Category: Economia

RN tem 54% dos lares em situação de insegurança alimentar, diz IBGE

O Rio Grande do Norte tem 54,7% dos domicílios em situação de insegurança alimentar. É o que aponta a Pesquisa de Orçamentos Familiares Contínua (POF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17).

A proporção de domicílios onde pelo menos uma pessoa teve fome cresceu 2,5 pontos percentuais entre 2013 e 2018 no Rio Grande do Norte. São 81 mil lares potiguares em insegurança alimentar grave segundo a pesquisa. O número corresponde a 7,6% dos domicílios potiguares. Em 2013, eram 53 mil domicílios nessa situação, o que equivalia a 5,1% do total do estado.

O índice do estado para insegurança alimentar é o terceiro maior do Nordeste, atrás apenas do Maranhão (66%) e Alagoas (56%) – a média na região é de 50,3%. No Brasil, é o sétimo pior desempenho. Além dos dois estados nordestinos, tem desempenhos acima do RN o Amazonas (65,5%), o Pará (61,2%), o Amapá (59,4%) e o Acre (58,7%) – todos da região Norte.

O levantamento foi realizado pelo IBGE, com entrevistas presenciais nos domicílios, entre junho de 2017 e julho de 2018. No RN, a pesquisa foi feita em 1.079 residências. Essa é a primeira vez que o órgão disponibilizou os resultados segundo critérios da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar.

De acordo com o IBGE, do total de 54,7% dos lares potiguares que estão em situação de insegurança alimentar, 33,5% estão em situação de insegurança alimentar leve, 13,6% moderada e 7,6% grave, quando há a experiência de fome no lar. Outros 45,3% lares estão em condição de segurança alimentar no estado.

Escala Brasileira de Insegurança Alimentar

Segurança alimentarA família/domicílio tem acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais.
Insegurança alimentar levereocupação ou incerteza quanto acesso aos alimentos no futuro; qualidade inadequada dos alimentos resultante de estratégias que visam não comprometer a quantidade de alimentos.
Insegurança alimentar moderadaRedução quantitativa de alimentos entre os adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre os adultos.
Insegurança alimentar graveRedução quantitativa de alimentos também entre as crianças, ou seja, ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre todos os moradores, incluindo as crianças. Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no domicílio.

Fonte: IBGE

A despesa média total de uma família do Nordeste é de R$ 3.167,43. As com segurança alimentar em domicílio gastam R$ 4.060,85, enquanto as com insegurança leve gastam R$ 2.573,32, moderada R$ R$ 1.989,99 e grave R$ 1.642,90.

G1RN

Arrecadação de ICMS sobe 20% em agosto e RN tem melhor resultado desde o início da pandemia

Comércio no bairro Alecrim, na Zona Leste de Natal (Arquivo). Varejo foi um dos setores que tiveram alta no estado. — Foto: Pedro Vitorino/Cedida
Comércio no bairro Alecrim, na Zona Leste de Natal (Arquivo). Varejo foi um dos setores que tiveram alta no estado. — Foto: Pedro Vitorino/Cedida

A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Rio Grande do Norte apresentou crescimento de 20% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O volume recolhido foi de R$ 504 milhões frente aos R$ 495 milhões arrecadados em agosto de 2019. Em relação a julho, chegou a quase 20%. Esse foi o melhor resultado desde o início da pandemia, em março.

Para o governo, a alta indica uma volta gradual das atividades econômicas do estado, mas isso não foi suficiente para que fazer a arrecadação total do estado chegar aos patamares antes de antes da crise provocada pelo coronavírus.Arrecadação de ICMS no Rio Grande do Norte durante a pandemia da Covid-19Comparativo mês a mês com o ano de 2019Em milhões R$20192020marçoabrilmaiojunhojulhoagosto350375400425450475500525Fonte: SET/RN

A arrecadação total ficou 1,3% menor que em agosto de 2019, com um total recolhido de R$ 535 milhões. Quando comparados os meses de julho e agosto de 2020, o RN registra um incremento de 11,8% nessa arrecadação total.

O aumento no recolhimento do ICMS, que é a principal fonte da máquina pública estadual, foi beneficiado principalmente pelo desempenho do atacado e do varejo, que tiveram crescimentos de 26,1% e 11,7%, respectivamente, no comparativo com agosto de 2019. Em relação à julho deste ano, os maiores crescimentos foram nos setores de energia elétrica, que cresceu 43%, e na indústria, com um aumento de 34%.

Os dados são da 11ª edição do Boletim de Atividade Econômica, produzido mensalmente pela Secretaria Estadual de Tributação (SET-RN). O informativo com os dados da arrecadação de ICMS foi divulgado nesta segunda-feira (14).

“Iniciamos a retomada das atividades econômicas no momento oportuno, em que os indicadores sanitários estavam melhorando. Com isso, os indicadores econômicos começaram a subir, permitindo uma recuperação mais rápida da economia do quem tínhamos projetado no início do crise”, analisa o secretário de Tributação, Carlos Eduardo Xavier.

As empresas do Rio Grande do Norte atingiram em agosto um volume médio diário de negociações de R$ 313,1 milhões, com uma emissão diária de 919 mil documentos fiscais por dia. No mês anterior, esse valor foi de R$ 290,4 milhões e a média de emissões de 873 mil emissões de notas fiscais por dia.

No dia 19 de agosto, o secretário de Planejamento, Aldemir Freire, previu, com base na arrecadação da primeira quinzena, um aumento na arrecadação em agosto, após cinco meses de queda.

G1RN

Auxílio emergencial: governo define regras e restringe quem pode receber as novas parcelas de R$ 300

A Medida Provisória com as regras do pagamento da prorrogação Auxílio Emergencial foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (3). O texto proíbe que presos em regime fechado, moradores do exterior e alguns dependentes recebam o benefício.

A prorrogação por mais 4 meses no valor de R$ 300 foi anunciada na terça-feira (1) pelo presidente Jair Bolsonaro.

O texto estabelece também que quem já é beneficiário do auxílio emergencial não vai precisar requerer o pagamento das novas parcelas – elas serão pagas independentemente do requerimento, desde que o beneficiário atenda aos critérios.

O calendário dos pagamentos o auxílio emergencial residual anda não foi divulgado pelo governo. Pelo texto da MP, “fica instituído, até 31 de dezembro de 2020, o auxílio emergencial residual a ser pago em até quatro parcelas mensais no valor de R$ 300 ao trabalhador beneficiário do auxílio emergencial”.

A MP também limita a quantidade de benefícios a 2 por família, assim como já é hoje. A mulher que for mãe e chefe de família poderá receber duas cotas por mês.

