético do vírus para que seja possível identificá-lo quimicamente. O teste molecular, apesar de ser preciso, é capaz de detectar a presença do vírus em um período muito curto de tempo: só até cinco dias depois do aparecimento dos sintomas.

Já os testes IGM e IGG, ou testes sorológicos, são capazes de detectar anticorpos produzidos em resposta à infecção pelo vírus da zika. O IgM (imunoglobulina M) detecta anticorpos produzidos na fase aguda da doença e o IgG (imunoglobulina G) detecta se houve infecção anterior pelo vírus.

G1 RN

Teste aponta que fosfo age contra melanoma; mas menos do que droga já usada

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Um novo relatório sobre a eficácia e a toxicidade da fosfoetanolamina sintética, mais conhecida como “pílula do câncer”, aponta que o uso da substância em altas doses reduziu em 34% o tamanho do tumor de melanoma –um tipo de câncer de pele– em camundongos.

A dose aplicada aos animais com efetividade foi equivalente ao que seria a ingestão de 40,5 mg/kg da substância por um ser humano. Essa quantidade é mais que o dobro da dose sugerida pelo pesquisador da USP São Carlos que distribuía a “pílula do câncer”: 17,5 mg/kg.

A eficácia do composto em altas doeses foi menor do que a da cisplatina, um dos compostos utilizados para o tratamento do câncer atualmente. Os animais que receberam cisplatina tiveram redução de 68% do tumor após o tratamento.

A pesquisa feita pelo CIEnP (Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínico), e financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, separou os roedores em grupos. Num deles foi administrada diariamente uma dose de 200 mg/kg de fosfoetanolamina sintética, em outro 500 mg/kg da mesma substância, e no último 2 mg/kg de cisplatina.

O tratamento com a fosfoetanolamina foi aplicado uma vez por dia ao longo de 24 dias no total. Já com a cisplatina foram três doses na primeira semana e uma dose por semana nas duas últimas.

Este é o primeiro teste feito pelo grupo de trabalho do MCTI que apontou alguma eficácia da substância. O melanoma é o câncer de pele mais frequente no Brasil (25% de todos os tumores registrados), de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer).

Sem efeito em baixa dose

A fosfoetanolamina sintética na dose menor (200 mg/kg) não teve efeitos no tratamento do câncer. Já os animais que receberam a dose maior, de 500 mg/kg, tiveram redução de 34% nos tumores de melanoma após três semanas de tratamento. O grupo que recebeu cisplatina teve uma redução do tumor em 68%.

As doses utilizadas pelos pesquisadores foram definidas por meio de uma fórmula que equivale a dose administrada em humanos e em animais. A dose de 500 mg/kg para os camundongos equivale a 40,5 mg/kg por dia para humanos.

A dose recomendada pelo pesquisador que criou a “pílula do câncer”, produzida pela USP São Carlos, era de 17,5 mg/kg por dia. Só um pouco a mais que a dose equivalente para humanos da 200 mg/km para roedores: 16,2 mg/kg.

Não houve eficiência contra outros tipos de tumor

Um teste feito pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará avaliou que, apesar de não ser tóxica, a “pílula do câncer” não teria nenhuma eficácia no tratamento do câncer.

Foram testados dois tipos diferentes de tumores inoculados nos ratos: o Carcinossarcoma 256 de Walker e o Sarcoma 180. A fosfoetanolamina utilizada foi fornecida pelo governo federal, e as doses, de 1g/kg (o dobro da pesquisa do CIEnP), foram ajustadas ao longo dos 10 dias de pesquisa de acordo com o peso dos animais.

Um grupo recebeu a fosfo, outro soro fisiológico e outro a substância ciclofosfamida, amplamente utilizada no tratamento do câncer. O resultado dos testes não indicou diferenças entre os tamanhos dos tumores dos ratos tratados com a fosfoetanolamina e dos que receberam o soro fisiológico.

Termina hoje (31) prazo para vacinar rebanho contra febre aftosa

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A campanha contra febre aftosa realizada pelo Governo do Estado por meio do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn) termina nesta terça-feira (31). Os produtores que ainda não vacinaram seu rebanho têm até hoje para adquirir a vacina nas revendas credenciadas pelo Idiarn e Ministério da Agricultura e imunizar os animais.

