Category: Saúde

Outro efeito colateral da vacina AstraZeneca é investigado

Gestantes mostram dúvidas sobre vacina do H1N1 — Foto: Reprodução/ TV Diário
Gestantes mostram dúvidas sobre vacina do H1N1 — Foto: Reprodução/ TV Diário

A vacina da farmacêutica AstraZeneca continua na mira das autoridades de saúde depois que outro efeito colateral foi detectado em pessoas imunizadas com sua dose contra a Covid-19.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) confirmou que estão investigando vários casos raros de pessoas que apresentam a síndrome de Guillain Barré, uma doença neurodegenerativa rara, após a aplicação da vacina.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou em nota nesta terça-feira (11) que a recomendação para suspender a aplicação da vacina AstraZeneca contra Covid-19 em grávidas foi feita pelo órgão após a notificação da morte suspeita de uma gestante de 35 anos.

“Foi notificada à Anvisa, na última sexta (07 de maio de 2021), pelo próprio fabricante da vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, a Fiocruz, a suspeita de evento adverso grave de acidente vascular cerebral hemorrágico com plaquetopenia ocorrido em gestante e óbito fetal”, informou a Anvisa.

A gestante morreu em 10 de maio e o caso ainda é investigado. Segundo a Anvisa, o “evento adverso grave de acidente vascular cerebral hemorrágico foi avaliado como possivelmente relacionado ao uso da vacina administrada na gestante”.

Com a suspensão da aplicação da AstraZeneca em grávidas e puérperas em Mato Grosso do Sul, por orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alguns municípios vão vacinar este público a partir desta quarta-feira (12) com doses da Pfizer, que chegaram ao estado na terça-feira (11).

Campo Grande, que já vinham vacinando as ‘mãezinhas’ com a Pfizer, segue com o processo de imunização deste público, mas somente em alguns pontos específicos. Ponta Porã, no sul do estado, vai vacinar à tarde, no Centro de Convenções.

G1 e Istoedinheiro

CPI ouve presidente da Anvisa e pode convocar ministros e governadores

Comissão de Assuntos Sociais (CAS) se reúne em sistema semipresencial para sabatina de indicados para diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).   As reuniões ocorrem de forma semipresenciais, sendo permitida a participação remota dos senadores através de um aplicativo de videoconferência, para debate com os indicados e leitura de relatórios.   À bancada, em pronunciamento, indicado para exercer o cargo de diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres.   Foto: Pedro França/Agência Senado
Barra Torres em reunião no Senado, em 2020: nesta terça, ele fala aos senadores sobre liberação de vacinas / Foto: Pedro França/Agência Senado

A CPI da Pandemia ouve nesta terça-feira (11) o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres. Ele deve falar sobre o processo de liberação de vacinas contra o coronavírus. A reunião está marcada para as 10h.

A convocação de Barra Torres é resultado de quatro requerimentos apresentados à CPI. O primeiro deles, do senador Angelo Coronel (PSD-BA), questiona o fato de a Anvisa ter negado autorização à vacina Sputnik V, produzida pelo laboratório russo Gamaleya. “O processo que levou à não liberação pela Anvisa da Sputnik V foi envolto em polêmicas e supostas pressões de ambos os lados. Tal processo merece ser apreciado por esta CPI e por isso é imperiosa a convocação”, argumenta Coronel.

Os outros três requerimentos foram apresentados pelos senadores Eduardo Girão (Podemos-CE), Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Pandemia, e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente do colegiado. Para Randolfe, Barra Torres precisa explicar por que houve “atraso e omissão” na compra de imunizantes. “Só foi possível chegar a essa situação catastrófica por conta dos inúmeros e sucessivos erros e omissões do governo no enfrentamento da pandemia da covid-19 no Brasil”, justifica.

Requerimentos

A CPI da Pandemia tem 229 requerimentos que podem ser votados ao longo desta semana. São 79 convites para audiências públicas e 150 pedidos para a convocação de testemunhas.

Se os requerimentos forem aprovados, dez ministros do presidente Jair Bolsonaro podem ser chamados a depor. O titular da Saúde, Marcelo Queiroga, que depôs à CPI da Pandemia na semana passada, pode ser reconvocado.

Há ainda requerimentos de convocação para Paulo Guedes (Economia), Walter Braga Netto (Defesa e ex-Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil e ex-Secretaria de Governo), Carlos Alberto Franco França (Relações Exteriores), Anderson Torres (Justiça), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Damares Regina Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos). O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, é chamado a depor como convidado.

Os senadores apresentaram ainda requerimento para ouvir o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. Ele pode ser chamado para comentar a declaração de Jair Bolsonaro de que o coronavírus seria resultado de uma “guerra química”.

