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Preso é espancado e morre dentro de penitenciária no RN, diz Coape

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Manoel Ambrósio sobrinho foi morto

Um preso foi morto na noite desta segunda-feira (21) dentro da Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal. A informação foi confirmada por Zemilton Silva, coordenador de Administração Penitenciária (Coape). “Foi vítima de espancamento”, disse.

O crime aconteceu no pavilhão 2 da unidade. Um guariteiro viu o detento sendo espancado na quadra e acionou os agentes penitenciários. Eles entraram no pavilhão e retiraram o preso, que já estava bastante ferido. O Samu foi ao local, mas o homem já estava morto.

O detento foi identificado como Manoel Ambrósio Sobrinho, de 45 anos. Natural de Bento Fernandes, ele cumpria pena por homicídio e tráfico de drogas.

Mortes em presídios
A morte de Manoel Ambrosio Sobrinho foi a quinta registrada este ano dentro do sistema prisional potiguar. A última aconteceu na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior unidade prisional do estado. André Carlos Silva de Limeira, de 28 anos, mais conhecido como ‘André Pé Seco’, foi encontrado com uma corda amarrada no pescoço, dependurado numa trave de futebol na quadra do pavilhão 2, dominado por uma facção da Paraíba.

2015
Ano passado, 28 homens morreram dentro de unidades carcerárias do RN. Deste total, 25 foram assassinados a facadas ou encontrados enforcados, mortos em condições suspeitas. Outros dois morreram soterrados após o desabamento de um túnel na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. E, no início de 2015, um adolescente morreu ao ser baleado em uma unidade para cumprimento de medida socioeducativa durante uma tentativa de resgate no Ceduc de Caicó. Os números são da Coordenadoria de Análises Criminais da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Calamidade
O governo do Rio Grande do Norte renovou por mais seis meses o decreto de calamidade no sistema prisional potiguar. A renovação, assinada pelo governador Robinson Faria, foi publicada na edição do dia 17 de março do Diário Oficial do Estado (DOE). O documento diz que a renovação tem por objetivo “legitimar a adoção e execução de medidas emergenciais que se mostrarem necessárias ao restabelecimento do seu normal funcionamento”.

G1

Carro pega fogo após capotar na Zona Sul de Natal

Carro pegou fogo após capotar na Zona Sul de Natal (Foto: Muriú Mesquita/Inter TV Cabugi)
Carro pegou fogo após capotar na Zona Sul de Natal (Foto: Muriú Mesquita/Inter TV Cabugi)

G1 – Um carro capotou e pegou fogo na madrugada desta terça-feira (22) na marginal da BR-101, no viaduto de Ponta Negra, Zona Sul de Natal. O Corpo de Bombeiros foi acionado e apagou as chamas. O motorista do veículo conseguiu escapar.

O acidente aconteceu por volta das 4h30. O Corpo de Bombeiros informou que o motorista perdeu o controle ao fazer a curva para subir o viaduto de Ponta Negra. Ele invadiu o canteiro e capotou. O condutor, ainda não identificado, conseguiu sair do veículo a tempo. O carro ficou completamente queimado.

Seca histórica faz governo do RN renovar emergência em 153 cidades

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O governo do Rio Grande do Norte renovou, por mais 180 dias, a situação de emergência no qual se encontram 153 dos 167 municípios do estado – o equivalente a 91,6% das cidades potiguares. O motivo? A seca histórica, a pior dos últimos 100 anos, que assola o sertão potiguar desde 2011. A prorrogação do decreto foi publicada na edição desta terça-feira (22) do Diário Oficial do Estado.

O decreto também cita alguns dos prejuízos causados pela longa estiagem. De 2012 a 2015, por exemplo, o estado perdeu mais de 135 mil cabeças de gado. Já no período entre 2012 e 2014, ainda segundo o documento, houve uma redução de 65,79% na produção de grãos (milho, arroz, feijão e sorgo).

Os municípios em situação de emergência são: Acari, Assu, Afonso Bezerra, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Alto dos Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Baraúnas, Barcelona, Bento Fernandes, Bodó, Brejinho, Boa Saúde, Bom Jesus, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo Redondo, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Ceará-Mirim, Cerro-Corá, Coronel Ezequiel, Campo Grande, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Galinhos, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itajá, Itaú, Jaçanã, Jandaíra, Janduís, Japi, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Câmara, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Jundiá, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Lagoa D’anta, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lajes, Lajes Pintadas, Lucrécia, Luís Gomes, Macaíba, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Montanhas, Monte das Gameleiras, Monte Alegre, Mossoró, Macau, Nova Cruz, Olho D’água do Borges, Ouro Branco, Passagem, Paraná, Paraú, Parazinho, Parelhas, Passa e Fica, Patu, Pau dos Ferros, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pedro Velho, Pendências, Pilões, Poço Branco, Portalegre, Porto do Mangue, Pureza, Serra Caiada, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Cruz, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, Santo Antônio, São Bento do Norte, São Bento do Trairi, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José de Mipibu, São José do Campestre, São José do Seridó, São Miguel do Gostoso, São Miguel, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Senador Elói de Souza, Serra Negra do Norte, Serra de São Bento, Serra do Mel, Serrinha dos Pintos, Serrinha, Severiano Melo, Sítio Novo, Taboleiro Grande, Taipu, Tangará, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz,  Tibau, Timbaúba dos Batistas, Touros, Triunfo Potiguar, Umarizal, Upanema, Várzea, Venha-Ver, Vera Cruz e Viçosa.

Dispensa de licitação
Durante o período em que persistir a situação de emergência, poderá o estado contratar com dispensa de licitação obras e serviços que se mostrarem aptos a aliviar as consequências provocadas pela estiagem.

Colapso
Em meio aos 153 municípios em situação de emergência,17 cidades estão em colpaso, ou seja, água só com a ajuda de caminhões pipa ou de poços artesianos. E em 74 municípios, é o rodízio no abastecimento que ainda garante água nas torneiras.

Previsões pessimistas
O Instituto de Gestão de Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) divulgou nesta segunda-feira (21) o último balanço dos níveis das barragens e açudes que o órgão monitora em todo o estado. Ao todo, são 47 reservatórios. Atualmente, 11 deles estão completamente secos e outros 14 encontram-se no volume morto – como é chamada a reserva técnica que fica abaixo do nível das comportas. A análise ainda traz previsões pessimistas. Caso a estiagem persista, por exemplo, apenas um reservatório deverá manter-se com água até 2019: a barragem de Santa Cruz, que fica na região Oeste do estado.