A declaração de vacinação deve ser feita até o dia 15 de junho no Idiarn, escritório da Emater/RN ou secretarias de Agricultura dos municípios.  A expectativa do diretor geral do Idiarn, Camillo Collier, é vacinar 95% do rebanho potiguar, índice 3% maior do que o conquistado na primeira etapa de 2015 e 4,5% maior do que o alcançado em novembro do ano passado, quando foi realizada a segunda fase.

O produtor que não vacinar seu rebanho fica inadimplente com o Idiarn e corre o risco de ser multado, além de perder o acesso às linhas de crédito das instituições financeiras e benefícios concedidos pelo Governo do Estado. De acordo com o Instituto, o rebanho bovino do Rio Grande do Norte hoje está em 955 mil cabeças.

Câncer de tireoide atinge principalmente mulheres entre 30 e 50 anos

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Cada dia mais comum, principalmente entre as mulheres, o câncer de tireoide ainda não tem uma causa bem determinada na literatura médica. Alguns estudos, no entanto, apontam que fatores hormonais e alimentares estão ligados ao desenvolvimento desse tipo de tumor. “A síntese dos hormônios produzidos pela tireoide necessita da presença do iodo. A deficiência ou o excesso dele na dieta pode estar associado a um maior risco de desenvolvimento do câncer de tireoide”, explica Mariana Laloni, oncologista e coordenadora do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho.

O câncer de tireoide se manifesta, inicialmente, como um nódulo que aparece no pescoço e pode ser detectado pelo médico em um exame clínico. Na maior parte das vezes, ele é assintomático e somente o nódulo vai indicar a presença de alguma doença. No entanto, 90% desses nódulos são benignos e o diagnóstico do câncer só é possível a partir de uma biópsia feita diretamente nele.

São considerados fatores de risco para a doença histórico familiar de câncer de tireoide e tratamentos prévios com radiação para cabeça, pescoço e tórax. Também já é comprovado que há maior incidência em mulheres entre 30 e 50 anos. De acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de tireoide já é o quinto mais comum em mulheres.

Tratamentos

O tratamento do câncer de tireoide envolve, necessariamente, a cirurgia. Nela, é retirada a glândula e todos os nódulos considerados anormais. Dependendo da avaliação médica, o tratamento é estendido com terapias contendo iodo radioativo. “Nesse caso o paciente passa a ingerir uma pequena quantidade de iodo radioativo para destruir o tecido tireoidiano não removido na cirurgia”, explica a Mariana.

Para pacientes em que a cirurgia e a iodoterapia não são efetivos ainda existe a opção do uso do inibidores da tirosina quinase, como o sorafenibe, medicamento aprovado pela Anvisa em 2015 para o tratamento do câncer de tireoide, que atua como inibidor do crescimento do câncer. Na falha dessa alternativa de tratamento ainda pode ser usada a quimioterapia convencional.

STF suspende lei que libera o uso da “pílula do câncer

A quem interessa a paralisação desse suplemento destinado aos pacientes com câncer? A justificativa são sobre o desconhecimentos dos efeitos colaterais. Mas se estamos com dor, debilitados, e quase a morte por causa do câncer, como nos importar com os efeitos colaterais. A Universidade que investiu e testou esse produto não tem a devida capacidade de comprovar sua eficácia? Apresentem a população uma comprovação científica de que esse suplemento, a fosfoetanolamina, tem prejudicado os que sofrem com o câncer. Mas justificar a suspensão com base  na ineficiência da ANVISA, não acho uma boa decisão.

Vejam notícia da Exame sobre a suspensão da pílula do câncer.

Pílula: a lei foi sancionada pela então presidente da República Dilma Rousseff, às vésperas de seu afastamento pelo Senado
Pílula: a lei foi sancionada pela então presidente da República Dilma Rousseff, às vésperas de seu afastamento pelo Senado

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira, 19, por cinco votos a quatro, suspender provisoriamente a lei federal que liberou o porte, o uso, a distribuição e a fabricação da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer“.

O caso ainda não se encerrou e deverá voltar ao plenário quando os ministros decidirem sobre o mérito da questão, que questiona a constitucionalidade da norma.

A lei foi sancionada pela então presidente da República Dilma Rousseff, às vésperas de seu afastamento pelo Senado com a instauração do processo do impeachment.

A regra foi questionada ao STF pela Associação Médica Brasileira (AMB), por permitir que pacientes diagnosticados com câncer usem, por escolha livre, o medicamento que ainda não tem eficácia comprovada.

O relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, balizou o julgamento ao votar para suspender integralmente a lei.

Ele considerou haver potencial dano em liberar a substância sem a realização de estudos científicos e registro do medicamento junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A tese foi acompanhada por Luis Roberto Barroso, Teori Zavascki, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

“O direito à saúde não será plenamente concretizado sem que o Estado cumpra a obrigação de assegurar a qualidade das drogas distribuídas aos indivíduos mediante rigoroso crivo científico, apto a afastar desenganos, charlatanismos e efeitos prejudiciais ao ser humano”, defendeu Marco Aurélio.

“Sequer há, pela lei, a necessidade de apresentação de prescrição médica”, apontou Barroso.

O Advogado da AMB, Carlos Magno Reis, defendeu, em plenário, que a entidade não luta contra as associações que defendem o direito dos pacientes com câncer, mas combate o uso de uma substância sem garantia de ser benéfica para o tratamento.

O magistrado alegou que o uso do medicamento sem respaldo pode aumentar o número de mortes pela doença.

“A reboque de aprovar uma lei, falamos muito dos efeitos positivos. E os efeitos colaterais negativos? Nós não podemos permitir que uma substância aplicada somente em experiências com animais seja usada em pacientes de forma desconhecida e torne chance de cura perdida”, sustentou.

Reis também alertou que a comunidade internacional condenou a aprovação da lei no Brasil.

Pacientes terminais

O ministro Edson Fachin divergiu de Marco Aurélio e dividiu a Corte ao votar pela liberação da substância apenas para pacientes em caso terminal.

Ele alegou que o Estado não pode interferir em uma decisão reservada ao âmbito privado do próprio paciente. A tese foi acompanhada por Rosa Weber, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, mas acabou vencida. O ministro Celso de Mello não estava presente na sessão desta quinta-feira.

O ministro Barroso lembrou que uma resolução da Anvisa já autoriza o uso de substâncias não regulamentadas por pacientes terminais, e que a suspensão da norma não se aplica à previsão da Anvisa.

A agência autoriza pacientes a utilizarem medicamentos sem eficácia comprovada com base na gravidade e estágio da doença, ausência de alternativa terapêutica satisfatória no País, entre outros.

A fosfoetanolamina sintética foi desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e supostamente seria capaz de curar diferentes tipos de câncer.

Os primeiros testes oficiais não confirmaram essa condição, mas pacientes em estado avançado da doença que usaram as pílulas garantem que elas dão resultado.

No mês passado, o presidente da Corte, ministro Lewandowski, já havia suspendido a distribuição do medicamento pela USP e determinou que a instituição forneça as cápsulas de fosfoetanolamina sintética apenas até o fim dos estoques disponíveis.

A 3 dias do fim da vacinação contra H1N1, RN alcançou 58% da meta

vacinacampinasG1 – A campanha contra a Influenza alcançou até o momento 58,06% de cobertura vacinal em todo o estado. A informação é do Programa Estadual de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). No Rio Grande do Norte, a campanha de vacinação começou no dia 25 de abril e segue até 20 de maio.

Ainda de acordo com o Programa Estadual de Imunizações, até agora apenas dois municípios atingiram a meta mínima – que é vacinar 80% da população prioritária: Lucrécia (86%) e São Vicente (84,85%).

De acordo com Zaira Santiago, responsável técnica pelo Programa Estadual de Imunizações, todos os municípios já receberam doses suficientes para o alcance da meta. Nesta segunda (16) iniciou-se a distribuição da cota referente a completitude de 100% das doses. “Pedimos a colaboração e empenho de todos os municípios no tocante ao alcance das metas, considerando a relevância da campanha no controle da morbimortalidade do vírus Influenza”, ressaltou Zaira.

São grupos prioritários: indivíduos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses até menores de 5 anos, gestantes, puérperas (até 45 anos pós-parto), trabalhadores da saúde (todos os níveis de complexidade), povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de adolescentes e jovens sob medida socioeducativas (12 a 21 anos).

