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Entrevista à Veja: Delcídio diz que Lula ‘comandou o esquema’ que Dilma ‘herdou e se beneficiou’

 Da Veja, parte da entrevista com o senador Delcídio do Amaral, que teve o acordo de delação premiada homogado:


Delcídio: “Lula comandava o esquema”

Delcídio do Amaral, ex-líder do governo, diz que tanto Lula como Dilma tinham pleno conhecimento da corrupção na Petrobras — e, juntos, tramaram para sabotar as investigações, inclusive vazando informações sigilosas para os investigados

  



O senador Delcídio do Amaral participou do maior ato político da história do país. No domingo 13, ele pegou uma moto Harley-Davidson, emprestada do irmão, e rumou para a Avenida Paulista, onde protestou contra a corrupção e o governo do qual já foi líder. Delcídio se juntou à multidão sem tirar o capacete. Temia ser reconhecido e hostilizado.

Com medo de ser obrigado pela polícia a remover o disfarce, ficou pouco tempo entre os manifestantes, o suficiente para perceber que tomara a decisão correta ao colaborar para as investigações.

“Errei, mas não roubei nem sou corrupto. Posso não ser santo, mas não sou bandido.”

Na semana passada, Delcídio conversou com VEJA por mais de três horas. Emocionou-se ao falar da família e ao revisitar as agruras dos três meses de prisão. Licenciado do mandato por questões médicas, destacou o papel de comando de Lula no petrolão, o de Dilma como herdeira e beneficiária do esquema e a trama do governo para tentar obstruir as investigações da Lava-Jato.

O ex-líder do governo quer acertar suas contas com a sociedade ajudando as autoridades a unir os poucos e decisivos pontos que ainda faltam para expor todo o enredo do mais audacioso caso de corrupção da história.

A seguir, suas principais revelações.

Por que delatar o governo do qual o senhor foi líder?
Eu errei ao participar de uma operação destinada a calar uma testemunha, mas errei a mando do Lula. Ele e a presidente Dilma é que tentam de forma sistemática obstruir os trabalhos da Justiça, como ficou claro com a divulgação das conversas gravadas entre os dois. O Lula negociou diretamente com as bancadas as indicações para as diretorias da Petrobras e tinha pleno conhecimento do uso que os partidos faziam das diretorias, principalmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas. O Lula comandava o esquema.


Qual é o grau de envolvimento da presidente Dilma?

A Dilma herdou e se beneficiou diretamente do esquema, que financiou as campanhas eleitorais dela. A Dilma também sabia de tudo. A diferença é que ela fingia não ter nada a ver com o caso.


Lula e Dilma atuam em sintonia para abafar as investigações?

Nem sempre foi assim. O Lula tinha a certeza de que a Dilma e o José Eduardo Cardozo (ex-ministro da Justiça, o atual titular da Advocacia-Geral da União) tinham um acordo cujo objetivo era blindá-la contra as investigações. A condenação dele seria a redenção dela, que poderia, então, posar de defensora intransigente do combate à corrupção. O governo poderia não ir bem em outras frentes, mas ela seria lembrada como a presidente que lutou contra a corrupção.


Como o ex-presidente reagia a essa estratégia de Dilma?

Com pragmatismo. O Lula sabia que eu tinha acesso aos servidores da Petrobras e a executivos de empreiteiras que tinham contratos com a estatal. Ele me consultava para saber o que esses personagens ameaçavam contar e os riscos que ele, Lula, enfrentaria nas próximas etapas da investigação. Mas sempre alegava que estava preocupado com a possibilidade de fulano ou beltrano serem alcançados pela Lava-Jato. O Lula queria parecer solidário, mas estava mesmo era cuidando dos próprios interesses. Tanto que me pediu que eu procurasse e acalmasse o Nestor Cerveró, o José Carlos Bumlai e o Renato Duque. Na primeira vez em que o Lula me procurou, eu nem era líder do governo. Foi logo depois da prisão do Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, preso em março de 2014). Ele estava muito preocupado. Sabia do tamanho do Paulo Roberto na operação, da profusão de negócios fechados por ele e do amplo leque de partidos e políticos que ele atendia. O Lula me disse assim: “É bom a gente acompanhar isso aí. Tem muita gente pendurada lá, inclusive do PT”. Na época, ninguém imaginava aonde isso ia chegar.


Quem mais ajudava o ex-presidente na Lava-Jato?

O cara da confiança do Lula é o ex-deputado Sigmaringa Seixas (advogado do ex-presidente e da OAS), que participou ativamente da escolha de integrantes da cúpula do Poder Judiciário e tem relação de proximidade com ministros dos tribunais superiores.


