Category: Economia

Rio Grande do Norte mantém congelamento do ICMS

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Mesmo com a decisão do Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz) de não renovar o congelamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis, que vigorava desde novembro até 31 de janeiro, o Governo do Rio Grande do Norte decidiu prolongar o benefício até o dia 15 de fevereiro, evitando assim que os preços nas bombas disparem ainda mais.

O secretário estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier, explicou que a cobrança de 29% (2% para o Fundo Estadual de Combate à Pobreza – FECOP – e 27% referente ao ICMS) no Rio Grande do Norte será mantida tendo como referência o valor de R$ 6,62. Atualmente no estado, o litro da gasolina já chega aos R$ 7,19.

Após o dia 15 de fevereiro, segundo o secretário Carlos Eduardo Xavier, a pasta vai reavaliar o cenário para definir se mantém ou suspende o congelamento do tributo. “Independente do valor que a gasolina tivesse, o congelamento manteve R$ 6,62 como valor referência. Na semana passada o Comsefaz deliberou que esse congelamento vai ser encerrado, porém, aqui no estado, manteremos o congelamento até o dia 15 de fevereiro e seguiremos avaliando”, disse o secretário de Tributação.

O congelamento tem o objetivo de colaborar com a manutenção dos preços nos valores vigentes em 1º de novembro de 2021 até 31 de janeiro de 2022. Por diversas vezes ao longo do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro atribuiu aos estados parte da culpa pelos aumentos dos combustíveis devido o imposto que incide no valor final.

O governo federal quer que o ICMS seja cobrado como um preço fixo por litro, como ocorre com os tributos federais, mas os governadores consideram o projeto paliativo e defendem a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis, que evitaria repasses ao consumidor e, ao mesmo tempo, bancaria eventuais prejuízos da Petrobras quando o preço internacional do petróleo e o dólar sobem.

O Comsefaz tinha decidido em outubro de 2020 manter o ICMS enquanto a União, a Petrobras, o Congresso Nacional e os estados negociavam uma solução definitiva para amortecer parte do impacto dos reajustes nas refinarias para o consumidor.

Esperava-se uma estabilização no preço da gasolina e do diesel e isso não ocorreu. Segundo o comitê, a decisão pelo descongelamento do tributo foi decidido após a Petrobras elevar o preço dos combustíveis nas refinarias na semana passada. No primeiro reajuste em 77 dias, a gasolina subiu 4,85%, e o diesel aumentou 8,08% nas refinarias.

Por essa razão, o secretário de Tributação do RN ressalta que o congelamento da alíquota do ICMS não impediu que os preços voltassem a subir, desfazendo a idéia de que o valor alto se devia à cobrança do imposto. “Hoje o preço da gasolina já passa de R$ 7 e nós estamos há mais de dois meses tendo R$ 6,72 como referência e vimos que não parou de ter aumento. Isso é prova de que o aumento sucessivo do preço dos combustíveis não se deve ao ICMS. Por isso, vamos manter esse congelamento também como uma forma de continuar mostrando que o ICMS não é responsável pelo reajuste nos preços”, disse ele.

Atualmente, o ICMS é calculado como um percentual do preço final. Isso faz com que o imposto flutue conforme os preços nas bombas, subindo quando a Petrobras reajusta os preços nas refinarias e baixando quando ocorre o contrário.

Desde novembro, quando a variação do ICMS do combustível cessou, o RN deixou de arrecadar cerca de R$ 5 milhões por mês, segundo o secretário. “No momento, com o patamar atual do preço dos combustíveis, estimamos (em perda na arrecadação) algo em torno de 5 milhões por mês”, informou Carlos Eduardo Xavier.

Tribuna do Norte / BG

Luciano Hang visita terreno da loja Havan em Natal: “Serão gerados muitos empregos e alegria”

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O empresário Luciano Hang esteve em Natal, capital potiguar, nesta quarta 12 e quinta-feira 13, para visitar o espaço onde será nova loja da Havan na cidade. O local escolhido foi a BR-101, na Zona Sul.

Luciano compartilhou stories no Instagram enaltecendo a capital potiguar. Ele visitou restaurantes e tirou foto com vários apoiadores. No terreno da próxima loja da Havan, ele afirmou: “Aqui serão gerados muitos empregos, trará desenvolvimento e alegria para centenas de famílias”.

