Category: Economia

Exportações caem 49% em agosto e balança comercial do RN fecha mês com déficit de US$ 10,3 milhões

Entressafra do melão seria um dos fatores para déficit da balança comercial do RN, segundo o Sebrae. — Foto: Elisa Elsie
Entressafra do melão seria um dos fatores para déficit da balança comercial do RN, segundo o Sebrae. — Foto: Elisa Elsie

As exportações do Rio Grande do Norte registraram em agosto o segundo pior desempenho em 2021 e registraram uma queda de 49,4% em relação a julho.

O envio de mercadorias para o mercado internacional contabilizou um volume de US$ 14,6 milhões, enquanto em julho, o valor foi de de US$ 29 milhões. Os estão na edição de agosto do Boletim da Balança Comercial do RN, divulgado pelo Sebrae.

A desaceleração das exportações, somada a um aumento de 40% nas importações do estado, foi decisiva para a balança comercial do estado fechar o oitavo mês do ano com um déficit de US$ 10,3 milhões.

Porém, no acumulado do ano, o saldo é positivo com um volume de US$ 25,5 milhões.

De acordo com o Sebrae, o desempenho baixo das exportações no mês passado, entre outros fatores, pode estar relacionado ao período de entressafra do melão, que tradicionalmente figura entre os principais itens da pauta de exportação do estado.

“A retomada do plantio ocorre, normalmente, no finalzinho de julho. E as exportações da fruta começam de fato a partir da segunda quinzena de agosto. Por isso, não há números expressivos de exportação de melão neste mês”, explica o analista técnico e gestor de Fruticultura do Sebrae-RN, Franco Marinho.

Dessa forma, o ranking de produtos mais exportados sofreu alteração e até o petróleo, que vinha figurando nos três meses anteriores entre as mercadorias mais exportadas, saiu das primeiras posições.

As lagostas foram o item com maior volume de negociação, com um total de US$ 2,5 milhões. O segundo produto com maior volume enviado para o exterior foram os tecidos de algodão, com uma negociação de US$ 1,3 milhão. Juntos, alguns produtos de origem animal atingiram um volume de US$ 1,7 milhão. As balas e confeitos de caramelo entraram no ranking com vendas que chegam a US$ 767,9 mil.

Os Estados Unidos foram o principal parceiro comercial do Rio Grande do Norte em agosto, com acordos que totalizaram US$ 6,8 milhões, principalmente pelas aquisições de lagostas. A China também adquiriu o crustáceo inteiro e as exportações para o país asiático somaram US$ 840 mil. Os tecidos foram principalmente para a Colômbia e o Peru.

No acumulado do ano, as exportações do Rio Grande do Norte totalizam US$ 227,3 milhões. Esse volume é 47% maior que o acumulado no mesmo intervalo de 2020, quando as exportações do RN chegaram a US$ 154,6 milhões.

Importações

De julho para agosto, as importações do Rio Grande do Norte saíram de US$ 17,8 milhões para mais de US$ 25 milhões. Isso representa um crescimento de 40,2% e, em relação ao mesmo mês do ano passado, um aumento de 95,5%, já que em agosto de 2020 o RN importou um total de apenas US$ 12,8 milhões.

Os principais produtos importados no mês passado foram os trigos, com uma negociação de US$ 11,4 milhões, seguidos das torres de aço ou ferro usadas na indústria eólica. Foram comprados US$ 4,1 milhões em insumos para essa cadeia produtiva.

O maior montante gerado pela importação de mercadorias veio da Argentina, devido às torres, com um volume de US$ 6,7 milhões. Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com importações de US$ 5,5 milhões, principalmente do trigo, que também é importado da Rússia e do Canadá.

A China apareceu na terceira posição com um volume de US$ 3,2 milhões, valores registrados principalmente pela importação de policloreto de vinila.

As importações acumuladas de janeiro a agosto somam US$ 201,7 milhões– 78,2% maiores que o acumulado em 2020.

Já as exportações, da ordem de US$ 227,3 milhões, são 47% maiores que o mesmo período do ano passado.

No fim, o saldo da balança acumula um superávit de US$ 25,5 milhões, que é 38,2% menor que o saldo registrado entre janeiro e agosto de 2020, quando a diferença entre exportações e importações foi de US$ 41,4 milhões.

G1RN

Caixa abre concurso público com 1000 vagas e oportunidades no RN

A Caixa Econômica Federal, por meio da Superintendência Nacional Trajetória e Desenvolvimento, divulgou a realização de seu novo Concurso Público que tem como objetivo a admissão, bem como a formação de cadastro reserva, de profissionais de nível médio.