Quando Lula e Dilma passam a trabalhar juntos contra a Lava-Jato?

A presidente sempre mantinha a visão de que nada tinha a ver com o petrolão. Ela era convencida disso pelo Aloizio Mercadante (o atual ministro da Educação), para quem a investigação só atingiria o governo anterior e a cúpula do Congresso. Para Mercadante, Dilma escaparia ilesa, fortalecida e pronta para imprimir sua marca no país. Lula sabia da influência do Mercadante. Uma vez me disse que, se ele continuasse atrapalhando, revelaria como o ministro se safou do caso dos aloprados (em setembro de 2006, assessores de Mercadante, então candidato ao governo de São Paulo, tentaram comprar um dossiê fajuto contra o tucano José Serra). O Lula me disse uma vez bem assim: “Esse Mercadante… Ele não sabe o que eu fiz para salvar a pele dele”.

O que fez a presidente mudar de postura?
O cerco da Lava-­Jato ao Palácio do Planalto. O petrolão financiou a reeleição da Dilma. O ministro Edinho Silva, tesoureiro da campanha em 2014, adotou o achaque como estratégia de arrecadação. Procurava os empresários sempre com o mesmo discurso: “Você está com a gente ou não está? Você quer ou não quer manter seus contratos?”. A extorsão foi mais ostensiva no segundo turno. O Edinho pressionou Ricardo Pessoa, da UTC, José Antunes, da Engevix, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez. Acho que Lula e Dilma começaram a ajustar os ponteiros em meados do ano passado. Foi quando surgiu a ideia de nomeá-lo ministro.

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(Tg)

ILP está com inscrições abertas para 29 cursos gratuitos

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O aperfeiçoamento pessoal e profissional é foco do trabalho Instituto do Legislativo Potiguar (ILP), que completa mais um ano de atividades. Em 2016, dezenas de cursos gratuitos em diversas áreas são oferecidas para a população e já estão abertas inscrições para os cursos de capacitação pessoal e técnica. No entanto, é preciso que os candidatos interessados fiquem atentos ao período de inscrição.

Ao todo, 42 cursos dessas modalidades foram abertos no início do ano e 13 já iniciaram ou tiveram as inscrições encerradas. Pelo calendário, ainda é possível realizar as inscrições nos cursos Segurança de rede/Internet, Word Avançado-Edição de texto, Excel Avançado, Italiano Básico, Inglês III, Cerimonial, Redação Legislativa, Media Training, Marketing e Redes Sociais, Gestão de Custos no Setor Público, Elaboração e Escrita de Documentos Oficiais, Gestão/Fiscalização Contratos Administrativos, Direito Eleitoral, Redação Jornalística, Gestão de Gabinete, Capacitação Gerencial-Liderança, Etiqueta Profissional, Processo Legislativo, Assessoria de Imprensa – Setor Público, Redação Oficial, MSProject e Uso de Tablet e Smartphone e Uso de Tablet Profissional, que terão duas edições.

Os cursos têm entre 25 e 50 vagas e as inscrições ficam abertas até quatro dias úteis antes do início das aulas ou enquanto houver vagas disponíveis. Para fazer a inscrição, o interessado precisa ir até o ILP, que fica na Rua Assu, 430, Tirol.

Para informações sobre as datas e duração dos cursos acesse owww.al.rn.gov.br/portal/ilp.

Chuva derruba parte de casa em cima de residência na Zona Leste de Natal

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As chuvas que caem em Natal desde a madrugada vêm alagando ruas, complicando o trânsito e causando prejuízos aos moradores da cidade. Em Mãe Luíza, na Zona Leste, parte de uma casa desabou sobre uma outra residência na rua Saquarema. Um idoso de 65 anos ficou ferido na cabeça. Em junho de 2014, as chuvas abriram uma enorme cratera em meio às ruas do bairro e derrubaram várias casas. Na época, tubulações foram rompidas, 85 casas desmoronaram e mais de 100 famílias ficaram desabrigadas.

Por volta das 5h15, a família de Lenice Baracho acordou com um barulho muito alto. O filho dela contou que levantou para ver o que estava acontecendo. Ele acreditava que estava jorrando água sobre a máquina de lavar. Porém, quando chegou no quintal, viu que parte de uma casa que fica numa acima, havia desabado e atingiu a casa da família dele. “Eu disse: ‘mãe, acorda. A casa está caindo”, relatou o filho de Lenice. O avô do garoto, que estava no quarto, foi ferido na cabeça e socorrido. A família informou que ele passa bem.