Não irão receber novas parcelas

A MP estabelece que não irá receber as novas parcelas quem:

  1. Conseguiu emprego formal após o recebimento do auxílio emergencial
  2. Recebeu benefício previdenciário, seguro-desemprego ou programa de transferência de renda federal após o recebimento de auxílio emergencial
  3. Tem renda mensal per capita acima de meio salário mínimo e renda familiar mensal total acima de três salários mínimos
  4. Mora no exterior
  5. Recebeu em 2019 rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70
  6. Tinha em 31 de dezembro de 2019 a posse ou a propriedades de bens ou direitos no valor total superior a R$ 300 mil reais
  7. No ano de 2019 recebeu rendimentos isentos não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma seja superior a R$ 40 mil
  8. Tenha sido incluído em 2019 como dependente de declarante do Imposto de Renda nas hipóteses 5, 6 e 7 acima na condição cônjuge, companheiro com o qual contribuinte tenha filho ou com o qual conviva há mais de 5 anos; ou filho ou enteado com menos de 21 anos ou com menos de 24 anos que esteja matriculado em estabelecimento de ensino superior ou de ensino técnico de nível médio
  9. Esteja preso em regime fechado
  10. Tenha menos de 18 anos, exceto em caso de mães adolescente
  11. Possua indicativo de óbito nas bases de dados do governo federal

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia

FGTS emergencial: Caixa libera novos saques para trabalhadores nascidos em setembro; veja calendário

G1RN – A Caixa Econômica Federal libera nesta segunda-feira (31) o crédito dos novos saques do FGTS para os trabalhadores nascidos em setembro. Os pagamentos serão feitos em poupança social digital da Caixa e, em um primeiro momento, os recursos estarão disponíveis apenas para pagamentos e compras por meio de cartão de débito virtual.

O saque em espécie ou transferências, também dos aniversariantes de agosto, estarão liberados a partir de 31 de outubro (veja o calendário completo mais abaixo).

Liberação

Essa nova liberação do saque do FGTS se deu por meio de uma medida provisória, em razão da pandemia do novo coronavírus, que afetou as atividades econômicas e a renda dos trabalhadores.

A MP, no entanto, perdeu a validade no início de agosto, depois que o Congresso deixou de votar a medida no tempo previsto. A Caixa informou, no entanto, que vai manter o calendário de pagamentos. Segundo o Ministério da Economia, um decreto deve ser editado disciplinando a produção dos efeitos.

Calendário

Para evitar aglomerações nas agências, a Caixa fixou datas diferentes para a liberação do crédito em conta e para o saque em espécie ou transferência dos valores. O calendário considera o mês de nascimento do trabalhador. Veja as datas a seguir:

Calendário saque emergencial FGTS

Mês de nascimentoCrédito em contaSaque ou transferência
Janeiro29 de junho25 de julho
Fevereiro6 de julho8 de agosto
Março13 de julho22 de agosto
Abril20 de julho5 de setembro
Maio27 de julho19 de setembro
Junho3 de agosto3 de outubro
Julho10 de agosto17 de outubro
Agosto24 de agosto17 de outubro
Setembro31 de agosto31 de outubro
Outubro8 de setembro31 de outubro
Novembro14 de setembro14 de novembro
Dezembro21 de setembro14 de novembro

Fonte: Caixa Econômica Federal

Valor dos saques

Terão direito aos saques os trabalhadores que tenham contas ativas (do emprego atual) ou inativas (de empregos anteriores) do FGTS. Cada trabalhador poderá sacar até R$ 1.045. Se o trabalhador tiver mais de uma conta de FGTS, o saque será feito primeiro das contas de contratos de trabalho extintos (inativas), iniciando pela conta que tiver o menor saldo.

Depois, o dinheiro será sacado das demais contas, também iniciando pela que tiver o menor saldo. Independentemente do número de contas do trabalhador, o valor não pode passar de R$ 1.045. Assim, ninguém poderá tirar mais do que esse valor, ainda que tenha duas ou três contas com saldos superiores a essa quantia.

A previsão é que a operação movimentará durante todo o calendário mais de R$ 37,8 bilhões para aproximadamente 60 milhões de trabalhadores.

Poupança digital

A movimentação do valor do saque emergencial poderá, inicialmente, ser realizada somente por meio digital com o uso do aplicativo Caixa Tem, sem custo.

Logo após o crédito dos valores, será possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O trabalhador também poderá realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral.

A conta poupança social digital é uma poupança simplificada, sem tarifas de manutenção, com limite mensal de movimentação de R$ 5 mil.

A partir da data de disponibilização dos recursos para saque ou transferência, os trabalhadores poderão transferir os recursos para contas em qualquer banco, sem custos, ou realizar o saque em espécie nos terminais de autoatendimento da Caixa e casas lotéricas.

Consulta de saldo e informações de saque

Saques do FGTS — Foto: Divulgação

Saques do FGTS — Foto: Divulgação

A Caixa disponibilizou os seguintes canais de atendimento para o saque emergencial FGTS:

Site fgts.caixa.gov.br:

  • Consultar o valor do saque;
  • Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário;
  • Informar que não deseja receber o valor do saque;
  • Solicitar o desfazimento do crédito feito na poupança social digital.

Central de Atendimento CAIXA 111, opção 2:

  • Consultar o valor do saque;
  • Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário.

Internet Banking Caixa:

  • Consultar o valor do saque;
  • Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário;
  • Informar que não deseja receber o valor do saque;
  • Solicitar o desfazimento do crédito feito na poupança social digital.

APP FGTS

– Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android
– Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares iOS (Apple)

  • Consultar o valor do saque;
  • Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário;
  • Informar que não deseja receber o valor do saque;
  • Solicitar o desfazimento do crédito efetuado na poupança social digital.

Cancelamento e desfazimento do crédito automático

Se o trabalhador não quiser receber o saque emergencial, pode informar essa opção pelo App FGTS com pelo menos 10 dias antes da data prevista para o crédito na poupança social digital, conforme o calendário.

Após o crédito dos valores na conta poupança social digital, o trabalhador poderá solicitar o seu desfazimento. Os valores retornarão à conta do FGTS devidamente corrigidos, sem prejuízo ao trabalhador. A solicitação de desfazimento do crédito do saque emergencial não pode ser desfeita.

Caso não haja movimentação na conta poupança social digital até 30 de novembro, o valor será devolvido à conta FGTS com a devida remuneração do período, sem nenhum prejuízo ao trabalhador. Se após esse prazo o trabalhador decidir fazer o saque emergencial, poderá solicitar pelo App FGTS até 31 de dezembro.

Quem manda na beleza?

Exame – Cerca de dois anos atrás, em um atribulado dia de semana, a influenciadora Camila Coutinho chegou a um prédio na região da Faria Lima, em São Paulo, para uma reunião. Dirigiu-se à portaria, mostrou o documento de identificação e disse o nome de sua empresa: Garotas Estúpidas, um dos primeiros portais sobre comportamento feminino, que já foi apontado como o quarto blog de moda mais influente do mundo. A recepcionista então comentou: “Ah, sim, conheço, é a do xampu”. Naquele momento, Coutinho já sabia do uso indevido de sua marca em produtos para cabelo, e seus advogados estavam em ação para tirar as embalagens de circulação. Na verdade, o nome era quase o mesmo: Garota Estúpida.

