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Juiz extingue ação que pedia ‘lockdown’ em Natal e no Rio Grande do Norte

Bairro Alecrim na manhã do último sábado (9) em Natal. Associação de comerciantes se posiciona contra lockdown.  — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

O juiz Luiz Alberto Dantas Filho, da 5ª vara da Fazenda Pública de Natal, extinguiu a ação que pedia a decretação de lockdown na capital potiguar e região metropolitana. O magistrado reconheceu a ilegitimidade legal do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde) para promover a ação civil pública. Com isso, não houve julgamento de mérito.

O Sindsaúde pode apelar ao Tribunal de Justiça do RN.

Na ação, o Sindsaúde apontou que o estado tem um dos piores índices de isolamento social na região Nordeste e que o lockdown seria a medida necessária para evitar a disseminação do coronavírus e, consequentemente, mais mortes. A intenção da entidade era de que o isolamento mais rígido tivesse o prazo de 15 dias e compreenderia o bloqueio total da capital potiguar e demais municípios da área metropolitana.

Contrários ao lockdown

Várias associações, federações e sindicatos se manifestaram na ação contrárias ao pedido de lockdow feito pelo Sindsaúde: Associação dos Empresários do Alecrim, Associação das Empresas dos Pólos Industriais do RN (Aspirn), Federação das Câmara de Dirigentes Lojistas do RN (FCDL RN), a Câmara de Dirigente Lojistas de Natal (CDL Natal), CDL Jovem Natal, Federação das Associações Comerciais (Facern) e Associação Comercial Empresarial do Rio Grande do Norte (ACRN), Sindicato dos Médicos e Sindicato da Indústria da Construção Civul (Sinduscon).

Apenas o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancário do Rio Grande do Norte se aliou à defesa do pleito do Sindsaúde.

G1RN

Auxílio Emergencial: governo começa a pagar a segunda parcela do benefício

Pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial começará na ...
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Começa a ser paga nesta segunda-feira (18) a segunda parcela do Auxílio Emergencial de R$ 600. Os primeiros a receber serão os beneficiários do Bolsa Família cujo NIS é terminado em 1. Na terça, serão pagos os recursos aos beneficiários do bolsa com NIS terminado em 2.

Já os trabalhadores que estão no Cadastro Único e não recebem o Bolsa Família, assim como os que se inscreveram no Auxílio Emergencial através do site ou aplicativo, começam a receber a parcela apenas na quarta-feira (20).

O calendário da segunda parcela vale apenas para quem recebeu a primeira parcela até 30 de abril. O governo não informou quando vai pagar a segunda parcela para quem receber a primeira depois desta data.

G1RN

Mais um final de semana com manifestações do povo na frente do Planalto

Evento foi transmitido ao vivo nas redes sociais — Foto: © Reuters / Adriano Machado / Direitos Reservados

Em dia ensolarado em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro saiu do Palácio da Alvorada, residência oficial, para ver a manifestação de apoio ao seu governo em frente ao Palácio do Planalto. A presença do presidente da República foi transmitida ao vivo nas redes sociais a partir das 12h20.

“É muito gratificante, honroso da minha parte, do meu ministério, receber uma manifestação de apoio nesse sentido. Isso fortalece a todos nós aqui em Brasília numa busca de conseguir meios não só para combater esse vírus que tem ceifado vidas num momento que preocupa a todos nós, bem como proporcionar dias melhores para a nossa população através das boas políticas implementadas em especial pelo Poder Legislativo e pelo Poder Executivo”, ressaltou o presidente.

Bolsonaro disse que “não existe preço para nós, políticos, ter uma manifestação espontânea dessa maneira, vinda do coração, da alma do povo brasileiro que, repito, quer acima de tudo liberdade, quer democracia, quer o respeito”.

O presidente assegurou que o país vai se recuperar da crise provocada pela Covid-19. “Nós vamos conseguir mudar o destino do Brasil, apesar dessa crise que tem afetado o mundo todo.”

Além do presidente, estiveram no evento os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), e André Mendonça (Justiça e Segurança Pública).

