Archive for junho 25th, 2021

Dia do Imigrante: nº de estudantes de outros países aumenta em 2021 em SP; cidade tem alunos de 97 nações na rede municipal

Os meninos bolivianos Iker e Leonardo Zapata estudam na EMEI Guilherme Rudge, na Mooca, Zona Leste da capital — Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1
Os meninos bolivianos Iker e Leonardo Zapata estudam na EMEI Guilherme Rudge, na Mooca, Zona Leste da capital — Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1

A rede municipal de ensino de São Paulo possui atualmente 7.777 estudantes imigrantes matriculados, vindos de 97 países diferentes, de acordo com a Secretaria Municipal da Educação.

Atualmente, a cidade de São Paulo possui 367.043 imigrantes de mais de 200 países em situação regular, de acordo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC).

Nesta sexta-feira (25) é comemorado o Dia do Imigrante, e são várias as nacionalidades que podem ser homenageadas nas escolas da rede. A que tem mais representantes é a boliviana, seguida da haitiana. Há também um número significativo de estudantes originários de Venezuela, Angola, Paraguai, Peru, Argentina, Japão, Colômbia e Estados Unidos.

No ano passado, eram 7.350 alunos imigrantes, o que representa um aumento de 5,8% neste ano. Em 2017, eram 82 nacionalidades na rede, um crescimento de 18,2% em quatro anos. No total, esses alunos representam cerca de 0,7% do universo de matriculados na rede em 2021.

Embora o número seja pequeno proporcionalmente, a realidade muda de escola para escola, chegando, em alguns casos, a representar a maioria dos estudantes – como ocorre na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Guilherme Rudge, localizada na Mooca, Zona Leste da capital paulista.

A escola fica perto dos bairros do Brás e do Bom Retiro, locais tradicionalmente ocupados por lojas e confecções de roupas populares que atraem comerciantes de todo o Brasil e imigrantes de vários países, mas principalmente bolivianos que chegam ao Brasil para trabalhar nas oficinas de costura.

Por causa da proximidade com essa cultura local, a escola tem cerca de 60% dos alunos imigrantes. Além de bolivianos, há também venezuelanos, egípcios, angolanos e já passaram por ali russos e japoneses.

Um deles é Iker Dilan Ayca Copa. Nascido em La Paz, na Bolívia, ele tem 5 anos e está no Brasil desde julho de 2019. Em espanhol, ele conta que é fã de Sonic, um personagem de videogame de uma franquia de multimídia japonesa. “Olha como eu corro igual ao Sonic”, diz ele, que usa uma calça com o porco-espinho estampado.

Iker está aprendendo português e conta que gosta de ajudar a mãe a cozinhar. “Minha mamãe cuida muito de mim e também meu papai. Eles fazem costura”, conta ele.

A diretora da escola, Solange Cordeiro dos Santos, trabalha há 12 anos com essa comunidade tão heterogênea, mas que constitui a maioria na escola.

“Tinha uma aluna boliviana que ficava esperando os pais quando fechava a escola, mas eles estavam trabalhando. Eles não conseguem acompanhar a vida das crianças por causa do trabalho”, conta ela.

A condição dos pais, claro, interfere na vida escolar dos filhos.

“O que mais me toca é a vida de ‘escravidão’ que os pais destes alunos imigrantes levam, especialmente os bolivianos. Consigo falar com as mães de madrugada, quando elas estão na máquina de costura, e os filhos estão dormindo. Muitas vezes elas não conseguem participar das reuniões na escola. A rotatividade de alunos é grande, porque se os pais mudam de oficina, os filhos vão para outra escola”, afirma.

De acordo com a professora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Katia Norões, que pesquisou no doutorado migrações internacionais e educação na rede municipal de São Paulo, estudos mostram que a participação dos pais na vida escolar dos filhos é essencial na formação deles.

“A aprendizagem da criança cujos pais participam da escola é muito mais intensificada porque há uma valorização dessas famílias em relação à aprendizagem. Considerando que a família é a primeira instituição dessa criança, a relação dessa primeira com a escola, que é a segunda ou a terceira instituição, é onde a criança percebe o valor daquele espaço e cria sua relação com o espaço também.”

“No caso dos imigrantes essa participação é essencial porque é onde a criança faz essa ponte entre a sociedade de origem, a família e a sociedade de destino. Além disso, quando a criança entra para o sistema educacional, ela acessa um conjunto de bens sociais que é extensível à família. É uma forma de inserção da família na sociedade de destino e a porta de entrada para o convívio maior com essa sociedade”, afirma.