Os parlamentares também apresentaram requerimentos para a convocação dos ex-ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Osmar Terra (Cidadania). Araújo pode depor sobre o processo de compra de vacinas contra o coronavírus no mercado internacional. Terra pode ser chamado a explicar se chegou a defender a chamada “imunização de rebanho”.

Dois requerimentos pedem a convocação do vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ele disse que o “alinhamento” entre o governador do estado, Wilson Lima, e o presidente Jair Bolsonaro transformou Manaus em um “laboratório” da estratégia de “imunidade de rebanho”.

Em outra frente, a CPI da Pandemia deve votar requerimentos de convocação para investigar o repasse de recursos da União para estados e municípios. Podem ser chamados a depor os governadores Rui Costa (Bahia), Hélder Barbalho (Pará) e João Dória (São Paulo), além de Wilson Lima, do Amazonas. Wellington Dias (Piauí) é convidado como representante do Fórum dos Governadores.

Os parlamentares apresentaram ainda requerimentos para a convocação dos secretários de Saúde de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Eles devem prestar depoimento sobre recursos repassados ao Consórcio do Nordeste em dois contratos no valor total de R$ 56,6 milhões para a compra de 1.050 respiradores.

Há ainda requerimentos para a convocação dos secretários de Saúde do Pará e das cidades de Porto Seguro (BA) e Manaus (AM). Os parlamentares também querem ouvir os presidentes do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Outros requerimentos sugerem a convocação dos prefeitos de Manaus (AM), David Almeida; Chapecó (SC), João Rodrigues; de Ilha Bela (RJ), Toninho Colucci; e de São Lourenço (MG), Walter José Lessa.

O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, pode ser chamado a depor sobre operações que apuram o desvio de R$ 2,1 bilhões em repasses da União para o enfrentamento da pandemia em estados e municípios.

Fonte: Agência Senado

Natal começa a vacinar idosos e professores contra gripe; confira locais

Natal começa a vacinar idosos e professores contra gripe; confira locais — Foto: Leonardo Sousa / PMF
Natal começa a vacinar idosos e professores contra gripe; confira locais — Foto: Leonardo Sousa / PMF

A campanha de vacinação contra a Influenza entra em uma nova etapa nesta terça-feira (11). A Prefeitura do Natal começa a vacinar idosos a partir de 60 anos e professores do ensino básico e superior de escolas públicas e privadas.

Os pontos definidos pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS/Natal) para receber o imunizante na capital são 20 unidades básicas de saúde e dois drives-thrus: Palácio dos Esportes e Ginásio Nélio Dias (portão 03).

Em 2021 a campanha acontece simultaneamente à vacinação contra a Covid-19, e deve haver intervalo de 14 dias entre as aplicações, quando coincidir o público-alvo das etapas, priorizando o esquema vacinal das doses de Coronavac, Pfizer ou Oxford. É necessário levar no ato da vacinação a caderneta vacinal, documento com foto, comprovante de residência de Natal e contracheque ou declaração da instituição de ensino.

O público de crianças de seis meses a menores de seis anos de idade, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde da fase 1 também podem receber o imunizante durante a fase 2 da campanha.

O Ministério da Saúde preconiza que a campanha de Influenza acontece de 12 de abril à 9 de julho em três fases:

  • Fase 1 (12/04 à 10/05) – Crianças de seis meses a menores de seis anos de idade, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde;
  • Fase 2 (11/05 à 8/06) – idosos com 60 anos e mais, professores do ensino básico e superior de escolas públicas e privadas;
  • Fase 3 (09/06 à 09/07) – doentes crônicos e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência, forças de segurança e salvamento, forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

Confira a lista dos locais de vacinação:

  • Drive Nélio Dias – Av. Guararapes, s/n. Lagoa Azul (Portão 03).
  • Drive Palácio dos Esportes – Rua Trairi, 516. Petrópolis (EXCLUSIVO PARA INFLUENZA).
  • Distrito Sanitário Norte I
  • USF Vista Verde – Rua Linda Batista, 18 – Pajuçara
  • USF África – Av. Dr João Medeiros Filho, 02 – Redinha
  • USF Cidade Praia – Rua São Caetano, 520 -Lagoa Azul
  • USF José Sarney – Rua dos Lírios, 231 – Lagoa Azul
  • Distrito Sanitário Norte II
  • USF Potengi – Av. Itapetinga, 02. Conjunto Santarém
  • USF Igapó – Rua São Tiago, 01. Igapó
  • USF Parque dos Coqueiros – Rua das Pedrinhas, s/n. Parque dos Coqueiros
  • USF Pedra do Sino – Rua Pedra do Sino, s/n. Conjunto Soledade I
  • Distrito Sanitário Leste
  • USF Aparecida – Rua Guanabara, 1050 -Mãe Luiza
  • Distrito Sanitário Oeste
  • USF Guarapes – Rua Lagoa Seca, 74.
  • USF Bom Pastor – Rua Augusto Calheiros, 01
  • UM Felipe Camarão – Rua da Tamarineira, 25
  • UBS Quintas – Rua dos Paiatis, 1854
  • UBS Esperança – Av. Pernambuco, 214
  • USF Novo Horizonte – Rua dos Paiatis, 128
  • USF Felipe Camarão III – Rua Itamar Maciel, 360
  • Distrito Sanitário Sul
  • UBS Ponta Negra – Rua José Medeiros, 01
  • UBS Pirangi – Av. São Miguel dos Caribes, 650
  • USF Planalto – Rua Comunidade Shalom, 15
  • UBS Jiqui – Rua União dos Palmares, 11