“Foram 3 segundos de fúria, mas também um estalo”, lembra a blogueira. “Aquilo já era um negócio grande, vendendo em vários marketplaces, minhas leitoras estavam comentando. Pensei: ‘Essa pessoa fez um trabalho para mim’.” Até então Coutinho fazia apenas publicidade para marcas como Itaú, Nivea, Lindt, Arezzo, Vivara, L’Oréal. Segundo estimativa da Brunch, agência de marketing virtual, ela cobra 13.000 reais por post patrocinado em sua conta pessoal do Instagram, com 2,5 milhões de seguidores. Sua segunda conta, o @garotasestupidas, com 1,2 milhão, mais institucional, também exibe propaganda de produtos. Com Hering e Riachuelo ela tem contratos de licenciamento de linhas de roupas. Produtos da GE Beauty, marca da blogueira Camila Coutinho: combinações para diferentes tipos de cabelo, sem silicone, parabenos, sulfatos nem corantes

Produtos da GE Beauty, marca da blogueira Camila Coutinho: combinações para diferentes tipos de cabelo, sem silicone, parabenos, sulfatos nem corantes (/Divulgação)

O lançamento de uma marca própria de beleza, marcado para o dia 3 de setembro e antecipado aqui com exclusividade pela EXAME, é a porta de entrada para outra realidade: uma indústria que movimenta anualmente 2,7 trilhões de reais no mundo ­— o Brasil é o quarto maior mercado do segmento, com 167 bilhões de reais. E já foi até maior. Em 2014, vendeu no total o equivalente hoje a 239 bilhões de reais. A queda nos números se deve principalmente à crise iniciada em 2015. O segmento voltou a crescer em 2017, mas sofreu nova baixa neste ano, como era de esperar, em decorrência da crise causada pela pandemia de covid-19.

 (Arte/Exame)

Já surgem, aos poucos, sinais de recuperação. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o mercado considerado essencial desde o início da crise sanitária cresceu 0,8% no primeiro semestre. Em junho, apresentou alta de 4,9%, principalmente em decorrência da venda de álcool em gel e perfumaria. No segmento de beleza e cuidados pessoais, o que puxa a retomada são os produtos para a pele e para o cabelo. “Em tempos de isolamento social, máscaras de proteção e reuniões por videoconferência, as mulheres têm trocado o batom e a base por maquiagem para os olhos, cremes antissinais e xampus, para cuidar da parte do rosto que aparece”, afirma João Carlos Basílio, presidente da Abihpec. Emily Weiss, da Glossier: de editora na Vogue a dona de uma marca avaliada em mais de 1 bilhão de dólares

Emily Weiss, da Glossier: de editora na Vogue a dona de uma marca avaliada em mais de 1 bilhão de dólares (David Paul Morris/Bloomberg/Getty Images)

Essa mudança de prioridades na cesta de compras de cosméticos despontava antes da pandemia e se deve a um recente comportamento da mulher de questionamento dos padrões de beleza. Projeções globais da consultoria Euromonitor International mostram que, de 2019 a 2024, os segmentos de cuidados com a pele e com o cabelo devem crescer 5,5% e 1,8%, respectivamente, no Brasil. Nesse mesmo período, produtos de maquiagem devem recuar 11,7%. Isso vale para todas as categorias. Daqui por diante, portanto, a tendência é de mulheres menos preocupadas com a aparência e mais atentas à saúde.

É nesse contexto de mudança de hábitos que surge a nova marca de beleza de Camila Coutinho, que recebeu o nome GE Beauty. “Os efeitos desta terrível pandemia nos deram uma página em branco para lançar a marca”, afirma. Até o começo do ano, sua equipe, hoje composta de dez pes­soas, desenvolveu paralelamente as linhas para o cabelo e de maquiagem. “Com a pandemia decidimos começar pelo hair care, que é uma coisa que a brasileira ama. Queremos valorizar o momento do banho, o único do dia em que a pessoa está sozinha, quando consegue se desconectar.” A linha de maquiagem continua em seus planos, mas para uma segunda fase, provavelmente dentro de dez a 12 meses. Diversidade: diferentes tipos de cabelo e uso constante de coloração e alisamento fazem do país um laboratório de testes das marcas

Diversidade: diferentes tipos de cabelo e uso constante de coloração e alisamento fazem do país um laboratório de testes das marcas (Paulo Liebert/Estadão Conteúdo)

A enorme legião de seguidoras de suas contas de Instagram serviu de base de dados inicial para Camila Coutinho entender o que querem as consumidoras em potencial de sua marca — e como se comunicar com elas. Pesquisas qualitativas em focus group apontaram uma questão. “Percebi que o conceito de influenciadora de minha geração estava envelhecido”, afirma. “As meninas hoje não querem ser incomodadas com coisas que não têm, com o aspiracional simplesmente. Elas querem uma conexão que só se encontra na vulnerabilidade. É mostrar menos Photoshop e falar mais de celulite, por exemplo.”

Além de ajustar a comunicação, as respostas ajudaram a definir o produto. O conceito é o de customização. A linha é composta de um xampu, uma máscara condicionadora, um leave-in (creme sem enxágue) e quatro boosters, ou ativadores. Todos são classificados por suas propriedades, como hidratante ou fortificante, sem definições de cabelo liso, ondulado ou com tintura. “As brasileiras já têm esse hábito de misturar produtos na hora do banho”, diz Marcelo Golino, presidente da Chemyunion, multinacional do setor químico e fornecedora da GE Beauty. “A ideia aqui é orientar essas combinações para alcançar resultados mais precisos.” Loja do Boticário em São Paulo: clientes viraram vendedoras na crise

Loja do Boticário em São Paulo: clientes viraram vendedoras na crise (Ricardo Corrêa/Exame)

Seguindo outra tendência do mercado, os ingredientes são todos veganos e cruelty-free, sem silicone, parabenos, sulfatos nem corantes. Um diferencial será o posicionamento de preço, de 60 reais o frasco, na média. “Essa é uma faixa menos atendida”, diz Elton Morimitsu, consultor de beleza e saúde da Euromonitor International. “Você encontra marcas de farmácia, como Tresemmé e Pantene, por cerca de 20 reais, ou vai para as linhas profissionais de Redken e Kérastase, que partem de 120 ­ re­ais. Existe potencial nesse segmento, já que a busca por melhor custo-benefício tem sido uma das consequências deste período de pandemia.”

Com esse posicionamento de preço, Coutinho mira inicialmente as classes A, B e C+, as mesmas de suas redes sociais. Ela não revela o valor dos investimentos (“na casa dos sete dígitos”) e aposta na venda online no primeiro momento. Talvez a empreitada mais parecida com a dela aqui no Brasil seja a da blogueira Julia Petit, que lançou a marca Sallve­ no ano passado, mas por enquanto sem muita repercussão. Petit tem um quinto do número de seguidoras de Coutinho e, no fim do ano passado, teve de anunciar o recall de um esfoliante que estava apresentando inchaço na embalagem. Outras marcas pequenas independentes encontraram seus nichos. A Salon Line, de xampus, surgiu com uma proposta de bom custo-benefício, ingredientes naturais e valorização do pentea­do natural. A Ruby Rose, marca popular de maquiagem, ganhou impulso quando influenciadoras como Mari Maria começaram a fazer resenhas de seus produtos. Negra Rosa, Soul Brio e Divas Bllack lançaram bases, sombras, blush e iluminadores especiais para a pele negra.