Em agosto de de 2020, o empresário esteve em Natal para anunciar a novidade. Na época, ele revelou que o estabelecimento vai funcionar no espaço onde hoje funciona a concessionária da Mercedes-Benz e deve ter 20 mil metros quadrados, estacionamento e a estátua da liberdade, símbolo da rede de lojas. Com a loja, serão gerados cerca de 200 empregos diretos.

BG

Após disparada do IGP-M, FGV lança novo índice para reajuste do aluguel

Voltada especificamente para o mercado imobiliário, a nova taxa mede a evolução mensal de aluguéis residenciais no país / Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

As incontáveis disputas entre inquilinos e donos de imóveis podem estar com os dias contados. Após uma série de impasses pela disparada do IGP-M, indexador mais usado em contratos de aluguel, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) lançou um novo índice para a locação de imóveis. Voltada especificamente para o mercado imobiliário, a taxa mede a evolução mensal de aluguéis residenciais no país. Na primeira indicação, o  Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) subiu 0,66% em dezembro, contra alta de 0,70% em novembro. O economista da FGV e responsável pela metodologia, Paulo Pichetti, disse que o IGP-M já vinha sendo abandonado no cálculo dos aluguéis.

“Imagino que vai haver um período de transição onde as pessoas vão entender a metodologia do IVAR, esse novo índice que está sendo lançado, vão ver o comportamento dele, como ele vai evoluir e elas são livres para adotar esse índice ou qualquer outro, mas acredito que haja vantagens nesse para reajustar contratos de aluguéis e fazer análises do mercado imobiliário”, afirmou. O IVAR não considera o valor de locações para temporada, mas apenas os contratos novos e os reajustes de contratos existentes. Com a desaceleração em dezembro, o novo índice encerrou 2021 em queda de 0,61%.

Jovem Pan

Índice de reajuste de benefícios do INSS sobe 10,2% e eleva teto para R$ 7.087

Mudança impacta o teto dos benefícios pagos pela Previdência Social / Agência Brasil/Marcello Casal

Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador usado como referência para reajustes do salário mínimo e benefícios do INSS, encerrou 2021 com alta de 10,16%, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2020, o indicador encerrou com alta de 5,45%. O registro ficou levemente acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial da inflação doméstica, que foi a 10,06% no ano passado. Em dezembro, o INPC desacelerou para 0,73% ante alta de 0,84% no mês anterior. Com a mudança, o teto da dos benefícios pagos pela Previdência Social passara para R$ 7.087,22. Atualmente, o limite é de R$ 6.433,57. O reajuste também vale para os pagamentos realizados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O novo valor deve ser chancelado pelo Ministério do Trabalho e da Previdência.

Caso confirmado, o reajuste da Previdência ficará levemente abaixo do aumento de 10,18% no salário mínimo, que passou para R$ 1.112 a partir de 1º de janeiro de 2021, ante R$ 1.100 no ano passado. A mudança foi aprovada pelo governo federal através de uma medida provisória publicada no dia 31 de dezembro. A diferença entre o INPC e o IPCA é o valor do salário das famílias pesquisadas. O IPCA engloba uma maior parte da população e aponta a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos. O INPC verifica a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos. Esses grupos são mais sensíveis às variações de preços, pois tendem a gastar todo o seu rendimento em itens básicos, como alimentação, medicamentos, transporte, entre outros.

Jovem Pan

Petrobras anuncia aumento de 5% no litro da gasolina e de 8% no diesel

Valores serão cobrados das distribuidoras a partir desta quarta-feira / Roberto Gardinalli/Futura Press/Estadão Conteúdo

Petrobras anunciou nesta terça-feira, 11, o primeiro reajuste nos preços da gasolina e do diesel em 2022. A partir desta quarta-feira, 12, o litro da gasolina será vendido para as distribuidoras a R$ 3,24, alta de 4,8% ante os R$ 3,09 cobrados até então. Já o diesel passará a ser R$ 3,61 o litro, aumento de 8% contra o preço atual de R$ 3,34. Em nota, a estatal ressaltou que a última elevação aconteceu em outubro do ano passado. Em dezembro, a Petrobras reduziu o valor do litro da gasolina em R$ 0,10. Em um ano, os combustíveis já subiram quase 80%. Em dezembro de 2020, o litro da gasolina custava R$ 1,84 aos distribuidores, diferença de 76% com o valor anunciado hoje. Já o preço do litro do diesel foi elevado em 78,7%, partindo de R$ 2,02 há 12 meses.

“Esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”, informou a empresa. “Dessa forma, a Petrobras reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, acompanhando as variações para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais”.

O grupo de combustíveis foi o maior responsável pela alta de 10,06% da inflação em 2021. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta manhã, a categoria teve aumento de 49%. A alta foi puxada pelo aumento de 62,2% do etanol — o item que mais sofreu com a variação de preços no ano passado —, seguido pelo avanço de 47,4% da gasolina e 46% do diesel. O avanço é justificado pela junção de aumento do preço das commodities, desvalorização do real ante o dólar e a crise hídrica enfrentada nos últimos meses.

Jovem Pan

Lojistas de Natal investem em liquidações agressivas para zerar estoques de fim de ano

Saldão de economia, Shopping Partagem, Sexta Feira, 07 de Janeiro de 2022/Natal/ Repórter Felipe Salustino, Foto.Magnus Nascimento

Os lojistas de Natal investem nesta primeira semana do ano em liquidações agressivas. Como forma de desaguar os estoques formados para vendas de fim de ano, as grandes redes de eletrodomésticos e lojas em shoppings locais anunciaram promoções que podem chegar até 80%.

Por causa da liquidação, uma grande fila se formou já nas primeiras horas do dia no Partage Norte Shopping, principal centro de compras da zona Norte da capital. A loja localizada no shopping estava entre as diversas do País que aderiram às promoções.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), José Lucena, destaca que esse é o momento de as lojas fazerem bons negócios, ocasião que é oportuna também para os clientes.

Tribuna do Norte /BG

Prefeituras vão receber primeira parcela do FPM com aumento de 25,6%

Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a ser creditado nesta segunda-feira (10), nas contas das 167 prefeituras potiguares, referente ao primeiro decêndio de janeiro, terá um crescimento de 25,60% em relação ao mesmo período do ano passado, sem descontar a inflação.

O decêndio do mês, no valor de R$ 5.426.106.265,14 para os municípios de todo o país, já desconta a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, incluindo o Fundeb, o montante é de R$ 6.782.632.831,43.

No caso dos municípios do Rio Grande do Norte, o repasse bruto será de R$ 168.138.451,05 e o valor líquido será de R$ 132.829.376,33.

Conforme levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o repasse líquido de Natal ficou em R$ 16.650.675,68 e em seguida aparecem Mossoró e Parnamirim, com R$ 4.824.102,67. São Gonçalo do Amarante vai receber R$ 2.431.509,17.

A maioria dos municípios (93) têm coeficiente 0.6, receberão líquidos R$ 455.907,97 e os 30 municípios de coeficiente 0.8 ficaram com repasses de R$ 607.877,29 na primeira cota do FPM de janeiro.

De acordo com os dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o primeiro decêndio de janeiro de 2022, comparado com mesmo decêndio do ano anterior, apresentou um crescimento de 25,60%. Quando o valor do repasse é deflacionado, levando-se em conta a inflação do período, comparado ao mesmo período do ano anterior, o crescimento é de 15,24%.

Tribuna do Norte / BG

Motorista não pagará DPVAT pelo segundo ano seguido; Excedente de recursos cobrirá indenizações em 2022

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pelo segundo ano seguido, os motoristas ficarão isentos de pagar o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos (DPVAT). A medida foi aprovada no último dia 17 de dezembro pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão vinculado ao Ministério da Economia.

Segundo o CNSP, a isenção pôde ser concedida porque existe um excedente de recursos no FDPVAT, fundo da Caixa Econômica Federal que administra os recursos do DPVAT, para cobrir os prejuízos com acidentes de trânsito.