Fonte: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte

Aplicação da 2ª dose da CoronaVac será exclusiva para pessoas com Síndrome de Down e autismo na terça-feira (11) em Natal

Ponto de drive-thru montado na OAB, em Natal, passa a atender idosos e profissionais de saúde. — Foto: Bruno Ranieri/Cedida
Ponto de drive-thru montado na OAB, em Natal, passa a atender idosos e profissionais de saúde. — Foto: Bruno Ranieri/Cedida

A aplicação da segunda dose da CoronaVac será exclusiva para pessoas com Síndrome de Down e autismo nesta terça-feira (11) em Natal. Os dois grupos iniciaram a primeira dose no dia 30 de março.

Todas as doses serão aplicada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Rua Barão de Serra Branca, em Candelária, na Zona Sul da capital, das 8h às 16h.

Com isso, estão suspensas as aplicações da segunda dose da CoronaVac em idosos e profissionais da saúde – nesta segunda (10), data em que retornou a aplicação da segunda dose, o município aplicou 5.584 para os que receberam a primeira dose em 29 de março.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), restam atualmente cerca de 500 doses, que serão aplicadas apenas em pessoas com Síndrome de Down, autismo e também nos acamados.

A vacinação retorna para os demais grupos apenas com a chegada de uma nova remessa, de acordo com a pasta, que vai avaliar ainda o número de frascos que vieram com 9 doses ao invés de 10.

Fonte: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/

Juiz volta atrás e autoriza Prefeitura de Natal a colocar a Ivermectina no protocolo para pacientes com Covid-19

Mesmo após recomendação contrária de associação médica, Natal mantém distribuição de remédio sem eficácia contra a Covid — Foto: Hugo Mendes/RPC
Mesmo após recomendação contrária de associação médica, Natal mantém distribuição de remédio sem eficácia contra a Covid — Foto: Hugo Mendes/RPC

O juiz Cícero Martins de Macedo Filho, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, voltou atrás na decisão que mandava retirar a Ivermectina do protocolo de tratamento de pacientes da Covid-19 na capital potiguar. A decisão inicial havia sido publicado na sexta-feira (7) após ação movida pelo senador Jean Paul, líder da minoria no Senado.

O documento citava que o o medicamento deveria ser tirado do protocolo de tratamento, mas poderia ser distribuído pelo município e prescrito pelo médico, respeitando a autonomia.

Após um pedido de liminar da Prefeitura de Natal, o juiz entendeu que o trecho era contraditório. “Alega o ente público que existe uma contradição na decisão deste julgador, consistente no seguinte: a decisão permitiu a disponibilização do medicamento Ivermectina pelo Município de Natal quando prescrito por médicos, em respeito à autonomia desses profissionais da saúde, mas, por outro lado, retirou o remédio do protocolo, obscurecendo o deve de transparência do Poder Público”, cita o documento.

G1RN

Três pacientes são transferidos após falta de energia em UPA na Zona Norte de Natal

UPA Pajuçara estava com atendimento normalizado na manhã deste domingo (9) — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi
UPA Pajuçara estava com atendimento normalizado na manhã deste domingo (9) — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

Uma queda de energia afetou o atendimento da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Pajuçara, na Zona Norte de Natal, na noite deste sábado (8). Três pacientes precisaram ser transferidos da unidade, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. O problema foi resolvido e o atendimento foi normalizado durante a madrugada deste domingo (9).

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que houve um problema na rede elétrica da UPA. O gerador de energia funcionou normalmente durante a queda do sistema, porém ele abrange apenas áreas essenciais. Por isso pacientes foram transferidos para outras unidades municipais.

O atendimento ficou restrito durante o período, seguindo um protocolo que existe para esses casos, segundo a pasta.

Em nota, a Companhia de Energia do Rio Grande do Norte (Cosern) informou que a interrupção momentânea no fornecimento de energia elétrica registada na UPA Pajuçara foi causada por um defeito interno em um transformador de propriedade do município. O transformador foi consertado com auxílio de uma equipe da Cosern, que esteve no local entre 18h50 e 19h50.

