Em Natal, casa de recepções anuncia fechamento após denúncias de suposto calote

Clientes cancelaram eventos após suspeita de golpe em casa de eventos em Natal (Foto: Kleber Teixeira/G1)

A empresa administradora da casa de eventos Glamour Recepções, na zona Leste de Natal, anunciou o encerramento das suas atividades nesta segunda-feira (3). Em nota oficial publicada em sua página em uma rede social, a DMP de Santana, locatária do espaço, afirmou que o fechamento foi provacado por uma série de boatos que culminou em cancelamentos de muitas festas.

Na semana passada, clientes fizeram um protesto contra um suposto calote. Denúncias foram feitas à Polícia Civil. Eles informavam que as empresas que deveriam ser contratadas pela recepção para prestar serviços nos eventos não haviam recebido pagamento. Outros diziam que tinham cancelado suas festas, mas não receberam o dinheiro de volta.

Esses clientes pagaram entre R$ 20 mil e R$ 40 mil por festas de casamento e de 15 anos, por exemplo. Também há turmas de formandos entre eles.

A maior preocupação da secretária Tatiana Silva é receber de volta os R$ 6 mil que pagou como entrada pela festa de aniversário da filha, marcada para setembro de 2018. Ao ouvir falar de suposta quebra de contrato com vários clientes, ela resolveu cancelar o evento que faria no local. “A gente tenta falar com os responsáveis, mas não consegue, não atendem ligação, não respondem mensagem”, disse.

Segundo a empresa, a partir desta terça-feira (4), os clientes serão atendidos pelos seus advogados para negociar o pagamento dos valores devidos. Os contatos dos escritórios foram repassados aos clientes. A prioridade será dada àqueles que tinham evento marcado para as datas mais próximas, segundo a recepção.

Para a empresa, “os inúmeros boatos criados desde o início do presente ano de que a empresa não realizaria as festas contratadas” resultaram na perda de mercado e de receita. Houve, ainda de acordo com os empresários, “crescente e desproporcional número de cancelamentos, ocasionando, consequentemente, o acúmulo de vultosos prejuízos, hoje, infelizmente superiores à possibilidade de funcionamento e cumprimento dos contratos”, ressaltou a nota.

Do G1RN