Category: Internacional

PIB dos EUA cresce 6,5% no segundo trimestre e fica abaixo do esperado

Bandeira dos EUA (Shutterstock)

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu à taxa anualizada de 6,5% no 2º trimestre de 2021 em relação aos três meses anteriores, de acordo com a primeira estimativa.

Os dados são do escritório de estatísticas do BEA (Bureau of Economic Analysis), do Departamento de Comércio do país divulgados nesta quinta-feira (29).

O resultado ficou bem abaixo da alta de 8,5% projetada pelos economistas, segundo dados compilados pela Refinitiv.

No primeiro trimestre de 2021, o PIB dos EUA teve expansão anualizada de 6,1%, 0,1 ponto porcentual abaixo da estimativa anterior.

O Departamento do Comércio americano informou também que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu à taxa anualizada de 6,4% entre abril e junho.

Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia, avançou 6,1% no mesmo intervalo.

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InforMoney

França tornará passe sanitário obrigatório em transportes a partir de agosto

Macron impõe vacina para profissionais de saúde e passe sanitário na França
Macron impõe vacina para profissionais de saúde e passe sanitário na França / Foto da Internet

A França vai impor o passe sanitário aos transportes de longa distância entre 7 e 10 de agosto – anunciou o ministro dos Transportes, Jean-Baptiste Djebbari, nesta quarta-feira (28).

A obrigação de mostrar o passe sanitário será aplicada, principalmente, aos voos domésticos e aos trens de longa distância intermunicipais e noturnos, detalhou o ministro, acrescentando que haverá controles “ostensivos”, mas “não sistemáticos”.

O passe é dado a qualquer pessoa que esteja vacinada, ou que apresente um teste negativo para covid-19.

Também nesta quarta, o ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, anunciou que apenas os alunos de Ensino Médio não vacinados terão de continuar nas aulas remotas, caso seja detectado um caso de covid-19 em sua turma. A medida será aplicada no início do novo ano letivo, em setembro.

“Nos centros de Ensino Médio, apenas os alunos não vacinados serão retirados e terão de continuar o ensino a distância”, enquanto os demais poderão continuar em classe, declarou à rede Franceinfo.

Já as turmas de Ensino Básico serão fechadas por completo, se for detectado um caso positivo.

Os contágios na França voltaram a subir, embora o aumento no número de casos ainda seja moderado, graças à campanha de vacinação.

Na terça-feira, as autoridades sanitárias anunciaram que um francês a cada dois está totalmente vacinado contra a covid-19.

* AFP

Ministro da Defesa de Israel viaja à França por escândalo do software de espionagem Pegasus

França reabre fronteiras no dia 9, mas coloca Brasil na lista vermelha |  Internacional e Commodities | Valor Investe
Foto da Internet

Oministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, viajará esta semana à França para informar as autoridades deste país sobre os últimos acontecimentos a respeito da NSO, empresa de segurança cibernética israelense cujo software Pegasus é suspeito de ter sido utilizado para espionar o presidente Emmanuel Macron.

“Na quarta-feira, o ministro da Defesa, Benny Gantz, viaja à França para se reunir com a ministra das Forças Armadas, Florence Parly, e ter um diálogo sobre questões estratégicas e segurança”, anunciou o ministério em um comunicado.

“Vai informar a ministra sobre o tema NSO”, acrescenta a nota.

“A ministra das Forças Armadas aproveitará esta reunião prevista há muito tempo para saber qual conhecimento o governo israelense possuía sobre as atividades dos clientes de NSO e quais dispositivos lançou – e quais serão lançados no futuro – para prevnir um mau uso dessas ferramentas”, informaram no entorno Florence Parly.

O programa de espionagem Pegasus está no centro de um escândalo internacional que levou a chanceler alemã Angela Merkel a exigir mais restrições na venda de tais sistemas.

A ONG Repórteres Sem Fronteiras exigiu uma moratória sobre o uso do software.

As organizações Forbidden Stories e Anistia Internacional obtiveram uma lista de 50.000 números de telefones, selecionados por clientes da NSO desde 2016 para uma possível vigilância, e a compartilharam com um consórcio de 17 veículos de imprensa, que divulgaram a existência da mesma na semana passada.

De acordo com as informações do consórcio de imprensa, Pegasus espionou o telefone de pelo menos 180 jornalistas, 85 ativistas dos direitos humanos e 14 chefes de Estado, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron, acusações que a NSO nega.

Moradores da França desconfiam que o país esteja se transformando em uma ditadura. Reclamam da obrigatoriedade de manter os animais com chips de identificações, que as pessoas já não tem liberdade como tinham antes.

Em

Especialistas da ONU preparam relatório IPCC sobre clima

Área atingida pelas inundações em Kreuzberg, Alemanha
Os efeitos das mudanças climáticas estão sendo sentidos com cada vez mais força (Wolfgang Rattay/Reuters)

Representantes de quase 200 países se reúnem a partir de segunda-feira, 26, durante duas semanas, para adotar o novo relatório dos especialistas sobre o clima da ONU, um texto de referência que será publicado em 9 de agosto, e que serve como norte para políticas ambientais em todo o planeta e que definem o futuro da humanidade, afetada por uma série de catástrofes naturais.