Ao todo serão preenchidas 1.000 vagas para os cargos de Técnico Bancário Novo e Técnico Bancário Novo – Tecnologia da Informação. As vagas estão distribuídas entre os estados do Acre (9); Alagoas (12); Amazonas (28); Amapá (6); Bahia (50); Ceará (35); Distrito Federal (70); DF – Polo TI (100); Espírito Santo (10); Goiás (30); Maranhão (10); Minas Gerais (50); Mato Grosso do Sul (15); Mato Grosso (20); Pará (35); Paraíba (6); Pernambuco (40); Piauí (10); Paraná (35); Rio de Janeiro (85); Rio Grande do Norte (10); Rondônia (12); Roraima (6); Rio Grande do Sul (55); Sergipe (42); Santa Catarina (6); São Paulo (207) e Tocantins (6).

É importante enfatizar que as vagas são destinadas exclusivamente para pessoas com deficiência (PCD).

Aos profissionais admitidos, estes irão desempenhar funções em carga horária de 30 horas semanais e contarão com salários de R$ 3.000,00 ao mês.

PCI Concursos

BG

Reformas em imóveis aumentam na pandemia e impulsionam lojas de material de construção, móveis e decoração no RN

Larissa Cavalcante fez várias reformas em casa durante a pandemia — Foto: Arquivo pessoal
Larissa Cavalcante fez várias reformas em casa durante a pandemia — Foto: Arquivo pessoal

Uma pesquisa feita em todo país mostrou que pelo menos 11% dos brasileiros resolveram realizar reformas em casa durante a pandemia. Esse comportamento movimentou as lojas de material de construção e de móveis e decoração. Algumas delas, viram o faturamento subir até 30% por mês.

Cerca de 73% dos brasileiros passaram a ver suas casas de forma diferente por causa da pandemia da Covid-19. O distanciamento social, o trabalho e a escola remotos foram os principais vetores para essa vontade e necessidade de mudanças.

O dado é de um levantamento feito por uma das maiores imobiliárias digitais do país em parceria com um instituto de pesquisa de mercado.

Com os lares recebendo mais cuidados, as lojas de móveis e de artigos de decoração não sentiram a crise vivida por vários outros segmentos. Seus produtos passaram a ser prioridade nas compras de várias famílias.

Em uma loja localizada em Natal, escrivaninhas e móveis para escritórios foram os produtos mais vendidos em março e abril de 2020. Atualmente, os consumidores procuram mais por sofás e mesas de jantar. A demanda resultou em um aumento de mais de 30% no lucro da empresa, comparando com o período pré-pandemia.

“O que nos surpreendeu foi que essa lucratividade mensal não diminuiu. Muito pelo contrário, ela teve um crescente aumento. Talvez pelo pessoal não estar podendo fazer viagens e por toda a questão da pandemia e das medidas restritivas, passou a enxergar com um olhar mais específico essa questão do bem-estar e da sua casa”, explica o supervisor comercial David Torres.

O que também contribuiu para o aumento na procura por móveis foi o crescimento de vendas no mercado imobiliário durante a pandemia. Cerca de 17% dos brasileiros decidiram mudar de casa ou de apartamento no último ano, mesmo em meio à crise.

Quem decidiu se mudar para espaços maiores ou menores teve a necessidade de móveis novos e de reformas para adaptar os ambientes às necessidades da família.

Larissa Cavalcante faz parte do grupo de 11% da população brasileira que resolveu realizar reformas no lar durante a pandemia. Algumas mudanças na casa da jornalista já estavam planejadas. Outras surgiram depois que o dinheiro, guardado para viagens, teve que ganhar novas funções.

A casa ganhou novas formas, cores e espaços, como um ateliê para pinturas, um escritório organizado e reservado e o quarto, que agora tem uma saída para a piscina.

“Eu tinha um projeto de morar fora. E, na pandemia, como tudo mudou, isso também mudou. Primeiro, não tínhamos como sair do país. Segundo, estava tudo muito caro. Aí depois de tudo que aconteceu, de termos pego a doença, pensamos ‘poxa, se a gente tivesse morando em outro país, longe das nossas famílias, dos nossos amigos, o que ia acontecer?’. E aí desistimos de ir embora. Aí pegamos toda essa economia e investimos na nossa casa. E foi a melhor coisa que a gente fez, não nos arrependemos”, conta Larissa.