Por Agência Brasil 

Covid-19: Colocar pacientes nos respiradores pode matar invés de salvar

Os hospitais da Espanha ficaram esperando por respiradores confiscados temporariamente pelas autoridades turcas — Foto: Getty Images via BBC
Os hospitais da Espanha ficaram esperando por respiradores confiscados temporariamente pelas autoridades turcas — Foto: Getty Images via BBC

A insegurança a cerca do tratamento da doença causada pelo coronavírus tem se torando um verdadeiro transtornos, e tem trazido muito pânico para a população brasileira.

O problema é que a princípio a busca pelos respiradores se tornou uma maratona em todo o mundo. Todos os países tentavam comprar o produto no mercado internacional. No Brasil, empresas montadoras passaram a produzir respiradores em quantidades.

O problema é que a dispneia que ataca o paciente com o Covid pode não ser causada por pneumonia. Em alguns pacientes o que acontece é um ataque ao vasos do sistema circulatório que como uma especie de trombos em todo pulmão pode ser a causa da falta de ar. Assim também como pode está acontecendo com pessoas que tem os rins atacados.

Segundo Dr. Anthony Wong, paciente com esses trobos no pulmão tem dificuldade na troca de oxigênios, os quais colocados em respiradores serão sufocados e levado a óbito. Isso foi advertido pela Itália. 80% dos pacientes em Nova Iorque e Reino Unidos que foram intubados morreram.

Então os médicos precisam administrar os remédios como a azitromicina e a hidroxicloroquina, que estão no protocolo para evitar que pessoas com o Covid tenham que ir para os respiradores.

A ciência falhou. Agora os grandes médicos terão que usar o que sabem e o que está a seu alcance para salvar vidas.

Covid-19: Homem de 29 anos morre em Natal: ‘Ele não acreditava na doença’, diz mãe

Rafael Michelson de Souza Gonçalves morreu na noite de sexta (15) com coronavírus — Foto: Arquivo da família
Rafael Michelson de Souza Gonçalves morreu na noite de sexta (15) com coronavírus — Foto: Arquivo da família

O motorista de aplicativo Rafael Michelson de Souza Gonçalves, de 29 anos, morreu com Covid-19 em Natal. Obeso, diabético e hipertenso, ele foi internado na última quarta-feira (13) e morreu na noite de sexta (15). Familiares de Rafael contaram que ele não acreditava na doença.

Na tarde deste sábado (16), amigos foram até a casa da mãe de Rafael prestar uma homenagem. Eles levaram fotos do amigo e fizeram uma oração. “Que Deus abençoe vocês e livre vocês dessa doença maldita que tirou o meu filho de mim. Eu aconselhava muito o meu filho sobre essa doença, mas ele não acreditava. Se cuidem, se previnam, para que a mãe vocês não venha a passar pelo que eu tô passando hoje”, disse Maria do Socorro de Souza Gonçalves, mãe de Rafael.

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde Pública, o Rio Grande do Norte registrava neste sábado (16) 3.004 casos confirmados e 136 mortes por Covid-19.

Segundo a família, Rafael sentiu os primeiros sintomas no dia 8 de maio. Ele procurou a UPA do Pajuçara, foi atendido e liberado. Ele disse para a família que estava com dengue. “Ele chegou a me dizer que estava com dengue, mas eu creio que ele já sabia o que era, mas não quis me dizer”, contou a mãe.

A prima de Rafael, Alice de Souza Honorato, conta que depois dessa primeira consulta ele continuou a vida normalmente, sem se isolar. Na quarta-feira (13) ele tomou café da manhã na casa dos tios, que são do grupo de risco, e seguiu para a UPA porque estava tossindo muito. “A partir daí ele não voltou mais pra casa. Foi transferido pro Hospital Municipal de Natal e morreu depois de uma parada cardíaca”, disse Alice.

Ainda de acordo com informações da família, Rafael ofereceu resistência pra ser entubado no hospital. “Eu conversava com ele por chamada de vídeo, ele não queria deixar os médicos entubarem ele”, contou Alice. “Ele não acreditava nessa doença. Antes dele ser internado nunca usou máscara, álcool em gel, nada disso”, disse a prima.