Localizada na cidade de Apodi, a Barragem de Santa Cruz possui atualmente 179,6 milhões de metros cúbicos de água, o equivalente a 29,95% dos 600 milhões de metros cúbicos totais de sua capacidade. Já o maior reservatório do estado, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, na região do Vale do Assu, que tem capacidade para até 2,4 bilhões de metros cúbicos de água, encontra-se com apenas 19,81% desta capacidade. E, se não chover, deve entrar no volume morto em novembro deste ano ou mesmo secar por completo antes mesmo de o ano acabar.

Chuvas abaixo do normal
As previsões para o sertanejo também não são otimistas. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), as chuvas na região Nordeste devem ficar abaixo do normal no período de março a maio deste ano. Essa foi a conclusão da II Reunião de Análise e Previsão Climática para o Nordeste Brasileiro, evento realizado no final de fevereiro em Natal. Gilmar Bristot, meteorologista da Emparn, disse ao G1 que as chuvas de janeiro – que foram acima do previsto – criaram uma expectativa positiva para o homem do campo, mas a previsão é mesmo de chuvas abaixo do normal. “Nós temos expectativa de chuva, mas abaixo do normal”, afirmou.

Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, está com 25% da capacidade. Este é o mais baixo volume de sua história   (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, está com 19,81% da capacidade. Este é o mais baixo volume de sua história (Foto: Anderson Barbosa/G1)

Operador da Lava Jato foragido é preso em Lisboa

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Raul Schmidt, foragido da justiça e investigado pelo escândalo na Petrobras, foi detido nesta segunda-feira em Lisboa dentro da operação “Lava Jato”.

A Procuradoria portuguesa confirmou a detenção de um cidadão luso-brasileiro por suposto envolvimento nesse escândalo, embora foi a imprensa lusa que revelou a identidade de Schmidt, sócio de um antigo diretor da Petrobras.

A polícia judiciária (PJ) se limitou a indicar, em comunicado, que o detido deverá prestar declaração no Tribunal de Relação de Lisboa, e que é suspeito de “ter atuado como intermediário em operações da Petrobras que levaram à cobrança indevida de comissões no valor de vários milhões de reais”.

Schmidt é investigado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal do Brasil, e desde julho do ano passado havia um mandado de detenção internacional.

A imprensa portuguesa revelou que a detenção de Schmidt aconteceu hoje em um apartamento de luxo situado no centro de Lisboa, e que ele havia fugido e estava escondido na capital portuguesa, onde contava com a ajuda de vários familiares.

Schimdt tem dupla nacionalidade, brasileira e portuguesa.

A justiça brasileira tinha solicitado oficialmente a cooperação das autoridades portuguesas, por isso que na detenção de hoje participaram policiais e promotores dos dois países.

O Ministério Público português revelou, além disso, que as autoridades brasileiras já “manifestaram intenção de iniciar um processo de extradição” para que Schmidt seja julgado no Brasil.

Dia da Síndrome de Down: Kalina, Manu e Felipe são a marca da Assembleia Legislativa

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte tem bons motivos para lembrar, neste dia 21 de março, o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data é comemorada desde 2006 e sua importância está no fato de reconhecer que o indivíduo com Síndrome de Down merece respeito, garantia de direitos e oportunidades de inclusão social.

E foi com base nisso que a Assembleia, de forma pioneira no Brasil, contratou, através de um convênio com a Associação Síndrome de Down do Rio Grande do Norte e a Associação de Pais e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (APABB), três funcionários com a síndrome.

Desde 2011, Manuela Nely de Lima Araújo, Kalina Santos Focão e Felipe Medeiros Ramos, compõem o quadro de funcionários da Casa. Lotados no Cerimonial, desempenham funções no setor e no plenário.

No Cerimonial, Kalina, de 27 anos, e Felipe, de 28, trabalham organizando os convites que são emitidos para eventos como sessões solenes e audiências públicas. Já Manuela, Manu como é tratada com carinho pelos deputados, é assistente de plenário.

Até o começo deste ano, Manu era responsável pela lista com registro dos deputados presentes às sessões, porém, com a instalação do painel eletrônico, teve que mudar de função e hoje é responsável por colher assinaturas de deputados para projetos e processos que passam pelo plenário.

Os três funcionários se destacam em todos os setores da Assembleia pela facilidade de relacionamento. Por onde passam são cumprimentados por todos a quem conquistaram nesses cinco anos de muito trabalho. Manu, Kalina e Felipe acordam cedo e chegam cedo à Assembleia onde cumprem expediente até às 13 horas.

Kalina e Manu dividem um motorista contratado para levá-las ao trabalho. Felipe pega carona de manhã cedo com um primo, e volta para casa com a mãe, Francisca Medeiros, que vai buscá-lo todos os dias.

Há poucos meses a vida de Felipe mudou. Ele perdeu o pai, vítima de um AVC. “Eu perdi minha voz e fiquei sem trabalhar, depois eu retornei”, revelou o jovem que tem na família unida, o porto seguro.

“Se eu definir Felipe do jeito que eu acho, é amor demais. Ele não me dá trabalho, é compreensivo, inteligente e eu sou muito coruja”, diz Francisca, reafirmando a dificuldade que a família vem enfrentando com a morte repentina de Edson, ex-funcionário do Ibama.

Mãe e filho dividem alegrias e tristezas com Thiago, irmão mais velho de Felipe que trabalha em um navio de cruzeiros e vive longe de casa. Há poucos dias, vindo da Argentina e seguindo para a Europa, Thiago fez uma parada de duas horas em Recife, tempo suficiente para Felipe e a mãe irem abraçá-lo. Em seu smartphone, o funcionário da Assembleia exibe fotos e mensagens que o irmão manda quase que diariamente, dando conta de suas viagens pelo mundo.

Discreto, o filho de Francisca é hoje um vencedor, na visão da mãe que nunca mediu esforços para buscar a igualdade que jamais imaginou encontrar para o filho.

“Quando ele nasceu não existia essa abertura de hoje; imagine 29 anos atrás, sem conhecimento nenhum, ele parecia alguém totalmente inútil, sem progresso. Uma pessoa para ser isolada”, lembra a mãe, explicando que a família nunca parou diante da dificuldade. “Naquela época levei muitos ‘nãos’ nas escolas. Eu matriculava o outro filho e quando eles viam Felipe, perguntavam: ‘é esse? Nós não recebemos’. Hoje com a inclusão, Felipe tem trabalho, e um trabalho que eu nem almejei”, diz a mãe emocionada.

Apesar de ter parado de estudar, Felipe sonha em ser dentista. Nas horas vagas gosta de jogos no computados e prefere não falar sobre namoro. “Já tive uma e não tenho mais”, foi só o que disse.