Segundo um servidor, que pediu para não ser identificado, o gerador manteve iluminado o corredor principal e a sala vermelha, onde ficam os pacientes intubados. Porém, o problema seria rotineiro na unidade, com quedas de energias, curtos, e até fumaça saindo de tomadas.

De acordo com ele, a energia se restabeleceu à 20h. “Porém a noite toda ficou tendo umas quedas rápidas, como se fosse a luz falhando”, apontou.

G1RN

Ministérios Públicos e Defensoria Pública exigem solução para falta de segundas doses da Coronavac no RN

Mais de 350 mil pessoas esperam segunda dose da Coronavac no Rio de Janeiro
Foto da Internt

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Defensoria Pública Estadual (DPE/RN) seguem postulando uma solução que permita concluir o quanto antes a imunização dos já mais de 87 mil potiguares que estão com a segunda dose (D2) da Coronavac em atraso, número que não para de crescer.

Em audiência realizada na última sexta-feira (7), na Justiça Federal, o Ministério da Saúde não se comprometeu a acelerar a entrega dessas doses, prometendo apenas realizar, até a próxima terça-feira (11), estudos sobre possíveis permutas ou remanejamento com outros estados, que permitiriam o acréscimo de doses da Coronavac para o RN. O juiz federal Janílson Bezerra acatou o prazo pedido pelo Ministério da Saúde, mas os autores da ação civil pública (ACP) reforçaram a necessidade de concessão imediata da medida judicial liminar requerida para garantia do direito.

A ACP ajuizada pelas quatro instituições – contra a União, Governo do Estado e Prefeitura do Natal – tem como objetivo assegurar a aplicação da segunda dose de Coronavac nos cidadãos potiguares que já receberam a primeira (D1) há mais de 28 dias. A pendência decorre, inclusive, de uma orientação do próprio Ministério da Saúde para que se aplicasse como D1 parte das vacinas que deveriam ter sido guardadas para concluir a imunização.

Na audiência, os representantes do MPF, procuradores da República Victor Mariz e Cibele Benevides, destacaram que cabe ao Ministério da Saúde, em vez de avançar com a distribuição de doses D1 nos estados, solucionar o atraso daqueles que já aguardam a D2 há mais tempo do que o previsto no plano de imunização.

“A situação do Rio Grande do Norte é alarmante”, ressaltou Victor Mariz, apontando que a prioridade não traria prejuízos futuros, uma vez que as doses a mais que viessem a ser destinadas para o Rio Grande do Norte, com vistas a concluir a imunização dessas 87 mil pessoas, poderiam ser compensadas para os demais estados em remessas posteriores.

Já Cibele Benevides alertou do perigo que é a vacinação incompleta de um grupo tão grande de pessoas, tendo em vista não só o risco à saúde delas (uma vez que a vacina foi projetada e aprovada para ser aplicada em duas doses com um intervalo máximo de 28 dias), como também à sociedade em geral, já que a imunização parcial pode contribuir para o surgimento de novas cepas do vírus da covid-19, tornando a pandemia ainda mais difícil de ser debelada.

Os autores da ação também frisaram, na audiência, que o Ministério da Saúde poderia, ao invés de destinar doses de Coronavac para aplicação como D1 para estados que não vivenciam o problema, enviar para esses estados, por compensação, doses de D1 de outros tipos de imunizantes, adotando-se todas as medidas necessárias para, primeiro, garantir a aplicação da D2 e a completude do esquema vacinal. Manifestaram-se pelo Ministério Público Estadual, a Promotora de Justiça Raquel Batista, pela Defensoria Pública, a Defensora Cláudia Carvalho Queiroz, e pelo Ministério Público do Trabalho, o Procurador Regional do Trabalho Xisto Tiago de Medeiros.

Distribuição – Falando em nome do Ministério da Saúde, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fontana, apontou que 21 estados vêm atravessando problemas semelhantes que para serem solucionados demandam 2,3 milhões de D2s. Ela afirmou não haver garantia de que o RN poderá receber as 87 mil doses na primeira quinzena deste mês de maio, comprometendo-se apenas a remeter aos potiguares 15 mil de cada 1 milhão de doses fornecidas pelo Butantan (mesma parcela que já vem sendo entregue desde o início da distribuição, tendo como base a população, que no caso do RN representa em torno de 1,5% da do país).

O secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia, enfatizou que o problema não decorre somente de falhas na aplicação das vacinas por parte dos municípios, uma vez que o Ministério da Saúde deixou de remeter 28 mil doses D2 que caberiam ao estado (além de 1.500 doses para a população indígena, que ainda não chegaram). A coordenadora do PNI se comprometeu a conferir esses números.