De acordo com a Defesa Civil, a casa que desmoronou estava interditada desde as chuvas de 2014. “A casa foi interditada por prevenção. Na época, não havia riscos de desabamento”, disse Eugênio Soares, diretor da Defesa Civil municipal. A família foi relocada ainda na manhã desta quarta-feira. A casa que desabou será demolida por uma equipe da prefeitura.

Após chuva, parte de casa desabou em Mãe Luíza (Foto: Eduardo Rodrigues/Inter TV Cabugi)
Casa de dona Lenice foi atingida por partes da construção da residência que fica na rua de cima (Foto: Eduardo Rodrigues/Inter TV Cabugi)

Até que ponto protestos de domingo pioram destino de Dilma?

Bonecos Pixuleco em varal na Avenida Paulista, em SP, em 13/03/2016
Bonecos Pixuleco em varal na Avenida Paulista, em SP, em 13/03/2016

Talita Abrantes, de EXAME.com

Uma série de decisões das mais elevadas cúpulas políticas de Brasília (DF) dependiam do resultado dos protestos convocados para este domingo, 13 de março – muitas delas a serem definidas pelo próprio Palácio do Planalto.

A resposta das ruas de centenas de cidades em todos os estados brasileiros não foi nada favorável para a presidente Dilma Rousseff, que se vê envolta no mais dramático momento de seu segundo mandato e inicia a semana ainda mais enfraquecida.

A estimativa da Polícia Militar é de que 3 milhões de pessoas participaram dos atos pelo Brasil. Só em São Paulo, foram 1,4 milhão de manifestantes – um número superior aos protestos de março de 2015, considerados os maiores até ontem.

“Diferentemente das manifestações de março [de 2015], as de domingo foram focadas no impeachment do governo Dilma, contra Lula e a favor da Lava Jato”, afirma Paulo Baia, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em termos práticos, os protestos endossam a série de desaprovação recorde ao governo Dilma dos últimos meses.

“O governo desfruta de uma maioria teórica, obtida através das urnas em 2014 e de acordos políticos. Mas essa maioria se vê fragilizada diante dos fatos emanados da Lava Jato e também das más notícias na economia”, enumera o cientista político Antonio Lavareda, autor do livro “Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais” (Editora Objetiva) e presidente do conselho do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).

Para os analistas, a materialização desse sentimento pelas ruas pode acelerar o processo de impeachment, que deve ser retomado na próxima quinta-feira na Câmara dos Deputados.

“Manifestações como as de domingo afetam as opiniões e o posicionamento de muitos dos membros da base aliada. Isso colocará em maior risco a sobrevivência do governo Dilma”, diz Lavareda.

O próprio PMDB pode liderar a debandada de apoiadores do governo Dilma Rousseff. No último sábado, os membros da legenda determinaram um prazo de 30 dias para definir se desembarcam ou não da gestão do PT. Os números dos protestos só reforçam os argumentos de quem torce pelo fim da aliança.

No entanto, embora sinalizem o enfraquecimento da capacidade de governo da presidente, a temporada de más notícias das últimas semanas não pode ser encarada como um prenúncio certo do fim de seu mandato, segundo análise de Roberto Romano, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Entre essa imensa massa reunida e o encaminhamento para que Dilma seja afastada, há muita engenharia política a ser vencida”, afirma. “O governo está acuado, não tem liderança, nem consultores ou intelectuais capazes de mudar a situação. Como está hoje parece fadado ao desaparecimento. Mas nada é irreversível, você tem que contar com a capacidade de reação dos grupos e indivíduos”, afirma.

Não se sabe, contudo, se a reação chegará a tempo e será eficaz para salvar o segundo mandato de Dilma Rousseff. Dada a rapidez dos acontecimentos e as propostas desesperadas do governo (como escalar Luiz Inácio Lula da Silva para a equipe ministerial), a impressão é de que o clamor dos manifestantes de domingo até pode ser atendido. A questão é o que virá depois.

Porta é arrombada e três são mortos dentro de casa em Extremoz, no RN

b86894eabb5193d980339d680f3b2ee1-e1454021395706Três homens foram mortos a tiros na noite deste domingo (13) na cidade de Extremoz, na GrandeNatal. De acordo com a Polícia Militar, os criminosos chegaram em um carro, arrombaram a porta da casa e atiraram. Ninguém foi preso.

O crime aconteceu por volta das 19h30 na rua Jerusalém, no loteamento Maanaim. De acordo com a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), criminosos chegaram ao local de carro e arrombaram a porta da casa das vítimas. Eles atiraram e dois homens morreram no local. O terceiro chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital.

Uma das vítimas foi identificada como Gildson José Melo Tavares. A polícia fez buscas, mas ninguém foi preso.

