Exposição em homenagem às mulheres continua em cartaz no Salão Nobre da AL

Crédito da foto: João Gilberto
Crédito da foto: João Gilberto

Prossegue até o dia 23, no Salão Nobre Deputado Iberê Ferreira de Souza, na Assembleia Legislativa, a exposição coletiva em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, data em que a exposição foi aberta.

São obras de 12 mulheres, entre telas e esculturas, que estão, inclusive, disponíveis para serem comercializadas.

Segundo a curadora da exposição, Maria do Socorro Sarmento, o Salão Nobre está aberto à visitação de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 15 horas, e qualquer informação, inclusive sobre venda das peças, pode ser passada por ela para os interessados.

Entre as artistas selecionadas para expor na Semana da Mulher da Assembleia Legislativa, Ana Antunes é a única que assina as esculturas expostas.

Viúva do ex-deputado Carlos Alberto de Sousa, a empresária Miriam de Sousa é uma das artistas plásticas em destaque.

A “Existência” é uma das obras em exposição, que retrata a criação do Universo.

Miriam de Sousa disse que despertou para a arte quando o marido, então senador, estava internado num hospital em São Paulo, onde um projeto, “Arte nos Hospitais”, lhe chamou atenção. Foi na oficina desse projeto que ela tentou criar um cartão para a primeira neta que tinha acabado de nascer. Daí surgiu o interesse e o desejo de exprimir em telas, a definição da vida a partir do seu imaginário. De lá para cá já foram muitas obras e muitas exposições, com o dinheiro arrecadado com a venda para o Instituto Ponte da Vida.

 

Assessoria

Albert Dickson assume presidência da CCJ e garante independência nos debates

Crédito da foto: João Gilberto
Crédito da foto: João Gilberto

Escolhido para presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, o deputado Albert Dickson (PROS) estreia sua nova missão na terça-feira (15), quando na primeira reunião da nova composição, receberá, para análise, o projeto do Ministério Público Estadual que extingue cargos de promotores. Projeto aprovado pelo Colégio de Procuradores do MP, e que após tramitar na CCJ será encaminhado ao plenário para votação.

Albert Dickson foi membro da Comissão no ano passado, e diz que os 300 projetos que tramitaram lhe deu experiência suficiente para atuar como presidente.

A Comissão tem ainda o deputado Carlos Augusto Maia (PTdoB) como vice e os deputados Márcia Maia, Gustavo Fernandes (PMDB), José Adécio (DEM), Kelps Lima (SD) e Galeno Torquato (PSD) como membros.

Ele lembra que entre os mais polêmicos que ele relatou, estava o projeto do Executivo que aumentou o IPVA – Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores – e o projeto que extinguiu cargos do Tribunal de Justiça.

Para este ano, prevê muito debate em torno do projeto do Executivo sobre a reposição pelo governo do Estado, das retiradas do Fundo Previdenciário.

Tema que vai requerer muita discussão, mas que, segundo Albert, será tratado com muita independência.

Ouvir a sociedade e a classe política continuará dando o tom da Comissão, que no ano passado trouxe para as sessões polêmicas, representantes de entidades de classe. Ele lembra de um projeto que aumentava custas cartoriais, onde debates com cartórios e Ministério Público antecederam a tramitação e o projeto foi retirado.

Para a missão que começa na terça-feira, com a visita de estudantes do curso de Direito à Comissão, Albert Dickson conta com o apoio da Procuradoria da Assembleia Legislativa.

Albert Dickson de Lima tem 43 anos, é casado, pai de dois filhos, e antes de se eleger deputado, foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Natal.0

Assessoria

Até que ponto protestos de domingo pioram destino de Dilma?

Bonecos Pixuleco em varal na Avenida Paulista, em SP, em 13/03/2016
Bonecos Pixuleco em varal na Avenida Paulista, em SP, em 13/03/2016

Talita Abrantes, de EXAME.com

Uma série de decisões das mais elevadas cúpulas políticas de Brasília (DF) dependiam do resultado dos protestos convocados para este domingo, 13 de março – muitas delas a serem definidas pelo próprio Palácio do Planalto.

A resposta das ruas de centenas de cidades em todos os estados brasileiros não foi nada favorável para a presidente Dilma Rousseff, que se vê envolta no mais dramático momento de seu segundo mandato e inicia a semana ainda mais enfraquecida.