Mais expansiva, Kalina gosta de sair, de ir para a fazenda da família, e tem um namorado: Tiago. “Já faz oito anos. Ele é muito quieto e não tem Down. E eu tenho minha sogra e meu sogro”, diz Kalina que costuma combinar os programas sociais com os pais, Focão e Ana Lígia, e com o irmão Marquinhos e a namorada dele, Lilita. “Gosto de sair com meu irmão e os amigos dele que são gente boa demais”, diz Kalina que define seu trabalho no Cerimonial da Assembleia Legislativa com palavras como amor, harmonia e alegria.

É exatamente assim que a chefe do Cerimonial, Gevaneide Pereira, define os três, com quem convive diariamente. “Eles vieram engrandecer o setor e trazer companheirismo. É uma turma muito unida e com eles a gente aprende a conviver  com limitações. Eles desenvolvem toda e qualquer tarefa com alegria e bom humor; são muito amorosos e nos trazem sempre doses de otimismo e alegria”.

Alegria é a palavra que define Manuela Nely, de 31 anos. Manu lembra que estudou em escolas particulares e regulares durante boa parte de sua vida, mas foi só no Magistério, na Escola Berilo Wanderley, que conheceu o preconceito. “Sofri muito preconceito em sala de aula e até hoje não sei como lidar com Matemática, Química e Física. Tinha uma professora que dizia que eu não tinha capacidade de aprender, de passar de ano. Graças a Deus venci, porque eu cheguei ao ponto de desistir do Magistério”, desabafa Manu, que divide suas alegrias e conquistas com a psicopedagoga Janira Bezerra de Brito, que durante anos lhe acompanhou.

Natural de Santa Cruz, Manu é filha única do casal Gorete e José de Anchieta, com quem viaja nas férias e com quem divide, inclusive, as atividades da casa. Quando não está trabalhando, Manu gosta de assistir à novela ‘Cúmplices de um Desejo’, no SBT, e se diverte nas redes sociais. “Minha vida é uma rede social”. Sobre namorados, diz que o assunto é “pessoal” e prefere não misturar os assuntos quando dá entrevistas.

Obama passeia com a família em Havana

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, encerrou o primeiro dia de visita a Cuba com um passeio e um jantar com a família em Havana Velha. Ele foi saudado por cubanos que, apesar da chuva, saíram às ruas para acompanhar sua passagem.

Há várias semanas não chovia com tanta intensidade em Havana, mas isso não impediu muitos cubanos de ir às ruas da área histórica da cidade para dar as boas-vindas ao presidente norte-americano, o primeiro a visitar a ilha em quase 90 anos.

Devido ao mau tempo, o encontro com o corpo diplomático norte-americano em Cuba não ocorreu na embaixada dos Estados Unidos, ao ar livre, como estava previsto, mas em um hotel.

Teve também de ser modificado o passeio planejado em Havana Velha. Ainda assim, Obama, sua mulher Michelle, as duas filhas, Malia e Sasha, e a sogra, Marian Robinson, passearam pela Praça de Armas, onde a família pôde ver a estátua de Carlos Manuel de Céspedes, um dos líderes da independência da ilha.

Todo o percurso, que continuou pelo Palácio dos Capitães Generais, o edifício do antigo governo colonial que agora abriga o Museu da Cidade, foi conduzido por Eusebio Leal, o historiador oficial de Havana e responsável pela restauração dessa região da capital.

Debaixo de chuva intensa e protegida por guarda-chuvas, a família presidencial chegou à Praça da Catedral, onde Obama cumprimentou algumas pessoas que o esperavam. Dentro da catedral eles tiveram encontro com o cardeal cubano e arcebispo de Havana, Jaime Ortega.

Depois, a comitiva presidencial passou pelas estreitas ruas de Havana Velha e do centro da capital, onde centenas de moradores tiraram fotos das varandas e portas, saudando a família.

O dia terminou no restaurante San Cristóbal, no centro de Havana.

Hoje, Obama deverá encontrar-se com Raúl Castro no palácio presidencial, o terceiro encontro entre os dois desde que foi anunciada a reaproximação entre os países.

Advogados de Lula tentam tirar Gilmar Mendes do processo no STF

G1 – O governo e a defesa do ex-presidente Lula entraram com novos recursos no Supremo Tribunal Federal contra a decisão do

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Ministro do STF, Gilmar Mendes diz que a nomeação de Lula foi tentativa de obstruir a justiça e concede liminar a pedido que impede o ex-presidente de tomar posse.

ministro Gilmar Mendes de suspender a nomeação de Lula como ministro Chefe da Casa Civil. Gilmar Mendes argumentou que a nomeação teve a intenção de dar foro privilegiado a Lula e, assim, obstruir o progresso das medidas judiciais.

A defesa do ex-presidente Lula insiste no pedido para que o Supremo proíba o juiz Sérgio Moro de seguir investigando Lula na Operação Lava Jato, conforme decisão do ministro Gilmar Mendes, na última sexta-feira (18).

No mesmo dia, os advogados entraram com o pedido no Supremo questionando a divulgação de conversas gravadas do ex-presidente e pedem também uma apuração, para saber se houve crime no grampo e na divulgação das gravações.

O documento afirma que o diálogo entre Lula e Dilma não tinha mais autorização judicial, porque naquele momento o juiz Sérgio Moro já havia suspendido as escutas e que as gravações foram divulgadas de forma ilegal. Outro pedido é a intervenção do Supremo para disciplinar e preservar o material das investigações.

O juiz Sérgio Moro justificou ter tornado a gravação pública afirmando que “a democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes – mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras”. O juiz disse ainda que, sem sigilo, os investigados podem exercer amplo direito de defesa.

No dia seguinte, em novo despacho, o juiz afirmou que entre a decisão e a implementação da ordem junto às operadoras foi colhido novo diálogo telefônico juntado pela autoridade policial. Moro afirma que não havia reparado antes no ponto, mas não vê maior relevância. Diz que como havia justa causa e autorização legal para a interceptação, não vislumbra maiores problemas no ocorrido.

Moro considera que não é ainda o caso de exclusão do diálogo, considerando o seu conteúdo relevante no contexto das investigações, e que a circunstância do diálogo ter por interlocutor autoridade com foro privilegiado não altera o quadro, pois o interceptado era o investigado, e não a autoridade. Finaliza dizendo que, evidentemente, caberá ao Supremo Tribunal Federal, quando receber o processo, decidir definitivamente sobre essas questões.

A defesa de Lula pediu ao Supremo para que o Ministro Gilmar Mendes não atue mais nos processos relacionados ao ex-presidente por se tratar de uma investigação da Operação Lava Jato, que já estava a cargo do ministro Teori Zavascki.