G1

Fotos das manifestações em favor do Brasil e contra o PT

Agência Brasil

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Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília – Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília – Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)

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Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília – Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)

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Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília – Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)

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Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília – Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)

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Manifestações contra governo do PT em intensa em todo o Brasil

Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff Wilson Dias/Agência Brasil
Brasília – Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff Wilson Dias/Agência Brasil

Agência Brasil – Com o Hino Nacional cantado em coro, foi encerrada em Brasília a manifestação em apoio ao combate à corrupção e a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, realizada na Esplanada dos Ministérios. Ao final do hino, os manifestantes gritaram “Fora, PT”.

Segundo a Polícia Militar, 100 mil pessoas participaram da manifestação. Não houve ocorrência de atos violentos, segundo a PM, apenas registro de extravio de documentos e atendimento de pessoas com mal-estar. O percurso dos manifestantes começou no Museu da República e foi até o Congresso Nacional, em um total de dois quilômetros.

Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília

Para o estudante Douglas Santana, de 20 anos, o movimento é histórico para o país. “Pedimos fora ao PT porque é perceptível que o país não está estável. Realmente precisa mudar e esse é o partido que está no poder”. Segundo o estudante, o ato deve ser mantido também contra outros políticos, de outros partidos, sob investigação pela Polícia Federal.

Vários manifestantes vestem camisas com a foto do juiz Sérgio Moro e usam adesivos em apoio ao juiz que comanda o processo de julgamento dos crimes relativos à corrupção em contratos da Petrobras, investigados no âmbito da Operação Lava Jato, pela Polícia Federal.

Brasília - Manifestantes vão a Esplanada dos Ministérios contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília

Em meio ao povo, estava o senador Álvaro Dias (PV-PR), que não falou aos manifestantes publicamente. Ele, no entanto, conversou individualmente com alguns manifestantes e parou para tirar fotos. Dias migrou do PSDB para o PV no início de janeiro, após vários meses de negociação. Também participou do ato em Brasília o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Vestido com uma camiseta com a frase “Direita Já”!, o parlamentar tirou selfiescom o público.

Neste momento, as pessoas estão se dispersando, a maioria em direção à Rodoviária do Plano Piloto, terminal de ônibus na área central de Brasília.

As pessoas começaram a se concentrar perto do Museu da República ainda às 9h. Entre o público, havia várias famílias. A maioria das pessoas estava vestida de camiseta verde e amarela. Em frente ao Congresso Nacional, alguns manifestantes fizeram uma moldura com o próprio corpo para escrever a frase “Fora, Dilma”. Em vários momentos, os manifestantes fizeram uma ola em defesa da “limpeza”, que defende a saída de políticos corruptos. Nominalmente, eles citaram o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e de Dilma.

Desempregada desde outubro, Roberta Born, de 34 anos, fez parte de vários movimentos que já acamparam no gramado do Congresso, disse acreditar que o Brasil está sofrendo com o governo atual. Para ela, o governo é uma “facção criminosa”. Vinda de Porto Alegre, Roberta se considera de direita e afirmou que só volta para sua cidade quando a presidenta Dilma sair da Presidência.

Para o servidor público, da Justiça Federal, Fábio Freitas, de 51 anos, a corrupção começou no país em 1500, desde o descobrimento do Brasil. “Sou um dos milhares de brasileiros indignados com a corrupção”, disse. Ele, entretanto, afirmou que a corrupção não é privilégio de apenas um partido. “O Brasil precisa se reinventar. O que se está pedindo não é solução. O necessário seria convocar uma nova Constituinte”.

Cerca de 2 mil policiais foram destacados para garantir a segurança nas ruas de Brasília, neste domingo.

Pelo país

Em todo o país, foram programadas manifestações a favor do impeachment da presidenta Dilma em 503 cidades, segundo o movimento Vem pra Rua. Em algumas cidades, a Central Única dos Trabalhadores e movimentos mantiveram a realização de manifestações pró-governo e pró-Lula, tais como Fortaleza, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A CUT convocou suas seccionais para uma manifestação a favor da democracia para a próxima sexta-feira, dia 18. No DF, o PT convocou nova manifestação para o dia 31 de março.

Em Brasília, a manifestação do PT anteriormente prevista para ocorrer na Torre de TV, também neste domingo, pela manhã, foi cancelada pelo partido. Em nota, o presidente do PT no Distrito Federal, Roberto Policarpo, informou que a decisão foi tomada na noite de sexta (11), após reunião com integrantes da Secretaria de Segurança Pública. A secretaria havia recomendado ao partido que fizesse o ato em outro local porque havia um ponto de acesso em comum com a manifestação contra o governo, realizada na Esplanada dos Ministérios. A Rodoviária do Plano Piloto, na área central da cidade, dá acesso aos dois locais, embora estejam de lados opostos da avenida que corta a Esplanada, o Eixo Monumental.