É o mesmo posicionamento da Fenty, que surgiu nos Estados Unidos com a proposta de trazer diversidade para um meio dominado pelo padrão de beleza ocidental. Com uma oferta de mais de 50 tonalidades de base para todos os tipos de pele, foi criada pela cantora Rihanna e tem o conglomerado de luxo LVMH como parceiro para distribuição. Recentemente, a marca chegou ao mercado brasileiro. Seus produtos estão sendo vendidos nas lojas da Sephora, também parte do grupo. Hoje está avaliada em 17 bilhões de dólares.

 (Arte/Exame) Loja da Natura em São Paulo: investimento de 400 milhões de reais em tecnologia

Loja da Natura em São Paulo: investimento de 400 milhões de reais em tecnologia (Leandro Fonseca/Exame)

Kylie Jenner, a irmã mais nova do clã Kardashian, aproveitou seu enorme apelo junto às adolescentes americanas para lançar sua marca homônima de cosméticos. No final do ano passado, vendeu uma participação majoritária para o grupo Coty, mas continua sendo o rosto da marca. O case mais interessante dentro desse fenômeno, no entanto, é o de Emily Weiss. Rihanna­ e Kylie já eram celebridades de porte quando se aventuraram no mundo do blush. Weiss era uma jovem comum que tinha um blog de beleza e trabalhava na Vogue quando decidiu lançar uma linha de cosméticos com nomes engraçadinhos e venda direta para a consumidora. Em 2018, a Glossier ultrapassou a barreira dos 100 milhões de dólares de faturamento. No ano passado, foi avaliada em mais de 1 bilhão de dólares. Produtos da Negra Rosa: bases, iluminadores e blush para peles negras

Produtos da Negra Rosa: bases, iluminadores e blush para peles negras (Divulgação/Divulgação)

LEVANTE DIGITAL
Diante de tantos desafios do momento atual, as marcas independentes têm algumas vantagens, como agilidade no lançamento de produtos e menor dependência de vendas físicas. Mais do que isso, o avanço dos influenciadores digitais no mercado de beleza pode colocar em xeque a teoria do fosso econômico. Cunhado por ­Warren Buffett, o conceito refere-se à capacidade de uma empresa de manter vantagem competitiva em relação a seus concorrentes. Essas defesas seriam similares aos fossos que cercavam os castelos na Idade Média.

Entre os fossos estão os chamados ativos intangíveis, como patentes e marcas, o tamanho do público consumidor e a escala. As marcas digital native já surgem com o nome forte de seu fundador legitimado por uma comunidade de seguidores, com vendas online e distribuição feita por parceiro de logística, sem os encargos de uma estrutura física. E podem ser fabricadas em cada vez mais lugares, com uma ampla rede de fábricas voltadas para a terceirização. Nesse contexto, marcas que surgem em blogs e perfis em redes sociais viram ameaças reais não só às empresas de cosméticos mas também a fabricantes de alimentos, cervejarias e companhias de vários outros segmentos.

Se nos Estados Unidos as marcas independentes já incomodam os gigantes de alimentos, bebidas e cosméticos, por aqui ainda têm um longo caminho a percorrer. O mercado brasileiro de cosméticos, por exemplo, está concentrado nas mãos dos grandes grupos. Embora tenham públicos e produtos distintos, as marcas perceberam as mudanças de comportamento durante a pandemia de maneira semelhante. Os consumidores passaram a fazer em casa atividades antes restritas aos salões de beleza. Outro movimento foi a volta aos produtos de indulgência, como perfumes. O discurso de Artur Grynbaum, presidente do Grupo Boticário, é semelhante ao de Camila Coutinho. “As pessoas estão tendo tempo para olhar para si mesmas com cuidados e tratamentos. A hora do banho é quase um evento agora”, afirma Grynbaum.

Alguns procedimentos, no entanto, não são simples, como coloração e hidratações mais profundas. Além disso, com mais tempo em casa, também aumentou o tempo de experimentação, com novos estilos de maquiagem. Para ensinar os melhores métodos, a L’Oréal passou a fazer lives e tutoriais em suas redes sociais. Entre os temas estão maquiagem para Zoom, uma vez que o foco das teleconferências está no rosto, dicas de máscaras e spa em casa.

 (Divulgação/Divulgação) Produtos Fenty (acima) e campanha da Kylie: marcas de peso de influenciadoras nos Estados Unidos

Produtos Fenty (acima) e campanha da Kylie: marcas de peso de influenciadoras nos Estados Unidos (Pinterest/Reprodução)

Enquanto as marcas independentes buscam criar produtos personalizados, os gigantes buscam fazer o mesmo de forma mais massificada. A francesa L’Oréal está presente em 150 paí­ses, poucos com uma diversidade tão grande de tipos de pele ou de cabelo quanto o Brasil. Os cabelos das brasileiras têm muita intervenção, como coloração, alisamento e chapinha. O hábito de se bronzear também exige produtos com proteção extra contra o calor. “Com essa complexidade, temos um conhecimento em cabelo no Brasil exemplar e exportamos essas tecnologias”, diz Patricia Borges, diretora de marketing da L’Oréal. Com um portfólio grande, o desafio é oferecer os produtos certos a cada consumidora. De nada adianta indicar um creme para cabelo cacheado para uma mulher com cabelo tingido e alisado. Para isso, a L’Oréal investe em tecnologia e sistemas de CRM para identificar os mais de 6 milhões de consumidoras brasileiras com as quais se relaciona.

Se ingredientes naturais e modos de produção sustentáveis são um dos atrativos das marcas independentes, grandes marcas passam a seguir o mesmo caminho. “O consumidor está mais atento aos ingredientes e às embalagens dos cosméticos”, afirma Andréa Bó, diretora de marketing da Nivea. De acordo com pesquisas da Nielsen, 51% dos consumidores optam por produtos com pelo menos um elemento sustentável — no produto ou na embalagem. O desafio, segundo Bó, é fazer com que esses produtos tenham a mesma performance dos cosméticos tradicionais por um custo que o consumidor esteja disposto a pagar. A Natura, criada em 1969, é reconhecida pela sustentabilidade e pelo uso de ingredientes naturais e brasileiros. “A Natura tem sustentabilidade em seu DNA e fala em proteger a Amazônia muito antes dessa tendência”, diz Erasmo Toledo, vice-presidente de negócios da Natura no Brasil. “Isso faz parte de nosso modelo de negócios. Estamos contentes em trazer mais pessoas para esse jogo.”

