Bolsonaro afirma que deve se filiar ao PP ou ao PL: ‘Me dou bem com os dois partidos’

O presidente Jair Bolsonaro foi o entrevistado desta quarta-feira pelo Jornal da Manhã / Reprodução/Youtube/Jovem Pan News

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou nesta quarta-feira, 27, que definirá em breve qual o partido se filiará para disputar as eleições de 2022. Em entrevista ao canal Jovem Pan News, que estreou nesta quarta, o chefe do Executivo revelou que está entre o Progressistas (PP) e o Partido Liberal (PL). “Hoje em dia está mais para o PP e o PL. Me dou muito bem com os dois partidos. Eu converso com as lideranças desses partidos que eu tenho interesse, caso dispute a eleição, sobre termos uma bancada no Congresso. Eu tenho interesse em indicar metade dos candidatos ao Senado, pessoas perfeitamente alinhadas conosco”, disse Bolsonaro sobre seus planos.

Apesar de admitir a necessidade de ter uma legenda para o próximo pleito, Bolsonaro não confirmou se realmente irá disputar a reeleição à Presidência da República em 2022. Segundo o presidente, ele não pensa em política no momento. “Eu não penso em política, se não eu não trabalho. Mas eu tenho que ter um partido de qualquer maneira. Eu não sei se vou disputar a reeleição ou não. Está cedo ainda”, afirmou o chefe do Executivo. Ainda que seja cedo para iniciar a campanha para 2022, o presidente reconhece que está atrasado na escolha de um partido. Bolsonaro tem até março de 2022 para se filiar a uma legenda. “Estou atrasado nisso, mas a escolha de um partido é que nem um casamento. Mesmo escolhendo a gente tem problema, imagina escolhendo de atropelo”, apontou.

Em relação ao cenário político atual, o presidente criticou os efeitos negativos do relatório da CPI da Covid-19 na imagem do Brasil perante ao mundo. “A CPI causou um estrago. Não em cima de mim, porque eu estou aqui para apanhar também. Eu não estou preocupado com a minha biografia minha, eu sou um general que está na frente de combate. Eu estou levando tiro o tempo todo e não tem problema nenhum. Mas para fora do Brasil a imagem é péssima. Acreditam que estamos vivendo aqui em uma ditadura”, avalia o presidente, que acredita que o relatório de Renan Calheiros foi uma vingança à família Bolsonaro, que ajudou a eleger Davi Alcolumbre como presidente do Senado Federal em 2019. “Quem tem um pouco de juízo sabe que aquilo foi uma palhaçada. Foi a CPI do Renan Calheiros. Talvez para se vingar, porque quem decidiu a eleição do Alcolumbre em 2019 foi o meu filho, quando ele abriu o voto no Alcolumbre”, relembra.

Jovem Pan

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