Category: Política

Manifestação ‘Fora Bolsonaro’ na avenida Paulista é um verdadeiro fiasco em presença de público

Fotos: reprodução/Instagram: @janainacpaschoal

Sob o mote “Fora Bolsonaro” manifestações organizadas pelo MBL acontecem em algumas capitais do país neste domingo (12). Na avenida Paulista, local que constuma servir como referência para comparar a dimensão dos protestos, os manifestantes começaram a se concentrar nas imediações do Museu de Arte de São Paulo (Masp) ainda no fim da manhã.

Às 14h10, minutos após o horário previsto para o início da manifestação, este era o cenário na avenida Paulista. Os manifestantes se dividiam em pequenos grupos, bastante dispersos, portando bandeiras e faixas contrárias ao governo, nas imediações do Masp e do prédio da Fiesp.

As imagens foram divulgadas pela deputada estadual de São Paulo Janaina Paschoal em seu perfil no Instagram. Na publicação, a parlamentar escreve: “Vamos ver que números serão divulgados!”

BG

Com baixa adesão, manifestantes pedem impeachment de Bolsonaro no DF

Foto: Arthur Menescal/Especial Metrópoles

Manifestantes contrários ao governo federal se reúnem neste domingo (12/9) na Esplanada dos Ministérios e cobram o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Até às 14h45, o movimento ainda tinha baixa adesão de participantes.

O ato é iniciativa do Movimento Brasil Livre (MBL), mas também une partidos de esquerda. “Nem Bolsonaro, Nem Lula”, que seria o mote inicial, foi substituído por “Fora Bolsonaro” na tentativa de ampliar o público da manifestação.

Os participantes vieram vestidos de branco, trazendo cartazes com dizeres contra o atual presidente da República. Um carro de som também compôs o movimento, tocando Jingles de oposição a Bolsonaro.

Metrópoles/BG

Rodrigo Pacheco: ‘Carta à Nação é uma sinalização positiva’

Foto da Internet

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse neste domingo (12) que viu a ‘Declaração à Nação’, assinada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e elaborada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), como uma “sinalização muito positiva”. “Guardo expectativa e confiança de que ela se perpetue como uma tônica das relações entre os Poderes a partir de agora, porque isso é fundamental ao país”, afirmou.

A declaração foi feita durante homenagem a Juscelino Kubistchek no Memorial JK, em Brasília. Após convocar população para as ruas no último dia 7, e discursar afirmando que não iria mais cumprir decisão judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Bolsonaro se viu em meio a discussões sobre crime de responsabilidade e até pedidos de impeachment. Partidos de centro começaram a debater o assunto no Congresso.

A tensão entre os Poderes ficou ainda pior, com declarações dos presidentes do STF, Luiz Fux, do Senado e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Bolsonaro, então, teve que recuar, e quem veio em seu socorro foi o ex-presidente Temer, responsável pela indicação de Moraes ao STF. Na ‘Declaração à Nação’, Bolsonaro disse que nunca teve intenção de agredir os outros poderes e que sua palavras, “por vezes contundentes, decorreram do calor do momento”.

“O conteúdo da carta vai ao encontro do que pensamos do Brasil, que Poderes se respeitem e da lógica de cumprimento da Constituição, de observância ao bem comum. A vida do país passa por momento de crise, na iminência de inflação, fome, miséria, crise energética, crise hídrica que recomendam que se coloque à mesa qual o planejamento que temos para enfrentar esses problemas. Acredito na união nacional no que interessa ao povo brasileiro”, disse Pacheco neste domingo, ao lado do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB)

Sobre as manifestações da última semana e deste domingo, o presidente do Senado afirmou que “todas são bem-vindas e precisam ser respeitadas”.