 (Arte/Exame)

A marca enfrentou na pandemia um problema comum ao segmento: o fechamento de lojas físicas e salões de beleza. O comércio eletrônico foi a saída para muitas. A Natura&Co, dona das marcas Natura, Avon, Aesop e The Body Shop, registrou um crescimento de 225% nas vendas do comércio eletrônico no segundo trimestre deste ano. As vendas online das marcas Natura e Avon, dependentes da força de venda direta, cresceram 150%. Houve alta de 70% no compartilhamento de conteúdos e de 65% na criação de lojas vir­tuais pelas consultoras da Natura. Já para a Avon as vendas pelo catálogo digital cresceram três vezes no mundo. De acordo com Toledo, atual­mente 80% das consultoras usam no dia a dia as ferramentas virtuais, como catálogos digitais e contato com consumidoras pelo WhatsApp.

A Natura investiu recentemente na Singu, startup brasileira de beleza por delivery que oferece serviços de manicure, pedicure, depilação, massagem, entre outros. A startup tem 3.000 profissionais de beleza cadastrados, e a Natura vê potencial para centenas de milhares. Essas profissionais podem usar os produtos da marca e há potencial para se tornarem também revendedoras. A base atual conta com 200.000 clientes ativos. A Natura anunciou ainda um investimento de 400 milhões de reais em tecnologia e comércio eletrônico para os próximos seis meses. As vendas digitais não chegaram a compensar as perdas causadas pelo fechamento de lojas, e o grupo viu as vendas cair 5,7% no primeiro semestre deste ano, para 14,5 bilhões de reais.

A digitalização também foi a estratégia do Boticário, grupo com sete marcas e faturamento de 14,9 bilhões de reais no ano passado. Com mais de 4.000 lojas, o grupo precisou se reinventar na quarentena para manter as vendas das lojas. A empresa incluiu os vendedores em seu sistema de comércio eletrônico, com vendas por link com comissão. A marca de maquiagens Quem Disse, Berenice? lançou em agosto o programa Chega+ para transformar as consumidoras em vendedoras diretas, com uma comissão de 10%. “As consumidoras já eram promotoras da marca e influenciadoras não oficiais. Agora elas participam da cadeia de vendas”, diz Grynbaum. O Grupo Boticário opera por meio de lojas físicas, próprias e franqueadas, comércio eletrônico com a recém-adquirida Beleza na Web e em 35.000 pontos de venda com a marca Vult. Consumidores em loja da Sephora, em Nova York: a rede do conglomerado LVMH que vende produtos premium sentiu os efeitos das lojas fechadas

Consumidores em loja da Sephora, em Nova York: a rede do conglomerado LVMH que vende produtos premium sentiu os efeitos das lojas fechadas (Brittainy Newman/The New York Times/Fotoarena)

Para a francesa L’Oréal, a força reside em diversas marcas, públicos e canais de venda. A marca sentiu uma queda forte nas vendas de produtos profissionais, como Kérastase, Red­ken e L’Oréal Professionnel, vendidos em salões de beleza, e de produtos de luxo, como Lancôme, encontrados em lojas de departamentos, como a Sephora, e em aeroportos. Por outro lado, produtos de massa, como os das marcas ­Niely, Garnier e L’Oréal Paris, são vendidos em supermercados e farmácias, canais de venda também dos dermocosméticos Vichy e La Roche-Posay — e que se mantiveram abertos na pandemia. O comércio eletrônico cresceu 150% nos últimos meses. “O e-commerce foi muito representativo neste momento, também por conter todos os nossos produtos e marcas”, afirma Patricia Borges, diretora de marketing da L’Oréal.

Enquanto empresas grandes têm de se adaptar, marcas independentes, como a de Camila Coutinho, já nascem no ambiente digital. “Minha meta é que a marca fique grande, maior do que eu e meu blog. E que a gente tenha alguma relevância e transforme a relação das pes­soas com a beleza”, diz ela.


“A HORA DO BANHO VIROU UM EVENTO”

A pandemia trouxe uma necessidade maior de autocuidado, segundo Artur Grynbaum, presidente do Grupo Boticário. Para a próxima década, o objetivo é um só: estar cada vez mais próximo do consumidor | Karin Salomão Artur Grynbaum, presidente do Boticário: investimento em diversidade de canais, com lojas especializadas, franquias, comércio eletrônico, venda porta a porta e em multimarcas e farmácias

Artur Grynbaum, presidente do Boticário: investimento em diversidade de canais, com lojas especializadas, franquias, comércio eletrônico, venda porta a porta e em multimarcas e farmácias (Fabiano Accorsi/Exame)

Como os hábitos de consumo mudaram nestes meses de pandemia?
Desde o começo, elegemos três pilares para direcionar nosso trabalho: segurança, continuidade do negócio e sociedade. O portfólio amplo de marcas foi importante. Em um primeiro momento, houve uma busca maior por produtos de higiene e segurança. Depois, por produtos de uso cotidiano. Mesmo em casa, as pessoas continuam lavando o cabelo, usando desodorante e perfume, e também passaram a fazer a hidratação e a coloração. O terceiro momento é dos produtos de indulgência, como perfumaria e maquiagem.

Quais foram os canais de venda mais relevantes neste momento?
Com o fechamento das lojas, venda direta e comércio eletrônico foram importantes. Venda direta é de relação, mesmo não tendo proximidade física. Distribuímos cupons para que consultoras das lojas e franqueadas vendessem por comércio eletrônico com comissão. Na venda por chat, o consumidor entra em contato conosco e direcionamos para a loja mais próxima. Cresceram até as vendas por WhatsApp, com o envio de cards dos produtos. Só na primeira semana tivemos mais de 40% de novos consumidores no site.

Como serão as lojas daqui para a frente?
A loja era e continua sendo o grande ponto de experiência da marca. Ela ganha um novo papel e passa a ser um hub logístico do comércio eletrônico, para que os produtos cheguem num prazo menor e o frete custe menos. Isso é algo que ainda precisamos escalar. No nosso caso, imagine, temos 4.000 lojas e precisamos envolver franqueados para prestar esse atendimento. Estamos num processo de transformação das lojas Boticário para o novo modelo Ânfora, com muita interatividade e alquimia no ar. Desenvolvemos também o conceito de Lab, uma loja com a alquimia toda conectada com o digital.

Como será o consumidor de cosméticos no futuro?
O consumidor sempre gostou de estar bonito na foto, mas aprendeu que o natural também é bacana, e muitos estão deixando de aplicar tinturas e químicas e assumindo a natureza e a cor do cabelo. Há também uma busca por produtos com composição natural. O consumidor está num momento de autocuidado. A gente fala muito da casa, por causa do home office, mas o banheiro virou um local quase de relaxamento mental. A hora do banho se tornou quase um evento e as pessoas estão usando mais produtos nessa hora.

A empresa foi criada em 1977. Nos últimos dez anos, o grupo passou de apenas uma marca para sete e diversos canais de venda. Como serão os próximos dez anos?
Com a aquisição da Vult, ganhamos acesso não só a uma grande marca como também a mais de 35.000 pontos de venda. A compra da Beleza na Web também vai nessa linha. Somos um dos poucos grupos no mundo com essa diversidade de canais, com franquias, lojas especializadas, comércio eletrônico, venda porta a porta e em multimarcas e farmácias. Nos próximos dez anos estaremos cada vez mais perto do consumidor. Queremos entender sua jornada, desde o desejo por um produto, passando pela cadeia de relacionamento até após a compra.