Na escola de Solange, porém, uma parte do trabalho de acolhimento dos pais parou de acontecer por causa da pandemia de Covid-19.

“Quando não estávamos em pandemia, fazíamos festa das nações, trazíamos mães para tocar instrumentos. Nossa principal festa era a junina, eles ficavam tão felizes. A festa de final de ano também não podia faltar. Essas pessoas não têm muitas opções de diversão, aqui perto elas só têm o Parque do Belém, que eles adoram. Há pais que perguntam de cursos porque querem aprender português e encaminhamos”, conta ela.

G1SP

Lula agradece ao STF sobre suspeição de Moro e avisa: ”A missão ainda não está cumprida”

Foto da Internet

Pouco depois de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), anular atos proferidos pelo ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro nos processos do sítio em Atibaia e do terreno do Instituto Lula nesta quinta-feira (24), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em suas redes sociais um agradecimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que ”a missão ainda não está cumprida”.

”Sempre acreditei que a verdade ia vencer. Quero agradecer meus advogados, a votação no STF e a solidariedade do povo brasileiro. A missão ainda não está cumprida. E só vai estar quando a verdade total for restabelecida e ficar escancarado quem mentiu durante tantos anos contra o PT e contra mim”, disse.

BG

Parlamentares participam de agenda de Bolsonaro em Pau dos Ferros para liberação de obras do Ramal Apodi

Crédito da Foto: Eduardo Maia

Os deputados estaduais do Rio Grande do Norte Galeno Torquato (PSD), Tomba Farias (PSDB), Albert Dickson (PROS), Getúlio Rêgo (DEM) e Coronel Azevedo (PSC), acompanharam a agenda do presidente da República Jair Bolsonaro, que visitou o município de Pau dos Ferros, localizado na Oeste nesta quinta-feira (24). Na ocasião, o presidente Bolsonaro assinou a ordem de serviço para início das obras do Ramal Apodi, que integra Eixo Norte do Projeto de Transposição do Rio São Francisco e abastecerá o RN, Paraíba e Ceará.
 
O deputado e presidente da Frente Parlamentar das Águas, deputado Galeno Torquato também destacou a importância dessa obra. “Além de beneficiar o Estado levando água para mais de 30 municípios, a obra vai beneficiar a todos com produção, trabalho e renda”.
 
O deputado reforçou que a obra vai levar as águas do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco a 54 municípios nos estados do Rio Grande do Norte (32), Paraíba (13) e Ceará (9), beneficiando 750 mil pessoas. Também ampliará em 700 mil hectares a área para agricultura irrigada na região. O investimento federal no empreendimento é de R$ 938,5 milhões.
 
“Essas obras significam sonho, emprego e desenvolvimento. É um momento de lucidez do presidente que, com essa obra, passa a dar dignidade ao povo desse sertão”, analisou o deputado Tomba Faria.
 
Decano na Assembleia, Getúlio Rêgo também destacou detalhes da obra. “Essa é uma obra que diz respeito a um sonho do povo de Pau dos Ferros e de toda região Oeste. Vem cristalizar tudo que nossa gente esperou por mais de 50 anos. Hoje ela começa a sair do papel”, disse emocionado o deputado Getúlio Rêgo.
 
Durante o evento, foi assinada, ainda, a Ordem de Serviço para a revisão do Projeto Executivo da Barragem Poço de Varas, localizada no município Coronel João Pessoa. O projeto original foi elaborado pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) há dez anos e precisa passar por atualização do levantamento cadastral e estudos ambientais. O investimento federal nesta primeira etapa será de R$ 1,07 milhão. Quando concluída, a previsão é que a barragem garanta abastecimento a 42,4 mil pessoas, além de contribuir com pequena irrigação, piscicultura e lazer.
 
“O Governo Federal não tem medido esforços para garantir ao RN segurança hídrica, com a construção e continuidade de obras importantes como a Barragem de Oiticica e o Ramal Apodi. Esse é um sonho de décadas que está sendo realizado pelo presidente Jair Bolsonaro”, disse o deputado estadual e membro da Frente Parlamentar das Águas da Assembleia Legislativa, Coronel Azevedo.
 