Ação – Na ACP, os procuradores da República, do Trabalho, promotores de Justiça e defensora pública enfatizam que a situação tem gerado “um ambiente de insegurança e até de desespero na população que ainda não completou o seu calendário vacinal” e apontam “a possibilidade do surgimento de mutações virais com cepas mais resistentes do novo coronavírus quando não se perfectibiliza o ciclo vacinal”.

Com a aplicação da D2 já interrompida várias vezes em Natal (onde estão aproximadamente 45 mil das 87 mil pessoas que esperam a segunda dose da Coronavac há mais de 28 dias), a ação pede que o município seja obrigado a aplicar exclusivamente a D2 até que, no mínimo, 85% das pessoas que receberam a D1 tenham o ciclo completado. Já o governo do RN deverá monitorar a oferta de vacinas e assessorar os municípios. Quando necessário, a reserva técnica estadual deve ser disponibilizada para evitar novos atrasos.

A ação tramita na 4ª Vara da Justiça Federal sob o número 0802923-72.2021.4.05.8400 e requer da União o incremento ou exclusividade de doses de Coronovac para o RN nas próximas remessas, ou por antecipação, para atendimento à demanda de D2. A União também deve adotar a obrigatoriedade de reserva de segunda dose para todos os já contemplados com a primeira ou, alternativamente, criar um fundo de vacinas para casos como o do RN.

Óbitos por Covid diminui em no RN, a média cai de 30 para 19 mortes por dia

RN tem 228.077 casos confirmados de Covid-19 — Foto: Edemir Rodrigues/Subcom
RN tem 228.077 casos confirmados de Covid-19 — Foto: Edemir Rodrigues/Subcom

O Rio Grande do Norte registrou 228.077 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia. A doença vitimou 5.599 pessoas no estado. Os dados estão no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) desta quinta-feira (6). Outros 1.137 óbitos estão sob investigação.

Com a divulgação dos númeors do dia 05, em comparação com o dia 06, as morets que vinham sendo diariamente em torno de 30 vítimas por dia, caiu para 19 mortes. Sendo 13 ocorridas nas últimas 24 horas em Natal (4), Parnamirim (2), Mossoró (2), Jucurutu (1), Campo Redondo (1), Areia Branca (1), Várzea (1) e Pedro Velho (1).

De acordo com a Sesap, 851 pessoas estão internadas por causa da Covid-19 no RN – 627 na rede pública e 206 na rede privada (apenas 8 dos 10 hospitais privados atualizaram os dados, de acordo com a Sesap). Com 351 pacientes, a taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) é de 81% na rede pública; com 127 internados, a rede privada tem 83% de ocupação.

Mais 64,5 mil doses da vacina de Oxford chegam ao Rio Grande do Norte

Novo lote de vacinas chegou ao RN — Foto: Raiane Miranda
Novo lote de vacinas chegou ao RN — Foto: Raiane Miranda

O Rio Grande do Norte recebeu nesta quinta-feira (6) mais 64,5 mil doses da vacina de Oxford/AstraZeneca para continuação da campanha de imunização contra a Covid-19 no estado.

A carga foi encaminhada para a Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) e será distribuída, pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), aos municípios na sexta-feira (7).

Esse é 18º lote de vacinas desde o início da campanha de vacinação, em janeiro. Seguindo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), as doses vão ser destinadas para a continuação da vacinação de:

  • forças de segurança e salvamento e Forças Armadas
  • pessoas com comorbidades
  • gestantes, puérperas
  • pessoas com deficiência permanente – cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC)
  • continuidade da vacinação para idosos entre 60 a 64 anos.

Com esse novo lote, o RN ultrapassa a marca de 1,1 milhão de vacinas recebidas. O monitoramento da plataforma RN + Vacina aponta que, até o fim da tarde desta quinta-feira (6), foram registradas 795.547 pessoas que já receberam pelo menos uma dose das vacinas contra a Covid-19.

A Sesap informou que aguarda sinalização do Ministério da Saúde quanto a novos carregamentos, em especial da CoronaVac, para a finalização do esquema vacinal dos potiguares que estão em atraso. Segundo a pasta, 87 mil potiguares estão nessa situação atualmente.

Por falta de vacina, a aplicação da segunda dose de CoronaVac foi suspensa em NatalParnamirim, Mossoró e São Gonçalo do Amarante.