Ao ser constituído, em fevereiro de 2021, o FDPVAT recebeu R$ 4,3 bilhões do consórcio de seguradoras que formavam a Seguradora Líder para o fundo. Desde então, o dinheiro vem sendo consumido com o pagamento das indenizações.

“O CNSP tem efetuado reduções anuais sistemáticas no valor do prêmio como forma de retornar, para os proprietários de veículos, estes recursos excedentes, já tendo, inclusive, estabelecido valor igual a zero, para todas as categorias tarifárias, para o ano de 2021. Tal decisão promove a devolução à sociedade dos excedentes acumulados ao longo dos anos. Sem nova arrecadação, a tendência é que esses recursos sejam consumidos com o pagamento das indenizações por acidentes de trânsito ao longo do tempo”, informou o órgão.

O CNSP atendeu a pedido da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O excedente foi formado com os prêmios pagos pelos próprios proprietários de veículos ao longo dos anos. Apesar de ajudar os motoristas, a medida afeta o Sistema Único de Saúde (SUS), que recebia 45% da arrecadação anual do DPVAT.

A isenção vale para todas as categorias. Caso a cobrança fosse mantida, os motoristas teriam de pagar de R$ 10 a R$ 600 para custear as coberturas do seguro obrigatório. As tarifas variam conforme o tipo de veículo e a região do país.

Agência Brasil /BG

Preço da gasolina cai 1,7% e fica mais barata nas bombas dos postos de combustíveis de todo país

SP – AUMENTO-COMBUSTÍVEIS-LIMEIRA – GERAL – Bombas de combustível em Limeira (SP). Na tarde desta terça-feira (26), o preço da gasolina passou dos R$ 6, sendo que o valor médio na cidade é R$ 6,39 por litro. 26/10/2021 – Foto: ROBERTO GARDINALLI/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Na últimas quatro semanas, o preço da gasolina caiu 1,7% e ficou mais barata nas bombas dos postos de combustíveis de todo o Brasil. Em algumas regiões do país a redução chegou a 1,4%. Os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP)mostram ainda que a média do litro da gasolina continua alta. Os valores variam de R$ 6,70 a R$ 6,90.

No Paraná, o consumidor encontra o menor preço do Brasil, cerca de R$ 6,00 o litro. A queda parcial do preço da gasolina tem sido puxada por causa do preço do etanol, que também caiu ao longo das últimas semanas. Além disso, os governadores de vários estados estão estudando baixar o preço da alíquota do ICMS, que encarece o preço do combustível e impacta diretamente no bolso do consumidor.

O Rio de Janeiro registra o preço mais alto do país, a gasolina comum chega a custar R$ 7,90, a aditivada ultrapassa R$ 8,00. Segundo a ANP, entre os dias 28 de novembro e 4 de dezembro, no estado de São Paulo, o preço da gasolina caiu cerca de 20 centavos nos postos. No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSDB) pretende baixar ainda mais o ICMS e a redução pode refletir no preço final nas bombas. Com uma redução de 44 centavos. As alíquotas de gasolina e álcool caem de 30% para 25% no estado.

Jovem Pan

Brasil abre 250 mil postos de trabalho em outubro e registra aumento de vagas formais

Setor de serviços lidera contratações em 2021 / Foto ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Mais de 250 mil postos de trabalho foram abertos no mês de outubro no Brasil, com as micro e pequenas empresas sendo responsáveis por quase 80% desse montante. Os dados, do Sebrae, mostram o registro de mais de 1,1 milhão de novas empresas no país no terceiro trimestre de 2021, números que superaram as quantidades de 2020. Além do setor de serviços, o varejo também está em alta. A Federação do Comércio de São Paulo estima cerca de 40 mil novos postos de trabalho em dezembro, fechando o trimestre acima das expectativas. O analista da Fundação Getúlio Vargas, Renan Pieri, detalha os dois setores, que têm mostrado bons números diante de uma economia de juros altos. “Em um momento de, quem sabe ainda uma recuperação econômica, o setor de serviços é o primeiro a ser alavancado porque os custos de contratação são menores. Se eu for levar uma fábrica vou precisar fazer investimentos altos, vou trabalhar anos construindo uma planta nova até conseguir efetuar as contratações. No setor de serviços e comércio isso é muito mais rápido. Esses empregos, muitos deles, inclusive, informais, pagam menos do que outros setores, mas em compensação tem muita gente recebendo os salários, o que movimenta a economia. É mais gente consumindo, viajando, isso acaba tendo um impacto bastante relevante”, apontou.