A estimativa da Polícia Militar é de que 3 milhões de pessoas participaram dos atos pelo Brasil. Só em São Paulo, foram 1,4 milhão de manifestantes – um número superior aos protestos de março de 2015, considerados os maiores até ontem.

“Diferentemente das manifestações de março [de 2015], as de domingo foram focadas no impeachment do governo Dilma, contra Lula e a favor da Lava Jato”, afirma Paulo Baia, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em termos práticos, os protestos endossam a série de desaprovação recorde ao governo Dilma dos últimos meses.

“O governo desfruta de uma maioria teórica, obtida através das urnas em 2014 e de acordos políticos. Mas essa maioria se vê fragilizada diante dos fatos emanados da Lava Jato e também das más notícias na economia”, enumera o cientista político Antonio Lavareda, autor do livro “Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais” (Editora Objetiva) e presidente do conselho do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).

Para os analistas, a materialização desse sentimento pelas ruas pode acelerar o processo de impeachment, que deve ser retomado na próxima quinta-feira na Câmara dos Deputados.

“Manifestações como as de domingo afetam as opiniões e o posicionamento de muitos dos membros da base aliada. Isso colocará em maior risco a sobrevivência do governo Dilma”, diz Lavareda.

O próprio PMDB pode liderar a debandada de apoiadores do governo Dilma Rousseff. No último sábado, os membros da legenda determinaram um prazo de 30 dias para definir se desembarcam ou não da gestão do PT. Os números dos protestos só reforçam os argumentos de quem torce pelo fim da aliança.

No entanto, embora sinalizem o enfraquecimento da capacidade de governo da presidente, a temporada de más notícias das últimas semanas não pode ser encarada como um prenúncio certo do fim de seu mandato, segundo análise de Roberto Romano, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Entre essa imensa massa reunida e o encaminhamento para que Dilma seja afastada, há muita engenharia política a ser vencida”, afirma. “O governo está acuado, não tem liderança, nem consultores ou intelectuais capazes de mudar a situação. Como está hoje parece fadado ao desaparecimento. Mas nada é irreversível, você tem que contar com a capacidade de reação dos grupos e indivíduos”, afirma.

Não se sabe, contudo, se a reação chegará a tempo e será eficaz para salvar o segundo mandato de Dilma Rousseff. Dada a rapidez dos acontecimentos e as propostas desesperadas do governo (como escalar Luiz Inácio Lula da Silva para a equipe ministerial), a impressão é de que o clamor dos manifestantes de domingo até pode ser atendido. A questão é o que virá depois.

Porta é arrombada e três são mortos dentro de casa em Extremoz, no RN

b86894eabb5193d980339d680f3b2ee1-e1454021395706Três homens foram mortos a tiros na noite deste domingo (13) na cidade de Extremoz, na GrandeNatal. De acordo com a Polícia Militar, os criminosos chegaram em um carro, arrombaram a porta da casa e atiraram. Ninguém foi preso.

O crime aconteceu por volta das 19h30 na rua Jerusalém, no loteamento Maanaim. De acordo com a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), criminosos chegaram ao local de carro e arrombaram a porta da casa das vítimas. Eles atiraram e dois homens morreram no local. O terceiro chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital.

Uma das vítimas foi identificada como Gildson José Melo Tavares. A polícia fez buscas, mas ninguém foi preso.

G1

Fotos das manifestações em favor do Brasil e contra o PT

Agência Brasil

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Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília – Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
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Brasília – Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)

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Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
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Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília – Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)

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Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília – Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)

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Manifestações contra governo do PT em intensa em todo o Brasil

Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff Wilson Dias/Agência Brasil
Brasília – Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff Wilson Dias/Agência Brasil

Agência Brasil – Com o Hino Nacional cantado em coro, foi encerrada em Brasília a manifestação em apoio ao combate à corrupção e a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, realizada na Esplanada dos Ministérios. Ao final do hino, os manifestantes gritaram “Fora, PT”.

Segundo a Polícia Militar, 100 mil pessoas participaram da manifestação. Não houve ocorrência de atos violentos, segundo a PM, apenas registro de extravio de documentos e atendimento de pessoas com mal-estar. O percurso dos manifestantes começou no Museu da República e foi até o Congresso Nacional, em um total de dois quilômetros.

Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília

Para o estudante Douglas Santana, de 20 anos, o movimento é histórico para o país. “Pedimos fora ao PT porque é perceptível que o país não está estável. Realmente precisa mudar e esse é o partido que está no poder”. Segundo o estudante, o ato deve ser mantido também contra outros políticos, de outros partidos, sob investigação pela Polícia Federal.