Rio de Janeiro - Manifestação em Copacabana contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro –

No Rio, os manifestantes percorreram a Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, conduzidos por três carros de som. Um deles trazia uma faixa com a frase “Fora Comunismo”. O porta-voz do movimento dizia que as famílias de direita estava ali contra o PT. Uma multidão ocupou as duas vias da avenida, ao longo de cerca de oito quarteirões. Bandeiras do Brasil e muitos cartazes contra o PT, Dilma e Lula são o principal material utilizado pelos participantes.

Centenas de policiais militares acompanham a marcha que saiu do Posto 5 por volta das 10h, em direção ao Posto 2. Não foram registrados incidentes ou confrontos até o momento. Mais cedo, um avião passou com a faixa “Não vai ter golpe – Frente Brasil Popular” e foi vaiado pelos manifestantes, com gritos de “Fora Dilma” e “Impeachment, Já”. Uma grande faixa de apoio ao juiz Sergio Moro, que coordena o processo dos crimes investigados pela Operação Lava Jato, foi carregada por manifestantes com os dizeres em inglês: “We all are Sergio Moro”, ou seja, Somos Todos Sergio Moro.

Salvador - Manifestação em Salvador contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Sayonara Moreno/Agência Brasil)
Salvador
Recife - Manifestação no Recife contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Sumaia Villela/Agência Brasil)
Recife

A dona de casa Elvira Moraes, 63 anos, desaprovou o discurso. “Não sou de direita e não me sinto representada por este senhor. E ainda fica xingando a presidenta. Acho feio. O ato é pela democracia e honestidade e é por isso que estou aqui”, opinou Elvira.

Vindo de Nova Iguaçu, o administrador José Maria Sousa, de 52 anos, disse que saiu de casa cedo. “Programamos com antecedência, há mais de um mês. Estar aqui é importante, porque acredito que nossa indignação pode pressionar o governo e as autoridades a acabarem com essa sujeira que tem assolado a política deste país.”

O movimento organiza passeatas em outras cidades do estado, com Angra dos reis, Búzios e Cabo Frio, na região dos Lagos, Niterói, na região metropolitana, Nova Friburgo e Petrópolis, na região Serrana.

No Recife, a manifestação ocorre neste momento ainda, na orla da Praia de Boa Viagem e, em Salvador, no Farol da Barra. Dois atos contra o governo Dilma foram programados para Belo Horizonte. De manhã, os manifestantes reuniram-se na Praça da Liberdade e, à tarde, haverá outro na Praça da Estação.

Em Manaus, no Amazonas, a manifestação contra o governo e contra a corrupção está marcada para as 16h na orla da praia da Ponta Negra. Uma carreata em direção ao local deve sair às 15h da Rua Kako Caminha, no cruzamento com a Avenida Constantino Nery, segundo um dos organizadores do protesto, Kléber Romão, coordenador estadual do Movimento Brasil Livre.  De acordo com a Polícia Militar do Amazonas, mais de 400 homens, 12 viaturas e 48 motocicletas vão reforçar o policiamento no local onde a manifestação vai se concentrar.

Apoio

No Rio de Janeiro, uma manifestação em apoio ao governo e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcada para as 10h deste domingo, no Parque Madureira, na zona norte do Rio, acabou sendo desmarcada em função do mau tempo, segundo integrantes da Central Única dos Trabalhadores. O ato foi remarcado para as 14h, quando deve ser feita uma panfletagem. Na tarde de hoje, outra manifestação pró-Dilma está prevista para a Praça São Salvador, na zona sul da cidade.

O aposentado e ativista Antônio Carlos da Silva, de 72 anos, foi ao Parque Madureira para participar da manifestação em apoio ao governo. Ele afirma que há questões a serem corrigidas na gestão de Dilma Rousseff, mas disse que devem ser corrigidas pelo povo. “E o Lula não ajudou só o trabalhador. Os empresários ganharam muito dinheiro no governo dele”, defendeu o aposentado.

Marcado para 15h30, ato na Paulista já reúne manifestantes

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São Paulo – Apesar de estar agendado para as 15h30, o ato contra a presidente Dilma Rousseff na Avenida Paulista registra grande concentração de manifestantes, muitos vestidos de verde e amarelo, desde o início da tarde deste domingo (13). A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) distribui balões em apoio ao ato e contra o aumento de impostos.

