‘Bolsonaro tinha razão!’Diz Jornal Nacional da Globo pela primeira vez desde o início do governo

Bolsonaro viu o ‘JN’ concordar com ele, mas na sequência seu governo ficou novamente sob ataque
Bolsonaro viu o ‘JN’ concordar com ele, mas na sequência seu governo ficou novamente sob ataque Foto: Presidência da República/Divulgação e Reprodução/Facebook/@jornalnacional 

Na quarta-feira (21), a primeira matéria do ‘Jornal Nacional’ promoveu a ideia de retorno imediato à sala de aula. O repórter Paulo Renato Soares ouviu especialistas em Educação e citou o pronunciamento em rádio e TV do ministro da pasta, Milton Ribeiro, exibido no dia anterior, com apelo para que o ensino presencial seja retomado em todo o País.

Jair Bolsonaro jura nunca assistir à Globo, mas se ontem deu uma espiadinha às escondidas, gostou do que viu. A reportagem de quase 7 minutos corroborou sua defesa enfática do funcionamento regular das escolas apesar de a pandemia de covid-19 ainda matar mais de mil brasileiros por dia.

O telejornal de maior audiência do Brasil (45 a 55 milhões de telespectadores a cada noite) não noticia algo positivo a respeito do presidente desde 7 de agosto de 2020. Naquela edição, a âncora Renata Vasconcellos leu trechos de posts de Bolsonaro no Twitter em solidariedade a um entregador de aplicativo de delivery vítima de racismo e humilhação em Valinhos (SP).

Ontem, a convergência do telejornal com o presidente durou bem pouco. A matéria seguinte, do repórter Júlio Mosquéra, denunciou a orientação passada por integrantes do Ministério da Saúde a profissionais de hospitais do Amazonas para o uso de medicamentos sem comprovação científica contra a covid-19.

Mostrou ainda imagens extraídas de uma videochamada na qual a secretária Mayra Pinheiro, apelidada ‘Capitã Cloroquina’ na imprensa, revela suposto esquema de combinação de perguntas e respostas com senadores governistas que, dias depois, participariam de seu depoimento na CPI da Covid. A repercussão nas redes sociais foi imediata.

Em dia agitado no ‘JN’, William Bonner estava ausente. O âncora e editor-chefe tirou folga de alguns dias. Em seu lugar na bancada está Helter Duarte.

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