Vários manifestantes vestem camisas com a foto do juiz Sérgio Moro e usam adesivos em apoio ao juiz que comanda o processo de julgamento dos crimes relativos à corrupção em contratos da Petrobras, investigados no âmbito da Operação Lava Jato, pela Polícia Federal.

Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília

Em meio ao povo, estava o senador Álvaro Dias (PV-PR), que não falou aos manifestantes publicamente. Ele, no entanto, conversou individualmente com alguns manifestantes e parou para tirar fotos. Dias migrou do PSDB para o PV no início de janeiro, após vários meses de negociação. Também participou do ato em Brasília o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Vestido com uma camiseta com a frase “Direita Já”!, o parlamentar tirou selfiescom o público.

Neste momento, as pessoas estão se dispersando, a maioria em direção à Rodoviária do Plano Piloto, terminal de ônibus na área central de Brasília.

As pessoas começaram a se concentrar perto do Museu da República ainda às 9h. Entre o público, havia várias famílias. A maioria das pessoas estava vestida de camiseta verde e amarela. Em frente ao Congresso Nacional, alguns manifestantes fizeram uma moldura com o próprio corpo para escrever a frase “Fora, Dilma”. Em vários momentos, os manifestantes fizeram uma ola em defesa da “limpeza”, que defende a saída de políticos corruptos. Nominalmente, eles citaram o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e de Dilma.

Desempregada desde outubro, Roberta Born, de 34 anos, fez parte de vários movimentos que já acamparam no gramado do Congresso, disse acreditar que o Brasil está sofrendo com o governo atual. Para ela, o governo é uma “facção criminosa”. Vinda de Porto Alegre, Roberta se considera de direita e afirmou que só volta para sua cidade quando a presidenta Dilma sair da Presidência.

Para o servidor público, da Justiça Federal, Fábio Freitas, de 51 anos, a corrupção começou no país em 1500, desde o descobrimento do Brasil. “Sou um dos milhares de brasileiros indignados com a corrupção”, disse. Ele, entretanto, afirmou que a corrupção não é privilégio de apenas um partido. “O Brasil precisa se reinventar. O que se está pedindo não é solução. O necessário seria convocar uma nova Constituinte”.

Cerca de 2 mil policiais foram destacados para garantir a segurança nas ruas de Brasília, neste domingo.

Pelo país

Em todo o país, foram programadas manifestações a favor do impeachment da presidenta Dilma em 503 cidades, segundo o movimento Vem pra Rua. Em algumas cidades, a Central Única dos Trabalhadores e movimentos mantiveram a realização de manifestações pró-governo e pró-Lula, tais como Fortaleza, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A CUT convocou suas seccionais para uma manifestação a favor da democracia para a próxima sexta-feira, dia 18. No DF, o PT convocou nova manifestação para o dia 31 de março.

Em Brasília, a manifestação do PT anteriormente prevista para ocorrer na Torre de TV, também neste domingo, pela manhã, foi cancelada pelo partido. Em nota, o presidente do PT no Distrito Federal, Roberto Policarpo, informou que a decisão foi tomada na noite de sexta (11), após reunião com integrantes da Secretaria de Segurança Pública. A secretaria havia recomendado ao partido que fizesse o ato em outro local porque havia um ponto de acesso em comum com a manifestação contra o governo, realizada na Esplanada dos Ministérios. A Rodoviária do Plano Piloto, na área central da cidade, dá acesso aos dois locais, embora estejam de lados opostos da avenida que corta a Esplanada, o Eixo Monumental.

Rio de Janeiro - Manifestação em Copacabana contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro –

No Rio, os manifestantes percorreram a Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, conduzidos por três carros de som. Um deles trazia uma faixa com a frase “Fora Comunismo”. O porta-voz do movimento dizia que as famílias de direita estava ali contra o PT. Uma multidão ocupou as duas vias da avenida, ao longo de cerca de oito quarteirões. Bandeiras do Brasil e muitos cartazes contra o PT, Dilma e Lula são o principal material utilizado pelos participantes.