R7 / BG

Extrema pobreza cresce 29% no RN; número chega a 600 mil pessoas

Foto copiada do BG

Cerca de 600 mil pessoas vivem em extrema pobreza no Rio Grande do Norte, isto é, 17% da população do Estado, de acordo com um estudo do economista Daniel Duque, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Entre o primeiro trimestre de 2019 e janeiro de 2021, o índice da extrema pobreza passou de 13,1% para 17%, um crescimento de 3,9 pontos percentuais, o que significa um aumento de 29,7%. Foi o 6º maior crescimento entre os estados do Brasil, atrás de estados como Roraima (8,7 pontos percentuais); Ceará (4,4 pontos percentuais); e Pernambuco (4,4 pontos percentuais). A pesquisa da FGV traduz em números uma percepção cada vez mais presente nos centros urbanos do RN: pessoas pedindo dinheiro e comida em sinais de trânsito, ruas e supermercados.

Em relação à pobreza, o Rio Grande do Norte chegou a 40,7% da população (o que já inclui os 17% em extrema pobreza). Nesse caso, o Estado teve o 4º maior crescimento entre os estados do Nordeste, atrás apenas de Sergipe; Paraíba; e Pernambuco. O avanço da miséria e da fome foi flagrante em todo o país, uma vez que 24 das 27 unidades federativas registraram aumento da taxa da população considerada pobre ou muito pobre.

Tribuna do Norte /BG

“Bolsonaro fez um recuo tático, ele deve novamente aumentar a retórica política ao longo desse próximo ano. Faz parte do DNA dele”. diz cientista político

Bolsonaro apela a caminhoneiros para que não parem o país - Prisma - R7 R7  Planalto
Bolsonaro e seus seguidores no dia 07 de setembro / Foto da Internet

Em entrevista à CNN, o cientista político e diretor da agência Eurasia Group Christopher Garman afirmou que a carta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi um “recuo tático”. Na declaração, ele diz que não tinha “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”.

Segundo o especialista, o chefe do Executivo tomou essa ação “vendo que nesse escalonamento ele poderia ser o maio prejudicado desse processo”.

Bolsonaro fez a declaração após a repercussão das manifestações de 7 de setembro, que, de acordo com Garman, foi “dramática”. Nelas, ele chegou a dizer que não cumpriria mais determinações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

No dia seguinte, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, declarou que qualquer chefe de Poder que descumprir decisões judiciais estará cometendo um crime de responsabilidade.

“Trégua temporária”

O cientista político também ressaltou que o comportamento próximo do conflito do presidente da República não deve mudar, mesmo com a carta. Essa é uma trégua temporária”, disse.

“Ele deve novamente aumentar a retórica política ao longo desse próximo ano. Faz parte do DNA dele, foi como ele foi eleito e é uma demanda da sua base.”

CNN

Movimentos de oposição organizam protestos contra Bolsonaro em várias capitais

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Divergências sobre o passado e interesses conflitantes em relação às eleições de 2022 são desafios para a oposição ampliar as forças pelo impeachment / Facebook/CNN

Parte da oposição vai às ruas neste domingo (12) para protestar contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Atos com o mote “Fora Bolsonaro” estão marcados para acontecer em 19 capitais do país ao longo do dia.

As manifestações são organizadas pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelos grupos Vem Pra Rua e Livres. A articulação atraiu o apoio de políticos de direita, de centro e de esquerda, mas ainda mostra uma oposição dividida.

O PT e outras legendas de esquerda não aderiram aos protestos deste domingo e organizam outras manifestações contra o governo. A direção do PT já anunciou um ato contra Bolsonaro para 2 de outubro.

A manifestação prevista para este domingo na avenida Paulista, em São Paulo, deve reunir políticos de diferentes espectros. O MBL divulgou a presença do ex-ministro Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PDT em 2018, e do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), que deixou o governo nos primeiros meses da pandemia do coronavírus.

Além de líderes do grupo, como o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), devem participar o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Simone Tebet (MDB-MS), os deputados federais Alessandro Molon (PSB-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Tabata Amaral (sem partido-SP), e ainda João Amoedo, que foi candidato a presidente pelo Novo em 2018.

A manifestação conta com o apoio de centrais sindicais como a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT). Outras, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), não participam.

As articulações em torno do protesto deste domingo e as adesões a ele começaram em paralelo à organização das manifestações de 7 de setembro a favor de Bolsonaro.