G1RN

Governadora do RN anuncia pagamento da última parcela do décimo terceiro de 2018 para 15 de setembro

Governo anuncia pagamento da última parcela de décimo terceiro pendente de gestão anterior — Foto: Augusto César Gomes/G1
Governo anuncia pagamento da última parcela de décimo terceiro pendente de gestão anterior — Foto: Augusto César Gomes/G1

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou nesta quinta-feira (9) o pagamento da última parcela do décimo terceiro de 2018 aos servidores do estado. Previsto inicialmente para novembro, o pagamento será feito no dia 15 de setembro.

O pagamento do 13º de 2018 começou a ser feito em maio deste ano de forma integral para quem recebia até R$ 4.500. Quem tem o salário acima desse valor recebeu, também em maio passado, uma parcela de R$ 2 mil e tem agora o restante do valor creditado.

Atrasados

De acordo com a governadora, “a última folha que restará da gestão anterior, a de dezembro de 2018, será paga em três etapas” (veja calendário abaixo).

  • 31 de janeiro de 2022 – Receberão os que ganham até R$ 3.500
  • 31 de março de 2022 – Receberão os que estão na faixa salarial de R$ 3.501 a R$ 6 mil
  • 31 de maio de 2022 – Receberão os que ganham acima de R$ 6 mil

“Quatro folhas estavam atrasadas da gestão anterior. Desde o começo do nosso governo nós estabelecemos como principal prioridade a regularização do pagamento dos servidores, instituindo o calendário de pagamento e quitando esses passivos”, escreveu a governadora em uma rede social.

Fátima Bezerra também se manifestou sobre o décimo terceiro de 2021 e afirmou que “um percentual a ser definido será pago dia 30 de novembro a todos os servidores. Dia 23 de dezembro será concluído para os servidores que ganham até uma faixa salarial também a ser definida, e dia 4 de janeiro de 2022 concluímos para os demais”.

G1RN

Distribuidoras no RN alegam ‘aumento de custos’, gás de cozinha tem novo reajuste e preço médio do botijão chega a R$ 107

Preço do gás de cozinha terá nova alta | Portal GMC Online
Imagem Ilustrativa | Foto: Arquivo/Agência Brasil

O portal G1-RN noticia que o preço do gás de cozinha tem um novo aumento registrado no Rio Grande do Norte a partir desta sexta-feira (3). De acordo com o sindicato das distribuidoras, o acréscimo é de aproximadamente 7%. Com isso, o botijão de 13 kg deve custar em média R$ 107. Apesar dos seis aumentos realizados pelas Petrobras ao longo do ano, o novo reajuste anunciado foi feito pelas próprias distribuidoras.

A matéria ainda destaca que de acordo com Francisco Correia, presidente do sindicato que representa as empresas no RN, a medida foi necessária por causa do aumento dos custos operacionais.

BG

Governo amplia teto da linha de crédito específica para a agricultura familiar no RN

Governo amplia teto da linha de crédito específica para a agricultura familiar no RN — Foto: Raiane Miranda/Governo do RN
Governo amplia teto da linha de crédito específica para a agricultura familiar no RN — Foto: Raiane Miranda/Governo do RN

O governo do Rio Grande do Norte anunciou nesta segunda (23) a ampliação do teto da linha de empréstimo criada para a agricultura familiar, o CredMais. O teto passou de R$ 5 mil para R$ 10 mil.

A iniciativa é gerida pela Agência de Fomento do RN (AGN-RN) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf).

O CredMais promove o acesso ao crédito rural em apoio à produção de alimentos saudáveis, beneficiamento e comercialização por agricultores e agricultoras familiares que produzem e vendem através do programa de compras governamentais do RN (Pecafes e Mais Mercados) e demais programas de compras do estado, bem como nos mercados locais, regionais e feiras.

Até o momento, já foram beneficiadas 288 famílias, em 32 municípios, ultrapassando R$ 1 milhão investido desde 2019. A partir da ampliação do Credmais, os beneficiários poderão pleitear crédito de até R$ 10 mil para investimento com uma carência de quatro meses e prazo para quitação de até 20 meses.

No caso de custeio rural, os financiamentos passam a ser permitidos no limite de até R$ 5 mil, uma carência de três meses e prazo para quitação de 12 meses. Os juros seguem de 1,5% ao mês para investimento e 1,7% ao mês para custeio.

O agricultor familiar poderá ainda financiar motocicletas de até 160 cilindradas novas ou usadas, com até três anos de uso, com documentação regularizada, apresentação de nada consta do Detran e comprovação de habilitação pelo beneficiário.

A nova etapa do programa atenderá 530 famílias em mais de 35 municípios totalizando um investimento total previsto de R$ 5 milhões nos próximos 12 meses. As cidades de Monte Alegre, Santo Antônio, São Miguel, Pau dos Ferros, São Paulo do Potengi, Touros, João Câmara, Currais Novos, Caicó, Parelhas, Apodi, Upanema, Caraúbas, Assu, Mossoró, Santa Cruz e Lajes estão entre as localidades que serão atendidas nesta etapa.

