Investigação de chacina que vitimou cinco mulheres no RN tem reviravolta

Patrícia Regina Nunes (dona do estabelecimento), Cássia Rayane Santiago Silva, Maria Daiane Batista e Antônia Francisca Bezerra Vicente são quatro das cinco vítimas (Foto: Divulgação/PM)
Patrícia Regina Nunes (dona do estabelecimento), Cássia Rayane Santiago Silva, Maria Daiane Batista e Antônia Francisca Bezerra Vicente são quatro das cinco vítimas (Foto: Divulgação/PM)

Pai de três filhos, Francisco de Assis mora em Macaíba, cidade da Grande Natal, onde vive com a companheira há 17 anos. Disse que está sem trabalho e que desde agosto, quando deixou a cadeia, tem vergonha de sair de casa e encarar a sociedade. “Para provar que eu não tenho nada a ver, minha esposa vendeu a casa. Vergonha”, contou.

Em depoimento à Polícia Civil de Macaíba, logo após a chacina, a irmã de Francisco disse que ele era sócio do prostíbulo. Lá, segundo a mulher, ele fornecia bebidas e cigarros para as garotas de programa. Hoje, a polícia acredita que ela mentiu. “Na minha concepção, a irmã dele criou uma história. Depois que ela prestou o depoimento, nós achamos por bem pedir a prisão temporária de Francisco. Durante esses 30 dias, nós não encontramos nenhum elemento que viesse a colocar ele na cena da chacina”, disse o delegado Normando Feitosa.

Para a defesa de Francisco, o pedido de prisão temporária na época do crime foi precoce porque não havia elementos suficientes para incriminá-lo. “Demandaria um pouco mais de apuração de indícios para a decretação da prisão temporária. Se esses indícios tivessem sido suficientes para o requerimento da prisão, mas que ela durou além do prazo razoável porque não houve evolução e confirmação daqueles fatos no continuar das investigações”, disse o advogado Arsênio Pimentel.

Normando não concorda que tenha agido de forma precipitada. “Não houve precipitação, porque diante daquela situação, se eu deixasse de pedir a temporária ou qualquer medida cautelar, eu estaria em uma situação delicada”, rebateu o delegado.

Agora, nem a polícia nem a família sabem o paradeiro da mulher, que pode responder judicialmente pelo que fez. “Falso testemunho. Se for comprovado que ela inventou toda a situação, acusando seu irmão indevidamente, ela vai pagar pelo que fez”, afirmou Normando Feitosa.

Do G1