Depois da última terça, quando o presidente prometeu descumprir decisões judiciais do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o movimento da oposição a Bolsonaro pareceu ficar mais robusto. O PSDB, por exemplo, decidiu se opor ao governo.

Mas as oposições não têm um acordo para um calendário único de protestos. A divisão é alimentada por ressentimentos do passado, como as divergências em torno do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e pelas diferentes perspectivas dos partidos em relação às eleições de 2022.

A mobilização em torno das manifestações deste domingo também foi ofuscada pelo movimento da última quinta-feira (9) do presidente Bolsonaro, que publicou uma carta em que disse não ter tido a intenção de agredir outros poderes durante os discursos de 7 de setembro. O gesto, visto como tentativa de amenizar a crise institucional, contou com o apoio do ex-presidente Michel Temer (MDB), que colaborou na redação da carta e intermediou uma ligação telefônica entre o presidente e Moraes.

Na mesma quinta, um dia depois de o PSDB formalizar oposição ao governo, o presidente do partido, Bruno Araújo, classificou a iniciativa de Bolsonaro como positiva.

Em termos práticos, por enquanto, os movimentos de oposição também não têm uma sinalização de que podem alcançar o objetivo de conseguir a abertura de um processo de afastamento de Bolsonaro. As várias vertentes já formalizaram dezenas de pedidos de impeachment do presidente, mas nenhum foi adiante. Eles estão parados nas mãos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

CNN

Natália Bonavides: “Não há nota que desfaça a ameaça golpista e o crime cometido”

Foto da Internet

A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) voltou a levantar o discurso de “golpe” ao criticar a carta de Jair Bolsonaro para tentar apaziguar o clima entre os poderes. De acordo com ela, houve um crime praticado pelo presidente.

“Foi a complacência com essa atitude que permitiu a ameaça golpista feita por ele no dia 7. Não há nota que desfaça a ameaça golpista e o crime cometido”, disse a parlamentar ao Agora RN.

Para parlamentares de oposição, o gesto de Bolsonaro não passa de fingimento e estratégia para um novo ataque, com consequências ainda mais danosas à já fragilizada economia brasileira.

O que vocês acham dessa deputada?

BG

STF decidirá presencialmente prazo para Lira analisar pedidos de impeachment contra Bolsonaro; relatora, Carmem Lúcia é contra fixar tempo

Lira pede "basta" às ofensivas de Bolsonaro contra o STF
(crédito: Cleia Viana/Camara dos Deputados)

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta sexta-feira (10) o julgamento em plenário virtual sobre a determinação de prazo para o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), analisar pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O tema foi retirado de pauta após um pedido de destaque do ministro Ricardo Lewandowski. Com isso, o caso deverá ser analisado no plenário físico da Corte em data a ser definida pelo presidente do STF, Luiz Fux.

Em nota, o gabinete do ministro Lewandowski afirmou que ele “entende que a importância do tema demanda uma análise mais aprofundada em sessão presencial e não em julgamento virtual”.

Iniciado nesta sexta, o julgamento em plenário virtual, onde os ministros apenas depositam o voto no sistema e não debatem, já tem o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, que é contrária a fixação de prazo.

Para Cármen Lúcia, a legislação não dá prazo ao presidente da Câmara para analisar os pedidos de impeachment e, por isso, estabelecer esse prazo através do Judiciário feriria a independência dos Poderes.

Com o tema transferido para plenário, os ministro poderão debater antes da apresentação do voto. O pedido para a análise dos pedidos de impeachment por Lira em um tempo determinado foi feito pelo deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) por meio de um mandado de injunção remetido ao Supremo em abril deste ano.

CNN Brasil / BG

“Recuo” de Bolsonaro não vai mudar comportamento do STF, dizem ministros, que citam importância de ‘colocar limites’

Promotores de Brasília pedem a prisão de nove ministros do STF | Brasil |  Pleno.News
Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Divulgação/STF

O recuo do presidente Jair Bolsonaro em seus ataques ao Judiciário não vai mudar o comportamento do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a atos do governo ou de aliados considerados golpistas, antidemocráticos ou ilegais. A avaliação foi obtida pelo blog em conversas com ministros da Suprema Corte.