G1RN

Comércio varejista do RN supera nível pré-pandemia pela primeira vez em 2021, diz IBGE

No acumulado do ano, de janeiro a junho, o comércio varejista potiguar soma 5,5% de crescimento — Foto: Divulgação
No acumulado do ano, de janeiro a junho, o comércio varejista potiguar soma 5,5% de crescimento — Foto: Divulgação

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE aponta que o volume de vendas do comércio varejista do Rio Grande do Norte cresceu 1,4% em junho na comparação com maio. O resultado supera pela primeira vez em 2021 o nível de atividade registrado em fevereiro de 2020, último mês livre da influência da pandemia.

O índice que permite o monitoramento do nível de atividade do comércio potiguar estava em 94,4% em fevereiro de 2020; em junho de 2021, alcançou 95,4%.

O IBGE explica que o índice base fixa de volume possibilita a comparação entre o resultado de um mês e a média mensal do ano de 2014, quando o comércio brasileiro atingiu o seu melhor desempenho conforme a PMC. Quando esse indicador atinge os 100% significa que o nível das atividades do comércio está no mesmo patamar da média mensal de 2014.

Em 2020, depois da queda entre os meses de março e julho, o comércio varejista do RN ficou acima do nível pré-pandemia entre agosto e novembro.

No acumulado do ano, de janeiro a junho, o comércio varejista potiguar soma 5,5% de crescimento em comparação ao mesmo período do ano passado. Nessa mesma comparação, a média do Brasil é levemente superior (6,7%).

Setor de serviços

O volume de serviços do Rio Grande do Norte cresceu 4,2% em junho. O crescimento é superior à média do Brasil (1,7%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento do volume de serviços do Rio Grande do Norte registrado em junho de 2021 foi o melhor para o estado desde o início da pesquisa: 29,9%.

G1RN

Estudos do IPEA diz que crise econômica no Brasil causada pela pandemia não foi maior por causa do pacote econômico lançado por governo federal

Juntar dinheiro: dicas para economizar todos os dias
Foto da Internet

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) indica que países com pior êxito no controle da disseminação da covid-19 acabaram sofrendo as maiores perdas da atividade e, consequentemente, precisaram lançar mão de pacotes fiscais mais generosos para mitigar os impactos econômicos e sociais da pandemia.

O Brasil está entre as nações em que a correlação apontada pelo Ipea fica clara. O País registrou um elevado número de mortes pela doença e uma queda de 4,1% no PIB ano passado – tombo que não foi maior porque houve injeção de R$ 524 bilhões em despesas adicionais só em 2020.

O Brasil teve uma das crises mais graves, considerando o número de mortes, a perda do PIB e o tamanho do pacote fiscal. Até o início de março, o País tinha uma média de 1.210 mortes por milhão, uma das maiores em um conjunto de 30 países analisados, e uma perda relativa de 6,1 pontos porcentuais entre o crescimento esperado antes da pandemia e o que foi efetivamente observado. O pacote fiscal, considerando todas as medidas (inclusive de crédito), ficou em 14,5% do PIB, comparável ao adotado em países avançados.

Meio milhão de novos negócios já foram criados este ano com reabertura da economia, juro baixo e aluguel barato

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Com o avanço da vacinação e a reabertura da economia, setores que envolvem contato pessoal, como comércio e serviços, ganham impulso em meio a uma combinação de fatores que estimula novos negócios.

Após a quebradeira provocada pelas restrições da pandemia, há investimentos saindo do papel das grandes redes de varejo aos pequenos prestadores de serviço que empreendem pela primeira vez. Entre janeiro e julho deste ano, meio milhão de novas empresas foram abertas, o mesmo patamar registrado em todo o ano passado.

Um dos elementos que têm antecipado projetos é a perspectiva de alta nos juros. Embora a taxa básica (Selic) não esteja mais na mínima histórica de 2%, o patamar atual de 5,25% ainda está longe do intervalo entre 7% e 8% previsto por economistas para o fim do ano.

Além disso, programas do governo como o Pronampe facilitaram o acesso ao crédito para pequenos empresários.

Outro fator é que a crise deixou disponíveis muitos imóveis comerciais em pontos atraentes, inclusive nos shoppings, e baixou o preço dos aluguéis. As franquias, que perderam muitas unidades com a recessão de 2020, estão agora com condições de adesão mais favoráveis, e a disponibilidade de mão de obra é grande.