G1RN

Natal inicia imunização com vacina da Pfizer para pessoas com comorbidades nesta quinta-feira

Primo lote doses da Pfizer BioNTech Natal Rio Grande do Norte RN Covid-19 vacina vacinação imunização imunizante — Foto: Raiane Miranda
Primo lote doses da Pfizer BioNTech Natal Rio Grande do Norte RN Covid-19 vacina vacinação imunização imunizante — Foto: Raiane Miranda

A prefeitura de Natal inicia nesta quinta-feira (6) a vacinação com o imunizante da Pfizer para pessoas com idades de 55 a 59 anos do seguinte grupo de comorbidades: pessoas com deficiências permanentes cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e com doenças cardiovasculares e hipertensão arterial sistêmica.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o único local de vacinação para o imunizante Pfizer será o ginásio do Sesi, localizado na Avenida Capitão-Mor Gouveia, das 8h às 16h.

De acordo com o Plano Nacional de Imunização, são consideradas doenças cardiovasculares: Insuficiência cardíaca, Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar, Cardiopatia hipertensiva, Síndromes coronarianas, Valvopatias, Miocardiopatias e Pericardiopatias, Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas, Arritmias cardíacas, Cardiopatias congênitas no adulto, Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados; hipertensão arterial sistêmica (Hipertensão Arterial Resistente – HAR, Hipertensão arterial estágio 3, Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão alvo e ou comorbidade).

A SMS vai disponibilizar na sala de vacinação um intérprete de libras. As pessoas com deficiências permanentes que não possuem cadastro no BPC serão contemplados de acordo com a comorbidade, obedecendo o critério da idade.

A vacinação para esse público de 55 a 59 anos segue até o dia 12. “Os deficientes permanentes que não estão inseridos no BPC devem aguardar a faixa etária de sua comorbidade para receber a vacinação”, conta o secretário de Saúde de Natal, George Antunes.

Documentação necessária

  • Pessoas com deficiências permanentes (55 a 59 anos)

Apresentar comprovação de que faz parte do BPC – Benefício de Prestação Continuada, além de cartão de vacina, comprovante de residência de Natal e documento com foto.

  • Doenças Cardiovasculares/Hipertensão Arterial Sistêmica ( 55 a 59 anos)

Devem levar cópia do laudo médico detalhado com CID – Cadastro Internacional das Doenças, exames comprobatórios e receituários ou cadastro no HIPERDIA ou cadastro no PROSUS, além de cartão de vacina, comprovante de residência de Natal e documento com foto.

G1RN

Justiça Federal do RN nega pedido de entidades empresariais para compra de vacinas contra a Covid-19

Justiça Federal do RN nega pedido de entidades empresariais para compra de vacinas contra a Covid-19 — Foto: Reuters
Justiça Federal do RN nega pedido de entidades empresariais para compra de vacinas contra a Covid-19 — Foto: Reuters

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte negou o pedido da Associação Comercial e Empresarial do Rio Grande do Norte e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal para autorização de compra de vacinas contra a Covid-19 sem a necessidade de doação das doses ao SUS até que os grupos prioritários do Plano Nacional de Imunização sejam todos imunizados, conforme previsto na Lei.

A decisão foi do Juiz Federal Janilson Siqueira, titular da 4ª Vara Federal.

As duas entidades empresariais argumentaram no pedido que se o fluxo natural de vacina permanecer haverá uma “falência generalizada de empresas”.

Na decisão, o juiz afirma que é compreensível a busca das associações em adotar providências para acelerar a retomada da economia, mas ressalta que é preciso se atentar para o contexto global. “E, nesse ponto, o Poder Público elaborou o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 com base em dados técnicos e científicos”.

“Sob esse aspecto, deve preponderar o núcleo da competência administrativa conferida pela Constituição às entidades federativas em relação à qual não é lícito ao Poder Judiciário interferir, salvo situações excepcionais de ilegalidade da ação administrativa”, escreveu o juiz na decisão.

G1RN

Brasil aplicou vacina em 32,3 milhões de pessoas, pelo menos uma dose contra a Covid; 15,26% da população brasileira

Foto: Kiko Silva

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta segunda (3) aponta que 32.316.507 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 15,26% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 16.279.037 pessoas (7,69% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 48.595.544 doses foram aplicadas em todo o país.

De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada em 440.826 pessoas e a segunda dose em 409.052, com um total de 849.878 doses aplicadas neste intervalo.

Quantas doses cada estado recebeu até 3 de maio

  • AC: 203.390
  • AL: 785.410
  • AM: 1.450.759
  • AP: 187.020
  • BA: 4.006.300
  • CE: 2.430.300
  • DF: 825.560
  • ES: 1.315.750
  • GO: 1.826.480
  • MA: 1.625.590
  • MG: 6.221.880
  • MS: 820.460
  • MT: 940.780
  • PA: 1.874.640
  • PB: 1.117.508
  • PE: 2.930.080
  • PI: 759.830
  • PR: 3.783.900
  • RJ: 4.391.120
  • RN: 972.340
  • RO: 357.808
  • RR: 181.560
  • RS: 4.231.400
  • SC: 2.330.090
  • SE: 527.080
  • SP: 12.011.378
  • TO: 382.350

Origem dos dados

  • Total de doses: números divulgados pelos governos estaduais.
  • As informações sobre população prioritária e doses disponíveis são do Ministério da Saúde.
  • As estimativas populacionais são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A informação é resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, “O Globo”, “Extra”, “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S.Paulo” e UOL.