Rafael deixou uma filha de 8 anos. A declaração de óbito confirma a causa da morte como Covid-19.

G1RN

Sorrento anuncia anticorpo contra a COVID-19 com resultado de 100% em teste in vitro

plasma coronavirus
STI-1499, um potente anticorpo anti-SARS-CoV-2, demonstrou capacidade de inibir completamente a infecção por coronavírus in vitro em estudos pré-clínicos.

A Sorrento Therapeutics anunciou que o STI-1499, um anticorpo anti-SARS-CoV-2, demonstrou ser capaz de inibir 100% do coronavírus em testes in vitro.

A Sorrento pretende gerar um coquetel de anticorpos que funcionaria como um “escudo protetor” (COVI-SHIELD) contra a infecção por coronavírus SARS-CoV-2 e permaneceria eficaz, mesmo que as mutações virais tornassem uma única terapia de anticorpo menos eficaz ao longo do tempo.

Sorrento tem examinado bilhões de anticorpos que possui em sua biblioteca proprietária de anticorpos totalmente humanos G-MAB. Até agora identificou centenas de candidatos a anticorpos que se ligam à subunidade S1 da proteína SARS-CoV-2 Spike.

Cerca de uma dúzia desses anticorpos demonstraram a capacidade de bloquear a interação da proteína S1 com a enzima conversora de angiotensina 2 humana (ACE2), o receptor usado para a entrada viral nas células humanas.

Esses anticorpos bloqueadores foram ainda testados quanto à sua capacidade de inibir a infecção pelo vírus SARS-CoV-2 em um modelo in vitro de infecção pelo vírus SARS-CoV-2.

Entre os anticorpos que mostram atividade neutralizante, um anticorpo se destacou por sua capacidade de bloquear completamente a infecção por SARS-CoV-2 de células saudáveis ​​nas experiências. O STI-1499 neutralizou completamente a infectividade do vírus em uma dose muito baixa de anticorpos, tornando-o um candidato principal para testes e desenvolvimento. Análises bioquímicas e biofísicas também indicam que o STI-1499 é um candidato potencialmente forte para um tratamento da COVID-19.

O STI-1499 provavelmente será o primeiro anticorpo no coquetel de anticorpos (COVI-SHIELD) que está desenvolvendo, como anunciado recentemente. Também é esperado que o STI-1499 seja desenvolvido como uma terapia autônoma (COVI-GUARD) devido à alta potência que ele exibiu em experimentos até o momento.

A atual unidade de fabricação de anticorpos a Sorrento, em San Diego, espera ser capaz de produzir até duzentas mil doses por mês. O objetivo da empresa é produzir até um milhão de doses, mesmo que haja risco, enquanto busca a aprovação do FDA.

A empresa também está buscando apoio governamental e parceiros farmacêuticos para aumentar a capacidade de fabricação da STI-1499, com o objetivo de fornecer dezenas de milhões de doses em um curto período para atender à grande demanda projetada.

“Nosso anticorpo STI-1499 mostra um potencial terapêutico excepcional e pode potencialmente salvar vidas após o recebimento das aprovações regulatórias necessárias. Estamos trabalhando dia e noite para concluir as etapas necessárias para que este tratamento seja aprovado e disponível ao público”, afirmou Dr. Henry Ji, Presidente e CEO da Sorrento.

As ações da empresa disparam até 240% nos EUA após o anúncio do potencial tratamento.

PFarma

Covid-19: Mundo registra mais de 4,5 milhões de casos, Brasil mais de 233 mil

O mundo hoje, 16, registrou mais de 4,5 milhões de casos de coronavírus, e o Brasil registrou mais de 233 mil. Mas segundo alguns estudiosos sobre o caso, esses números podem ser bem maiores. Há quem diga que por cada um que o sistema identifica há outros 350 que são assintomáticos, o que é totalmente possível, já que há mais de 85% da população que são assintomáticos.