No documento enviado ao ministro Teori, os advogados dizem que o ministro Gilmar Mendes extrapolou os limites de atuação porque não poderia ter suspendido a nomeação de Lula por meio de um mandado de segurança em resposta a ações do PSDB e PPS, e que atuou em matéria que está exclusivamente nas mãos do ministro Teori.

A Advocacia-Geral da União trabalha para tentar garantir que o ex-presidente Lula assuma o cargo de ministro. Primeiro pediu ao Supremo para anular a decisão de devolver a investigação sobre Lula ao juiz Moro e os mais de 50 pedidos pelo país que questionam a posse. O advogado-geral da União pediu uma decisão urgente ao ministro Teori Zavascki.

A AGU argumenta que é necessária uma excepcional medida cautelar para suspender todos os processos enquanto o plenário da corte não decidir se Lula pode ou não assumir o cargo.

A decisão do ministro Gilmar Mendes, que suspendeu a posse, saiu na sexta-feira (18). Ele considerou que as conversas interceptadas com autorização da Justiça apontam que o propósito da nomeação era dar foro privilegiado a Lula e obstruir a execução de medidas judiciais.

Na decisão, ele cita quatro grampos: a conversa entre Lula e o cientista político Alberto Carlos de Almeida, em que ele diz para Lula que ir para o ministério é a solução para resolver os seus problemas com a Justiça; a conversa entre o presidente do PT, Rui Falcão, e o então ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, em que Falcão, preocupado com uma possível prisão de Lula, pergunta o que acontece se ele for nomeado; a conversa entre Lula e a presidente Dilma em que Lula diz que os poderes da União estão acovardados diante da Lava Jato; e o diálogo em que Dilma diz que está enviando um termo de posse a Lula para ser usado em caso de necessidade.

Dilma disse publicamente mais de uma vez que a intenção era ter um documento assinado por Lula para a posse, caso ele não pudesse ir à Brasília. Os investigadores disseram que era para Lula ter em mãos e apresentar à polícia em caso de ação judicial.

Para o ministro, o fato de a presidente Dilma Rousseff ter se manifestado sobre a conversa representa uma admissão pessoal não só da existência, como também da autenticidade do conteúdo da gravação.

Gilmar Mendes disse que a nomeação de Lula tinha um objetivo de falsidade claro: impedir o cumprimento da ordem de prisão de juiz de primeira instância, uma espécie de salvo conduto emitido pela presidente da República.

No Supremo não é comum um ministro derrubar a decisão de outro, por isso,  a decisão sobre o caso deve ficar mesmo com o plenário do tribunal, que só volta a se reunir depois da Páscoa.

Na noite deste domingo (20), a assessoria do Instituto Lula informou em nota que os advogados do ex-presidente impetraram um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, encaminhado ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, contra a decisão proferida na última sexta-feira pelo ministro Gilmar Mendes, que, além de suspender o ato de nomeação do ex-presidente Lula para o cargo de ministro da Casa Civil, a pedido do PPS e do PSDB, também determinou o retorno das ações e dos inquéritos contra Lula ao juiz Sérgio Moro, que havia declinado da competência por meio da decisão proferida no último dia 16.

Os advogados alegam que a decisão é nula, pois caberia ao ministro Teori Zavascki, como relator pré-determinado, examinar a decisão do juiz Moro de remeter os processos ao Supremo. Além disso, argumentam que Gilmar Mendes já havia se manifestado sobre o assunto fora dos autos, com pré-julgamento da causa.

A ação pede que o STF suspenda o trecho da decisão que determinou o retorno das ações ao juiz Sérgio Moro, apontando que Lula já teria sido vítima de arbitrariedades praticadas pela 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba.

A nota do Instituto Lula diz que a nomeação dele para a Casa Civil não interrompe as investigações, mas as transfere para o núcleo da Lava Jato em Brasília. A nota segue, afirmando que é falso dizer que Lula estaria com isso fugindo de investigações e declara ainda que Lula não é acusado de nenhum crime, mesmo depois do que chama de verdadeira devassa e de intimidações a que foi submetido nos últimos meses.

A tudo isso, prossegue a nota do Instituto Lula, o ex-presidente vem respondendo com dignidade e serena confiança nas instituições e nas pessoas que têm a responsabilidade de encarná-las.

Ditadura? Ministro da Justiça diz a jornal que não tolerará vazamentos da PF

O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, dá entrevista após cerimônia de transmissão de cargo (Foto: Gustavo Garcia/G1)
MJ Eugênio Aragão – Intolerância a vazamento 

G1 – O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, disse, em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo” publicada neste sábado (19), que não vai tolerar vazamentos de investigações e disse que, se “cheirar” vazamento por um agente, a equipe inteira será trocada, sem a necessidade de ter prova.

O presidente da Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF), Carlos Eduardo Miguel Sobral, reagiu às declarações do novo ministro dizendo que a entidade não compactua com vazamentos. A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) informou à “Folha” esperar que a gestão do novo ministro foque na busca do equilíbrio dos ânimos internos da PF.

Aragão é ligado ao PT e tomou posse na quinta-feira (17) no lugar do ex-ministro Wellington César Lima e Silva, que ficou apenas 11 dias no cargo após uma polêmica por ser integrante do Ministério Público – condição que acabou impossibilitando a sua permanência na vaga.

“A primeira atitude que tomo é: cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Cheirou. Eu não preciso ter prova. A PF está sob nossa supervisão. Se eu tiver um cheiro de vazamento, eu troco a equipe. Agora, quero também que, se a equipe disser ‘não fomos nós’, que me traga claros elementos de quem vazou”, disse.

O presidente da ADPF rebateu: “Nós lamentamos profundamente as frases do ministro da Justiça, que disse que trocará a equipe da investigação Lava Jato sem qualquer prova, sem qualquer apuração, sem qualquer indício de que há vazamento”, afirmou Sobral. Ele disse, ainda, a entidade avalia tomar medidas judicias para evitar qualquer tipo de afastamento sem prova.

O presidente da Fenapef, Luís Boudens, afirmou em comunicado que “é compreensível a preocupação do novo Ministro da Justiça, Eugênio Aragão, embora isso não atinja a autonomia investigativa da Polícia Federal”.

Após manifestação das entidades, o ministro divulgou nota na qual afirma que “dará todo apoio e amparo ao cumprimento da nobre missão policial”. “A Polícia Federal é reconhecida pelo profissionalismo e eficiência de sua atuação, que deve ser aprimorada e apoiada permanentemente. […] Verificada a existência de procedimento irregular ou com suspeição fundada de irregularidade, é dever da autoridade supervisora afastar o risco ao devido processo legal, de maneira a garantir os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos.”