Cláudio Felipe é vocalista de uma banda de pagode e passou pela pior fase da carreira, já que o setor de entretenimento parou de vez por causa da pandemia. Profissionalizar o grupo foi o caminho para a retomada gradual de trabalho e novas perspectivas de emprego. “Cada um tinha o seu ‘plano B’, que a gente conseguiu seguir dessa forma, nesse processo um pouco mais informal. Com esse plano B ajudou a gente a manter esse tempo parado para que a gente pudesse retomar com o ‘plano A’, que agora nessa retomada dos shows e eventos gera o nosso maior lucro”, calculou. Em outubro, quatro setores da economia registraram saldo positivo na geração de empregos formais. São eles: serviços (144,6 mil); indústria geral (26,6 mil); construção (17,2 mil) e comércio (70,3 mil vagas). Ainda que o Brasil siga criando vagas de emprego com carteira assinada, a informalidade continua alta.

*Com informações do repórter Maicon Mendes

Jovem Pan

RN tem gasolina e etanol entre os mais caros do Nordeste, aponta levantamento da ANP

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O Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que o Rio Grande do Norte tem preço médio do etanol e da gasolina entre os três mais caros de toda a região Nordeste. De acordo com o SLP, os dois combustíveis são os terceiros mais caros da região em dezembro.

Para a gasolina comum, em dezembro, o sistema aponta preço médio de R$ 6,825 no Rio Grande do Norte, mais barata apenas que no Piauí (R$ 6,937) e no Ceará (R$ 6,908). Os estados com os preços médios mais baixos da região o Nordeste são o Maranhão (R$ 6,457) e Paraíba (R$ 6,499).

Já com gasolina aditivada, a posição também se repete no RN tem valor médio de R$ 6,895; sendo superada por Ceará (R$ 7,054) e Piauí (R$ 7,156).

Quando o assunto é o etanol hidratado, o combustível vendido no RN também é o terceiro mais caro da região, com valor médio de R$ 5,627. Ceará (R$ 5,702) e Maranhão (R$ 5,737) superam o estado potiguar no preço médio.

Por região

Quando separados por região, o etanol hidratado do Nordeste é o segundo mais caro do Brasil, com preço médio de R$ 5,436, mais barato apenas que na região Norte (5,738). Os nordestinos também têm o segundo preço mais alto do Brasil quando o assunto é gasolina aditivada, com preço médio de R$ 6,868.

Apenas o Centro-Oeste tem valor superior: R$ 6,914. As posições da gasolina aditivada são as mesmas com gasolina comum. No Nordeste, o preço médio é de R$ 6,720, mais em conta apenas que no Centro-Oeste, que tem o litro custando R$ 6,797.

BG

Brasil cria mais de 324 mil empregos com carteira assinada em novembro, mostra Caged

Todas as regiões também tiveram saldo positivo em novembro e o Sudeste liderou com a criação de 178.422 postos / Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

O mercado de trabalho brasileiro criou mais de 324 mil empregos com carteira assinada no mês de novembro. Segundo dados do  Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) , divulgados pelo Ministério da Trabalho e da Previdência nesta quinta-feira, 23, foram 1.772.766 contratações e 1.448.654 demissões, o saldo positivo de 324.112 vagas. O resultado é o melhor desde o mês de agosto, quando foram criadas 372 mil vagas. Ao todo, são 41.551.993 vínculos de trabalho ativos no período, o que representa uma variação de 0,79% em relação ao mês anterior.

No acumulado de 2021, o saldo é de 2.992.898 empregos, decorrente de 19.136.617 admissões e de 16.143.719 desligamentos. Entre os grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo, o destaque vai para o setor de serviços, com 180.960 vagas e 139.287 novos postos de trabalhos formais. Em segundo lugar, o comércio registrou 139.287 empregos. Por sua vez, a agropecuária recuou, com 16.797 vagas formais a menos. Todas as regiões também tiveram saldo positivo em novembro. O Sudeste liderou com a criação de 178.422 postos, seguido pelo Nordeste, com 58.181 vagas de trabalho e do Sul, com 54.048 vagas. Enquanto isso, o Centro-Oeste encerrou o mês com número positivo de 17.089 postos, e o Norte com 15.952. Os dados do Caged também trazem o salário médio de admissão, que foi de R$ 1.778,84 em novembro deste ano.