Após dois meses de quarentena hospital Walfredo Gurgel confirma primeira morte de Covid

Hospital Walfredo Gurgel é especializado em traumas — Foto: Inter TV Cabugi

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior do Rio Grande do Norte, confirmou a primeira morte de um paciente com o novo coronavírus, na quarta-feira (13). Apesar de não ser uma unidade especializada em tratamento da Covid-19, o Walfredo Gurgel contabiliza ainda pelo menos 30 profissionais da saúde infectados com a doença.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), o paciente chegou ao hospital em Natal com uma hemorragia intracraniana grave decorrente de um acidente doméstico no dia 5 de maio. O homem foi submetido a uma tomografia, que apresentou um resultado de padrão “vidro fosco” indicando assim uma alteração na estrutura pulmonar.

O resultado foi considerado “sugestivo” para a Covid-19 e o paciente foi encaminhado para uma ala de isolamento do Walfredo Gurgel. Foram colhidas duas amostras para exame de detecção do novo vírus. Durante o internamento, o homem piorou e faleceu na terça-feira (12).

O exame que testou positivo para diagnóstico do novo coronavírus chegou ao hospital, na noite de quarta (13). De acordo com a direção do Hospital Walfredo Gurgel, que é referência em traumatologia no estado, dos 30 funcionários infectados com a nova doença, “alguns” já se recuperaram e retornaram às atividades.

Ainda segundo os gestores do hospital, quando um funcionário apresenta qualquer sintoma de coronavírus, ele é encaminhado para o Núcleo de Assistência à Segurança e a Saúde do Trabalhador (NASST). Em seguida o servidor é afastado por sete dias e só passará por teste após o oitavo dia de afastamento, caso esteja assintomático há 72 horas.

G1RN

Retomada da fluência dos prazos processuais no Judiciário

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A gravíssima crise mundial gerada pela pandemia implicou a tomada de providências pelas mais diferentes experiências jurídicas, as quais, além de outras medidas de urgência, determinaram, de um modo geral, com maior ou menor abrangência, a suspensão da fluência dos prazos processuais.

Assim é que, a guisa de exemplo, o Poder Judiciário da Itália1, da França2, da Alemanha3 e da Áustria4, em momento imediato ao recrudescimento do contágio, interveio para sobrestar o andamento da grande maioria dos processos, contribuindo para atender à exigência providencial de distanciamento social.

No Brasil, não foi diferente, a despeito de certa sobreposição inicial de regramentos emitidos pelos Judiciários estaduais e federal, logo, em 19 de março de 2020, o Conselho Nacional de Justiça baixou a Resolução n. 313, com o precípuo objetivo de minimizar o risco de contágio. Cumpre lembrar que o Conselho Nacional de Justiça tem a atribuição constitucional de fiscalizar e de efetivar o controle administrativo e financeiro do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, de conformidade com o parágrafo 4º do artigo 103-B da Constituição Federal. Para tanto, detém a prerrogativa de editar atos regulamentares (artigo 103-B, parágrafo 4º, inciso I).

Além de instituir o plantão extraordinário e alterar a rotina dos serviços judiciários, o ponto mais importante desse regramento encontra-se no artigo 5º, que determinou a suspensão dos prazos processuais até o último dia 30 de abril, sem qualquer distinção entre processos físicos e processos eletrônicos.

Mais recentemente, em 20 de abril de 2020, foi editada, pelo Conselho Nacional de Justiça, a Resolução n. 314, que, diante da evolução e análise dos fatos, estabeleceu nova regência atinente à fluência dos prazos processuais.

Com efeito, norteada pelo princípio constitucional da duração razoável do processo e, por via de consequência, na necessidade de assegurar condições mínimas para a continuidade da atividade jurisdicional, a aludida Resolução n. 314 determinou a retomada gradativa dos prazos processuais em busca de atender, tanto quanto possível, à demanda dos jurisdicionados.

Todavia, a fluência dos prazos, a partir do dia 4 de maio passado, restringe-se, por enquanto, aos processos que tramitam em plataforma eletrônica. Assim, a teor do artigo 2º, continuam suspensos os prazos processuais dos feitos que se desenvolvem em autos físicos (artigo 313, inciso VI, do Código de Processo Civil). Não obstante, mesmo nos processos físicos, que estarão sobrestados, continua assegurada a apreciação das matérias mínimas arroladas no artigo 4º da aludida Resolução n. 313, em especial, dos pedidos de medidas protetivas em decorrência de violência doméstica, das questões relacionadas a atos praticados contra crianças e adolescentes ou em razão do gênero.

