Hermano fala sobre desempenho dos setores de comércio e serviços do RN

Crédito da foto: João Gilberto  

 

O deputado Hermano Morais (PMDB) externou nesta quinta-feira (18), em sessão plenária na Assembleia Legislativa, a sua preocupação com o mercado financeiro do Rio Grande do Norte. De acordo com o parlamentar, os setores de comércio e serviços estão ameaçados pela crise econômica.

“Dados do IBGE apontam em 2015 uma queda de 5,9% nas vendas do varejo potiguar. Segundo a Federação do Comércio, essa queda representa uma perda com reflexo na arrecadação do Estado de mais de R$ 1 bilhão”, disse Hermano.

O deputado explicou que a perda se deu principalmente na venda de móveis, eletrodomésticos e produtos alimentícios. Segundo ele, houve uma queda de 14% no mês de dezembro de 2015 em relação ao ano de 2014. “Isso em uma época na qual o comércio tradicionalmente apresenta melhores resultados. Foi o pior desempenho registrado nos últimos 11 anos, demonstrando a preocupante realidade do mercado”, destacou.

Sobre o cenário atual, Hermano repercutiu as previsões do economista e superintende do IBGE, Aldemir Freire, que indicam que as quedas devem continuar acontecendo em 2016. “Na melhor das hipóteses, vamos ficar no mesmo patamar que em 2015, podendo ser ainda pior”, falou.

Durante o pronunciamento, o deputado reforçou o papel do turismo como alternativa para aquecer a economia potiguar. “O setor tem conseguido manter os empregos diretos e indiretos, além de movimentar o comércio com recursos que vêm de fora”, destacou Hermano enaltecendo o trabalho desempenhado pelo setor turístico.

O aumento do desemprego também foi abordado pelo parlamentar durante a sessão. Segundo Hermano, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) registrou no último ano a perda de 12.298 postos de trabalho. “No comércio foram 2.237 empregos a menos, enquanto que a perda no setor de serviços foi de 529”, observou.

Por fim, Hermano disse que a realidade econômica do país depende de maiores ações do Poder Público. “Reverbero essa preocupação pedindo por mudanças, ações e criatividade por parte dos Governos Federal e Estadual para minimizar essa crise que atinge o país e o Rio Grande do Norte”, concluiu.

 
Assessoria