De janeiro a julho deste ano foram abertas pouco mais de 2,4 milhões de negócios, segundo o Mapa de Empresas, do Ministério da Economia. A maioria (78,8%) são pequenos negócios de microempreendedores individuais (MEIs).

Ainda assim, 515,7 mil novos CNPJs são de empresas de pequeno, médio e grande porte. Praticamente o mesmo patamar registrado em todo o ano de 2020 (538,3 mil) e 2019 (475,7mil).

Franquias

A pandemia quebrou muitos franqueados de diferentes marcas. Isso levou as franqueadoras a melhorarem as condições este ano para recuperar terreno.

A Associação Brasileira de Franchising (ABF), que representa 2.500 redes, prevê que 2021 vai terminar com 8 mil novos negócios, saldo de 10 mil aberturas e 2 mil fechamentos. O faturamento das franquias também deve subir 8% neste ano.

Segundo o presidente da ABF, André Friedheim, os setores em expansão são justamente os mais prejudicados pela pandemia: varejo de vestuário, estética e educação.

Pequenos negócios

Segundo o Sebrae, três em cada dez novos pequenos negócios encerram as atividades após cinco anos. O comércio tem a maior taxa de mortalidade das empresas: 30,2% dos empreendimentos não vingam.

O primeiro passo na hora de empreender é se planejar, diz o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Além do aporte inicial, é bom ter uma reserva financeira de pelo menos seis meses de caixa para giro. Entre os erros mais comuns, ele cita misturar patrimônio particular com o da empresa e tomar crédito sem previsão de receitas.

Com informações de O Globo /BG

Hotelaria do RN tem ocupação média de 52% em julho e ABIH projeta crescimento ‘gradual

Via Costeira concentra boa parte dos leitos de hotéis em Natal — Foto: Divulgação/ABIH
Via Costeira concentra boa parte dos leitos de hotéis em Natal — Foto: Divulgação/ABIH

A rede hoteleira do Rio Grande do Norte teve uma ocupação de 52% nos principais destinos do estado no mês de julho. O dado está na pesquisa mensal da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN, que foi divulgada nesta sexta-feira (13).

Os principais destinos turísticos do estado são Natal, Pipa e Tibau do Sul, e também São Miguel do Gostoso.

“A hotelaria do RN começa a registrar uma lenta recuperação, impulsionada pelo turismo regional, ou seja, aquele de final de semana. Os municípios de apelo lazer contaram com uma ocupação mais instável neste mês. Já os hotéis com apelo corporativo ainda não apresentaram uma recuperação, devido às restrições ainda em vigor devido à pandemia, ocasionando a falta de eventos e fluxo corporativo”, explicou Abdon Gosson, presidente da Abih.

“Esperamos que com o avanço da vacinação e a queda no número de internações, em breve estaremos aumentando esses números”, frisou.

O resultado ainda é considerado abaixo do ideal. Porque a média anterior à pandemia para um mês como julho, que também é de férias escolares e recesso, era de 80%. “Tem muitos hotéis que estavam com 30% de ocupação, ou no máximo 60%. Mesmo assim é um motivo pra gente comemorar”, disse Abdon Gosson.

“Até maio, a ocupação média não passava de 20%. E um hotel para se pagar precisa de uma ocupação média de no mínimo de 45% a 50% para pagar os custos. Então, a hotelaria ainda está trabalhando muito no vermelho, alguns no amarelo, quase ninguém no verde. E, se tivesse verde, é muito pouquinho. É um momento bom, de recuperação”.

Comparado com o mesmo período de 2020, a Abih considerou os números satisfatórios, já que no ano anterior 80% dos hotéis estavam fechados por causa de um cenário mais crítico da pandemia no estado.

Perspectivas

A perspectiva é de que no final de ano esses números melhorem, segundo a ABIH, com boa parte da população já vacinada contra a Covid e a malha aérea nacional operando em maior área a nível nacional.

“Cada dia que passa, cada semana, cada quinzena, e mês, a tendência é realmente de melhorar, porque as pessoas estão se vacinando”, diz o presidente da ABIH, Abdon Gosson.

“Então há uma tendência forte e a gente já esta sentindo isso pelas solicitações – não as vendas – de outubro pra frente, por parte de operadores, agências que solicitam grupos, reservas individuais. As pessoas procurando mais”, pontua.

O presidente da associação aponta que há um otimismo principalmente para o fim de ano, réveillon, e o verão do próximo ano. “A gente espera que o réveillon desse mês de dezembro seja um dos melhores da história e a alta estação seja muito boa, do verão até o carnaval”.