Desde o último relatório de avaliação dos cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em 2014, o mundo mudou consideravelmente. O Acordo de Paris de dezembro de 2015 estabeleceu como objetivo limitar o aquecimento global “muito abaixo” de +2°C na comparação com a era pré-industrial e, se possível, de +1,5°C. Se o avanço da temperatura continuar no mesmo ritmo, o  aumento de 1,5ºC ocorrerá entre 2030 e 2052 — ou seja, dentro da expectativa de vida de boa parte da população.

Nas últimas semanas, o planeta registrou uma onda de calor sem precedentes no Canadá, incêndios no oeste dos Estados Unidos, inundações catastróficas na Alemanha e na Bélgica e chuvas torrenciais na China. Todas estas alterações haviam sido previstas nos relatórios anteriores sobre o clima.

“Os sinais de alerta estavam aí, mas imagino que as pessoas pensem que acontecerá com os outros, em outro lugar, mais tarde”, comenta Kaisa Kosonen, do Greenpeace.PUBLICIDADE

Até alguns cientistas foram pegos desprevenidos. “O clima mudou mais rápido do que se esperava”, declarou Tim Lenton, da Universidade de Exeter, para quem a forma de atuação do IPCC, por consenso, levou-o a “moderar” sua mensagem no passado.

As pesquisas que devem basear o documento apresentam indícios claros. “Se não reduzirmos nossas emissões na próxima década, não vamos conseguir. O mais provável é que (a meta de) +1,5°C seja alcançada entre 2030 e 2040. Esta é a melhor estimativa que temos hoje”, disse à AFP o climatologista Robert Vautard, um dos autores da primeira parte da avaliação do IPCC.

O documento do IPCC deve ter outros capítulos publicados ao longo do anos meses e até chegar em seu último capítulo em 2022. A parte que inclui os impactos deve mostrar que a vida na Terra mudará em 30 anos, ou mesmo antes. Estes efeitos serão divulgados depois da COP26, a conferência do clima da ONU prevista para acontecer em novembro, em Glasgow.

Muitos esperam que o relatório a ser apresentado em agosto pressione os governos para que apliquem as políticas necessárias. “Estamos enfrentando diariamente a destruição e o sofrimento (…). É importante reconhecer que falamos do futuro do planeta. Não podemos brincar com isto”, insistiu esta semana Patricia Espinosa, um dos principais nomes da ONU para questões climáticas.

Exame

Brasileiros já podem viajar para o exterior na codição de turistas, vejam alguns destinos

Foto: Divulgação/Divulgação

Com o avanço da vacinação, vários países retomam o turismo internacional. Para o Brasil, a lista de destinos ainda é restrita, mas aos poucos é ampliada com a exigência da imunização e de testes negativos para a Covid-19.

Nessa segunda-feira 19, o Canadá anunciou que reabrirá em setembro suas fronteiras para os brasileiros totalmente vacinados com imunizantes aprovados pelo governo do país. Durante o final de semana, a França tomou uma decisão semelhante. A Suíça já havia comunicado a abertura no final de junho.

Na Europa, pelo menos cinco países já estão aceitando brasileiros, com exigência de quarentena ou comprovante de vacinação. Na América do Sul e Central os nacionais também podem viajar a alguns destinos, a maioria com restrições.

Confira abaixo a lista de alguns dos principais destinos para onde os brasileiros já estão autorizados a viajar e as condições exigidas:

Canadá

O país reabre para brasileiros vacinados totalmente contra a Covid-19 com imunizantes da AstraZeneca, Pfizer, Janssen e Moderna, mas não Coronavac. A medida vale a partir de 7 de setembro. Os voos da Air Canada entre São Paulo e Toronto têm retomada prevista para 2 de setembro, sendo a primeira decolagem do Brasil no dia seguinte.

França

A França está aberta para brasileiros vacinados completamente com imunizantes aprovados pela Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA). São eles Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen. O órgão começou em maio a analisar o imunizante da Sinovac, fabricante da Coronavac, e ainda não divulgou seu parecer.

Suíça

A Suíça abriu suas fronteiras ao turismo no final de junho. Brasileiros podem entrar no país com a apresentação de um comprovante de vacinação contra o coronavírus. São aceitos os imunizantes dos fabricantes Pfizer/BioNTech, Moderna, Janssen, AstraZeneca, Sinovac (Coronavac), Sinopharm e Serum Institute of India.

Croácia

As exigências da imigração croata para a entrada de brasileiros vindos do Brasil são o exame PCR negativo feito nas últimas 48 horas antes da chegada e uma quarentena de 14 dias. Há multas para quem descumprir o isolamento

Irlanda

Para entrar na Irlanda, os brasileiros devem apresentar um comprovante negativo de teste PCR feito até 72 horas antes e realizar uma quarentena de 14 dias. Também há multas para quem descumprir a medida.

Eslováquia

O país anunciou nessa segunda-feira 19 a abertura de suas fronteiras para turistas de todo o mundo totalmente imunizados. É necessário apresentar o comprovante de vacinação na entrada.

