Outro efeito colateral da vacina AstraZeneca é investigado

Gestantes mostram dúvidas sobre vacina do H1N1 — Foto: Reprodução/ TV Diário
Gestantes mostram dúvidas sobre vacina do H1N1 — Foto: Reprodução/ TV Diário

A vacina da farmacêutica AstraZeneca continua na mira das autoridades de saúde depois que outro efeito colateral foi detectado em pessoas imunizadas com sua dose contra a Covid-19.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) confirmou que estão investigando vários casos raros de pessoas que apresentam a síndrome de Guillain Barré, uma doença neurodegenerativa rara, após a aplicação da vacina.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou em nota nesta terça-feira (11) que a recomendação para suspender a aplicação da vacina AstraZeneca contra Covid-19 em grávidas foi feita pelo órgão após a notificação da morte suspeita de uma gestante de 35 anos.

“Foi notificada à Anvisa, na última sexta (07 de maio de 2021), pelo próprio fabricante da vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, a Fiocruz, a suspeita de evento adverso grave de acidente vascular cerebral hemorrágico com plaquetopenia ocorrido em gestante e óbito fetal”, informou a Anvisa.

A gestante morreu em 10 de maio e o caso ainda é investigado. Segundo a Anvisa, o “evento adverso grave de acidente vascular cerebral hemorrágico foi avaliado como possivelmente relacionado ao uso da vacina administrada na gestante”.

Com a suspensão da aplicação da AstraZeneca em grávidas e puérperas em Mato Grosso do Sul, por orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alguns municípios vão vacinar este público a partir desta quarta-feira (12) com doses da Pfizer, que chegaram ao estado na terça-feira (11).

Campo Grande, que já vinham vacinando as ‘mãezinhas’ com a Pfizer, segue com o processo de imunização deste público, mas somente em alguns pontos específicos. Ponta Porã, no sul do estado, vai vacinar à tarde, no Centro de Convenções.

G1 e Istoedinheiro