O dirigente reforça que “o turismo vem sofrendo fortemente há um ano e meio” por conta da pandemia e que “não será da noite para o dia que se consegue retomar o que deixou de faturar e os empregos foram perdidos”.

“Há uma perspectiva de crescimento, a gente espera que seja gradual, porém consistente. Que a cada dia, a cada mês a gente tenha números melhores. A maior indústria geradora do nosso estado é o turismo e a gente precisa fazer com que esses pais e mães de família que precisam diretamente desses trabalhos voltem a um momento bom e de segurança”, pontuou.

G1RN

Efeito Pandemia: Aumento do custo de vida deve persistir por um bom tempo, diz economista

A inflação em alta diminui o poder de compra dos brasileiros, mas também traz outros efeitos colaterais / foto RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Na padaria, supermercados e demais estabelecimentos comerciais não se fala em outra coisa: o aumento dos preços. O mês de julho fechou com a maior variação Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 19 anos: 0,96%, com aumento puxado pela alta dos alimentos e da energia elétrica. No entanto, na visão do empresário Bruno Jacob, proprietário de uma hamburgueria, não é de hoje que a inflação dificulta os negócios. “Esse ano infelizmente não teve jeito, já foram dois repasses de preços. No primeiro, a gente aumentou em cerca de 10%, porém não surtiu efeito, porque as coisas continuam aumentando. Na segunda vez, para não repassar tudo para os clientes, a gente acabou aumentando só nas plataformas de delivery”, afirma. A inflação em alta diminui o poder de compra dos brasileiros, mas também traz outros efeitos colaterais. Segundo especialistas, o crédito deve ficar mais caro, ou seja, com maiores taxas de juros. Até mesmo as previsões de crescimento econômico podem ser afetadas.

O economista Alessandro Azzoni observa ainda que o atual governo tem um comportamento de não interferir na economia, de forma que as projeções para os próximos meses não são boas para o consumidor. “O governo liberal não vai fazer esse tipo de intervenção e não acredito que o fará. Ele vai criar situações, melhorando a questão de importação de grãos ou alimentos para questões de abastecimento interno, mas não vejo essa interferência do governo. Com isso, vai projetar cada vez mais a questão do índice inflacionário”, afirma. Quanto ao teto da inflação estipulado pelo Ministério da Economia em 5,25%, Alessandro afirma que é possível que seja ultrapassado. Segundo ele, embora não seja possível dizer até onde a inflação pode chegar, a questão da crise hídrica e do custo da energia elétrica ainda serão responsáveis pela subida do índice, especialmente em um momento de demanda de energia em plena retomada da indústria e do comércio.

Jovem Pan

Novo Bolsa Família tem 6 benefícios e bônus a quem conseguir emprego

Imagem: Lidianne Andrade/Myphoto Press/Estadão Conteúdo

O novo Bolsa Família, batizado de Auxílio Brasil pelo governo Jair Bolsonaro, é composto por três modalidades principais no benefício básico – para primeira infância, composição familiar e superação da extrema pobreza – e seis auxílios acessórios, que podem se somar ao benefício básico. Nenhum deles ainda teve o valor definido.

A unificação dos programas sociais sob o guarda-chuva do Auxílio Brasil incluirá também o Auxílio Esporte Escolar; a Bolsa de Iniciação Científica Júnior; o Auxílio Criança Cidadã; o Auxílio Inclusão Produtiva Rural; o Auxílio Inclusão Produtiva Urbana; e o Benefício Compensatório de Transição.

Veja quais são os programas:

1) Auxílio Esporte Escolar

Será concedido aos estudantes de 12 a 17 anos das famílias do Auxílio Brasil que se destacarem em competições oficiais do sistema de jogos escolares brasileiros. Serão pagas 12 parcelas mensais, mais uma parcela única, e cada aluno poderá receber apenas um auxílio esporte.

2) Bolsa de Iniciação Científica Júnior

Será concedida a estudantes dessas famílias que se destacarem em competições acadêmicas e científicas de abrangência nacional.

3) Auxílio Criança Cidadã

Será concedido para custear o acesso de crianças de zero a 48 meses em creches, em tempo integral ou parcial. O benefício só será concedido aos beneficiários do Auxílio Brasil que registrarem aumento de renda por exercerem alguma atividade remunerada ou comprovarem algum vínculo de emprego formal. O benefício não será pago se houver vagas em creches públicas ou conveniadas que atendam à necessidade da família.

4) Auxílio Inclusão Produtiva Rural

Será concedido aos agricultores familiares inscritos no Auxílio Brasil. O objetivo é incentivar a produção, doação e consumo de alimentos. Após três meses de carência, a manutenção do pagamento será condicionada a doação de alimentos para o Programa Alimenta Brasil (também criado pela MP), em valor correspondente a parte do valor anual do auxílio recebido. A duração máxima do benefício será de 36 meses para cada família, que poderá voltar a recebê-lo após outros 36 meses.