A assessoria de Comunicação Social da PM informou, questionada pelo Broadcast, que, a piori, não divulgará informações sobre o número de participantes na manifestação na capital paulista.

O quarteirão onde fica o Museu de Arte de São Paulo (Masp) estava todo tomado. O público chegava principalmente pelas estações de metrô.

No começo desta tarde, na Marginal Tietê, caminhoneiros se deslocavam no sentido Castelo Branco, fazendo buzinaço contra o governo de Dilma, repetindo ato feito em manifestações anteriores. Não há informações, conforme a Polícia Militar local, sobre o trajeto e o número de participantes do ato.

Exame

Juíza decreta segredo na ação que pede prisão de Lula

Luiz Inácio Lula da Silva: a ex-primeira dama Marisa Letícia, e um dos filhos do ex-presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, também são investigados
Luiz Inácio Lula da Silva: a ex-primeira dama Marisa Letícia, e um dos filhos do ex-presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, também são investigados

A juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4ª Vara Criminal da Capital, decretou segredo de Justiça do processo em que o ex-presidente Lula é acusado por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no caso tríplex – apartamento no Guarujá que, segundo a Promotoria criminal de São Paulo, pertence ao petista.

“Trata-se de processo de elevada repercussão social, em que há acusações contra o ex-Presidente da República e requerimento de medidas cautelares sérias”, alegou a magistrada.

A denúncia contra Lula foi apresentada na quarta-feira, 9. Os promotores de Justiça acusam 16 investigados por irregularidades em empreendimentos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop).

A ex-primeira dama Marisa Letícia, o filho mais velho do casal, Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, e o ex-tesoureiro do PT João Vacari Neto estão entre os denunciados.

A juíza avisa que sua decisão sobre recebimento ou não da denúncia e sobre o pedido de prisão do ex-presidente pode demorar.

“Neste momento saliento que o processo apresentado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo possui 36 volumes, ainda não findo o processo de digitalização, e já existem habilitações de procuradores de alguns denunciados, e para a análise da viabilidade da acusação, bem como dos pedidos cautelares formulados, necessária a detida apreciação de todo o material apresentado, o que demandará algum tempo”.

Exame

Em protesto por segurança, rodoviários param ônibus em Natal

Rodoviários também pararam ônibus ao longo da Avenida Bernardo Vieira (Foto: Erika Zuza/ Inter TV Cabugi)
Rodoviários também pararam ônibus ao longo da Avenida Bernardo Vieira (Foto: Erika Zuza/ Inter TV Cabugi)

G1– Trabalhadores do setor de transporte público paralisaram as atividades na tarde desta sexta-feira (11) em Natal. De acordo com informações o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro), Júnior Rodoviário, a paralisação foi encerrada por volta das 17h45. A paralisação durou cerca de duas horas.

Em nota emitida nesta quinta-feira (10), o sindicato já havia indicado a possibilidade de paralisação nesta sexta. De acordo com a assessoria de comunicação do Sintro, a parada é uma forma de protesto contra a onda de assaltos em Natal. Segundo o Sintro, a paralisação deve durar duas horas. A paralisação começou por volta das 15h40.

Ainda de acordo com informações do Sintro, as paralisações ocorreram em cinco pontos da cidade: no Viaduto do Baldo, em Cidade Alta; na Avenida Bernardo Vieira, em Lagoa Nova; próximo ao Teatro Alberto Maranhão, na Redinha; e nos terminais das empresas Guanabara e Conceição, na Redinha e em Felipe Camarão, respectivamente.

A paralisação dos ônibus acabou causando transtornos a diversos populares. É o caso da designer Danielle Irineu. “TIve que cancelar uma reunião, uma sessão de fotos e voltei de carona do trabalho. Quem tem carro está dando carona aos demais”, disse.

De acordo com a auxiliar em saúde bucal Elaine Katiuscia, no entanto, o aviso prévio da paralisação preveniu maiores transtornos. “Eu estava participando de um curso de atualização em um hotel na Via Costeira. No entanto, como havia o indicativo de que poderia ocorrer esta paralisação, a organização teve que adiantar o conteúdo pela parte da manhã e cancelou as aulas da tarde”, explicou.

Protestos e convenção do PMDB criam final de semana decisivo para Dilma

Manifestações e uma convenção do PMDB marcadas para esse fim de semana podem complicar a situação de Dilma
Manifestações e uma convenção do PMDB marcadas para esse fim de semana podem complicar a situação de Dilma

Depois de semanas seguidas de notícias negativas para o governo, a presidente Dilma Rousseff enfrentará um fim de semana que pode ser decisivo para seu futuro.