Em carta divulgada na quinta-feira (9), Bolsonaro voltou atrás nos ataques que fez à democracia e ao Supremo durante as manifestações antidemocráticas de 7 de setembro. Chegou a dizer que nunca teve a intenção de atacar instituições democráticas

Segundo um ministro, não faz sentido imaginar que depois de o presidente recuar o STF passaria a ter outra atuação em relação a atos de Bolsonaro e de seus seguidores. Seria, segundo esse ministro, admitir que o Supremo estaria errando, o que não é o caso.

Outro ministro destacou ao blog que o recuo do presidente mostra, inclusive, que o tribunal está cumprindo o seu papel de atuar de forma independente para colocar limites no governo Bolsonaro quando ele baixa medidas inconstitucionais e ilegais.

E que os limites foram dados também aos militantes bolsonaristas quando usam redes sociais e defendem nas ruas pautas antidemocráticas. “Esse é o papel que a população espera da Suprema Corte”, disse ele.

O blog ouviu também de um ministro que a retratação do presidente, em seus ataques ao STF, “não mudará nada” dentro do Supremo, porque o tribunal age de acordo com a Constituição.

Acrescentou ainda que não foi o STF que procurou o ex-presidente Michel Temer, responsável pela proposta de Bolsonaro divulgar uma “Declaração à nação” como um pedido de paz entre o Executivo e o Judiciário.

O documento divulgado por Bolsonaro foi elaborado por Temer, que veio a Brasília trazido em avião do governo federal.

Ministros do STF dizem que todos os 10 pontos citados na nota mostram um “evidente e declarado recuo” de Bolsonaro, porque a atitude do presidente estavam exatamente na direção contrária.

Por sinal, ministros esperam que, desta vez, o presidente não “recue do seu recuo”, como já fez em outras oportunidades.

Apesar dessa expectativa, a avaliação dentro do Supremo é que o presidente, assim que o clima ficar mais calmo e ele conseguir aprovar suas medidas no Congresso Nacional, voltará aos ataques. “Se é que isso não acontecerá bem antes”, acrescentou um ministro do STF.

Blog do Valdo Cruz – G1 via BG

Debate em audiência pública aponta caminhos para ações em defesa da juventude rural

Os depoimentos de representantes de várias entidades ligadas às questões da Juventude do Rio Grande do Norte, notadamente da área rural, na Audiência Pública realizada na manhã desta sexta-feira (10), pelo Sistema de Deliberação Remota da Assembleia Legislativa vão traçar os caminhos para novas ações voltadas para o segmento.  Essa foi a conclusão que ficou evidenciada após os depoimentos de 10 debatedores, convidados pelo deputado Francisco do PT, propositor da audiência.

“O resultado desse debate aponta caminhos para que o diálogo seja aprofundado com a juventude nos mais diversos segmentos. A partir desse debate vão ser intensificadas ações que possam atender as demandas da nossa juventude do campo, na sucessão rural, políticas públicas, educação e trabalho. Sem uma sucessão garantida no campo, não vamos ter que produza os nossos alimentos”, registrou o deputado Francisco do PT.

A perspectiva de retorno às aulas precisa ser discutida a partir da saída de casa do estudante, o ônibus que ele vai utilizar, a informação sobre quantos alunos estão vacinados, como está a sala de aula. Esse foi um dos questionamentos dos debatedores.

Também foi levantado que muitos estudantes estão sem acesso à educação, à cultura e ao trabalho, porque não há incentivo do Governo Federal.  O acesso da juventude rural às tecnologias se agravou bastante desde o início da pandemia da Covid-19.

Além disso foi abordado o fechamento das escolas e a sucessão rural, com a necessidade de políticas públicas que garantam a manutenção da juventude no campo.

Participaram do debate Stefany Kovalski (UNE), Roberth Góis (UBES), Yadson Magalhães (União Estadual dos Estudantes), Silmara Rodrigue (FETARN), Dannyele Rosana (Sinte-RN), Fernando Ferreira (Rede Juventude Seridó), Francisco Marcos (PJR). Madson Ranier (Vereador de Currais Novos), Gabriela Leopoldo e Gabriel Medeiros (Subsecretário da Juventude).

