Partido denuncia fraude eleitoral na Nicarágua e pede novo pleito em 2022

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, foi reeleito para seu quarto mandato / EFE/ Jorge Torres ARCHIVO

O partido Caminho Cristão Nicaraguense (CCN), que disputou as eleições gerais da Nicarágua, no último domingo, 7, denunciou uma suposta fraude eleitoral em favor da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), legenda do presidente reeleito Daniel Ortega. Segundo a denúncia, autoridades eleitorais falsificaram números de eleitores participantes.  Com isso, o partido alega que a real participação nas urnas foi de 25% dos cidadãos aptos a votar. “Talvez 1 milhão ou um pouco menos (de eleitores, do total de 4,4 milhões). O ‘não voto’ é que ganhou aqui”, comentou Guillermo Osorno, candidato à presidência pelo CNN e deputado do Parlamento Centro-Americano (Parlacen). Ele, no entanto, isentou Ortega de culpa na suposta fraude e reconheceu elas não alteram a vitória do presidente, que 75,92% dos votos para o seu quinto mandato.

Em contrapartida, a eleição dos 90 deputados para a Assembleia Nacional pode ter sido prejudicada. De acordo com o relatório do Conselho Superior Eleitoral, a FSLN ganhou 75 dos 90 assentos em disputa, enquanto a CCN conseguiu um. O partido alega ainda que os sandinistas impediram a presença de observadores de outros partidos nos postos de votação, marcaram cédulas vazias, anularam votos contrários e alteraram os registros de votação. Guillermo Osorno pediu a Daniel Ortega que anule a votação e realize novas eleições gerais em novembro de 2022.

Jovem Pan

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