O novo ministro chega para comandar a pasta depois de um bombardeio de críticas à atuação de José Eduardo Cardozo, que deixou o cargo no fim de fevereiro. O PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticava a forma como Cardozo estava conduzindo o ministério durante os desdobramentos da Operação Lava Jato.

Os vazamentos do conteúdo de investigações foram alvo de constantes críticas do governo federal, que tem sofrido pressão por parte de petistas para que haja um controle maior do ministério da Justiça sobre a Polícia Federal.

Na entrevista, o repórter da “Folha” pergunta se o ministro foi escolhido para influenciar na operação Lava Jato. Aragão nega. “Não, de jeito nenhum. Não tenho essa prerrogativa, essa competência”, respondeu.

Sobre possíveis mudanças na equipe da PF, o atual ministro da Justiça afirmou que é preciso ter motivos. “Eles têm de me dar motivos. Não posso simplesmente dizer ‘não gosto desse daí’ porque está sendo muito eficiente. Eles têm de ultrapassar a linha vermelha, terem comportamento que não seja profissional. Venho do Ministério Público e sei quão caro é a independência funcional”, declarou.

“A polícia é um órgão hierárquico, muito diferente do Ministério Público. Mas não posso mexer com a atividade fim da polícia. Seu planejamento só me interessa na medida que tenho que me preparar para seu impacto político”, completou.

Na entrevista, o repórter também pergunta se o diretor-geral da PF, Leandro Daiello, vai continuar no cargo. “Não conversamos sobre isso ainda. Eu preciso, e isso ele vai me fazer, de um levantamento da situação lá. Quero, evidentemente, na PF pessoas que tenham alguma liderança interna. Essas instituições que têm competências autárquicas, e são independentes na sua atuação, precisam ser dirigidas por lideranças”, respondeu.

“A permanência de ninguém neste ministério, a não ser do doutor Marivaldo Pereira (secretário-executivo), está garantida”, concluiu.

Conversas de Lula ao telefone
Numa conversa gravada com autorização da Justiça, em 1º de março, há evidências de que o ex-presidente Lula realmente queria a saída do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, do cargo para evitar o que Lula chamava de vazamentos de informação. O indicado para substituir Cardozo foi Welligton Lima e Silva, que acabou não ficando à frente da pasta por ser integrante do Ministério Público.

A conversa de Lula foi com o ministro da comunicação social, Edinho Silva. “Essa é uma coisa que eu queria falar com você, e a outra é o seguinte: é importante você ficar atento, porque vai sair muitas críticas indicação do novo ministro, com o objetivo de encurralá-lo”, disse Lula. “É isso.. É isso, já começou”, responde Edinho.

Lula continua: “O objetivo é encurralá-lo. Crítica da ‘Veja’, crítica do ‘Globo’, crítica da Globo, crítica… ou seja, no fundo, no fundo, eles querem evitar que qualquer ministro acabe com o vazamento da Polícia Federal”.

Em nota, o ministro Edinho Silva afirma que “o diálogo nada tem de ilícito e diz respeito a uma crítica, que já é de conhecimento público, sobre os vazamentos seletivos, amplamente utilizados para luta político-partidária”.

Em outra ligação, ainda em 1º de março, Lula fala  com o então ministro chefe da Casa CivilJaques Wagner.

“Deixa eu te dizer uma coisa, eu tava pensando se não era o caso de eu não ir a Brasília hoje”, diz Lula. “Por conta da saída do rapaz?”, questiona Jaques Wagner.  “Por conta da saída do rapaz, ou seja…”, responde Lula. “Isso, ela se preocupou ontem, ficou dizendo ‘depois vão ficar dizendo que ele só veio aqui pra comemorar o bota-fora’’”, falou o então ministro da Casa Civil. “Então eu acho que era melhor eu não ir”, completa Lula.

Conversa de Lula com Eduardo Paes
Em outra ligação no mesmo dia, Lula conversa com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e critica o Ministério Público e a Polícia Federal, dizendo que integrantes desses órgãos acreditam ser “enviados de Deus”. “Olha, deixa eu lhe falar uma coisa. Esses meninos da Polícia Federal e esses meninos do Ministério Público, eles se sentem ‘enviados de Deus'”, afirmou Lula.

O ex-presidente disse ainda a Paes que se vê como a “chance que esse país tem de brigar com eles para tentar colocá-lo no seu devido lugar”. “Ou seja, nós criamos instituições sérias, mas tem que ter limites, tem que ter regras”, completou. Eduardo Paes não quis comentar o diálogo.

Lula também critica, em outra ligação com o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) a CPI do Carf na Câmara, que apura denúncias de venda de decisões favoráveis a empresas com dívidas junto à Receita Federal. As suspeitas também estão no foco da Operação Zelotes da Polícia Federal, que investiga pagamentos feitos por investigados para a empresa de um dos filhos de Lula, Luís Claudio Lula da Silva.

O deputado José Guimarães afirmou que o diálogo com o ex-presidente lula revela estratégias da disputa política. Ele disse que sempre teve e continuará tendo relação política e de parceria com Lula e que as conversas têm a intenção de enfrentar a guerra declarada com a oposição que está em andamento na Câmara dos Deputados.

Vale lamenta morte de Roger Agnelli e se solidariza com a família

Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, fala durante entrevista coletiva em Belo Horizonte, em fevereiro de 2013 (Foto: Washington Alves/Reuters/Arquivo)
Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, fala durante entrevista coletiva em Belo Horizonte, em fevereiro de 2013 (Foto: Washington Alves/Reuters/Arquivo)

G1 – A mineradora Vale divulgou nota neste domingo (20) lamentando a morte do ex-presidente Roger Agnelli, de 56 anos, ocorrida durante um acidente aéreo em São Paulo no sábado (19) na Casa Verde, Zona Norte de São Paulo. Também estavam no avião, modelo CA-9, de prefixo PR-ZRA, a mulher dele, Andrea, e dois filhos, Ana Carolina e João.

O genro Parris Bittencourt, a namorada do filho de Agnelli e o piloto são as outras vítimas. Uma mulher que estava fechando o portão da residência atingida ficou ferida e foi levada ao pronto-socorro da Santa Casa.

Familiares das vítimas passaram durante a noite no Instituto Médico Legal (IML) da capital paulista, mas não falaram com a imprensa. Ainda não há informações sobre quando haverá a liberação dos restos mortais das vítimas, que estão sob avaliação de legistas da parte antropologia forense. Segundo a Aeronáutica, o avião caiu logo após a decolagem.