Ademais, dúvida não há de que também nos incidentes que tramitam por meio eletrônico, ainda que o processo principal seja físico, o prazo começou a correr no dia 4 de maio passado. É o que ocorre, e. g., nos autos eletrônicos de cumprimento de sentença, originados de processo físico no qual se formou o título judicial exequendo.

Preceitua, pois, o subsequente artigo 3º, que: “Os processos judiciais e administrativos em todos os graus de jurisdição, exceto aqueles em trâmite no Supremo Tribunal Federal e no âmbito da Justiça Eleitoral, que tramitem em meio eletrônico, terão os prazos processuais retomados, sem qualquer tipo de escalonamento, a partir do dia 4 de maio de 2020, sendo vedada a designação de atos presenciais”.

É certo, portanto, que os prazos já iniciados, antes da edição da precedente Resolução n. 313, serão retomados no estado em que se encontravam no momento da suspensão, sendo restituídos por tempo igual ao que faltava para sua complementação (artigo 221 do Código de Processo Civil).

Tendo presente a realidade brasileira, merece destaque a prudência do Conselho Nacional de Justiça, ao ressalvar, em caráter excepcional, no mesmo artigo 3º, a eventual dificuldade da prática de ato processual por meio eletrônico ou virtual, por absoluta impossibilidade técnica (parágrafo 2º), que deverá ser comprovada pelo interessado.

Tal dispositivo veio complementado pela Resolução n. 318, de 7 de maio do corrente, ainda do Conselho Nacional de Justiça, que prorrogou a suspensão dos prazos de processos físicos até o dia 31 de maio.

Não obstante, essa diretriz contém duas importantes exceções. A primeira delas, contemplada no artigo 2º, dispõe que nos Estados, nos quais forem impostas medidas restritivas à circulação de pessoas – denominado lockdown -, ainda que durante a fluência dos prazos, serão eles automaticamente suspensos, nos processos “que tramitem em meios eletrônico e físico, pelo tempo que perdurarem as restrições, no âmbito da respectiva unidade federativa”. Atente-se para fato de que tal regra alude a processo físico, já pressupondo, à evidência, que o lockdown possa ocorrer, em futuro próximo, quando não mais se verificar a suspensão dos prazos em processos físicos.

Já a segunda regra de caráter excepcional, segundo o artigo 3º da Resolução n. 318, antes de ser genérica, prevê situação peculiar e, portanto, casuísta, quando, por alguma razão específica, sobrevier obstáculo que impossibilite o normal desenvolvimento das atividades judiciárias, igualmente, ficará suspenso o transcurso dos prazos processuais.

Desse modo, mesmo que não sejam efetivadas medidas restritivas ao livre exercício das atividades forenses regulares, o tribunal também pode requerer prévia e justificadamente ao Conselho Nacional de Justiça a suspensão dos prazos processuais.

O funcionamento, durante o período emergencial, segue em horário idêntico ao do expediente forense. E os tribunais devem garantir minimamente o acesso aos serviços judiciários. O atendimento presencial de partes, advogados e interessados continua interrompido e deve ser realizado remotamente pelas plataformas eletrônicas disponíveis.

Entendo, contudo, que não se deve afastar hipótese bem possível de ocorrer, no sentido de que o advogado da parte, por alguma razão específica, como, por exemplo, impossibilidade de acesso ao seu próprio escritório, ou a documentos imprescindíveis para elaborar uma contestação, ou, ainda, dificuldade operacional, de cunho pessoal, para implementar o cumprimento de determinado prazo. Diante de uma destas circunstâncias, o advogado pode muito bem se valer de preciosa regra legal, emoldurada no artigo 221 do Código de Processo Civil.

Não é preciso dizer que o juiz deverá avaliar estas situações pelo prisma da razoabilidade, mas sempre verificando se de fato a alegação procede, a evitar abuso processual por quem perdeu o prazo.

