Previdência: campanha do governo ataca vantagens de servidores

O Presidente Michel Temer
O governo quer colocar a reforma da Previdência em votação este mês. No entanto, a contagem mais otimista aponta apenas 270 votos favoráveis, quando são necessários um mínimo de 308 (Walterson Rosa /Fotoarena/Folhapress)

Da Veja

governo federal estreará na próxima semana uma nova campanha de vídeos nas redes sociais em defesa da reforma da Previdência com foco no que chama de privilégios do setor público e a diferença no teto das aposentadorias de servidores e aposentados pela iniciativa privada.

Um, “alto funcionário público”, se aposenta com salário integral de 35.000 reais, enquanto o da iniciativa privada terá o teto da Previdência, de 5.645 reais.

O governo identificou em pesquisas recentes que, apesar de a maioria da população ainda não ser favorável à reforma, uma boa parte defende igualdade de regras entre a iniciativa privada e o serviço público, e tem batido no que chama de “privilégios”.

A reforma, no entanto, mexe apenas com a idade mínima de aposentadoria, que passaria a ser a mesma da iniciativa privada, de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, já que desde 2013 os servidores se aposentam pelo teto do regime geral da Previdência.

Neste ano foi criado o fundo de previdência complementar dos servidores, para o qual quem entrou depois desse ano tem que contribuir para garantir a aposentadoria acima do teto. A reforma não mexe em quem entrou antes desse período.