Saída da Petrobras não será negativa, diz diretor.

G1RN – Com o anúncio feito ao mercado sobre abertura para venda dos seus campos de exploração em terra, em águas rasas, além da estrutura logística e de refino de petróleo e gás no Rio Grande do Norte, a Petrobras anunciou praticamente a saída do estado, na noite da última segunda-feira (24). 

Em entrevista ao G1, o diretor de Relacionamento Institucional da companhia, Roberto Ardenghy, afirmou que normalmente o processo de venda dura de um a dois anos.

De acordo com o Roberto Ardenghy, a Petrobras vai encerrar todas suas operações de exploração de petróleo em terra para focar nas águas profundas.

A explicação? A lucratividade. Ele exemplifica: um único poço na Bacia de Santos, no pré-sal, produz 50 mil barris diários de petróleo – quase o dobro do que todos os campos colocados a venda no estado, juntos, produzem diariamente.

Ele ainda ressaltou que a estatal deverá manter pelo menos dois projetos de prospecção em águas profundas, na costa potiguar, que poderão ter exploração de petróleo e gás no futuro, caso haja viabilidade. Por enquanto, os poços são apenas para análise.

Não é negativa a saída da Petrobras. A Petrobras teve um ciclo no estado, realizou projetos que foram importantes, mas agora talvez seja o momento de entrar também outras empresas, com mais dinamicidade, com mais vontade de trabalhar esses projetos menores, e ai a Petrobras vai seguir seu caminho com projetos de outras naturezas— Roberto Ardenghy, diretor de Relacionamento Institucional da Petrobras

Para o diretor, ao invés de negativa, a venda dos ativos a pequenas petrolíferas poderá voltar a alavancar o mercado de óleo e gás potiguar, com aumento da produção dos poços de exploração em terra e em águas rasas. Ele ainda afirmou que estatal está pronta a dialogar com a governadora Fátima Bezerra (PT), que afirmou que recebeu a notícia com perplexidade e indignação.

Roberto Ardenghy, diretor de Relações Institucionais da Petrobras  — Foto: Reprodução
Roberto Ardenghy, diretor de Relações Institucionais da Petrobras — Foto: Reprodução

Lei das micro e pequenas empresas deve atender cerca de 200 mil negócios no RN

Projeto de lei geral das micro e pequenas empresas está na Assembleia Legislativa do RN — Foto: Reprodução

O projeto para a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Norte enviado pelo Governo à Assembleia Legislativa deve impactar 200 mil negócios no estado. O projeto deverá regulamentar, no estado, o estatuto criado nacionalmente em 2006. Segundo estimativas do próprio governo, a expectativa é de que as medidas impactem cerca de 90% empresas potiguares, que se enquadram entre micro e pequenas.

O texto, que apresenta mudanças de regras, redução de burocracias e até incentivos nas compras governamentais, agrada o setor produtivo. Apresentado pelo governo a empresários na última segunda-feira (10), o projeto chegou à Assembleia Legislativa nesta terça-feira (11), segundo o gabinete civil do estado. Os empresários também terão uma reunião com o presidente do Legislativo, sobre a proposta nesta quarta-feira (12).

Por mais que municípios contem com leis próprias sobre as micro e pequenas empresas, os empresários explicam que é necessária uma mudança em cada uma das instâncias do poder público. Segundo o presidente da CDL Natal, José Lucena, o a proposta estava parada há cerca de quatro anos, mas o atual governo se comprometeu, ainda durante a campanha eleitoral, a colocar o projeto em pauta.

“É menos estado e mais trabalho. Vai facilitar muito a abertura e fechamento de empresas, o acesso a crédito, vai desburocratizar o empreendedorismo”, considera.

Apesar de diminuir os encargos sobre as empresas, a máquina pública continuaria a ter uma grande influência sobre os negócios. Se o texto for aprovado como está, por exemplo, as licitações para compras de até R$ 80 mil serão exclusivas para empresas de micro e pequeno porte. Elas ainda terão prioridade em outras concorrências com empresas maiores, nos critérios de desempate. O governo também deverá ter meta anual de participação dessas empresas em compras governamentais.

O projeto ainda prevê a criação de incentivos fiscais para as empresas, com prioridades para algumas como as ligadas ao turismo, as de tecnologia e de agronegócio voltado para exportação. Também há redução a zero dos valores de taxas, emolumentos e demais custos cobrados administrativamente pelo estado em processos de abertura, inscrição, registro, alvará, licença, cadastros, alterações cadastrais e baixas para micro-empreendedor individual.

Também são previstas ações de incentivo ao crédito, fomento ao desenvolvimento da cultura empreendedora, entre outros focos. Do ponto de vista de fiscalização, as atividades terão primeiro caráter educativo, segundo o projeto. E dívidas tributárias que forem reconhecidas pelas empresas deverão ser isentas de pagamento de multa. Já do ponto de vista administrativo, o acesso a documentos e regularizações também deverá ser centralizada e facilitada dentro dos órgãos estaduais.

Segundo o presidente da Federação do Comércio do Rio Grande do Norte (Fecomércio/RN), Marcelo Queiroz, apenas no setor são cerca de 49 mil empresas que poderiam ser beneficiadas. Somando comércio e serviços, o número aumentaria para 110 mil.

“É um arcabouço importante de ações e posturas que o poder público estadual assume e que, certamente, irá impulsionar este estrato do setor produtivo que responde por mais de 90% de nossas empresas e, no ano passado, foi o responsável por quase 70% das vagas de emprego aberto, sendo pilar da geração de renda no RN. Num momento em que estamos nos esforçando para construir uma retomada consistente da atividade econômica, trata-se de uma iniciativa extremamente assertiva”, diz.

Na mensagem enviada à Assembleia, a governadora Fátima Bezerra (PT) afirmou que a aprovação da medida é urgente diante do cenário de pandemia do novo coronavírus, ressaltando levantamento do IBGE que apontou que das 716,6 mil empresas fechadas até a primeira quinzena de junho, no país, 99,8% correspondiam a pequenas e micro empresas. “Faz-se indispensável a atuação do poder público para conter a crise, dando suporte à manutenção do funcionamento destas empresas”, disse na mensagem.

Segundo Cátia Lopes, analista da unidade de políticas públicas do Sebrae, toda a proposta poderá gerar um ambiente melhor para empreender no estado, em vários eixos, como tributação, inovação, tecnologia e exportação e educação.

“No eixo das compras públicas, os órgãos públicos do estado compraram R$ 6 bilhões e nós temos 1,2 bilhão que foram pagos a empresas de fora. Nosso pleito é para inclua os pequenos, de forma que esse dinheiro continue circulando no estado”, aponta.