Bactéria reduz transmissão de Zika por mosquito, diz estudo

Aedes aegypti, mosquito transmissor do zika vírus: bactéria foi lançada em vários países, incluindo Austrália, Brasil, Indonésia e Vietnã
Aedes aegypti, mosquito transmissor do zika vírus: bactéria foi lançada em vários países, incluindo Austrália, Brasil, Indonésia e Vietnã

Exame – Chicago – Infectar mosquitos com uma cepa de bactéria conhecida como Wolbachia reduziu significativamente a capacidade de transmissão do Zika vírus pelos mosquitos, afirmaram pesquisadores brasileiros nesta quarta-feira, aumentando a esperança de que este método biológico bloqueie a transmissão do vírus.

A bactéria foi lançada em vários países, incluindo Austrália, Brasil, Indonésia e Vietnã, como parte de estratégias de controle da dengue, e a nova descoberta mostra que o método também funciona com o Zika, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti. O Zika vírus tem sido associado a casos de microcefalia, uma má-formação cerebral.

Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde declarou o Zika uma emergência de saúde global. A ligação entre Zika e microcefalia veio à tona no ano passado no Brasil, que nesta quarta confirmou 1.271 casos de microcefalia – o Ministério da Saúde considera que a maioria está relacionada com infecções de Zika nas mães.

O novo estudo, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e publicado na Cell Host & Microbe, aproveita a cepa natural de bactéria conhecida como Wolbachia, que vive em células de insetos e é encontrada em 60 por cento dos insetos comuns. O método envolve a inserção da bactéria em ovos do mosquito, que então passam a bactéria para seus descendentes.

“A ideia é liberar mosquitos Aedes com Wolbachia por um período de alguns meses, e então eles se acasalam com os mosquitos Aedes … e ao longo do tempo substituem a população de mosquitos”, disse o coordenador do estudo, Luciano Moreira, da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

No estudo, a equipe infectou mosquitos de campo e outros que receberam a bacteria Wolbachia com duas cepas do Zika virus que circulam atualmente no Brasil. Após duas semanas, os mosquitos que transportavam Wolbachia tinham menos partículas do vírus nos seus corpos e saliva – tornando-se menos capazes de infectar os seres humanos com o vírus.

“A Wolbachia mostrou-se tão eficaz com o Zika quanto nas mais importantes experiências de dengue que fizemos”, afirmou Moreira.

Ele advertiu, contudo, que a estratégia não é 100 por cento eficaz e não vai eliminar o vírus, acrescentando que deve ser usada como parte de uma estratégia de controle integrado.

Hospital Papi anuncia paralisação de atendimentos nesta sexta-feira

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O Hospital Papi, localizado em Petrópolis, na Zona Leste de Natal, anunciou que não receberá novos pacientesa partir da próxima sexta-feira (6). Em comunicado enviado aos planos de saúde na última segunda-feira (2), a direção do hospital explica que “vem suportando a maior crise financeira de sua história”, o que impede a continuidade do atendimento. A paralisação do atendimento será tanto para pacientes de planos de saúde quanto pacientes particulares.

O G1 ligou para o hospital e recebeu a informação de que a direção estava em reunião e ninguém poderia atender a ligação. A assessoria de imprensa confirmou que os serviços serão suspensos.

O comunicado diz ainda que o hospital enfrenta atrasos de repasses por parte de alguns planos de saúde e a “inexistência de reajuste de preços das tabelas dos planos que acompanhasse a inflação real”.

O hospital ressalta que a paralisação dos atendimentos será feito de forma responsável, “sem comprometer a saúde dos pacientes que ainda estiverem em tratamento” na unidade.

Por fim, a direção do hospital informa que até a próxima sexta irá buscar uma solução financeira “junto aos planos de saúde, investidores e até mesmo junto ao poder público” para tentar reverter a paralisação do atendimento de pacientes de planos de saúde.

O Hospital Papi atua a 42 anos em Natal e oferece serviços de UTI de adulto, UTI Pediátrica, serviços de apoio ao diagnóstico com: laboratório de análises clínicas, Raio X, Tomografia Computadorizada ultra-sonografia, e atendimento de urgência de pediatria, clínica médica de adulto, ortopedia e ginecologia/obstetrícia.

Em Natal, campanha de vacinação contra H1N1 tem ‘Dia D’ neste sábado

PROVO, UTAH - OCTOBER 27: A nurse administers a shot of the H1N1 vaccine at the Utah County Health Department October 27, 2009 in Provo, Utah. After health department got a shipment of 4000 vaccines overnight, a large line formed with a wait of four to five hours. (Photo by George Frey/Getty Images)

O ‘Dia D’ da Campanha de Vacinação contra o vírus H1N1 acontece neste sábado (30) em 69 salas de vacinas espalhadas pelos cinco distritos sanitários de Natal. As unidades estarão abertas de 8h às 17h.