5) Auxílio Inclusão Produtiva Urbana

Será concedido àqueles beneficiários do Auxílio Brasil que comprovarem algum vínculo de emprego formal. O pagamento será encerrado caso o beneficiário perca o emprego ou a renda ultrapasse os limites previstos para o Auxílio Brasil. O valor do Auxílio Inclusão Produtiva Urbana não será computado para o limite de renda familiar mensal do programa social.

6) Benefício Compensatório de Transição

Será concedido às atuais famílias beneficiárias do Programa Bolsa Famíliia, que será formalmente extinto. O objetivo é garantir os pagamentos até que a nova estrutura de benefícios seja implementada.

BG

Safra do melão no RN deve chegar a 300 mil toneladas em 2021

Safra do melão no RN deve chegar a 300 mil toneladas em 2021 — Foto: Inter TV Costa Branca
Safra do melão no RN deve chegar a 300 mil toneladas em 2021 — Foto: Inter TV Costa Branca

Cerca de 40% das exportações de frutas do país saem do Rio Grande do Norte. O estado é líder na produção de melão. O plantio da fruta para exportação foi iniciado no mês de junho. A previsão é que os produtores comecem a colher já no próximo dia 10 de agosto e os primeiros contêineres devem sair do estado a partir do dia 15. A produção para a safra 2021/2022 deve chegar a 300 mil toneladas.

“A gente conseguiu vender tudo aquilo que a gente produziu. Nós tivemos fatores que ajudaram muito. O câmbio favoreceu. A própria Europa não produziu o mesmo volume de fruta porque a mão de obra de imigrantes não pôde se deslocar até lá para trabalhar na produção, então eles compraram mais fruta nossa. E as pessoas em casa consumiram mais frutas”, explica Luiz Roberto Barcelos, presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Estado (Coex).

A área plantada no estado ultrapassa os 18 mil hectares. De acordo com o Coex, não deve haver aumento em relação à safra passada. Para Luiz Roberto Barcelos, alguns fatores devem causar impacto nos custos de produção.

“Por exemplo, a embalagem, as caixas de papelão subiram muito, os materiais plásticos, os defensivos, os adubos, tudo isso subiu muito. A energia, o próprio óleo diesel e, principalmente, o que tem subido muito e preocupado muito o nosso setor é a questão dos fretes marítimos, que também sofreram um aumento enorme pela falta de espaço nos navios, falta de contêineres. O que a gente acha é que, apesar dos volumes serem muito parecidos, o resultado para o produtor será um pouco menos favorável por conta desse aumento nos insumos”, justifica o presidente do Coex.

Valmir Lins é gerente operacional numa fazenda produtora de melão. Ele conta que este ano eles plantaram cerca de 10 mil hectares, a mesma área de 2020. As exportações na fazenda onde ele trabalha devem começar mais cedo. “Até o momento foi tudo normal. Na verdade a gente começou até mais cedo. A gente começava a plantar na semana 23 e a gente começou a plantar na semana 16. Por quê? Porque o pessoal do Chile começou a pedir fruta. Então a gente teve que antecipar”, conta Valmir.

Segundo o presidente do Coex, ainda há uma expectativa de aumento das exportações para a China, mercado mais recente que começou a importar o melão no ano passado e deve receber um volume ainda maior em 2021. O setor espera também a abertura de outros mercados na Ásia, como Vietnã e Filipinas.

Outros mercados tradicionais, como Inglaterra, Holanda e Espanha, além do Oriente Médio, Estados Unidos e Canadá, também estão na rota de exportações do melão potiguar.

“O volume grande da nossa safra de exportação é para a comunidade europeia de modo geral, principalmente Inglaterra, Holanda e Espanha, e os embarques mais fortes começam agora a partir do dia 15 de agosto. E a partir de outubro a gente começa a exportação para China e Estados Unidos”.

A fruticultura movimenta por ano mais de 100 milhões de dólares, além de gerar mais de 20 mil empregos – sendo que para cada emprego direto, outros quatro são criados indiretamente.

G1RN

O impulso do e-commerce do Mercado Livre vai continuar no 2° trimestre?

Mercado Livre: empresa planeja investir 10 bilhões de reais no Brasil este ano (Divulgação/Divulgação)

No primeiro trimestre do ano, o Mercado Livre viu o faturamento dobrar em relação ao que era um ano atrás. O boom do e-commerce durante a pandemia potencializou companhias como a varejista argentina.