México

O México tem entrada livre para os brasileiros. Não é preciso vacina, nem mesmo teste PCR.

Colômbia

A Colômbia reabriu ao turismo de brasileiros em 11 de maio. Desde a semana passada já não é mais obrigatória a apresentação de um teste PCR negativo, segundo o site do governo, porém companhias aéreas ainda podem requerer o exame.

Paraguai

Desde o início do mês, brasileiros devem cumprir quarentena de sete dias ao entrar no Paraguai devido à variante Delta do novo coronavírus. Em todos os casos, é exigida a apresentação de um teste negativo para ingressar no país. Após o isolamento é realizado novo teste.

Curaçao

Todo brasileiro que entra em Curaçao deverá apresentar um resultado negativo de um exame PCR, feito em até 72 horas antes do voo, ou um resultado negativo de um exame de antígeno feito num prazo máximo de 24 horas antes. O país ainda exige a realização de mais um teste, no terceiro dia de viagem, em um laboratório local.

Costa Rica

Já na Costa Rica, o resultado negativo do PCR não é exigido, mas os brasileiros precisam contratar um seguro de viagem obrigatório.

Equador

O país exige apresentação de um teste PCR ou antígeno para detecção do coronavírus de no máximo 72 horas antes e com resultado negativo dos brasileiros. A quarentena de 10 dias também é obrigatória.

Panamá

Todos os brasileiros devem apresentar teste negativo PCR realizado antes do voo e fazer um novo exame assim que chegar o país. Mesmo se o resultado do segundo teste for negativo, ainda é obrigatório cumprir quarentena de 3 dias.

Bahamas

Todos os turistas que visitam as Bahamas devem apresentar um teste PCR negativo feito no máximo cinco dias antes da viagem em sua entrada. Os viajantes totalmente imunizados podem apresentar comprovante de vacinação e serão isentos do exame.

Veja /BG

Reino Unido retira obrigação de uso de máscaras e limite de pessoas em reuniões nesta segunda

Foto: REUTERS/Hannah McKay

O governo do Reino Unido anunciou neste domingo (18) que as medidas de restrição contra a Covid-19 serão suspensas a partir desta segunda-feira (19). O dia tem sido chamado pelos britânicos de “Freedom Day” (Dia da Liberdade, em português).

O uso de máscaras não será mais obrigatório e não haverá mais limite para o número de pessoas que podem se reunir em ambientes internos ou externos. O distanciamento social será limitado a pessoas com teste positivo para o vírus.

A decisão, que seria implementada há quatro semanas, sofreu adiamentos com o objetivo de ampliar o público vacinado. Nesse período, 8 milhões de pessoas foram imunizadas. Mais de dois terços dos adultos britânicos estão completamente vacinados.

O primeiro-ministro Boris Johnson está em isolamento após contato com uma pessoa infectada, segundo comunicado do governo divulgado neste domingo. Johnson permanecerá afastado até o dia 26 de julho.

O fim das restrições será acompanhado de cinco medidas:

  • As restrições serão substituídas por orientações para que as pessoas possam tomar as próprias decisões em relação às medidas de proteção contra o vírus.
  • O intervalo entre as doses das vacinas aplicadas no país será reduzido de 12 para 8 semanas.
  • O governo manterá o sistema de testagem, rastreio de contato e isolamento para infectados. De acordo com as orientações, até 16 de agosto, as pessoas que tiveram contato com um caso positivo precisarão se isolar também. Após a data, quem estiver completamente imunizado fica livre da medida.
  • O controle da entrada de viajantes na fronteira será mantido com as mesmas regras atuais, que incluem medidas de quarentena.
  • Os dados epidemiológicos serão monitorados e medidas de contingência podem vir a ser adotadas em caso de necessidade, mas restrições serão evitadas se possível, segundo o governo.

O primeiro-ministro Boris Johnson fez um alerta para que todos os adultos que ainda não receberam a primeira ou a segunda dose da vacina busquem a imunização, como medida de proteção individual e coletiva.

De acordo com o governo, a preocupação se volta para os jovens adultos, que podem impulsionar a transmissão da doença. Todos os adultos maiores de 18 anos podem realizar o agendamento e quase 60% dos menores de 25 anos receberam pelo menos uma dose. O governo considera, ainda, que os casos possam continuar aumentando. No entanto, afirma que a campanha de vacinação reduziu significativamente os casos de hospitalização e morte pela doença.

CNN Brasil / BG

COVID-19: OMS pede transparência as autoridades da China sobre a origem do coronavírus

Surto de pneumonia em Wuhan: primeiro caso relatado fora da China - Época
O surto começou em Wuhan, no leste da China Foto: AFP

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que as investigações sobre as origens da pandemia de covid-19 na China estão sendo prejudicadas pela falta de dados brutos sobre os primeiros dias da disseminação do vírus no local e pediu ao país para ser mais transparente.

Uma equipe liderada pela OMS passou quatro semanas na cidade de Wuhan, na província de Hubei, com pesquisadores chineses e disse em um relatório conjunto publicado em março que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos para humanos por meio de outro animal.
Essa equipe disse que “a introdução por meio de um incidente de laboratório foi considerada um caminho extremamente improvável”, mas países como os Estados Unidos e alguns cientistas não ficaram satisfeitos.