Centenas de policiais militares acompanham a marcha que saiu do Posto 5 por volta das 10h, em direção ao Posto 2. Não foram registrados incidentes ou confrontos até o momento. Mais cedo, um avião passou com a faixa “Não vai ter golpe – Frente Brasil Popular” e foi vaiado pelos manifestantes, com gritos de “Fora Dilma” e “Impeachment, Já”. Uma grande faixa de apoio ao juiz Sergio Moro, que coordena o processo dos crimes investigados pela Operação Lava Jato, foi carregada por manifestantes com os dizeres em inglês: “We all are Sergio Moro”, ou seja, Somos Todos Sergio Moro.

Salvador - Manifestação em Salvador contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Sayonara Moreno/Agência Brasil)
Salvador
Recife - Manifestação no Recife contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Sumaia Villela/Agência Brasil)
Recife

A dona de casa Elvira Moraes, 63 anos, desaprovou o discurso. “Não sou de direita e não me sinto representada por este senhor. E ainda fica xingando a presidenta. Acho feio. O ato é pela democracia e honestidade e é por isso que estou aqui”, opinou Elvira.

Vindo de Nova Iguaçu, o administrador José Maria Sousa, de 52 anos, disse que saiu de casa cedo. “Programamos com antecedência, há mais de um mês. Estar aqui é importante, porque acredito que nossa indignação pode pressionar o governo e as autoridades a acabarem com essa sujeira que tem assolado a política deste país.”

O movimento organiza passeatas em outras cidades do estado, com Angra dos reis, Búzios e Cabo Frio, na região dos Lagos, Niterói, na região metropolitana, Nova Friburgo e Petrópolis, na região Serrana.

No Recife, a manifestação ocorre neste momento ainda, na orla da Praia de Boa Viagem e, em Salvador, no Farol da Barra. Dois atos contra o governo Dilma foram programados para Belo Horizonte. De manhã, os manifestantes reuniram-se na Praça da Liberdade e, à tarde, haverá outro na Praça da Estação.

Em Manaus, no Amazonas, a manifestação contra o governo e contra a corrupção está marcada para as 16h na orla da praia da Ponta Negra. Uma carreata em direção ao local deve sair às 15h da Rua Kako Caminha, no cruzamento com a Avenida Constantino Nery, segundo um dos organizadores do protesto, Kléber Romão, coordenador estadual do Movimento Brasil Livre.  De acordo com a Polícia Militar do Amazonas, mais de 400 homens, 12 viaturas e 48 motocicletas vão reforçar o policiamento no local onde a manifestação vai se concentrar.

Apoio

No Rio de Janeiro, uma manifestação em apoio ao governo e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcada para as 10h deste domingo, no Parque Madureira, na zona norte do Rio, acabou sendo desmarcada em função do mau tempo, segundo integrantes da Central Única dos Trabalhadores. O ato foi remarcado para as 14h, quando deve ser feita uma panfletagem. Na tarde de hoje, outra manifestação pró-Dilma está prevista para a Praça São Salvador, na zona sul da cidade.

O aposentado e ativista Antônio Carlos da Silva, de 72 anos, foi ao Parque Madureira para participar da manifestação em apoio ao governo. Ele afirma que há questões a serem corrigidas na gestão de Dilma Rousseff, mas disse que devem ser corrigidas pelo povo. “E o Lula não ajudou só o trabalhador. Os empresários ganharam muito dinheiro no governo dele”, defendeu o aposentado.

Marcado para 15h30, ato na Paulista já reúne manifestantes

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São Paulo – Apesar de estar agendado para as 15h30, o ato contra a presidente Dilma Rousseff na Avenida Paulista registra grande concentração de manifestantes, muitos vestidos de verde e amarelo, desde o início da tarde deste domingo (13). A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) distribui balões em apoio ao ato e contra o aumento de impostos.

A assessoria de Comunicação Social da PM informou, questionada pelo Broadcast, que, a piori, não divulgará informações sobre o número de participantes na manifestação na capital paulista.

O quarteirão onde fica o Museu de Arte de São Paulo (Masp) estava todo tomado. O público chegava principalmente pelas estações de metrô.

No começo desta tarde, na Marginal Tietê, caminhoneiros se deslocavam no sentido Castelo Branco, fazendo buzinaço contra o governo de Dilma, repetindo ato feito em manifestações anteriores. Não há informações, conforme a Polícia Militar local, sobre o trajeto e o número de participantes do ato.