Assim procedendo, assegura-se, com efeito, igualdade de armas entre os litigantes, sobretudo quando um deles estiver sendo assistido por banca de advocacia aparelhada com todos os recursos tecnológicos possíveis, em detrimento daquele cujos interesses é patrocinado por um único advogado, que não dispõe de expertise e muitas vezes nem de meios adequados para exercer regularmente a sua atividade profissional nesta quadra de enormes dificuldades em que vivemos.

Fatores decorrentes da pandemia não podem, em quaisquer circunstâncias, constituir fonte de vantagem a ninguém!


1. Lorenzo Balestra, Alcuni chiarimenti in merito alla sospensione dei termini processuali durante l’emergenza Coronavirus, http://ilprocessocivile.it/articoli/quesiti-operativi/; Fabio Cossignani, Il processo civile ai tempi del coronavirus, http://www.treccani.it/magazine/diritto/approfondimenti/; Alberto M. Di Alberto e Gabriella Tedeschi, Decreto “Cura Italia”: analisi delle misure disposte in materia di giustizia civilehttp://ilprocessocivile.it/articoli/focus/.

2. Guillaume Brajeux et aliiCovid-19: Adaptation du deroulement des procedures judiciaireshttps://www.hfw.com/; Pauline Kubat, Covid-19: french rules of civil procedure have been adaptedhttps://www.soulier-avocats.com/.

3Finn ZeidlerMarkus Rieder e Andreas DürrCovid-19: Civil Litigation in Germany, https://www.gibsondunn.com.

4. Publicação da Dorda Rechtsanwalte GmbH, What are the effects of Covid-19 and the measures recently taken by the federal government on litigation proceedings?https://iclg.com/briefing/11251.

Fonte: Conjur

Prefeito de Assu ouve pleito do setor artístico em busca de cooperação diante da pandemia

Imagem: Marcos Costa/Assessoria

A classe artística do município tenciona contar com o apoio institucional da Prefeitura Municipal do Assú no sentido de se produzir alternativas na área sociocultural que sejam úteis para diminuir o impacto socioeconômico gerado à categoria em razão do isolamento social decorrente da pandemia do coronavírus (COVID-19).
Reivindicação neste contexto foi exposta ao prefeito Gustavo Montenegro Soares nesta terça-feira (12), num encontro em seu gabinete em que compareceu o músico Elton Vagner, se pronunciando em nome do segmento artístico local, acompanhado da vereadora Fabielle Bezerra.A reunião foi presenciada ainda pelo Procurador Geral do município, Fred Bernardo, e pelo secretário municipal de Eventos, Turismo, Esportes e Juventude, Braz Barreto.No pleito, que teve como lastro um requerimento da legisladora, a categoria ressalta que os que militam na atividade foram os primeiros a sofrerem o impacto pela necessidade da quarentena para conter o contágio da COVID-19 e, provavelmente, serão os últimos a poder retornar ao trabalho e ter condições mínimas de sobrevivência.As sugestões exibidas, que buscam gerar oportunidades de trabalho e renda ao setor que ora está impossibilitado de exercer suas atividades, foram acolhidas e merecerão análise técnica e jurídica.

Idoso que precisa de transplante de pulmão pega coronavírus e se recupera após 7 dias internado; ‘Ele estava confiante’, diz filho

Raimundo Goms dos Santos se recuperou do coronavírus — Foto: Cedida
Raimundo Goms dos Santos se recuperou do coronavírus — Foto: Cedida

O aposentado Raimundo Gomes dos Santos, de 63 anos, recebeu alta de um hospital particular de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, no domingo passado (10) após se recuperar do novo coronavírus. A situação dele necessitou de atenção especial, já que, além de idoso, ele tem fibrose pulmonar e apenas 30% do órgão funciona normalmente.

Raimundo ficou 7 dias internado, sendo cinco deles na UTI, mas, apesar da idade e da doença, que poderiam agravar o quadro, sequer precisou ser entubado. “Ele necessitou de oxigênio e soro na UTI”, contou o filho Luan Ítalo de Morais, de 26 anos.