“Foi com imenso pesar que a Vale recebeu a notícia do falecimento neste sábado de Roger Agnelli, aos 56 anos, presidente da empresa no período de julho de 2001 a maio de 2011. A Vale e seus empregados se solidarizam com a dor dos familiares e amigos do executivo que tanto contribuiu para o desenvolvimento da nossa empresa. Durante os 10 anos em que Roger presidiu a Vale, a companhia se consolidou como a maior produtora global de minério de ferro e a segunda maior mineradora do mundo. Foi durante sua gestão que a Vale intensificou sua estratégia de expansão global, que levou a Vale a um novo patamar no mercado global de mineração”, afirmou a mineradora em nota.

A aeronave caiu na Rua Frei Machado, 110, perto da Avenida Braz Leme. O aeroporto Campo de Marte foi fechado logo após o incidente, às 15h30.

O empresário  foi presidente da Vale de julho de 2001 a maio de 2011, quando foi substituído pelo atual presidente da mineradora, Murilo Ferreira. Sob o comando de Roger Agnelli, a Vale se expandiu internacionalmente e se consolidou como a maior produtora global de minério de ferro e a segunda maior mineradora do mundo.

Após deixar a Vale, fundou a AGN Participações, uma empresa de logística e mineração. Desde 2012, estava à frente da B&A Mineração, joint venture da AGN com o BTG Pactual com projetos de exploração de fertilizantes, minério de ferro e cobre em Belé (Pará) e em La serena, no Chile.

Além de presidir a Vale, Agnelli integrou o conselho de administração de grandes empresas brasileiras como Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Latasa, Suzano Petroquímica e Petrobras. Agnelli passou a integrar o Conselho da Petrobras no início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e saiu em 2007.

Bombeiros trabalham na área onde um avião monomotor caiu em uma casa no bairro da Casa Verde, em São Paulo, na tarde deste sábado (19) (Foto: Nelson Almeida/AFP)
Bombeiros trabalham na área onde um avião monomotor caiu em uma casa no bairro da Casa Verde, em São Paulo, na tarde deste sábado (19) (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Comandou Vale por 10 anos
Agnelli chegou ao cargo mais alto da Vale em 2001, após 19 anos como executivo do Bradesco, um dos acionistas controladores da Vale. Na gigante da mineração, implementou uma cultura de meritocracia e era conhecido por sua disciplina e temperamento forte, destaca a agência Reuters.

Durante sua gestão, a Vale intensificou sua estratégia de expansão global, comprou a mineradora canadense Inco, se tornando a segunda maior produtora de níquel do mundo, e também a Fosfértil, que fez da empresa um importante player no mercado de fertilizantes. Sob o comando de Agnelli, as ações da mineradora registraram uma valorização de 1.583% e a Vale se transformou a Vale na maior exportadora brasileira na maior parte da última década.

A saída do executivo da Vale em 2011 foi conturbada,  em meio a especulações de que sua saída foi uma exigência do governo da presidente Dilma Rousseff.

A campanha pela saída de Agnelli começou ainda em 2008, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, quando, durante a crise econômica, a Vale demitiu quase 2 mil trabalhadores.

Roger Agnelli era formado em Economia pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e desenvolveu sua carreira profissional no Grupo Bradesco, onde trabalhou de 1981 a 2001. Antes de ser escolhido como presidente da Vale, Agnelli foi presidente do Conselho de Administração da empresa.

Em 2012, Roger Agnelli foi escolhido pela “Harvard Business Review” e o Insead como o 4º CEO com melhor desempenho no mundo e único brasileiro no ranking.

Roger era casado com a Andrea Agnelli e tinha dois filhos, Ana Carolina e João. Todos estavam no avião e morreram no acidente.

UFRN prevê novos cursos e mais vagas para Medicina no interior

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Oito novos cursos de graduação e mais 40 vagas para o curso de Medicina em Currais Novos. Essas são algumas ações a serem executadas pela gestão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) até 2019, para atender ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2010/2019) no que diz respeito à consolidação da interiorização do ensino público superior no estado, e ao Plano Nacional de Educação (PNE) no quesito expansão. O PNE estabelece que 33% dos jovens devem ter acesso à educação superior nos próximos 10 anos.

Para tanto, o campus Currais Novos passará por uma reestruturação, de maneira a ampliar os espaços físicos de salas de aula, novos laboratórios e bibliotecas. Os campi da UFRN em Caicó e Santa Cruz devem ganhar restaurantes universitários.

Desde a primeira gestão da reitora Ângela Maria Paiva Cruz, os campi da UFRN no interior passaram a ofertar ensino de pós-graduação, como o mestrado profissional em Geografia, em Letras Português, e em Saúde Coletiva. “Implementar a pós-graduação significa consolidar campus. Foi uma das ações mais impactantes do processo de expansão da universidade Federal no interior”, analisou a reitora em reunião com a área de planejamento.

Blitz da Lei Seca prende 7 pessoas e autua outras 71 em Natal

Blitz da Lei Seca foi realizada na Zona Sul de Natal neste sábado (19) (Foto: Styvenson Valentim/PM)
Blitz da Lei Seca foi realizada na Zona Sul de Natal neste sábado (19) (Foto: Styvenson Valentim/PM)

G1 – Uma blitz da Lei Seca realizada na madrugada deste sábado (19) prendeu 7 pessoas e autuou outras 71 por estarem dirigindo sob efeito de álcool ou por outras infrações de trânsito. De acordo com o comandante da operação, capitão PM Styvenson Valentim, a maioria das pessoas presas e autuadas é turista. Os autuados tiveram as carteiras de motorista recolhidas; os presos foram levados para a delegacia de plantão da Zona Sul de Natal.

A blitz foi montada na avenida Engenheiro Roberto Freire, em Capim Macio, na Zona Sul. A ação foi realizada de 1h até as 5h30 deste sábado. “A maioria das pessoas flagradas dirigindo sob efeito de álcool é turista. Estou pensando em fazer uma campanha educativa no aeroporto e rodoviárias porque essas pessoas estão vindo desinformados, questionando que nos Estados de origem deles é diferente. Teve um condutor de Minas que disse que não sabemos trabalhar. Isso porque abordamos todos e causamos engarrafamento”, falou o capitão.

Styvenson Valetim disse que outro condutor discutiu com ele mesmo estando alcoolizado e após ter estacionado o carro no acostamento. “Eu mesmo o abordei. Ele alegou que não iria fazer o teste do bafômetro por estar no acostamento. Não entregou chaves e documentos do veículo e ainda se alterou com nossa equipe. Esse senhor acabou preso”.