Eudiane Macedo requer implantação da Semana da Mulher Potiguar no RN

A deputada Eudiane Macedo (Republicanos) apresentou requerimento na Assembleia Legislativa, direcionado ao Governo do Estado, solicitando que seja incluído no Calendário Oficial do  Estado  do  Rio  Grande  do  Norte  a “Semana da Mulher Potiguar”, a realizar-se todos os anos na semana que recair o dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher.

“A  semana  será  dedicada  ao  desenvolvimento  de  ações  educativas acerca da situação da mulher em nossa sociedade. Caberá ao  Poder  Executivo  implementar  essas  ações  junto  aos  órgãos públicos  e privados, sob a forma de campanhas institucionais, seminários, palestras e outras formas que julgar conveniente, objetivando sempre promover a instrumentalização de políticas públicas no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte”, explicou.

Eudiane disse ainda que uma vez instituída, na Semana da Mulher Potiguar, serão promovidos eventos e programas de cunho cultural, educativo e preventivo que desenvolvem a compreensão sobre a importância do papel da mulher na sociedade e evidencia sua contribuição na construção da nossa sociedade.

Lira elogia Bolsonaro: “Não é o momento para desarranjos institucionais”

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), elogiou a “Declaração à Nação” do presidente Jair Bolsonaro, em que o chefe do Poder Executivo afirmou que nunca teve intenção de agredir qualquer um dos Poderes da República e que palavras contundentes nos discursos do Sete de Setembro decorreram do calor do momento.

O documento foi sugerido pelo ex-presidente Michel Temer, que almoçou com Bolsonaro em Brasília. Temer também manteve contato telefônico com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Em entrevista ao jornalista José Luis Datena, da Rede Bandeirantes, Lira afirmou que o presidente Bolsonaro serenou os ânimos.

“O País é maior do que qualquer instituição ou presidente de Poder. Temos a obrigação de trabalhar em harmonia. Temos problemas, temos o resto da pandemia, o problema do desemprego, dos precatórios, que podem afetar os recursos de investimento. Não é o momento para desarranjos institucionais”, afirmou Lira.

BG

Bolsonaro aprovou a ‘Declaração à Nação’ escrita por Temer na manhã seguinte aos atos de 7 de setembro

Bolsonaro recorre a Temer e se retrata de ataques a ministros do STF
Bolsonaro recorre a Temer e se retrata de ataques a ministros do STF

Depois do golpe frustrado do dia 7 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro “acordou” da habitual insônia com ressaca cívica. Às 6h30 da manhã do dia 8, ele já estava pendurado no telefone com Michel Temer e ouviu o texto da carta de rendição. Aprovou os termos e na hora e combinou o almoço para acertarem os detalhes finais.

O leitor acha que Temer respondeu: “Ver-nos-emos logo mais”? Lógico que não. Temer é cuidadoso com quem não tem amplo repertório linguístico, como Bolsonaro, além de ser um ghostwriter caprichoso: evitou o uso de mesóclise e incluiu a expressão “esticar a corda” para deixar a carta com a cara de Bolsonaro

O texto começou a ser redigido na noite anterior por Temer com revisão do marqueteiro Elsinho Mouco.

Assim, Bolsonaro e Temer repetiram a mesma estratégia de 1999, quando Temer ajudou a salvar o mandato de Bolsonaro com a auxílio de uma carta também com um suposto arrependimento.

G1

Zé Trovão agora diz que não se entrega e desassocia Bolsonaro de caminhoneiros

Crédito: Reprodução
Bolsonarista Zé Trovão está foragido (Crédito: Reprodução)

Um dos principais líderes das manifestações em favor do presidente Jair Bolsonaro, Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, está no México. Considerado foragido da Justiça, ele, primeiro, afirmou que se entregaria às autoridades. Pouco depois, avisou que continuará em fuga e orientou bolsonaristas a “invadir Brasília”.

Com ordem de prisão expedida, Zé Trovão continua dando instruções para apoiadores de Jair Bolsonaro pelo Brasil, por meio das redes sociais. Um dos principais meios de comunicação é um canal do Telegram com mais de 24 mil seguidores.

