No Dia da Amazônia Azul, Marinha troca celebrações por combate ao óleo no litoral

Marinha busca por óleo em estuários e no mar de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

Em 2019, o Dia Nacional da Amazônia Azul é celebrado neste domingo (16). Anualmente, desde 2015, a Marinha do Brasil realiza uma comemoração para lembrar da importância do mar brasileiro. Neste ano, porém, diante do desastre ambiental causado pelas manchas de óleo no litoral, os esforços são concentrados no combate à substância, em uma ação chamada “Operação Amazônia Azul, Mar limpo é Vida!”.

A Amazônia Azul é uma zona econômica marítima exclusiva do Brasil. O país tem o direito de explorar cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados de oceano, o que equivale a, aproximadamente, metade da massa continental brasileira.

Essa área passou a ser chamada de Amazônia Azul justamente para indicar à sociedade a importância dessa faixa do oceano, já que é dela que saem cerca de 85% do petróleo, 75% do gás natural e 45% do pescado produzido no país.

A comemoração, desta vez, será feita de uma forma diferente, de acordo com o comandante-em-chefe de Esquadra, vice-almirante José Augusto Vieira da Cunha de Menezes.

“É uma comemoração junto com a sociedade brasileira, outros órgãos, outras forças armadas e voluntários. Ao longo da costa Norte e Nordeste do país, do [município do] Oiapoque (AM) ao Norte do Espírito Santo, nós estamos irmanados com a população para nos contrapormos ao crime ambiental da poluição por óleo”, disse ele.

Cunha também destaca a relevância da Amazônia Azul.

“É de onde tiramos praticamente todo o nosso petróleo, o gás natural, metade do nosso pescado vem desse mar e as indústrias de lazer e turismo provêm da Amazônia Azul. Nosso transporte marítimo, tudo o que importamos e exportamos vem de lá. São 95% de itens transportados por essa área”, afirmou o vice-almirante em entrevista ao G1.

As manchas de óleo, que já atingem o litoral de dez estados brasileiros, começaram a aparecer no final de agosto. Das 111 cidades afetadas, 107 estão nos nove estados nordestinos, e quatro no Espírito Santo. Segundo órgãos federais, a substância é a mesma em todos os locais: petróleo cru. O fenômeno tem afetado a vida de animais marinhos e causado impactos nas cidades litorâneas.

De acordo com o balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na quarta-feira (13), chegou a 527 o número de locais afetados.

Fonte: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2

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