Trinta e dois municípios serão  beneficiados com o Ramal Apodi. São eles: Água Nova, Alexandria, Antônio Martins, Apodi, Felipe Guerra, Frutuoso Gomes, Governador Dix-sept Rosado, Itaú, João Dias, José da Penha, Lucrécia, Luiz Gomes, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Mossoró, Olho d’Agua do Borges, Paraná, Pau dos Ferros, Pilões, Portalegre, Rafael Fernandes, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Rodolfo Fernandes, São Francisco do Oeste, Serrinha dos Pintos, Severiano Melo, Taboleiro Grande, Tenente Ananias, Umarizal e Viçosa.
 
Durante o evento o ministro das Comunicações, Fábio Faria, entregou ao presidente da República uma placa de agradecimento por atingir a meta de um milhão de doces de vacinas contra a Covid-19 aplicadas no RN.
 
“Obrigada presidente, por todos os benefícios que o senhor tem trazido para o meu Rio Grande do Norte”, agradeceu Fábio Faria.
 
Também acompanharam o presidente na agenda ao RN, os ministros Rogério Marinho – Desenvolvimento Regional, João Roma – Cidadania, deputados federais Benes Leocádio, General Girão, Beto Rosado, Carla Dickson, João Maia, a prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida e o presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Babá.
 
“Essa é a maior obra que o Governo Federal pode trazer para o Rio Grande do Norte, pois ela emancipa e liberta esse povo da seca, possibilitando um futuro digno e melhor”, ressaltou Rogério Marinho.
 
“Sou um presidente que deve lealdade ao meu povo. Acredito no Brasil e temos tudo para ser uma grande nação. Não medirei esforços para trazer dignidade ao povo do Nordeste. Meu coração é de cabra da peste”, discursou o presidente Jair Bolsonaro.

Ebserh é condenada por perseguir e discriminar dirigente sindical no RN

Empresa não pode limitar o livre exercício das atividades sindicais pelos representantes dos trabalhadores, sob pena de multa de R$ 20 mil


 A 13ª Vara do Trabalho de Natal decidiu, na última segunda-feira (21), que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) deve se abster de praticar qualquer conduta antissindical contra seus empregados, notadamente os que exerçam função de dirigente. A condenação é resultado de ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN), que recebeu denúncia de dirigente sindical vinculado ao Sindicato Estadual dos Trabalhadores de Empresas Públicas de Serviços Hospitalares do Estado do Rio Grande do Norte (Sindserh/RN). A sentença confirma liminar anteriormente concedida no mesmo sentido.


De acordo com a ação proposta pelo MPT, o dirigente sindical foi mudado de setor e de horário de trabalho para dificultar sua atuação na defesa dos empregados da empresa, cerca de um mês depois de ter feito denúncia ao MPT e ao Conselho Regional dos Técnicos em Radiologia. Apesar de ter tido bem menos faltas justificadas que outros empregados da empresa, a avaliação do dirigente foi inferior à atribuída a outros empregados que tiveram um índice de faltas maior. Além disso, a empresa exige do trabalhador a compensação dos dias de afastamento para a prática de atividade sindicais, sob pena de desconto da remuneração.


Os atos praticados pela empresa, nas palavras do procurador do Trabalho Luis Fabiano Pereira, que propôs a ação, “em sua origem, no núcleo de sua motivação, se propõem a intimidar, constranger e repreender o empregado dotado do cargo de dirigente sindical, dificultando-lhe, direta ou indiretamente, o exercício de suas atribuições constitucionalmente protegidas”, explica.


Em sua sentença, o juiz da 13ª Vara do Trabalho de Natal, Cácio Oliveira Manoel, destacou que “no presente caso, restou evidente que a empresa demandada está realizando algumas práticas que superam a razoabilidade do exercício do poder patronal”.

A Ebserh foi condenada a se abster de praticar qualquer conduta antissindical contra seus empregados, notadamente os que exerçam função de dirigente, tais como promover transferências intersetoriais injustificadas, redução não isonômica de notas em avaliação funcional, exigência de compensação de horas não trabalhadas em virtude de afastamento para exercício de atuação sindical ou prazo indevido para autorizar o regular afastamento, bem como quaisquer outras que impliquem em óbice ao livre exercício das atividades sindicais pelos representantes dos trabalhadores, dentro ou fora da empresa, sob pena de multa de R$ 20 mil, por obrigação descumprida e trabalhador prejudicado. Também foi condenada a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 100 mil a ser revertida para entidade beneficente devidamente cadastrada.