Jovem Pan

Com expectativa de 77% dos consumidores comprando para o fim do ano, comércio de Natal ampla horário

De olho na recuperação das perdas registradas ao longo da pandemia, o comércio de Natal ampliou o horário de atendimento para atrair consumidores antes dos festejos de fim de ano. A meta é crescer em faturamento e, para além disso, manter medidas biossanitárias, evitando que aglomerações elevem casos de Covid-19. No bairro do Alecrim, coração do comércio de rua da capital, há pontos de muita movimentação de compradores, mas há também locais em que as empreendedores avaliam que as vendas poderiam ser bem melhores.

Uma pesquisa realizada, pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 77% dos consumidores devem presentear este ano, o que faria o varejo retornar ao patamar de consumo pré-pandemia. Pensando nisso, os estabelecimentos comerciais modificaram os horários para receber os consumidores. Em alguns deles, por sinal, o fechamento das portas só acontece às 23h.

Tribuna do Norte / BG

Gasolina deve cair quase 6% no primeiro trimestre de 2022, aponta estimativa

Inflação de novembro foi puxada pelos transportes, influenciados pelos preços dos combustíveis / Agência Brasil/Arquivo

Principal protagonista da alta da inflação em 2021 no Brasil, o preço da gasolina deverá cair 5,94% no primeiro trimestre do próximo ano. O levantamento é da ValeCard, especializada em gestão de frotas. O litro deve iniciar o ano com queda após quase um ano e meio de aumentos consecutivos.

O CEO da empresa, José Geraldo Ortigoza, acredita em menor volatilidade do dólar. “Uma queda não tão grande. Estamos falando em 5,74%, alguma coisa assim se eu não me engano, na queda do combustível neste primeiro trimestre. A partir daí pode ter uma retomada”, comentou. A empresa acompanha cinco mil frotas e tem expectativa para o preço médio da gasolina a R$ 6,18 em março, o menor índice previsto para 2022. Em abril deverá voltar a subir. A maior alta deverá ser atingida em setembro, batendo a casa dos R$ 6,55, um patamar semelhante ao atual.

Jovem Pan

Banco Central eleva os juros a 9,25%, e Selic alcança o maior patamar desde 2017

Bacen: O que é e como funciona o Banco Central do Brasil?
Foto da Internet

Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) voltou a subir, nesta quarta-feira, 8, a taxa básica de juros da economia brasileira, passando a Selic de 7,75% para 9,25% ao ano. A segunda alta seguida de 1,5 ponto percentual já era esperada pelos analistas em meio à deterioração das projeções para a inflação de 2022 — para este ano, o BC já abandonou qualquer perspectiva de cumprir com a meta.

O movimento deixa a Selic no patamar mais elevado desde maio de 2017, quando foi a 10,25% ao ano. Esta foi a sétima alta consecutiva da taxa, que em janeiro estava em 2% ao ano, o menor nível da história. Desde março, o colegiado injetou 7,25 pontos percentuais na taxa de juros, a maior escalada em quase 20 anos. O novo ciclo de alta deve se estender para 2022, segundo as previsões do Boletim Focus, a pesquisa semanal do BC com mais de uma centena de bancos, casas de análise e outras instituições. O mercado estima que o Copom eleve a Selic a 11,25% ao fim do primeiro trimestre e a estabilize nesse patamar até a virada do ano. Para 2023, os analistas estimam o início de uma nova temporada de cortes, trazendo os juros para 8%, enquanto para 2024 a taxa deve ser reduzida para 7% ao ano.

A aceleração dos juros deve impactar negativamente na recuperação da economia no ano que vem por encarecer a tomada de crédito e impactar na redução dos investimentos. O colegiado se reúne a cada 45 dias. O primeiro encontro do Copom para 2022 está marcado para 1º e 2 de fevereiro.

Jovem Pan