Exame

Recordista na redação do Enem não poderá cursar Medicina no RN

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou na terça-feira (8) a pontuação obtida pelos alunos que ainda não concluíram o ensino médio, os chamados ‘treineiros’ no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015. A medida, estratégia adotada pelo MEC, permite que apenas alunos da terceira série do ensino médio tenham acesso ao ensino superior. O potiguar Frederico Andrade Monteiro Filho, de 17 anos, está entre os que só descobriram agora a colocação no Enem. Ele é um dos 105 alunos de todo o país que tiraram nota máxima na redação, mas mesmo recorrendo à Justiça, não conquistou a vaga.

Frederico estuda no Over Colégio e Curso, em Natal. Quando fez o Enem 2015 cursava a segunda série. Ele comenta que foi com tristeza que recebeu a notícia de que não poderia usar a nota para conquistar a tão sonhada vaga no curso de Medicina da UFRN. “Pra mim foi uma situação super triste. Passei anos estudando muito, me dedicando ao máximo. E, por causa dessa medida do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira),pessoas que tinham capacidade para cursar uma universidade não conseguiram”, lamentou.

Quando soube que sua nota só seria divulgada quase dois meses depois, Frederico Andrade deu entrada em um processo na Justiça para tentar garantir o direito de ver a sua pontuação antes do prazo. O estudante diz ter conseguido reunir todos os documentos necessários que atestavam sua maturidade para cursar uma universidade e sua competência acadêmica para ser merecedor de uma cadeira no curso de Medicina.

Além da redação, Frederico teve uma pontuação excelente nas demais provas do Enem. “Se minha nota tivesse sido liberada junto com a dos demais candidatos, eu teria ficado entre os primeiros lugares de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte”, afirma. “Pela correção que fiz dos meus gabaritos, sabia que tinha conseguido uma nota muito boa. As possibilidades eram grandes de eu passar. Entrei com um processo para ver a nota e depois abriria um novo processo para tentar poder usar a nota. Mas já não consegui no primeiro. Mostrei minhas notas, minhas boas colocações em olimpíadas que participei, mas o processou caiu”, acrescentou.

Para o estudante, a medida de não permitir que ´treineiros’ usem o Enem como porta de entrada para uma universidade é arbitrária. “O embasamento é muito fraco. Alegar questão de maturidade é arbitrário. Maturidade é muito relativo. E pela minha idade, já era pra estar no Pré. Então, isso já acaba com o argumento deles de que eu não tenho maturidade. Até porque, isso depende muito da cabeça da pessoa. Eu consegui mostrar que eu tenho maturidade. Se eu me consultar com um psicólogo e ele disser que eu tenho capacidade e maturidade para cursar Medicina, quem são eles pra dizer que não tenho?”, questionou.

Sem querer desistir do sonho de ser um Médico, Frederico Andrade agora se dedica a tentar ingressar em uma universidade fora do país. “Está sendo super desgastante esse processo todo, mas quero muito entrar em Medicina. Depois disso, mudei minha meta. Quero ir pra fora do país. Estou estudando novamente o conteúdo do Enem porque vou fazer a prova de novo esse ano e usar a nota para tentar entrar em uma universidade lá fora”, afirmou.

Em presídio do RN, mulher esconde celulares em escovões

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Três escovões de madeira, daqueles comumente usados para lavar roupas, foram apreendidos na manhã deste sábado (12) durante uma revista na Penitenciária Estadual Desembargador Francisco Pereira da Nóbrega, o Pereirão, em Caicó, cidade da região Seridó do Rio Grande do Norte. É que no meio das escovas, levadas para o presídio pela mulher de um detento, os agentes penitenciários descobriram três aparelhos celulares. A mulher foi levada para a delegacia da cidade.

Em contato com o G1, o agente penitenciário Ednaldo Cândido, vice-diretor da unidade, contou que a mulher foi autuada em flagrante por tentar entrar no presídio com objetos proibidos. Em seguida, após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), ela foi liberada. “Realmente ela foi muito engenhosa, mas nossos agentes são especialistas em revistas”, ressaltou.

Criatividade
No Rio Grande do Norte, agentes penitenciários já encontraram drogas, telefones e assessórios para aparelhos celulares escondidos nos lugares mais inusitados. Muitos dos casos foram noticiados pelo G1. Há registros de entorpecentes e telefones escondidos como recheios de maçãs e pedaços de carne assada, em sacos de biscoito, pacotes de cuscuz, bisnagas de pomada para coceira, cascas de ovos, colchões, bíblias, bananas,sandálias de borracha, tubos de pasta de dente, prendedores de cabelo, vasilhas de arroz,bolachas e até dentro de aparelhos de televisão, sem falar em inúmeros casos nos quais mulheres foram presas ao tentarem entrar com objetos proibidos escondidos nas partes íntimas.