“Pedimos à China que seja transparente e aberta, e que coopere”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (15).

“Devemos isso aos milhões que sofreram e aos milhões que morreram para saber o que aconteceu”, disse ele.

A China tem classificado a teoria de que o vírus pode ter escapado de um laboratório de Wuhan como “absurda” e disse repetidamente que “politizar” a questão dificulta as investigações.

Ghebreyesus informará aos 194 Estados-membros da OMS sobre uma proposta de segunda fase do estudo, disse o especialista em emergências da OMS, Mike Ryan.

“Esperamos trabalhar com nossos parceiros chineses nesse processo e o diretor-geral definirá medidas aos Estados-membros em uma reunião amanhã, na sexta-feira”, disse Ryan.

Agência Brasil

EUA: Biden tenta isolar a China do mundo por meio da Otan, diz matéria do Infomoney

Biden ataca leis para restringir acesso ao voto em discurso duro no berço  da democracia dos EUA - 13/07/2021 - Mundo - Folha
Foto da Internet

Em um evento sobre geopolítica da Ohmresearch, o economista Roberto Dumas Damas, que é professor do Insper, já morou na China trabalhando para o Itaú BBA e escreveu um livro sobre o país, disse que o presidente chinês, Xi Jinping, quer anexar Taiwan à China continental.

De acordo com Dumas, isso coloca a ilha na mira dos chineses, que dependem muito de semicondutores para alavancar suas indústrias de tecnologia da informação e inteligência artificial.

Ao mesmo tempo, o governo do presidente democrata, Joe Biden, dos Estados Unidos, já se mostrou interessado em recuperar a hegemonia global isolando a China por meio de instituições internacionais como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e de negociações costuradas com potências europeias.

No entanto, a maior economia da Ásia está tão integrada à cadeia mundial de produção que para isolá-la ou pressioná-la economicamente seria necessário pedir a Coreia do Sul, Japão e Taiwan para pararem de fornecer semicondutores.

Infomoney

Covid-19: 118 milhões de pessoas passaram a sofrer fome em 2020, diz relatório da FAO

FOTO: GETTY IMAGES

A pandemia de covid-19 contribuiu para o agravamento da fome em todo o mundo. É o que aponta o relatório anual O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, divulgado hoje (12) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). De acordo com o estudo, em 2020, entre 720 milhões e 811 milhões de pessoas passaram fome em todo o mundo. Segundo o documento, desse total, mais de 118 milhões de pessoas começaram a passar fome no ano passado em razão da pandemia.

O relatório informa que, entre as pessoas que começaram a passar fome no ano passado, 14 milhões vivem na América Latina e no Caribe. Na África, o número dos que começaram a passar fome aumentou em 46 milhões em relação ao observado em 2019. Na Ásia, foram 57 milhões de pessoas a mais em comparação com o apurado em 2019.

O combate à desnutrição e à má nutrição, em todas as suas formas, continua sendo um desafio, diz o estudo da FAO, ao informar que, em todo o mundo, cerca de 30% das mulheres de 15 a 49 anos padecem de anemia e que a maioria das crianças desnutridas com menos de 5 anos vive na África e na Ásia. Essas regiões são o lar de nove em cada 10 crianças com atraso de crescimento, nove em cada 10 com peso abaixo do previsto para a idade e de sete em cada 10 com excesso de peso. A maioria das crianças desnutridas vive em países afetados por múltiplos fatores, como conflitos internos, desastres ambientais, crises econômicas, destaca o relatório.

O estudo da FAO ressalta ainda que o número de pessoas subalimentadas está aumentando, o progresso em relação ao atraso do crescimento infantil diminuiu e o sobrepeso e a obesidade em adultos aumentaram tanto nos países ricos quanto nos países pobres. O documento diz também que a situação poderia ter sido pior se diversos países não tivessem adotado medidas de proteção social, como o pagamento de auxílio emergencial.

“O efeito da pandemia covid-19 em 2020 ainda não pode ser totalmente quantificado, mas estamos preocupados que muitos milhões de crianças menores de 5 anos tenham sido afetadas por nanismo (149,2 milhões), definhamento (45,4 milhões) ou acima de peso (38,9 milhões). A desnutrição infantil continua a ser um problema, especialmente na África e na Ásia. A obesidade em adultos continua a aumentar, sem sinais de mudança de tendência global ou regional”, diz o documento da FAO. De acordo com o relatório, o esforço para erradicar a desnutrição em todas as suas formas foi prejudicado, inclusive em razão dos efeitos negativos sobre os hábitos alimentares durante a pandemia.

“Em termos de saúde, a interação entre a pandemia, a obesidade e as doenças não transmissíveis relacionadas à alimentação mostrou que é urgente garantir o acesso a dietas saudáveis e acessíveis para todos”, diz o relatório.