Clique e veja os locais de vacinação:
Distrito Sanitário Sul;
Distrito Sanitário Leste;
Distrito Sanitário Oeste; 
Distrito Sanitário Norte I
;
Distrito Sanitário Norte II.

Em Natal, a campanha tem a meta de imunizar aproximadamente 190 mil pessoas pertencentes aos grupos de riscos. No estado, a população a ser vacinada é de 776.019 mil pessoas, de acordo com dados do Programa Estadual de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).

A campanha se estenderá até o dia 20 de maio, cumprido o calendário nacional de vacinação. A Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza tem como objetivo reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus na população alvo da campanha.

Ações marcam Dia Nacional de Combate à Hipertensão na região

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G1- Interessados em aferir a pressão arterial poderão fazê-la gratuitamente nesta terça-feira (26) em São José do Rio Preto (SP) e Araçatuba (SP), por meio da campanha “Menos Pressão”, promovida pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) para comemorar o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Além disso, o público receberá orientação sobre os fatores de risco das doenças cardiovasculares, folhetos informativos e terá palestra educativa sobre o assunto.

Em Araçatuba (SP), a concessionária que administra a rodovia Marechal Rondon vai fazer uma ação de conscientização entre os motoristas. Os profissionais da saúde vão aferir pressão e orientar os motoristas a como evitar a doença. Quem for diagnosticado com pressão alta vai ser orientado a procurar um médico para entender mais sobre o problema.

As tendas com orientações médicas serão montadas nas bases de atendimento ao longo da concessionária entre Penápolis (SP) e Andradina (SP). Os motoristas que passarem pela base da Polícia Rodoviária nos trechos de Penápolis, Coroados (SP), Araçatuba, Valparaíso (SP),Mirandópolis (SP) e Andradina também receberão orientações de como se prevenir.

Em Rio Preto, a população poderá participar de um Simpósio de Hipertensão e Diabetes na Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp). As atividades começaram às 8h e seguem ao longo do dia. No Hospital de Base, o interessados poderão verificar a pressão e receber orientações de prevenção.

O principal objetivo da campanha é mostrar à população a importância de aferir a pressão arterial com regularidade e incentivar hábitos de vida mais saudáveis. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, a doença é muito comum e acomete uma em cada quatro pessoas adultas. A Sociedade Brasileira de Hipertensão estima que a doença atinja em torno de 25% da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos, e 5% das crianças e adolescentes no Brasil. Segundo dados da SBH, a doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

A SBH informa ainda que a obesidade é um dos principais fatores que favorecem o desenvolvimento da hipertensão arterial, Além do excesso de peso, idade, sedentarismo, alcoolismo, tabagismo e estresse propiciam o surgimento da doença.

Em Natal, vacinação contra o H1N1 espera imunizar 190 mil pessoas

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G1 – A campanha de vacinação contra a gripe Influenza (H1N1) em Natal começa nesta segunda-feira, dia 25. São 69 salas de vacinas espalhadas pelos cinco distritos sanitários da cidade (clique e veja os locais de vacinação:Distrito Sanitário Sul;  Distrito Sanitário Leste; Distrito Sanitário Oeste;  Distrito Sanitário Norte I; Distrito Sanitário Norte II). A meta, segundo a Secretaria de Saúde do município, é imunizar 190 mil pessoas pertencentes aos grupos de risco.

A população a ser vacinada no estado é de 776.019 mil pessoas, de acordo com dados do Programa Estadual de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).

Às 8h30 desta segunda, o secretário municipal de Saúde, Luiz Roberto Fonseca, e a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Juliana Araújo, farão a abertura oficial da Campanha na Unidade Básica de Saúde São João, localizada na Avenida Romualdo Galvão.

No dia 30 de abril será realizado o ‘Dia D’ da campanha, na Unidade Básica de Saúde de São João. A campanha se estenderá até o dia 20 de maio, cumprido o calendário nacional de vacinação.

A Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza tem como objetivo reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus na população alvo da campanha.

Mortes
Segundo a Sesap, seis casos da doença já foram confirmados este ano no estado. Destes, três pacientes foram curados e três morreram.

Grupos de risco
Os grupos prioritários e que devem tomar a vacina são crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas, trabalhador de saúde, povos indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).