Mais cedo, ele falou que estava cansado de fugir e que esperaria a polícia prendê-lo, em um hotel no México.

“Em alguns momentos, eu devo ser preso. Eu não vou mais fugir. Chega, eu estou cansado disso. Para quem não sabe, estou no México. A embaixada brasileira acaba de entrar em contato com o hotel que eu estou. Em alguns momentos, provavelmente a polícia vem aqui me recolher”, afirmou.

IstoÉ

CPI da Covid: contratos do Governo com duas empresas são alvos de apuração

A CPI da Covid da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte ouviu, na tarde desta quinta-feira (9), duas pessoas acerca de dois contratos do Governo do Estado para a aquisição de materiais para abaestecimento da rede de Saúde potiguar na pandemia do novo coronavírus. Foram ouvidos uma empresária da Paraíba, que teve contrato para fornecimento de EPIs ao estado, e um empresário de empresa potiguar que forneceu itens de limpeza.

Na reunião comandada pelo presidente da CPI da Covid, Kelps Lima (Solidariedade), e que teve a participação dos deputados George Soares (PL), Gustavo Carvalho (PSDB) e Francisco do PT, que é o relator da comissão, a primeira pessoa ouvida foi a empresária Thássila Karen dos Santos Bezerra, da empresa Leão Serviços, na condição de investigada. Os parlamentares fizeram questionamentos sobre o contrato firmado entre a empresa e o Estado para a compra de EPIs, como foco no fornecimento de propés, as chamadas sapatilhas, que foram entregues em especificação diferente da que havia sido contratada.

No contrato, a solicitação havia sido de sapatilhas de TNT com gramatura de 50g. No entanto, o material entregue foi de 30g. Segundo a empresária, houve o fornecimento de parte do material na especificação contratada, mas a falta de propés da especificação solicitada fez com que a empresa entrasse em contato com o Executivo para informar o problema. De acordo com ela, foi autorizada a entrega do material com especificação diferente porque, além dos preços serem idênticos naquele momento da pandemia, a Anvisa autorizava a utilização do produto.

O deputado Gustavo Carvalho e o presidente da CPI, Kelps Lima, entenderam que a informação de que sapatilhas (propés) de 50g foram entregues, mesmo não nas quantidades totais do contrato, vai de encontro ao que foi relatado por outros depoentes da CPI, que apontaram a especificação da nota fiscal como um erro de digitação. “É uma dúvida que precisaremos sanar e saber quando surgiu essa informação sobre erro de digitação, já que a própria empresa está afirmando que o material foi entregue”, disse Kelps Lima.

Já com relação ao contrato com a AC Comércio de Produtos de Limpeza, o ouvido foi o procurador da empresa José Reinaldo Coelho Peixoto. O objetivo dos parlamentares era saber qual foi o trâmite para que a empresa chegasse até o Governo do Estado para fornecer os produtos de limpeza e como ela conseguiu ser escolhida, praticando um preço bem abaixo do mercado.

De acordo com o procurador, mesmo com a empresa sendo relativamente nova, já havia por parte dos responsáveis o conhecimento da área comercial, inclusive com outros contratos da empresa com órgãos públicos e privados. Ele explicou que observou a publicação em Diário Oficial abrindo a disputa pelo serviço e, em contato com indústrias anteriormente, conseguiu negociar um preço mais baixo, baixando também a margem de lucro. Questionado sobre o motivo pelo qual o contrato não foi integralmente cumprido, o empresário explicou que o preço praticado estava inviável àquele momento, mas que o Executivo só pagou pelo que efetivamente foi entregue.

“Nosso objetivo não é inocentar nem condenar ninguém antecipadamente, por isso agradecemos a participação de todos que têm colaborado com essa CPI”, disse Kelps Lima.

Ainda na reunião, os parlamentares decidiram que duas pessoas ouvidas anteriormente como testemunhas passarão a figurar como investigadas na CPI, assim como novas informações foram solicitadas ao Poder Público para sanar dívidas deixadas com depoimentos passados.

Assessoria