Fora de risco, reféns esfaqueadas em Natal passam por cirurgias; agressor foi morto pela polícia

Polícia foi acionada para negociar com homem, que fez duas mulheres reféns na Zona Norte de Natal — Foto: Oscar Xavier/Inter TV Cabugi 

Familiares das duas mulheres esfaqueadas na noite desta quinta-feira (5) na Zona Norte de Natal –enquanto eram mantidas reféns por um homem inconformado com o fim de um relacionamento –atualizaram nesta manhã o estado de saúde delas. Elas passarem por cirurgias no Pronto-Socorro Clóvis Sarinho, onde permanecem internadas. Ambas estão lúcidas, conversando e não correm risco de morte. Já o agressor, foi morto pela polícia.

A mais velha, de 55 anos, fez uma cirurgia em uma das mãos e suturou alguns cortes na cabeça. Já a filha dela, que tem 18, precisou de uma plástica no rosto e também passou por um procedimento ortopédico nas mãos.

O homem que esfaqueou as vítimas foi identificado como Leandro Leocádio, de 34 anos. Ele teve um relacionamento amoroso com a irmã da mulher mais velha, mas não aceitava a separação. No final da tarde desta quinta (5), ele foi até a casa da ex-cunhada e pediu um copo d’água. Quando a porta foi aberta, ele a rendeu.

Armado com um facão, o homem ameaçou matar a mulher e a filha dela, que também estava na residência, caso a ex-companheira não fosse ao encontro dele. Foi quando vizinhos ouviram gritos e chamaram a Polícia Militar. Com a chegada da guarnição, foi iniciada a negociação para que Leandro libertasse as duas reféns.

Segundo a Polícia Militar, foram mais de 2 horas de diálogo, até que foi necessário intervir e invadir o quarto onde o agressor mantinha mãe e filha em seu poder, pois ele já havia esfaqueado as duas. Um dos policiais entrou e atirou em Leandro.

A mãe de Leandro falou com a Inter TV Cabugi logo após saber da morte do filho. “Meu filho é um doente, ficou internado na Casa de Saúde de Natal. Meu filho tava com problemas, meu filho surtou”, disse ela.

Leandro Leocádio, que chegou a ser julgado por homicídio, foi absolvido impropriamente, que é quando o réu é considerado inimputável, já que ficou constatado durante o processo que ele apresentava problemas mentais. Por esta razão, chegou a ser encaminhado para internação e tratamento médico.

Fonte: https://g1.globo.com