Elaborado em conjunto com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Programa Alimentar Mundial (PAM) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o documento alerta ainda para o fato de que, com base na tendência atual, o mundo não deve cumprir a meta de acabar com a fome até 2030. De acordo o relatório, a fome mundial diminuirá lentamente para menos de 660 milhões em 2030. O número, entretanto, é superior em 30 milhões a mais de pessoas do que o esperado até 2030, o que aponta para a existência de efeitos duradouros da pandemia na segurança alimentar do mundo.

Para combater esse cenário, a FAO diz que os governos devem, entre outros pontos, fortalecer a capacidade econômica das populações mais vulneráveis; promover intervenções ao longo das cadeias de abastecimento de alimentos para reduzir o custo de alimentos nutritivos; combater a pobreza e as desigualdades estruturais; fortalecer os ambientes alimentares e promover mudanças no comportamento do consumidor para a promoção de hábitos alimentares com efeitos positivos na saúde humana e no meio ambiente; além de investir na integração de políticas humanitárias, de desenvolvimento e construção da paz em áreas afetadas por conflitos.

Agência Brasil

Escassez e miséria em Cuba gera revolta da população que pede “liberdade” e “abaixo a ditadura”

FOTOS: AFP | VIDEO: EPV/RAMON ESPINOSA / AP

As ruas de Havana e várias cidades de Cuba enfrentaram as maiores manifestações contra o Governo desde o maleconazo de 1994, os protestos massivos na capital cubana que marcaram a década de noventa. Mais uma vez, o estopim para a manifestação deste domingo ―em que participaram milhares de pessoas em todo o país e que resultou em centenas de detidos―, foi a grave escassez e miséria sofrida pelos habitantes da ilha, agravadas pelos efeitos da pandemia de covid-19. Gritos de “liberdade” e “abaixo a ditadura” puderam ser ouvidos na Havana Velha, coração da capital do país, e em outras partes de Cuba, amplificados pelas redes sociais, que nos últimos meses têm abalado o cenário político cubano.

Segundo depoimentos de jornalistas locais, vídeos e imagens difundidas nas redes sociais, centenas de cubanos saíram às ruas neste domingo por volta do meio-dia gritando “Liberdade, liberdade” e “Abaixo a ditadura” nos dois municípios, e rapidamente circulou o rumor de que outras cidades do interior do país começavam a aderir ao protesto.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel fez um pronunciamento imediato na televisão, culpando os Estados Unidos e sua política de sanções pela piora da situação econômica e por incentivar os protestos. “Convocamos todos os revolucionários, todos os comunistas para que saiam às ruas e vão aos lugares onde acontecerão essas provocações”, disse.

A faísca dos protestos começou no domingo na pequena cidade de San Antonio de los Baños, em Havana, onde centenas de pessoas saíram às ruas para protestar contra os longos apagões de eletricidade e exigir que as autoridades as vacinassem contra a covid-19. Logo depois, no entanto, suas demandas se transformaram em gritos por “liberdade” e demandas por mudanças políticas. O protesto chegou ao Facebook em poucos minutos e foi transmitido ao vivo, gerando convocatórias para mais manifestações nas redes. Díaz-Canel foi a San Antonio de los Baños ao meio-dia e percorreu a cidade, falou sobre a difícil situação epidemiológica no país e os esforços do Governo para resolvê-la. Nos últimos dias, os casos positivos de covid-19 e os mortos pela pandemia se multiplicaram exponencialmente, colocando províncias como Matanzas à beira do colapso da saúde. Neste sábado a ilha registrou pelo terceiro dia consecutivo o maior número de novos casos e de mortos por covid-19: 6.923 infecções e 47 óbitos.

O presidente cubano advertiu que se “há pessoas com legítima insatisfação com a situação em que vivem e também revolucionários confusos”, ao mesmo tempo “há oportunistas, contra-revolucionários e mercenários pagos pelo governo dos Estados Unidos para organizar este tipo de manifestações”.

Foi então que afirmou que “não serão permitidas provocações” e pronunciou a famosa frase que era um mantra de Fidel Castro: “A rua é dos revolucionários”. “Aqui nenhum verme ou contra-revolucionário tomará ruas”, disse ele, e instou a parar “as campanhas da mídia” e que “o povo não se permita ser provocado”. Em outras palavras, os fiéis vão às ruas para lutar contra os protestos.

Logo surgiram na Internet notícias de manifestações simultâneas na cidade de Palma Soriano, em Santiago de Cuba, em Alquízar e em outros lugares, algo absolutamente inédito no país, e também houve uma chamada em frente ao Instituto Cubano de Rádio e Televisão (ICRT), no bairro do Vedado da capital, por alguns integrantes do 27-N, grupo de artistas que no final do ano passado se manifestou em frente ao Ministério da Cultura pedindo liberdade de expressão e o fim do assédio à oposição e criadores dissidentes. A manifestação do ICRT, da qual participaram dezenas de pessoas, produziu uma contramanifestação que culminou num ato de repúdio e detenção de todos os protestantes.

Na mesma hora, vários milhares de pessoas também se reuniram no Parque da Fraternidad, próximo ao Capitólio, em Havana Velha. Os participantes viram a convocatória do protesto nas redes sociais. Em pouco tempo, vários milhares de pessoas, manifestantes, curiosos e grupos de defensores da revolução se reuniram ali. Alguns gritaram “Liberdade” e “Pátria e vida” —a canção composta por um grupo de artistas cubanos radicados em Miami e na ilha que desafiou o Governo de Havana. Os outros gritavam “Viva a revolução” e “Pátria e Fidel”.