O capitão também recebeu elogio. “Enquanto alguns ainda insistem em cometer infrações, há outros que são exemplo para a sociedade. Um senhor passou 20 minutos na fila da blitz em uma caminhonete de luxo, fez o teste do bafômetro, que indicou zero de álcool. Ele mostrou a carteira de desembargador federal e elogiou o nosso trabalho, que é para o bem da sociedade. São para pessoas como essa que trabalhamos”, concluiu.

Blitz foi realizada até o amanhecer do dia em Natal (Foto: Styvenson Valentim/PM)
Blitz foi realizada até o amanhecer do dia em Natal (Foto: Styvenson Valentim/PM)

Homem é preso ao tentar jogar arma e celulares dentro de presídio no RN

Arma e celulares foram apreendidos neste sábado (19), em Alcaçuz (Foto: Divulgação/PM)
Arma e celulares foram apreendidos neste sábado (19), em Alcaçuz (Foto: Divulgação/PM)

Um homem foi preso em flagrante na noite deste sábado (19) no momento em que tentava jogar sacolas com arma e aparelhos de telefone celular para dentro da penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal. A guarda da unidade prisional abordou o homem quando ele se aproximou dos muros. O suspeito foi levado para a delegacia de plantão da Zona Sul de Natal, onde foi autuado.

O preso estava com sacolas plásticas com um revólver, munição, uma faca, aparelhos de telefone celular e carregadores. Todo o material foi apreendido. A penitenciária de Alcaçuz é a maior do sistema prisional do Rio Grande do Norte.

Calamidade
O Governo do Rio Grande do Norte renovou por mais seis meses o decreto de calamidade no sistema prisional potiguar. A renovação, assinada pelo governador Robinson Faria, foi publicada na edição de quinta-feira (17) do Diário Oficial do Estado (DOE). O documento diz que a renovação tem por objetivo  “legitimar a adoção e execução de medidas emergenciais que se mostrarem necessárias ao restabelecimento do seu normal funcionamento”.

Na semana passada, o secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc), Cristiano Feitosa, admitiu que após um ano da decretação da calamidade, o sistema prisional potiguar “melhorou pouco”.

Em entrevista ao G1, o secretário fez uma avaliação e disse que “o sistema prisional potiguar possui hoje uma equipe de diretores mais integrada e informações estão sendo trocadas com mais rapidez, mas nesse um ano, mais precisamente no último semestre, a Sejuc está investindo pesado em planejamento e em medidas que vão se concretizar nos próximos seis meses. Então, as mudanças de maior efetividade e repercussão ainda estão por vir”.

Basta! Razões pelas quais Dilma não consegue mais se sustentar no cargo

bastaA presidente Dilma Rousseff perdeu as condições de permanecer na cadeira de presidente da República. Desde a semana passada, o terceiro andar do Palácio do Planalto abriga uma mandatária indigna do cargo para o qual fora eleita pelos brasileiros por duas ocasiões. Em seu juramento de posse, Dilma prometeu manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis e promover o bem geral do povo brasileiro. No discurso subsequente, comprometeu-se a lutar para que “o braço da justiça alcançasse a todos de forma igualitária”.

Na última semana, os diálogos divulgados pela força-tarefa da Lava Jato, obtidos a partir de grampos telefônicos realizados no aparelho celular do ex-presidente Lula e de outros investigados, comprovaram o desprezo da presidente da República às leis, à Constituição e aos interesses da sociedade. As escutas mostraram ainda de maneira inequívoca que, ao contrário da retórica inaugural do seu mandato, Dilma pouco se importa com o princípio constitucional da igualdade – ainda mais perante a Justiça.

Nas conversas, ficou claro que Dilma agiu pessoalmente, ao lado de Lula, na tentativa de obstruir a Justiça. As armações, muitas delas engendradas no interior do gabinete presidencial, tinham o único propósito de evitar a prisão preventiva de Lula, já encaminhada, assegurando-lhe o privilégio de foro. Não seria a primeira, nem a segunda ou a terceira vez que o governo – e Dilma – atuariam com o objetivo de interferir nas investigações, conforme revelou o conteúdo extraído da delação do ex-líder do governo, Delcídio do Amaral (MS), antecipada há duas semanas por ISTOÉ.

Mas os áudios, contendo o peso das palavras e das vozes inconfundíveis dos mais altos hierarcas da República, conferiram publicidade e materialidade à trama – o que é indiscutivelmente fortíssimo e grave tanto do ponto de vista político como jurídico. Nos últimos dias, a Procuradoria-Geral da República estudava abrir investigação contra a presidente.

Independentemente da decisão do MP, a manutenção de Dilma na Presidência é insustentável. Se um gesto de grandeza – inerente aos estadistas – lhe escapar, ou seja, a renúncia, onde a presidente pela primeira vez desde a eleição colocaria os interesses nacionais acima das conveniências pessoais e políticas, a trilha do impeachment no Congresso será uma realidade.

Na última quinta-feira 17, a Comissão foi instalada. Em 45 dias, o assunto deve estar liquidado – muito provavelmente em desfavor de Dilma. Como se já não fossem suficientes para apeá-la do poder as fortes evidências de abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição e as comprovadas pedaladas fiscais, as conversas divulgadas na semana passada expuseram o cometimento de outro crime: o de responsabilidade – por atentar contra as decisões judiciais e o livre exercício do Poder Judiciário.

Na Constituição, está tipificado no artigo 85 incisos II e VII. No principal diálogo, mantido entre a presidente e o antecessor na quarta-feira 16, Dilma disse a Lula que enviaria a ele um “termo de posse” de ministro para ser utilizado “em caso de necessidade”. Numa espécie de corrida contra o relógio, a presidente trabalhava ali para impedir que Lula fosse preso antes de sua nomeação para a Casa Civil. Segundo apurou ISTOÉ, àquela altura, o Planalto já tinha informações seguras de que o Ministério Público, em Curitiba, estava de prontidão para pedir a preventiva do petista.

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Protesto em favor de Lula e Dilma aconteceu em 55 cidades do Brasil

Até as 21h30 desta sexta-feira, 55 cidades do Brasil registraram atos pelo Brasil em defesa do ex-presidente Lula e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Somando todas as cidades, os organizadores estimaram em 1 milhão e 300 mil pessoas. Já a Polícia Militar calculou 275 mil.