No sábado, o PMDB realiza em Brasília sua Convenção Nacional para reeleger o vice-presidente Michel Temer como líder do partido. As alas adversárias ao Planalto tentarão pôr em votação a saída da legenda do governo. A aprovação de um rompimento poderia ser determinante para o impeachment de Dilma no Congresso.

Já para o domingo estão convocadas manifestações antigoverno em diversas cidades do país. Embora esses protestos tenham encolhido de tamanho desde março de 2015 – quando 210 mil pessoas foram às ruas apenas em São Paulo, segundo cálculo do instituto Datafolha -, seus líderes acreditam que as novas denúncias contra Dilma e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva possam reverter essa tendência.

Nas últimas duas semanas, Lula foi alvo de uma ação da Polícia Federal e teve sua prisão solicitada pelo Ministério Público de São Paulo. O ex-presidente é acusado de ter sido favorecido por empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Lava Jato com doações, contratações em palestras e reformas em imóveis supostamente seus – o que ele nega.

Na semana passada também foi revelado pela revista IstoÉ o suposto conteúdo de um depoimento do senador Delcídio Amaral (PT-MS) à PF em que ele acusa Lula e Dilma de tentarem intervir na operação Lava Jato. Ele teria dito também que ambos sabiam sobre a existência de corrupção dentro da Petrobras.

“Até uma semana atrás, se eu tivesse que fazer uma aposta, eu diria que as manifestações desse domingo não seriam do porte que foram em março de 2015. Entretanto, os acontecimentos da última semana, sobretudo a ação da Polícia Federal contra Lula, acirraram os ânimos, tanto dos que querem manter o governo quanto dos que querem a saída de Dilma”, afirma a cientista política Maria Hermínia Tavares, professora da USP.

Segundo cientista política, ‘acontecimentos da última semana, sobretudo a ação da Polícia Federal contra Lula, acirraram os ânimos’

Na sua visão, o mais importante não são as manifestações em si, mas como elas serão “lidas” pelos políticos, principalmente os da base do governo.

“Acho que se houver um confronto (entre manifestantes contra e pró governo), uma coisa muito feia, acho que isso poderia ser lido (pelos políticos) como ‘não dá mais para (o governo) ficar assim’. Mas não acredito que haverá confronto porque o PT se manifestou em sentido oposto e protestos de apoio ao governo previstos também para domingo foram adiados”.

Imprevisibilidade

O desfecho de ambos os eventos parece imprevisível. No entanto, é possível dizer que o cenário poderia ser ainda pior para o governo se a ordem dos acontecimentos fosse invertida, nota o cientista político Rafael Moreira, que estuda o PMDB em seu doutorado pela USP.

“Não sei se (os peemedebistas) deram sorte ou azar que a convenção deles vai ser antes das manifestações. Imagina se houvesse manifestações no sábado, com apoio popular monstruoso, cobertura da imprensa, e eles, no dia seguinte, tivessem uma convenção. Acho que seria uma pressão enorme para romperem”.

“Mas sendo no dia anterior (às manifestações), acho que talvez eles consigam de alguma maneira empurrar com a barriga (a decisão de deixar o governo) para ver o termômetro do dia seguinte nas ruas”, afirmou.

Para Tavares, a convenção pode ser mais determinante para o governo Dilma que os protestos.

“A convenção talvez seja até mais importante porque nesse momento o PMDB é o fiel da balança que pode dar ou não maioria para o processo de impeachment no Congresso”, analisa a professora.

“O PMDB está dividido sobre essa questão, mas a postura da maioria tem sido de apoio ao governo até muito recentemente. Entretanto, à medida que a crise se agrava alguns setores do partido já começam a dizer que talvez possam sair desse barco”, ressalta.

Sair ou ficar?

Parlamentares de oposição à Dilma afirmam que a maioria da base do partido quer deixar o governo. No entanto, acreditam que Michel Temer, presidente do partido, pode impedir que o assunto seja colocado em votação no sábado.

Michel Temer ‘está numa situação delicada,

“Quem vai decidir se vota ou não vota é o Michel. Se for à votação, vai dar 70%, 80% para sair do governo”, disse o deputado federal Osmar Terra, vice-presidente estadual do PMDB no Rio Grande do sul.

“Ele pode botar para votar ou segurar isso para decidir depois com o diretório (do partido). Pode ser uma alternativa”, acrescentou.

Em tese, a maioria da plenária reunida na convenção até poderia pressionar para derrubar uma eventual decisão do presidente, mas isso causaria um constrangimento ao líder do partido, e a ideia é que evento ressalte a unidade do PMDB em torno de Temer, explica o deputado.