Nesta quarta-feira, o Mercado Livre mostrará se o crescimento se manteve nos três meses seguintes A empresa divulga os resultados do segundo período de 2021 e a expectativa, de acordo com analistas, é um faturamento de 1,5 bilhão de dólares, alta de 70% em relação ao mesmo período de 2020.

Apesar disso, os lucros devem vir um pouco menores. A estimativa é de 0,09 centavos de dólar por ação, queda de 92% em relação ao mesmo trimestre há um ano, quando a pandemia atingiu os negócios em cheio.

O Mercado Livre está em expansão e brigando por competitividade contra gigantes como Amazon, além de brasileiras, incluindo Magazine Luiza, Via Varejo e B2W. No início do ano, a empresa anunciou um plano para investir 10 bilhões de reais no Brasil e inaugurou um quinto grande centro logístico no país, em Santa Catarina.Veja também

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Copom, Petrobras, desemprego americano e o que mais move o mercado

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central
Roberto Campos Neto: presidente do Banco Central| Foto: Divulgação (Bloomberg via Getty Images)

As principais bolsas de valores sobem na manhã desta quarta-feira, 4, com os resultados da temporada de balanços se sobrepondo às preocupações com a variante delta e apertos regulatórios na China. Na Europa, o Stoxx sobe 0,6%, firmando sua terceira máxima histórica consecutiva. Nos Estados Unidos, ainda com baixa liquidez no mercado de futuros, o S&P 500 permanece estável, após ter fechado em nível recorde no último pregão.

No mercado internacional, investidores aguardam pela variação de empregos privados do mercado de trabalho americano. Medido pelo Instituto ADP, o dado serve como uma prévia do relatório oficial de empregos não-agrícolas, o payroll, que será divulgado nesta sexta-feira, 6. Para o ADP, a expectativa é de que seja relevada a criação de 695.000 vagas em julho contra 692.000 em junho.

A recuperação do mercado de trabalho tem sido uma das principais preocupações de membros do Federal Reserve (Fed), que aguardam uma retomada mais contundente antes de começarem a retirar parte dos estímulos monetários. Nos Estados Unidos, os números semanais de pedidos de seguro desemprego saíram piores do que o esperado em três das últimas quatro divulgações. 

Copom

No Brasil, o principal evento do dia será a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), previsto para às 18h. A expectativa é de que o colegiado opte por uma alta de 1 ponto percentual, com a Selic passando de 4,25% para 5,25% ao ano. 

No mercado, investidores ainda esperam um comunicado mais contracionista, indicando que será feito o necessário para conter as expectativas de inflação futura. 

Com IPCA de 8,35% acumulado nos últimos 12 meses, o mercado já vê a meta de inflação para este ano de 3,75% como inalcançável, assim como o teto da meta de 5,25%. De acordo com as projeções do último boletim Focus, o consenso é de que o Copom eleve a Selic para 7% até o fim do ano, com a inflação terminando 2021 em 6,88%.

Até a decisão do Copom, investidores irão repercutir balanços divulgados na última noite.

Bradesco

Último dos três grandes bancos privados a divulgar balanço do segundo trimestre, o Bradesco (BBDC3/BBDC4) registrou lucro recorrente de 6,32 bilhões de reais, abaixo do consenso da Bloomberg, de 6,58 bilhões de reais. A receita líquida de juros ficou em 15,74 bilhões de reais, 5,7% abaixo da apresentada no mesmo período do ano passado.

Rede D’Or

Outra empresa a apresentar resultado abaixo das expectativas foi a Rede D’Or, (RDOR3) que teve lucro líquido de 477,7 milhões de reais ante a estimativa mediana de 523,2 milhões de reais. A receita também frustrou, ficando em 5,22 bilhões de reais contra 4,97 bilhões de reais esperados. 

Petrobras

Nesta noite investidores irão avaliar o resultado trimestral da Petrobras (PETR3/PETR4). Segundo estimativas da Bloomberg, a companhia deve reportar lucro líquido de 29,4 bilhões de reais, com o volume de vendas chegando a 102,74 bilhões de reais. No segundo trimestre de 2020, a estatal teve prejuízo de 2,7 bilhões de reais.

Balanços 

Além da Petrobras, irão apresentar resultado nesta noite Banco do Brasil (BBAS3), Gerdau (GGBR4), BR Properties (BRPR3), Braskem (BRKM5), AES Brasil (AESB3), Quero-Quero (LJQQ3), Tegma (TEGM3), Totvs (TOTS3), Sinqia (SQIA3) e 3R Petroleum (RRRP3) .

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