Mais de cem foram detidos pela polícia, todos do primeiro grupo, exigindo mais liberdade. Veículos policiais foram agredidos quando alguém estava sendo levado embora, um fotógrafo espanhol da Associated Press (AP) foi atacado por policiais em meio à confusão. Em Cárdenas, uma das cidades mais afetadas pelo atual surto de coronavírus, uma patrulha policial foi derrubada. No pano de fundo, o grande descontentamento popular com a crise que atravessa o país, com filas de horas para comprar artigos de primeira necessidade e um quadro muito agudo de escassez de medicamentos.

Depois de percorrer as ruas de San Antonio de los Baños, Díaz-Canel foi à televisão cubana e falou sobre o que estava acontecendo. Afirmou que o fio condutor de tudo, para além das graves dificuldades derivadas da ineficiência da economia cubana, foi o ressurgimento do embargo norte-americano. “Começaram a intensificar uma série de medidas restritivas, de aperto do bloqueio, de perseguição financeira ao setor energético com o objetivo de sufocar nossa economia, e que isso provocasse a tão almejada revolta social que semeasse a possibilidade, com toda a campanha ideológica que se tem feito, de poder apelar a uma intervenção humanitária que culmina em intervenções e ingerências militares “.

Diáz-Canel mencionou a situação extremamente difícil da província de Matanzas, com uma taxa de mais de 1.300 infectados por 100.000 habitantes nos últimos 15 dias, o que levou à tomada de medidas de emergência, como o envio de membros da brigada médica Henry Reeve, que Cuba geralmente envia em missões internacionais quando ocorrem desastres humanitários. Tal brigada nunca havia sido implantada dentro do país antes. “De forma muito covarde, sutil, oportunista e perversa, a partir das situações mais complicadas que já tivemos em províncias como Matanzas e Ciego de Ávila, aqueles que sempre aprovaram o bloqueio e que atuam como mercenários nas ruas do bloqueio ianque, começam a aparecer com doutrinas de ajuda humanitária e corredor humanitário”, assegurou.

Reflexo da preocupação oficial que as manifestações de domingo suscitaram, após o discurso de Díaz-Canel, a televisão cubana transmitiu um programa ao vivo emitido em todas as províncias do país, com declarações de apoio à revolução e garantindo que tudo o que aconteceu foi produto de uma subversão incentivada pelos Estados Unidos e amplificada pelas redes sociais. À noite, nas ruas mais movimentadas de Havana, uma grande operação policial foi implantada.

BG

Lockdown parece não ter sido a melhor opção contra a Covid-19, Brasil tem 0,6 mortes (por milhão) a mais do que a Agentina, mundo registra 0,5% de mortes pela doença

Fonte

O mundo registrou, até a data de hoje, cerca de 2,4 por cento de sua população que adoeceram, ou tiveram alguns sintomas, em decorrência pela contaminação do novo coronavírus. Também registra o número de 0,5% de mortos pela doença.

Com 7,8 bi de habitantes, foram registrado que adoeceram 180,53 milhões de pessoas. Quando comparado com o númeor de mortos, o mundo registra que morreram da Covid-19, nesses 16 meses, 3,91 milhões de pessoas.

O Brasil é 4,22 vezes maior do que o país da Argentina. Este tem 49,94 milhões de habitantes, com 91.979 vítimas fatais pela Covid-19, enquanto o Brasil tem 211 milhões de habitantes, contabilizando 511.142 mortes. Isso aponta que nos dois países as mortes ocorreram independentemente das medidas tomadas. Isso é o que mostra os números nacionais.

Os números apontam que o país vizinho registrou 1,8 mortes por milhão de habitante; No Brasil foram 2,4, mostrando uma diferença de 0,6 mortes a mais no Brasil, o que pode ser considerado uma situação equiparada, uma vez que o Brasil é um país com dimensões continentais.

A Argentina teve contabilizado uma contaminação de cerca de 11% de seu povo, enquanto o Brasil registrou a contaminação em cerca de 8% de sua população. Esses números apontam apenas os que tiveram algum sintoma.

A Índia ainda é o país que apresenta o maior número de curados, são 29.193.085 pessoas curadas, seguido pelo Brasil que conseguiu a cura para 16.097.711 pessoas.

Informaçõe sdo Site Infographics

Espanha suspende obrigatoriedade de uso de máscaras ao ar livre; Mais da metade dos cidadãos já tomaram pelo menos uma dose da vacina

Foto: Eduardo Parra/Europa Press via Getty Images (18.jun.2021)

O governo espanhol flexibilizou a obrigatoriedade do uso de máscara ao ar livre a partir deste sábado (26). O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Pedro Sanchez no dia 18 de junho.

Este fim de semana será o último com máscaras em espaços ao ar livre porque no próximo fim de semana não as usaremos mais“, disse Sanchez durante evento em Barcelona.