G1

Abril Verde: 180 notificações de acidentes de trabalho por contágio pela covid-19 foram feitas em 2020 no RN

Leonardo Coêlho Advocacia
Fotos da Internet

Em 2020, das 3 mil Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) emitidas no estado do Rio Grande do Norte, 180 foram relacionadas ao contágio pela covid-19. O número corresponde a 5,9% das notificações. Além disso, houve a concessão de 598 benefícios acidentários pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por adoecimentos causados pelo novo coronavírus. Os dados são do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho.

Os números reforçam alerta do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) neste 28 de abril, Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho: é fundamental que os profissionais de saúde no atendimento aos pacientes façam as notificações dos casos de covid-19 para o Ministério da Saúde e, se os assistidos forem trabalhadores, a notificação deve ser feita à Previdência Social, por meio da CAT, e ao Sistema Nacional de Agravos de Notificação Compulsória (Sinan), do Ministério da Saúde.

“A CAT deve ser emitida para fins estatísticos e epidemiológicos, pois a partir desses dados pode-se planejar as políticas públicas de saúde e as empresas podem rever as medidas de segurança, melhorando-as. O risco biológico SARS-CoV-2 é novo e se não houver nitidez de dados, jamais saberemos como agir de forma preventiva diante da magnitude dessa pandemia e de outras que, segundo os cientistas, virão. Por isso, o país não pode prescindir das notificações de casos, que são exigidas pelo Regulamento Sanitário Internacional, ratificado pelo Brasil e pelo qual, portanto, o país se obrigou a fazer notificação de casos de covid-19 e outras emergências em saúde pública”, observa a procuradora Regional do MPT-RN Ileana Neiva.

A atualização do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, que teve nova versão lançada nesta segunda-feira (26), também traz dados das comunicações de acidentes de trabalho dos últimos anos. Foram 21.870 acidentes notificados de 2016 a 2020, relativos à população com vínculo de emprego regular. Nesse banco de dados, somente são consideradas as doenças e agravos monitorados pela Vigilância em Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde. O total inclui os seguintes casos: acidente de trabalho graves, câncer relacionado ao trabalho, dermatoses ocupacionais, acidentes de trabalho com exposição a material biológico, intoxicações exógenas relacionadas ao Trabalho, LER/DORT e outros.

Já segundo dados do Ministério da Saúde, 11.766 notificações relacionadas ao trabalho foram feitas no Sinan, também nos últimos cinco anos, no Rio Grande do Norte. Por sua vez, os registro do INSS informam que os acidentes de trabalho com óbito foram 94, de 2016 a 2020, no estado.

Risco covid-19 – A atualização do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho também traz dados das comunicações de acidentes de trabalho e de afastamentos relacionados à covid-19 no ano de 2020. Foram considerados, em especial, além do código U07 (Covid-19) da Classificação Internacional de Doenças (CID), o código B34 (Doenças por vírus, de localização não especificada), em especial as subcategorias B342 (Infecção por coronavírus de localização não especificada) e B349 (Infecção viral não especificada). De acordo com o Observatório, foram feitas 180 notificações de acidentes de trabalho por contágio pela covid-19 em 2020 no Rio Grande do Norte.

Os dados podem ser comparados aos números de levantamento recente publicado no Boletim Epidemiológico da Saúde do Trabalhador da Subcoordenadoria de Vigilância em Saúde do Trabalhador (Suvist) da Secretaria de Estado de Saúde Pública do RN (Sesap/RN). De acordo com o boletim, o estado do RN contabiliza, até o momento, 199.748 casos confirmados de covid-19. O número de profissionais de saúde com contágio confirmado pela doença corresponde a 9.816, o que corresponde a 4,9% do total da população geral que teve resultado positivo para o novo coronavírus.

Para a procuradora Regional do Trabalho Ileana Neiva, a diferença dos números de casos de covid-19 registrados pela Suvist e as CATs emitidas, no estado, revelam que é grande a subnotificação de casos de contaminação pela doença nos ambientes de trabalho. “A covid-19 é doença profissional ou doença do trabalho, de acordo com a profissão do adoecido. Para profissionais de saúde, o nexo causal é presumido e em hipótese alguma pode deixar de haver a notificação dos casos”, explica a procuradora.