“O problema é que o Michel está numa situação delicada, ele é o vice-presidente da República. Se o PMDB se afastar, desestabiliza muito o governo e pode parecer que ele está patrocinando isso. E ele não quer passar essa ideia até porque ele não está patrocinando mesmo (a saída), afirmou o deputado.

Terra é um dos principais defensores do desembarque do governo, com a entrega dos sete ministérios que hoje estão nas mãos do PMDB.

De acordo com ele, ao menos 14 dos 27 Estados querem abandonar Dilma: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Tocantins, Roraima, Rondônia e Acre.

Ceará e Goiás estariam indefinidos. Já os demais onze querem permanecer no governo – Rio de Janeiro, Minas Gerais, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Amazonas, Pará, Amapá e Mato Grosso.

A distribuição dos votos na Convenção é proporcional ao tamanho dos partidos em cada Estado.

Segundo Terra, o que explica o apoio, em geral, são os cargos no governo. Minas Gerais, por exemplo, negocia indicar o novo secretario de Aviação Civil (SAC). A expectativa é que o deputado mineiro Mauro Lopes seja indicado após a convenção, na próxima semana.

“Os (diretórios estaduais) que estão esperando ministério ou que tem ministro é mais complicado (de aprovar a saída do governo). O que não significa que a base não pense diferente. Acho que a base de Minas Gerais deve ter muito mais gente querendo sair do que se manter no governo”, afirma.

Senado

Dentro do Congresso, é a bancada do PMDB no Senado que tem sido mais fiel à Dilma. O presidente da casa, Renan Calheiros, inclusive protagonizou no ano passado embates públicos com Temer, quando o vice parecia se articular em favor do impeachment.

No entanto, ambos se reconciliaram, Renan decidiu apoiar sua reeleição para presidente do partido e se tornou mais discreto no apoio ao governo.

Aécio Neves esteve em encontro entre senadores peemedebistas e tucanos na quarta-feira

Na noite de quarta-feira, senadores peemedebistas (Eunício Oliveira, Romero Jucá e Calheiros) e tucanos (Aloysio Nunes, Aécio Neves e Cássio Cunha Lima) se reuniram para discutir a crise política. Na saída, parlamentares dos dois partidos deram declarações de que “PMDB e PSDB vão caminhar juntos em busca de solução para o país”.

O encontro parecia indicar um afastamento dos senadores peemedebistas do governo, mas no dia seguinte Calheiros tratou de diminuir a temperatura dos boatos.

“O PMDB deve fazer sua convenção com muita responsabilidade porque qualquer sinalização que houver com relação ao posicionamento do PMDB pode diminuir ou aumentar a crise”, disse a jornalistas.

Na própria manhã da quarta-feira, o presidente do Senado havia se reunido também com Lula, a quem presenteou com uma edição da Constituição Federal, gesto que foi visto como uma crítica à ação da Lava Jato contra ele.

“É mais uma vez o PMDB jogando em todas as frentes, para tentar entender o cenário”, avalia o cientista político Rafael Moreira.

Arena das Dunas não vê motivo para rescisão de contrato com governo

(Foto: Getty Images)
(Foto: Getty Images)

A Arena das Dunas, estádio que recebeu a Copa do Mundo em Natal, divulgou na noite desta quinta-feira (10) uma nota sobre o contrato com o governo do Rio Grande do Norte. Na nota, a Arena das Dunas Concessão e Eventos S/A afirmou que cumpre suas obrigações contratuais e que não vê motivo para uma possível rescisão. Na quarta-feira (9), o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) cobrou uma reavalição do contrato. O repasse do governo ao consórcio é de R$ 11,7 milhões mensais.

A nota informa que “durante a vigência do contrato, não se observa nenhum fato que justifique a aplicação de qualquer penalidade, tampouco hipótese de rescisão contratual. Vale destacar que a Arena das Dunas recebeu do Sisbrace (Sistema Brasileiro de Classificação dos Estádios do Ministério dos Esportes) a maior pontuação possível, tendo sido o único estádio do Brasil a receber nota máxima em todos os critérios avaliados”.

Na quarta-feira (9), o deputado Fernando Mineiro pediu uma nova análise e possível repactuação dos valores assumidos pelo governo. “Quando a Arena foi construída o país e o estado passavam por outra situação financeira. Além disso, há a questão de que na época da construção foi dito que o empreendimento seria superavitário. O governo precisa estudar a possibilidade de suspensão desse contrato. Além de saber se todos os itens do documento estão sendo cumpridos”, afirmou o deputado.

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