 

Do G1

PF encontra cofre de Lula com crucifixo surrupiado do Planalto

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A Polícia Federal encontrou uma sala-cofre em uma agência do Banco do Brasil, em São Paulo, que guarda bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O acervo está guardado em 23 caixas lacradas desde janeiro de 2011 – mês em que o petista deixou a presidência.

No total, são 133 itens, incluindo joias e obras de arte que o ex-presidente recebeu de outros governantes enquanto estava no cargo. A descoberta foi comunicada pela PF ao juiz federal Sergio Moro em relatório que inclui fotos do local e de algumas peças.

Entre os itens encontrados no cofre está um crucifixo barroco. Segundo a coluna Radar, a obra esculpida por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, desapareceu do Planalto depois da mudança de Lula. O cofre localizado no Banco do Brasil da Rua Líbero Badaró foi encontrado casualmente pela PF.

Durante buscas na residência de Lula, em São Bernardo do Campo, em 4 de março, dia em que o petista foi conduzido coercitivamente pela PF para depor na Lava Jato, os agentes encontraram um documento que fazia referência ao cofre.

Ao encontrar a pista, a PF pediu a Moro autorização para estender a busca para o Banco do Brasil, e o juiz consentiu. “Foram encontradas nas caixas de papelão, de modo geral, peças decorativas, espadas, adagas, moedas, canetas e condecorações”, diz o relatório da PF, subscrito pelo delegado Ivan Ziolkowski, que ilustrou o documento com fotos de peças do acervo.

O relatório informa que “as caixas foram depositadas no dia 21 de janeiro de 2011 e foi informado que pertenciam à Presidência da República. Durante todo esse período o material não foi movimentado ou alterado. Relatou ainda que não há custo de armazenagem para o responsável pelo material”.

Fonte:Veja

Venda de veículos usados cai 5% no ano; a de seminovos sobe 24%

Venda de carros usados caiu no 1º bimestre de 2016 (Foto: TV Globo)
Venda de carros usados caiu no 1º bimestre de 2016 (Foto: TV Globo)

A venda de veículos usados também começou o ano em queda: no 1º bimestre, foram negociados 1,46 milhão de autóveis, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus,  segundo a federação dos concessionários, a Fenabrave. O volume é 5,35% menor que o de janeiro e fevereiro de 2015, quando 1,54 milhão foram vendidos.

O recuo, no entanto, é bem menor que o do sem placamentos de veículos novos, que caíram 31,3% no ano, somando 392 mil unidades em janeiro e fevereiro.

De acordo com a entidade, 9 usados são negociados a cada 4 carros novos comercializados. O que a Fenabrave considera normal é a proporção de 3 para 1.

Todas as “faixas etárias” de usados tiveram menos vendas neste início de ano, na comparação com dados de 2015, exceto a dos seminovos, como são chamados os veículos que têm até 3 anos de uso, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).

Juíza decreta segredo na ação que pede prisão de Lula

Luiz Inácio Lula da Silva: a ex-primeira dama Marisa Letícia, e um dos filhos do ex-presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, também são investigados
Luiz Inácio Lula da Silva: a ex-primeira dama Marisa Letícia, e um dos filhos do ex-presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, também são investigados

A juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4ª Vara Criminal da Capital, decretou segredo de Justiça do processo em que o ex-presidente Lula é acusado por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no caso tríplex – apartamento no Guarujá que, segundo a Promotoria criminal de São Paulo, pertence ao petista.

“Trata-se de processo de elevada repercussão social, em que há acusações contra o ex-Presidente da República e requerimento de medidas cautelares sérias”, alegou a magistrada.

A denúncia contra Lula foi apresentada na quarta-feira, 9. Os promotores de Justiça acusam 16 investigados por irregularidades em empreendimentos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop).

A ex-primeira dama Marisa Letícia, o filho mais velho do casal, Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, e o ex-tesoureiro do PT João Vacari Neto estão entre os denunciados.

A juíza avisa que sua decisão sobre recebimento ou não da denúncia e sobre o pedido de prisão do ex-presidente pode demorar.