Ao longo da pandemia, foram registrados 86 óbitos de profissionais da saúde no Rio Grande do Norte, sendo mais de 30% deles nos quatro primeiros meses de 2021. Ainda seguem em investigação 12 casos. A proporção de mortes em relação à população, contudo, diminuiu ao longo do corrente ano. A causa provável é a priorização dos trabalhadores de saúde na primeira fase da vacinação. Do total, 87,3% das mortes envolvendo profissionais da saúde foram de auxiliares e técnicos de enfermagem, médicos e enfermeiros, evidenciando os maiores riscos a que estão sujeitos os trabalhadores que estão na linha de frente.

De acordo com a Suvist, a maioria dos profissionais infectados também são técnicos em enfermagem (33,08%), enfermeiros (15,82%) e médicos (8,04%). Natal é o município com a maior concentração de profissionais de saúde com contágio confirmado pela covid-19, correspondendo a 37,77% dos casos. O município de Parnamirim é o segundo, com 8,59% dos profissionais de saúde infectados, seguidos de Mossoró, com 5,44% dos casos confirmados em profissionais de saúde. A faixa etária mais afetada no universo foi a das pessoas entre 30 e 39 anos, que respondeu sozinha por 36,49% dos registros.

O boletim revela também que 7% dos trabalhadores da área da saúde relataram a ausência de equipamentos de proteção individual adequados para o enfrentamento da pandemia em suas unidades. O texto recomenda que o profissional use protetor ocular ou protetor de face, luvas, capote/avental/jaleco e máscara N95/PFF2.

Infecções pela covid-19 no Brasil caem, mas seguem em patamar crítico, diz Fiocruz

Covid-19: Fiocruz se torna laboratório de referência nas Américas
Foto de Sumaia Villela/ Agência Brasil

O Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz divulgado nesta quarta-feira, 28, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta queda no número de casos, óbitos e taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos, mas os valores continuam em patamares críticos.

Outro dado preocupante é a taxa de letalidade da doença, que no final de 2020 estava em 2%, aumentou para 3% em março e agora subiu para 4,4%. O boletim analisou dados referentes à Semana Epidemiológica 15, de 18 a 24 de abril.

O número de casos diminuiu a uma taxa de -1,5 % ao dia, enquanto o de óbitos foi reduzido a uma taxa de -1,8 % ao dia, “mostrando tendência de ligeira queda, mas ainda não de contenção da epidemia”, segundo os pesquisadores.

Em relação à taxa de ocupação de leitos, chama atenção a redução nos Estados de Rondônia (de 94% para 85%) e Acre (de 94% para 83%), ainda que ambos continuem na zona de alerta crítico, a saída de Alagoas da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário (de 83% para 76%) e a saída da Paraíba da zona de alerta (de 63% para 53%).

O Brasil acumula quase 400 mil mortos e quase 15 milhões de casos. Desde o início da pandemia, porém, especialistas têm alertado para as dificuldades de testagem, o que impede conhecer com precisão o avanço da pandemia e também a real taxa de letalidade pela doença.

Para os pesquisadores do Observatório, o quadro atual pode representar desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, mas com números muito mais altos de casos graves e óbitos, que revelam a intensa circulação do vírus no país. “Esse conjunto de indicadores mostra que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo das próximas semanas”, avaliam os autores do estudo.

Diante desse cenário, os pesquisadores alertam que a flexibilização das medidas de distanciamento físico e social, sem um controle rigoroso, pode retomar o ritmo de aceleração da transmissão, com o aumento de casos, internações e taxa de ocupação de leitos. Nas últimas semanas, Estados como São Paulo e Rio assistiram a um relaxamento da quarentena, com liberação de comércio, restaurantes e praias. Já o presidente Jair Bolsonaro mantém discurso crítico ao lockdown e até tentativas de derrubar regras de toque de recolher na Justiça.

“A integração entre Atenção Primária à Saúde e a Vigilância em Saúde deve ser intensificada para otimizar os processos de triagem de casos graves e seu encaminhamento para serviços de saúde mais complexos, bem como a identificação e aconselhamento de contatos para medidas de proteção e quarentena. Além disso, a reorganização e ampliação da estratégia de testagem é essencial para evitar novos casos e reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares”, orientam os pesquisadores.

Estadão Conteúdo

Covid-19: Média de óbitos no RN ainda é alta, pois há um ano morria apenas uma ou três pessoas por dia, hoje são 21

O que é coronavírus: veja sintomas, riscos e tratamento da covid-19
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Nos últimos quatro dias, a Sesap/RN registrou 84 óbitos, que dá uma média diária de 21 mortes pela Covid-19. O ano passado as mortes na mesma data foram contabilizadas apenas 45 vítimas. Com uma média de uma a três mortes diárias.

A de se entender que estávamos com a chegada do vírus em março do ano passado, de forma que, como o vírus vai permacer por décadas no mundo, não há ainda como ser comparado as mortes por ano.