Ela também ressaltou a importância da criação de uma classificação de risco para as atividades, para facilitar e agilizar a regularização dos empreendimentos que tiverem baixo risco ambiental.

Em Natal, lei funciona há um ano

Em Natal, uma lei no mesmo sentido foi sancionada em 2019. Segundo o município, no período, junto com o processo de digitalização de processos, a lei provocou um aumento de 500% na emissão de alvarás provisórios para de empresas. Nos alvarás definitivos, o aumento anual foi de quase 300%, segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo.

Com base na legislação, o micro e pequeno empreendedor conseguiu desburocratização para conseguir legalizar o negócio. Para quem tem lotes pequenos, houve a ampliação da desobrigação de estacionamento para lotes de até 300m² e com frente menor que 15 metros. Além disso, passou a ser permitida a flexibilização quanto à estrutura de pequenos negócios, com acessibilidade obrigatória apenas nas áreas de atendimento ao público. Pequenas unidades que têm sobreloja sem elevador, por exemplo, passaram a ser desobrigadas de instalar o equipamento.

Segundo o titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, as exigências inviabilizavam muitos pequenos negócios. Outra medida ressaltada por ele foi a centralização dos processos em uma única secretaria municipal. “A desburocratização facilitou o empreendedorismo na cidade. A gente tem que trabalhar cada vez mais nessa linha, que é um processo sem volta”, considera.

G1RN

Lucro do FGTS será depositado nas contas em 31 de agosto; entenda

Caixa vai manter calendário de saque do FGTS mesmo após fim de MP ...
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Os trabalhadores com conta no FGTS vão receber no próximo dia 31 de agosto uma parcela do lucro obtido pelo fundo em 2019. O pagamento foi autorizado nesta terça-feira (11) pelo Conselho Curador do FGTS.

Na prática, o trabalhador vai ter depositado em sua conta do FGTS, no dia 31 de agosto, R$ 1,90 para cada R$ 100 que ele tinha no fundo no dia 31 de dezembro.

Segundo informou a Caixa, são cerca de 167 milhões de contas, ativas e inativas, que receberão crédito da distribuição de resultados. O valor médio distribuído por conta FGTS será de R$ 45.

Os trabalhadores poderão consultar o valor do crédito a partir de 31 de agosto no APP FGTS, site da caixa (fgts.caixa.gov.br) ou internet Banking Caixa.

G1

Guedes diz que ‘furar’ teto de gastos é caminho para o impeachment de Bolsonaro

Guedes anuncia debandada e saída de dois secretários especiais da ...
Ministro da Economia, Paulo Guedes – Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (11) que os auxiliares que aconselham o presidente Jair Bolsonaro a “furar” a regra do teto de gastos estão levando o presidente para uma zona de impeachment.

Sem citar nomes, Guedes defendeu o teto de gastos (regra que limita o crescimento dos gastos da União) e afirmou que o Ministério da Economia não apoia “ministros fura-teto”.

“Não haverá nenhum apoio do Ministério da Economia a ministros fura-teto. Se tiver ministro fura-teto, eu vou brigar com o ministro fura-teto.”

De acordo com o ministro da Economia, quem aconselha Bolsonaro a abandonar o teto de gastos para assegurar a reeleição em 2022 está levando o presidente para um processo de impeachment.

“Os conselheiros do presidente que estão aconselhando a pular a cerca e furar teto vão levar o presidente para uma zona sombria, uma zona de impeachment, de irresponsabilidade fiscal. O presidente sabe disso, o presidente tem nos apoiado”, afirmou o ministro em entrevista após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Na mesma entrevista, o ministro anunciou os pedidos de demissão de dois secretários: Salim Mattar (Desestatização e Privatização) e Paulo Uebel (Desburocratização, Gestão e Governo Digital).

Guedes afirmou que o governo precisa fazer “a coisa certa” para que o presidente seja reeleito.

“Se o presidente quiser ser reeleito temos que nos comportar dentro dos orçamentos, fazendo a coisa certa, enfrentando os desafios de reformas. Essa é a forma que um governo pode dar certo e merece ser reeleito.”

regra do teto de gastos foi criada em 2016, durante o governo Michel Temer, por meio de uma emenda à Constituição. A regra estabelece que, por 20 anos, as despesas da União só podem crescer o equivalente ao gasto do ano anterior corrigido pela inflação. Pelo texto aprovado no Congresso, o teto pode ser revisto após dez anos.

No entanto, devido à crise gerada pela pandemia de Covid-19, alguns setores políticos têm argumentado que a regra deve ser alterada para permitir ao governo gastar mais do que o permitido. A ideia é que isso seria necessário para aumentar os investimentos públicos e impulsionar a economia.

Na última semana o Ministério da Economia e a Casa Civil prepararam uma consulta ao Tribunal de Contas da União sobre a possibilidade de o governo federal ultrapassar os limites estabelecidos pelo teto de gastos.

Após reunião com Rodrigo Maia, que já criticou qualquer eventual tentativa de se modificar a regra do teto de gastos, Guedes afirmou que a eventual manutenção em 2021 do padrão de gastos de 2020 vai levar o Brasil “para o caos”.

G1

RN gasta 12% da receita líquida com saúde durante pandemia; percentual é o 10º mais baixo no país

O Rio Grande do Norte foi o décimo estado que usou menor percentual das suas receitas com saúde pública no primeiro semestre de 2020, de acordo com levantamento do G1. Ainda assim, somente nos seis primeiros meses do ano, gastou 12,10% da receita corrente líquida na área. Foram R$ 515,9 milhões de recursos próprios. A informação é do relatório resumido de execução orçamentária do estado.

De acordo com o relatório estadual, o RN estima que terá receitas líquidas de R$ 9.883.138.500,00 até o final do ano. O valor é relativo a impostos, taxas e outras fontes de receitas próprias. Por lei, o estado tem que usar no mínimo 12% desse valor na área da Saúde, até o fim do ano. Dessa forma, a dotação inicial para a área de saúde é de R$ 1,2 bilhão no ano.

“Normalmente, se gasta menos que o percentual de 12% no primeiro semestre, porque o gestor começa o ano vendo como o orçamento vai se comportar, se a previsão vai se realizar. E a lei estabelece o mínimo no total do ano, não no semestre. Mas esse ano foi atípico, por causa da pandemia. Acredito que até o fim do ano poderemos até passar o gasto estimado”, afirmou o secretário de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire.

O estado já empenhou 91% do total esperado para a Saúde no ano (R$ 1,14 bilhão), mas liquidou R$ 515,9 milhões e pagou efetivamente R$ 438,7 milhões. Os valores dizem respeito apenas aos recursos próprios.

A pandemia alterou as previsões orçamentárias na área da saúde estadual. A vigilância epidemiológica, por exemplo, tinha uma dotação inicial de R$ 5.942.000,00. Porém, somente no primeiro semestre foram empenhados R$ 6,1 milhões. A dotação anual foi atualizada para R$ 21,2 milhões.