O uso de máscara tem sido uma exigência legal, sob pena de multa, em locais fechados e abertos, na maior parte do território espanhol. Havia algumas exceções, como a prática de atividade física ao ar livre.

A determinação está vigente desde meados de 2020, quando a máscara despontou como um dos maiores elementos de proteção contra a covid-19.

Desde 0h deste sábado (26.jun.2021), o uso de máscara está limitado espaços interiores e abertos só quando houver risco de aglomeração ou a distância de 1,5 metros não possa ser respeitada.

Como reportado pelo El País, grupos se reuniram nas ruas por volta da meia-noite para comemorar a flexibilização, que traz a sensação de volta à normalidade depois de quase 1 anos e meio de pandemia. Ainda segundo o site, dezenas de pessoas tiraram suas máscaras na badalada do relógio.

O uso da máscara foi aderido quase que totalmente pela população espanhola. De acordo com o último levantamento do CIS (Centro de Pesquisas Sociológicas), 99,4% dos residentes usavam o equipamento regularmente.

Atualmente, a Espanha registra incidência de 95 casos de covid-19 por 100 mil habitantes. Mais da metade dos cidadãos já tomaram pelo menos uma dose da vacina.

Assim como a Espanha, a vizinha França também suspendeu o uso obrigatório da máscara em locais abertos. Apesar de a taxa de infecção em ambos os países estar em queda, a alta transmissibilidade da variante indiana (Delta) ainda preocupa.

Poder 360

Dia do Imigrante: nº de estudantes de outros países aumenta em 2021 em SP; cidade tem alunos de 97 nações na rede municipal

Os meninos bolivianos Iker e Leonardo Zapata estudam na EMEI Guilherme Rudge, na Mooca, Zona Leste da capital — Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1
Os meninos bolivianos Iker e Leonardo Zapata estudam na EMEI Guilherme Rudge, na Mooca, Zona Leste da capital — Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1

A rede municipal de ensino de São Paulo possui atualmente 7.777 estudantes imigrantes matriculados, vindos de 97 países diferentes, de acordo com a Secretaria Municipal da Educação.

Atualmente, a cidade de São Paulo possui 367.043 imigrantes de mais de 200 países em situação regular, de acordo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC).

Nesta sexta-feira (25) é comemorado o Dia do Imigrante, e são várias as nacionalidades que podem ser homenageadas nas escolas da rede. A que tem mais representantes é a boliviana, seguida da haitiana. Há também um número significativo de estudantes originários de Venezuela, Angola, Paraguai, Peru, Argentina, Japão, Colômbia e Estados Unidos.

No ano passado, eram 7.350 alunos imigrantes, o que representa um aumento de 5,8% neste ano. Em 2017, eram 82 nacionalidades na rede, um crescimento de 18,2% em quatro anos. No total, esses alunos representam cerca de 0,7% do universo de matriculados na rede em 2021.

Embora o número seja pequeno proporcionalmente, a realidade muda de escola para escola, chegando, em alguns casos, a representar a maioria dos estudantes – como ocorre na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Guilherme Rudge, localizada na Mooca, Zona Leste da capital paulista.

A escola fica perto dos bairros do Brás e do Bom Retiro, locais tradicionalmente ocupados por lojas e confecções de roupas populares que atraem comerciantes de todo o Brasil e imigrantes de vários países, mas principalmente bolivianos que chegam ao Brasil para trabalhar nas oficinas de costura.

Por causa da proximidade com essa cultura local, a escola tem cerca de 60% dos alunos imigrantes. Além de bolivianos, há também venezuelanos, egípcios, angolanos e já passaram por ali russos e japoneses.

Um deles é Iker Dilan Ayca Copa. Nascido em La Paz, na Bolívia, ele tem 5 anos e está no Brasil desde julho de 2019. Em espanhol, ele conta que é fã de Sonic, um personagem de videogame de uma franquia de multimídia japonesa. “Olha como eu corro igual ao Sonic”, diz ele, que usa uma calça com o porco-espinho estampado.

Iker está aprendendo português e conta que gosta de ajudar a mãe a cozinhar. “Minha mamãe cuida muito de mim e também meu papai. Eles fazem costura”, conta ele.

A diretora da escola, Solange Cordeiro dos Santos, trabalha há 12 anos com essa comunidade tão heterogênea, mas que constitui a maioria na escola.

“Tinha uma aluna boliviana que ficava esperando os pais quando fechava a escola, mas eles estavam trabalhando. Eles não conseguem acompanhar a vida das crianças por causa do trabalho”, conta ela.

A condição dos pais, claro, interfere na vida escolar dos filhos.

“O que mais me toca é a vida de ‘escravidão’ que os pais destes alunos imigrantes levam, especialmente os bolivianos. Consigo falar com as mães de madrugada, quando elas estão na máquina de costura, e os filhos estão dormindo. Muitas vezes elas não conseguem participar das reuniões na escola. A rotatividade de alunos é grande, porque se os pais mudam de oficina, os filhos vão para outra escola”, afirma.

De acordo com a professora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Katia Norões, que pesquisou no doutorado migrações internacionais e educação na rede municipal de São Paulo, estudos mostram que a participação dos pais na vida escolar dos filhos é essencial na formação deles.