“Neste momento saliento que o processo apresentado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo possui 36 volumes, ainda não findo o processo de digitalização, e já existem habilitações de procuradores de alguns denunciados, e para a análise da viabilidade da acusação, bem como dos pedidos cautelares formulados, necessária a detida apreciação de todo o material apresentado, o que demandará algum tempo”.

Exame

Em protesto por segurança, rodoviários param ônibus em Natal

Rodoviários também pararam ônibus ao longo da Avenida Bernardo Vieira (Foto: Erika Zuza/ Inter TV Cabugi)
Rodoviários também pararam ônibus ao longo da Avenida Bernardo Vieira (Foto: Erika Zuza/ Inter TV Cabugi)

G1– Trabalhadores do setor de transporte público paralisaram as atividades na tarde desta sexta-feira (11) em Natal. De acordo com informações o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro), Júnior Rodoviário, a paralisação foi encerrada por volta das 17h45. A paralisação durou cerca de duas horas.

Em nota emitida nesta quinta-feira (10), o sindicato já havia indicado a possibilidade de paralisação nesta sexta. De acordo com a assessoria de comunicação do Sintro, a parada é uma forma de protesto contra a onda de assaltos em Natal. Segundo o Sintro, a paralisação deve durar duas horas. A paralisação começou por volta das 15h40.

Ainda de acordo com informações do Sintro, as paralisações ocorreram em cinco pontos da cidade: no Viaduto do Baldo, em Cidade Alta; na Avenida Bernardo Vieira, em Lagoa Nova; próximo ao Teatro Alberto Maranhão, na Redinha; e nos terminais das empresas Guanabara e Conceição, na Redinha e em Felipe Camarão, respectivamente.

A paralisação dos ônibus acabou causando transtornos a diversos populares. É o caso da designer Danielle Irineu. “TIve que cancelar uma reunião, uma sessão de fotos e voltei de carona do trabalho. Quem tem carro está dando carona aos demais”, disse.

De acordo com a auxiliar em saúde bucal Elaine Katiuscia, no entanto, o aviso prévio da paralisação preveniu maiores transtornos. “Eu estava participando de um curso de atualização em um hotel na Via Costeira. No entanto, como havia o indicativo de que poderia ocorrer esta paralisação, a organização teve que adiantar o conteúdo pela parte da manhã e cancelou as aulas da tarde”, explicou.

Dilma afirma que não renuncia ao mandato

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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (11) durante entrevista coletiva convocada pela assessoria do Palácio do Planalto que não renunciará ao mandato.

Na última quarta-feira (9), o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, principal partido de oposição, sugeriu a renúncia da presidente como saída para as crises política e econômica.

“Eu acredito que não é absolutamente correto por parte de nenhum líder da oposição pedir a renúncia de um cargo de presidente legitimamente eleito pelo povo, sem dar elementos comprovatórios de que eu tenha, de alguma forma, ferido qualquer inciso da Constituição ou qualquer previsão que haja na Constituição para meu impeachment”, declarou.

Segundo a presidente, “a renúncia é um ato voluntário. Aqueles que querem a renúncia estão reconhecendo que não há uma base real para pedir a minha saída desse cargo. Portanto, por interesses políticos de quem quer que seja, por definições de quem quer que seja, eu não sairei desse cargo sem que haja motivo para tal”.

Na última quarta, em pronunciamento na tribuna do Senado, Aécio Neves, derrotado por Dilma no segundo turno da eleição presidencial de 2014, propôs que, “num gesto magnânimo, num gesto generoso para com o país, a presidente da República, compreendendo que perdeu as condições mínimas de governar, permita que, com a sua renúncia, o Brasil inicie uma nova etapa na sua história”.

Impeachment
A presidente afirmou que não há base para a tentativa de removê-la da Presidência por meio de umprocesso de impeachment, que tramita na Câmara dos Deputados.

“Solicitar a minha renúncia é reconhecer que não existe base para impeachment. Ou então tentem o impeachment, e nós vamos disputar isso, nós vamos discutir com a sociedade, com o país inteiro por que querem tirar um presidente legitimamente eleito. Não há base para qualquer ato contra a minha pessoa”, declarou.

Resignação
Indagada sobre se estaria “resignada” diante de um eventual afastamento da Presidência, Dilma afirmou que não é do seu perfil estar resignada frente a dificuldades.

“Eu não estou resignada diante de nada. Não tenho esta postura diante da vida”, disse. “Tem dó, esta história de resignação não é comigo, não”, complementou.

Do G1