G1RN

Itaú e Banco do Brasil cortam juros de linhas de crédito após decisão do Copom

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SÃO PAULO – Após o Comitê de Política Monetária (Copom) cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano, menor patamar da série histórica, dois grandes bancos acompanharam a decisão e anunciaram reduções de taxas para algumas linhas de crédito.

O Itaú informou que vai repassar integralmente a redução para suas linhas de empréstimo pessoal e também da linha de capital de giro, no caso de pessoas jurídicas. Os novos valores entram em vigor na próxima segunda-feira (10) e variam de acordo com o perfil do cliente e do seu relacionamento com o banco. O Itaú não detalhou quais eram as taxas médias praticadas antes dos cortes e como vão ficar agora.

O Banco do Brasil (BB), por sua vez, anunciou cortes no crédito pessoal, crédito imobiliário e nas linhas voltadas ao agronegócio. As novas taxam valem também a partir da próxima segunda-feira (10).

No crédito rotativo, a taxa mínima do BB será reduzida de 1,93% para 1,91% ao mês (25,5% ao ano). Ainda assim, vale destacar que essas são as taxas mais baixas, informadas pelo banco, mas segundo o Banco Central, o rotativo do BB registrou taxa média de 10,56% ao mês (233% ao ano) em julho.

Uma reportagem do InfoMoney mostra por que as taxas de empréstimo pessoal ainda são tão altas mesmo com a Selic a 2% ao ano.PUBLICIDADE

As taxas de financiamento imobiliário do Banco do Brasil passam de 6,99% para 6,59% ao ano. Essa redução vale para imóveis financiados no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que usa os recursos do FGTS, da poupança ou do Minha Casa Minha Visa para a contratação.

Na linha de crédito com garantia do imóvel, também chamada de home equity, o corte será de 0,80% para 0,78% ao mês. Já para a linha de crédito estruturado, espécie de empréstimo pessoal que vincula as aplicações financeiras como garantia, a taxa será alterada de 0,77% para 0,75% ao mês.

O BB explicou ainda que a linha de antecipação de crédito ao lojista (ACL) terá redução de 0,74% para 0,72% ao mês. Por fim, no segmento de agronegócio, a linha de custeio na modalidade de taxas livres direcionadas para produtores rurais terá seus encargos reduzidos de 7,25% para 7,00% ao ano.

InfoMoney contatou também os bancos Bradesco, Santander e Caixa, mas até a publicação desta matéria não havia recebido um posicionamento sobre possíveis cortes.

InfoMoney

Ibovespa Futuro cai em meio a expectativas por debate de estímulos no Congresso dos EUA; dólar estende alta

Ibovespa segue bolsas dos EUA e Europa, cai 0,48%; BTOW3 +9,56%
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta terça-feira (4) com cautela dos investidores antes de mais um dia de debates no Congresso dos Estados Unidos sobre o pacote de US$ 1 trilhão em estímulos adicionais à economia contra o coronavírus.

Entre os indicadores econômicos nacionais, a produção industrial brasileira cresceu 8,9% em junho na comparação com o mês passado, acima da mediana das projeções dos economistas, que esperavam alta de 8%. No mês passado, a produção industrial já havia avançado 7%.

Os investidores também ficam atentos às disputas entre China e Estados Unidos. O presidente Donald Trump afirmou que a rede social chinesa Tiktok terá que fechar sua operação nos Estados Unidos até o dia 15 de setembro, a menos que haja um acordo para vender a operação americana. A Microsoft está no páreo para comprar o app.

Às 09h13 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para agosto cai 0,83% a 102.250 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial sobe 0,47% a R$ 5,3383 na compra e a R$ 5,3391 na venda. Já o dólar futuro para setembro tem leve alta de 0,16% a R$ 5,338.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 tem alta de cinco pontos-base a 2,70%, o DI para janeiro de 2023 tem valorização de sete pontos-base a 3,70% e o DI para janeiro de 2025 avança oito pontos-base a 5,24%.

Infomoney

Auxílio Emergencial: Caixa paga benefício a 5,8 milhões nesta quarta

Tive a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem, o que faço para ...
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Caixa Econômica Federal (CEF) paga nesta quarta-feira (29) uma nova parcela do Auxílio Emergencial a 5,8 milhões de trabalhadores. Entre eles, estão trabalhadores do Bolsa Família, além dos que estão no Cadastro Único e os que se inscreveram no programa por meio do site ou do aplicativo.

Para o público do Bolsa Família, a quarta parcela do benefício começou a ser paga no último dia 20, e segue até o dia 31 de julho. Os pagamentos para esse grupo são feitos da mesma forma que o Bolsa.

Para os demais, a ajuda de R$ 600 será creditada em conta poupança social digital da Caixa, que poderá ser usada inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber o crédito nesta quarta serão liberados a partir de 1º de agosto (veja nos calendários mais abaixo).

VEJA QUEM RECEBE NESTA QUARTA-FEIRA:

  • 1,9 milhão de beneficiários do Bolsa Família, com número NIS final 8, recebem a quarta parcela
  • 3,9 milhões de trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em março, recebem a próxima parcela:
    – aprovados no primeiro lote recebem a quarta parcela;
    – aprovados no segundo lote recebem a terceira parcela;
    – aprovados no terceiro e quarto lotes recebem a segunda; e
    – novos aprovados vão receber o primeiro pagamento

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.

Calendários de pagamento

Veja abaixo os calendários de pagamento da parcela atual. Clique aqui para ver o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial.

BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA

Bolsa Família, Parcela 4 — Foto: Economia G1

Bolsa Família, Parcela 4 — Foto: Economia G1

BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA

Lote 1, Parcela 4 — Foto: Economia G1

Lote 1, Parcela 4 — Foto: Economia G1

Lote 2, Parcela 3 — Foto: Economia G1

Lote 2, Parcela 3 — Foto: Economia G1

Lotes 3 e 4, Parcela 2 — Foto: Economia G1

Lotes 3 e 4, Parcela 2 — Foto: Economia G1

Lote 5, Parcela 1 — Foto: Economia G1

Lote 5, Parcela 1 — Foto: Economia G1

Nova CPMF: Guedes quer que empresários façam campanha pelo imposto

Anúncios emergenciais de Guedes ainda precisam de aval do ...
Imagem Adriano Machado

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu que os empresários apoiem a criação de uma novaCPMF. Ele alegou que o imposto vai compensar o aumento da carga tributária que será sentido por setores como o de serviços, na primeira etapa da reforma tributária. Guedes frisou que, por conta disso, vai propor a tributação das transações eletrônicas ao Congresso, ainda neste ano, para que o novo imposto entre em vigor com o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) que já está sendo discutido pelos parlamentares.

Durante reunião com o setor de serviços, ontem, Guedes disse que não desistiu nem adiou o plano de propor a criação da nova CPMF, apesar das críticas recebidas pela proposta. Ele explicou que o novo imposto vai compensar os prejuízos que o setor pode ter na primeira etapa da reforma tributária, enviada ao Congresso na terça-feira, propondo a unificação dos impostos federais que incidem sobre o consumo em uma Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

Estado de Minas