Abaixo as estimativas dos organizadores e da polícia em algumas capitais:

São Paulo:

Organizadores – 380 mil

PM – 80 mil


*

Brasília:

Organizadores – 50 mil

PM – 6 mil


*

Rio de Janeiro:

Organizadores – 70 mil

PM – Não informou


*

Salvador:

Organizadores – 100 mil

PM – 60 mil


*

Recife:

Organizadores – 200 mil

PM – 15 mil


*

Fortaleza:

Organizadores – 50 mil

PM – 6 mil


*

Belo Horizonte:

Organizadores – 100 mil

PM – 18 mil


*

Porto Alegre:

Organizadores – 60 mil

PM – 10 mil


*

Curitiba:

Organizadores – 30 mil

PM – 5 mil


*

Natal:

Organizadores – 30 mil

PM – 17 mil

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(Tg)

Entrevista à Veja: Delcídio diz que Lula ‘comandou o esquema’ que Dilma ‘herdou e se beneficiou’

 Da Veja, parte da entrevista com o senador Delcídio do Amaral, que teve o acordo de delação premiada homogado:


Delcídio: “Lula comandava o esquema”

Delcídio do Amaral, ex-líder do governo, diz que tanto Lula como Dilma tinham pleno conhecimento da corrupção na Petrobras — e, juntos, tramaram para sabotar as investigações, inclusive vazando informações sigilosas para os investigados

  



O senador Delcídio do Amaral participou do maior ato político da história do país. No domingo 13, ele pegou uma moto Harley-Davidson, emprestada do irmão, e rumou para a Avenida Paulista, onde protestou contra a corrupção e o governo do qual já foi líder. Delcídio se juntou à multidão sem tirar o capacete. Temia ser reconhecido e hostilizado.

Com medo de ser obrigado pela polícia a remover o disfarce, ficou pouco tempo entre os manifestantes, o suficiente para perceber que tomara a decisão correta ao colaborar para as investigações.

“Errei, mas não roubei nem sou corrupto. Posso não ser santo, mas não sou bandido.”

Na semana passada, Delcídio conversou com VEJA por mais de três horas. Emocionou-se ao falar da família e ao revisitar as agruras dos três meses de prisão. Licenciado do mandato por questões médicas, destacou o papel de comando de Lula no petrolão, o de Dilma como herdeira e beneficiária do esquema e a trama do governo para tentar obstruir as investigações da Lava-Jato.

O ex-líder do governo quer acertar suas contas com a sociedade ajudando as autoridades a unir os poucos e decisivos pontos que ainda faltam para expor todo o enredo do mais audacioso caso de corrupção da história.

A seguir, suas principais revelações.

Por que delatar o governo do qual o senhor foi líder?
Eu errei ao participar de uma operação destinada a calar uma testemunha, mas errei a mando do Lula. Ele e a presidente Dilma é que tentam de forma sistemática obstruir os trabalhos da Justiça, como ficou claro com a divulgação das conversas gravadas entre os dois. O Lula negociou diretamente com as bancadas as indicações para as diretorias da Petrobras e tinha pleno conhecimento do uso que os partidos faziam das diretorias, principalmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas. O Lula comandava o esquema.


Qual é o grau de envolvimento da presidente Dilma?

A Dilma herdou e se beneficiou diretamente do esquema, que financiou as campanhas eleitorais dela. A Dilma também sabia de tudo. A diferença é que ela fingia não ter nada a ver com o caso.


Lula e Dilma atuam em sintonia para abafar as investigações?

Nem sempre foi assim. O Lula tinha a certeza de que a Dilma e o José Eduardo Cardozo (ex-ministro da Justiça, o atual titular da Advocacia-Geral da União) tinham um acordo cujo objetivo era blindá-la contra as investigações. A condenação dele seria a redenção dela, que poderia, então, posar de defensora intransigente do combate à corrupção. O governo poderia não ir bem em outras frentes, mas ela seria lembrada como a presidente que lutou contra a corrupção.


Como o ex-presidente reagia a essa estratégia de Dilma?

Com pragmatismo. O Lula sabia que eu tinha acesso aos servidores da Petrobras e a executivos de empreiteiras que tinham contratos com a estatal. Ele me consultava para saber o que esses personagens ameaçavam contar e os riscos que ele, Lula, enfrentaria nas próximas etapas da investigação. Mas sempre alegava que estava preocupado com a possibilidade de fulano ou beltrano serem alcançados pela Lava-Jato. O Lula queria parecer solidário, mas estava mesmo era cuidando dos próprios interesses. Tanto que me pediu que eu procurasse e acalmasse o Nestor Cerveró, o José Carlos Bumlai e o Renato Duque. Na primeira vez em que o Lula me procurou, eu nem era líder do governo. Foi logo depois da prisão do Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, preso em março de 2014). Ele estava muito preocupado. Sabia do tamanho do Paulo Roberto na operação, da profusão de negócios fechados por ele e do amplo leque de partidos e políticos que ele atendia. O Lula me disse assim: “É bom a gente acompanhar isso aí. Tem muita gente pendurada lá, inclusive do PT”. Na época, ninguém imaginava aonde isso ia chegar.


Quem mais ajudava o ex-presidente na Lava-Jato?

O cara da confiança do Lula é o ex-deputado Sigmaringa Seixas (advogado do ex-presidente e da OAS), que participou ativamente da escolha de integrantes da cúpula do Poder Judiciário e tem relação de proximidade com ministros dos tribunais superiores.


Quando Lula e Dilma passam a trabalhar juntos contra a Lava-Jato?

A presidente sempre mantinha a visão de que nada tinha a ver com o petrolão. Ela era convencida disso pelo Aloizio Mercadante (o atual ministro da Educação), para quem a investigação só atingiria o governo anterior e a cúpula do Congresso. Para Mercadante, Dilma escaparia ilesa, fortalecida e pronta para imprimir sua marca no país. Lula sabia da influência do Mercadante. Uma vez me disse que, se ele continuasse atrapalhando, revelaria como o ministro se safou do caso dos aloprados (em setembro de 2006, assessores de Mercadante, então candidato ao governo de São Paulo, tentaram comprar um dossiê fajuto contra o tucano José Serra). O Lula me disse uma vez bem assim: “Esse Mercadante… Ele não sabe o que eu fiz para salvar a pele dele”.

O que fez a presidente mudar de postura?
O cerco da Lava-­Jato ao Palácio do Planalto. O petrolão financiou a reeleição da Dilma. O ministro Edinho Silva, tesoureiro da campanha em 2014, adotou o achaque como estratégia de arrecadação. Procurava os empresários sempre com o mesmo discurso: “Você está com a gente ou não está? Você quer ou não quer manter seus contratos?”. A extorsão foi mais ostensiva no segundo turno. O Edinho pressionou Ricardo Pessoa, da UTC, José Antunes, da Engevix, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez. Acho que Lula e Dilma começaram a ajustar os ponteiros em meados do ano passado. Foi quando surgiu a ideia de nomeá-lo ministro.

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(Tg)