Segundo Luan, os médicos alertaram sobre os riscos e deram “muita atenção a ele”. Apesar disso, o pai sempre se mostrou esperançoso. “Ele estava confiante , é muito apegado a Deus”, falou o filho. “Estava tomando uns 10 medicamentos por dia”.

Ex-fumante, Raimundo teve fibrose pulmonar detectada em 2014, quando precisou, por conta da doença, se aposentar do trabalho – ele era bancário. Assim que a doença foi diagnosticada, a recomendação médica era para um transplante, já que apenas 30% do órgão de Raimundo estava funcionando normalmente.

“Ele sempre precisou do transplante, desde que soube da doença, mas nunca quis fazer, porque tinha receio”, lembrou Luan.

Por conta da doença, o ex-bancário sempre tinha sintomas como tosse cansaço. “Ele sempre cansava, mas dessa vez ele cansou muito. E ele apresentou febre no dia anterior. Então decidimos levá-lo ao hospital”, falou.

Ele deu entrada no hospital no dia 3 de maio e foi direto para a UTI. Recuperado, Raimundo está em casa e segue em isolamento por recomendação médica.

G1RN

IMORAL: Paciente transferido para hospital de campanha de Natal é mandado de volta para UPA em menos de 24 horas por falta de UTI

Paciente transferido para hospital de campanha de Natal é mandado de volta para UPA em menos de 24 horas por falta de UTI — Foto: Cedida
Paciente transferido para hospital de campanha de Natal é mandado de volta para UPA em menos de 24 horas por falta de UTI — Foto: Cedida

Um paciente de 37 anos com suspeita de coronavírus foi transferido para o Hospital de Campanha de Natal na noite de segunda (11) e “devolvido” para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Potengi, na Zona Norte de Natal, menos de 24 horas depois. A esposa dele, Joelma Lima, disse que o marido ligou durante a madrugada pedindo pra alguém levar um nebulizador pra “ele conseguir respirar”.

O Hospital de Campanha de Natal começou a funcionar nesta segunda, após uma determinação da Justiça para que a unidade abrisse “imediatamente”. Poucas horas após a decisão, a Prefeitura de Natal emitiu nota informando que o hospital tinha recebido os dois primeiros pacientes. Um deles é José Aroldo da Silva que foi devolvido à UPA na manhã desta terça.

De acordo com a esposa do paciente, Joelma Lima, a equipe do hospital de campanha afirmou apenas que não tinha alguns dos equipamentos necessários para atender o paciente, mas não informou quais seriam.

A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a transferência do paciente de volta para a UPA ocorreu por causa do agravamento do quadro de saúde dele e que ele aguarda regulação para uma vaga de UTI no Hospital Municipal de Natal. A pasta ainda ressaltou que a unidade conta com respiradores.

G1RN

Desconfinados: Franceses vivem primeiro dia de liberdade da quarentena

Corredor livre pratica com a Torre Eiffel ao fundo, no primeiro dia de relaxamento das medidas de bloqueio na França Foto: PHILIPPE LOPEZ / AFP/11-05-2020
Foto da Internet

PARIS — Após 55 dias trancados em casa, os franceses recomeçaram a retornar às ruas nesta segunda-feira, em meio a incertezas e estranhezas, e em uma vida bem diferente daquela que existia antes do surgimento da pandemia. “Desconfinados, mas não liberados”, em um novo regime de “semiliberdade”, eram definições de sentimentos que surgiram neste primeiro dia de desconfinamento no país.

O uso de máscaras se tornou obrigatório nos transportes públicos — incluídos trens, metrôs e ônibus — sob pena de multa de € 135 (R$ 844) a quem não obedecer. Os trens recomeçaram a circular com uma oferta inicial de 50% do tráfego normal, índice que sobe para 75% no metrô parisiense, que opera com 60 estações fechadas do total de 302.

Ameaças à frente: ‘Nossa incapacidade de agir rápido contra a pandemia nos meteu em uma situação terrível’, afirma Adam Tooze

Para Anne Sophie C., que reabriu hoje sua loja de óculos, situada na Rua de Rennes, no centro de Paris, o maior temor do desconfinamento é o transporte público.