“A aprendizagem da criança cujos pais participam da escola é muito mais intensificada porque há uma valorização dessas famílias em relação à aprendizagem. Considerando que a família é a primeira instituição dessa criança, a relação dessa primeira com a escola, que é a segunda ou a terceira instituição, é onde a criança percebe o valor daquele espaço e cria sua relação com o espaço também.”

“No caso dos imigrantes essa participação é essencial porque é onde a criança faz essa ponte entre a sociedade de origem, a família e a sociedade de destino. Além disso, quando a criança entra para o sistema educacional, ela acessa um conjunto de bens sociais que é extensível à família. É uma forma de inserção da família na sociedade de destino e a porta de entrada para o convívio maior com essa sociedade”, afirma.

Na escola de Solange, porém, uma parte do trabalho de acolhimento dos pais parou de acontecer por causa da pandemia de Covid-19.

“Quando não estávamos em pandemia, fazíamos festa das nações, trazíamos mães para tocar instrumentos. Nossa principal festa era a junina, eles ficavam tão felizes. A festa de final de ano também não podia faltar. Essas pessoas não têm muitas opções de diversão, aqui perto elas só têm o Parque do Belém, que eles adoram. Há pais que perguntam de cursos porque querem aprender português e encaminhamos”, conta ela.

G1SP

Itália retirou obrigação do uso de máscaras ao ar livre

Pessoas caminham pela Via del Corso, em Roma, na Itália, em foto de 24 de abril de 2021 — Foto: Remo Casilli/Reuters
Pessoas caminham pela Via del Corso, em Roma, na Itália, em foto de 24 de abril de 2021 — Foto: Remo Casilli/Reuters

A Itália vai suspender a partir de segunda-feira (28) a exigência do uso de máscaras ao ar livre, à medida que a vacinação contra a Covid-19 avança e os novos casos, mortes e hospitalizações despencam, anunciou o governo na noite de segunda-feira (21).

Mais de 52% dos italianos já tomaram ao menos uma dose e 26% estão completamente imunizados, números muito superiores ao do Brasil (30% e 11%, respectivamente), e os números de novos infectados e óbitos estão em queda livre (veja mais abaixo).

O uso obrigatório foi imposto em outubro, quando o país estava entrando na segunda onda da pandemia. A nova decisão foi tomada apesar das preocupações na Europa com a disseminação da variante delta, que é mais contagiosa e reduz a eficácia das vacinas contra a Covid-19.

G1

IMORAL – (Covid-19): China defende ‘prêmio Nobel’ para Instituto de Virologia de Wuhan

Foto: THOMAS PETER / REUTERS

Em meio às investigações sobre a origem do coronavírus, o governo chinês defende que o Instituto de Virologia de Wuhan, localizado na cidade que registrou os primeiros casos de Covid-19 no mundo, merece um prêmio Nobel. A declaração foi feita por Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. Em entrevista coletiva na última quinta-feira ele criticou àqueles que presumem que o vírus foi produzido em laboratório e escapou.

— A sequência do genoma de Covid-19 foi identificada pela primeira vez por cientistas chineses, mas isso não significa que Wuhan seja a fonte do coronavírus, nem se pode inferir que o coronavírus foi feito por cientistas chineses. A equipe em Wuhan deveria receber o Prêmio Nobel de medicina por sua pesquisa sobre Covid, em vez de ser criticada — afirmou.

O jornal estatal Global Times noticiou no domingo que o laboratório foi nomeado para ganhar o Prêmio de Excelência em Ciência e Tecnologia da Academia Chinesa de Ciências devido ao seu trabalho na pandemia. A teoria do vazamento de laboratório já foi rejeitada por muitos especialistas, mas ganhou força após o presidente americano Joe Biden pedir que as agências de Inteligência dos EUA intensifiquem os esforços para descobrir a origem do novo coronavírus. Foi definido um prazo de 90 dias para apresentar uma conclusão definitiva sobre o tema.

‘Não tenho nada a temer’

A virologista Shi Zhengli, uma das dirigentes do Instituto de Wuhan, está no centro das narrativas conflitantes por conta de sua pesquisa do novo coronavírus. Na semana passada, em entrevista publicada pelo jornal New York Times, ela negou essas acusações e agora defende a reputação de seu laboratório e, de maneira mais ampla, de seu país. Por telefone, ela afirmou a princípio que preferia não falar diretamente com repórteres, citando as políticas de seu instituto. No entanto, ela mal conseguia conter sua frustração.

— Como posso fornecer evidências de algo que não tem evidências? — disse ela.

“Não sei como o mundo chegou a isso, despejando imundície constantemente sobre uma cientista inocente”, escreveu Shi depois em uma mensagem de texto.

Por e-mail, ela classificou as suspeitas como infundadas, incluindo as alegações de que vários de seus colegas podem ter adoecidos antes dos primeiros casos relatados. A especulação se reduz a uma questão central: o laboratório de Shi continha alguma fonte do novo coronavírus antes da erupção da pandemia? A resposta dela é um enfático não.

O Globo