— Hoje, vim de carro. Mas não poderei vir sempre porque sai caro. O que mais me angustia não é a retomada do trabalho nem o contato com os clientes, mas o transporte. O governo pode muito bem dizer que que será o mais seguro possível, mas isso é impossível. Muitas pessoas não vão respeitar as regras de distanciamento. Hoje, ainda há muita gente em teletrabalho, mas em uma ou duas semanas isso vai diminuir.

O Globo

Com desejos do caos para o Brasil prefeituras e Estados rejeitam decisões do Ministério da Saúde

Nelson Teich é o atual ministro da Saúde do Brasil

As prefeituras e estados do Brasil estão de olho na política do quanto pior melhor, tentando destruir a economia do Brasil vão atacando pequenos empreendedores que estão falindo, sem ter expectativas de sobrevivência.

O Ministro da Saúde declarou à Jovem Pan que os interesses devem ser técnicos, invés de pessoal como querem os governantes.


“Mais uma vez, eu quero deixar claro que essa discussão de uma estratégia não representa você definir se vai isolar ou flexibilizar. A discussão aqui é uma metodologia sobre qual é a melhor forma de você cuidar das pessoas e proteger a sociedade”, disse o ministro. “Quando você polariza esse tipo de discussão, isso é muito ruim porque, em vez de você sentar para uma discussão técnica, você acaba caminhando para discussões que parecem mais, às vezes, de interesse pessoal, do que coletivo”, acrescentou.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), órgãos que representam estados e municípios junto ao Ministério da Saúde, rejeitaram a adoção da nova diretriz, principal promessa de Nelson Teich ao assumir a pasta para rever a estratégia de combate à Covid-19. “Enquanto estivermos empilhando corpos, não tenho como discutir isso”, disse o presidente do Conass, Alberto Beltrame.

Nelson Teich disse que, apesar de todas as preocupações atuais estarem voltadas aos casos mais graves da doença, o governo tenta encontrar uma forma de atuar mais fortemente nos casos em que os sintomas são mais recentes, para começar a fazer o tratamento o mais rápido possível. “É uma doença que você aprende todo dia. Tudo é reavaliado todo dia. Não dá pra gente focar só no doente mais grave. Isso reduz a evolução para fase mais crítica, o que seria um grande alívio para o sistema e isso aumenta a capacidade de cuidar. É uma abordagem que vai ser feita agora”, disse o ministro.

Sem dar detalhes, também afirmou que o Brasil trabalha para que um grupo de pacientes seja integrado à fase de testes de uma vacina contra a doença. “A gente está trabalhando para fazer parte de um grupo que vai testar a primeira vacina para Covid-19. O Brasil está interagindo para fazer parte do grupo que vai testar vacina”, comentou.

Jovem Pan

Justiça determina abertura imediata do Hospital de Campanha de Natal

Foto: Sara Cardoso/Inter TV Cabugi

A Justiça determinou que a Prefeitura de Natal coloque o Hospital de Campanha em funcionamento “imediatamente”, para atender os pacientes de Covid-19. Se não cumprir, o Município terá que pagar multa de R$ 100 mil.

A decisão da 1ª Vara da capital atende a solicitações do Ministério Público e da Defensoria Pública, que alegaram a situação de emergência e colapso da rede pública de saúde em seu pedido.

A Justiça diz que o hospital deve ser aberto com os profissionais que já dispõe e que seja a realizada a contratação temporária direta de mais gente para atuar na unidade. “Seja realizada a contratação temporária direta de profissionais capacitados a ser realizada o mais rápido possível quando então deverão ser abertos e desbloqueados todos os 100 leitos clínicos e os 20 leitos de UTI destinados a pacientes atingidos pela pandemia do novo coronavírus”, diz a juíza Patrícia Gondim.

A Justiça enviou notificação pessoal ao prefeito de Natal, Álvaro Dias, e ao secretário municipal de Saúde, George Antunes, informando que eles serão responsabilizados por improbidade administrativa e/ou penal se descumprirem a ordem judicial.

Redenews360