Archive for outubro 23rd, 2021

Confira a previsão do tempo no Rio Grande do Norte para o fim de semana, 23 e 24 de outubro

Natal tem previsão de chuva à tarde e à noite no sábado e domingo — Foto: Leonardo Erys/g1
Natal tem previsão de chuva à tarde e à noite no sábado e domingo — Foto: Leonardo Erys/g1

O Rio Grande do Norte deve ter um fim de semana com períodos de chuva em praticamente todas as regiões do estado. A previsão do tempo aponta que haverá chuva principalmente no sábado em parte dos municípios do estado.

Em NatalSão Miguel do Gostoso e Tibau do Sul, a previsão é de sol pela manhã e pancadas de chuva à tarde e à noite no sábado e domingo.. A mínima na capital potiguar chega a 24ºC no domingo e a máxima a 31ºC em todo o fim de semana.

Mossoró

Em Mossoró, na Região Oeste, a previsão é de sol pela manhã no sábado, com chuva à tarde e à noite. No domingo, não chove. A mínima é de 23ºC nos dois dias e chega a 36ºC no sábado.

Caicó

No município de Caicó e parte da região do Seridó, a previsão também de sol pela manhã no sábado com pancadas de chuva à tarde e à noite. A mínima em Caicó é de 23ºC no domingo e a máxima chega a 37ºC no sábado.

Pau dos Ferros

Em Pau dos Ferros, na Região do Alto Oeste potiguar, a previsão é de sol pela manhã e pancadas de chuva em períodos da tarde e noite em todo o fim de semana. A temperatura mínima é de 24ºC no sábado e a máxima chega a 38ºC em todo o fim de semana.

Jaçanã

No município de Jaçanã, a previsão é de sol pela manhã no sábado e chuva à tarde e à noite. No domingo, não chove. A mínima atinge 18ºC no domingo e a máxima 32ºC no sábado.

Martins

Na serra de Martins, a mínima chega a 19ºC e a máxima a 31ºC no fim de semana e há previsão de chuva para o a tarde e a noite do sábado.

Galinhos

No litoral, em Galinhos, a máxima chega a 36ºC no sábado, quando também há previsão de chuva durante períodos da tarde e noite. A mínima chega a 23ºC e não chove no domingo.

As informações meteorológicas são fornecidas pelo Climatempo.

G1RN

Embargo chinês à carne pode baratear preços no Brasil, analisa pesquisadora

China é maior importador de carne bovina do Brasil / EPITÁCIO PESSOA / ESTADÃO CONTEÚDO

Entre os meses de janeiro e agosto deste ano, o Brasil exportou cerca de 595 mil toneladas de carne bovina para a China, maior importador do produto nacional. O volume, segundo dados do Ministério da Economia, gerou uma receita de mais de US$ 3 bilhões (equivalente a quase R$ 17 bilhões). Há quase 50 dias, porém, os chineses fecharam os portos para a exportação. No dia 4 de setembro, o Ministério da Agricultura confirmou a ocorrência de dois casos atípicos da doença do mal da “vaca louca” em animais que estavam em Minas Gerais e no Mato Grosso.

A doença se manifesta de forma natural nos bovinos de idade avançada e não causa riscos à saúde humana e de outros animais. Mesmo assim, para atender acordo de exportação firmado com a China, o Ministério suspendeu as vendas para o país asiático. A retomada do comércio dependeria de decisão do governo chinês. No dia 6 de setembro, a Organização Internacional de Saúde Animal emitiu parecer dizendo que os casos registrados não apresentavam riscos à produção bovina do Brasil. Mesmo assim, a China não retomou as importações.

Nas prateleiras dos supermercados, o consumidor segue sem ver mudanças nos preços. A analista de mercado agropecuário Lygia Pimentel explica que os varejistas estão tentando compensar as perdas de quando o preço do boi estava mais alto, uma valorização que começou no final de 2019. “O preço do boi começou a subir muito, mas o preço no varejo e no atacado não conseguiu acompanhar na mesma medida, ficando defasado. É estranho o consumidor ouvir isso porque a carne para ele subiu muito, mas é interessante ele entender que o preço do boi subiu ainda mais, então houve uma perda de margem por parte de quem comercializa a carne no varejo. Agora o preço do boi caiu porque nós não temos mais este mercado da China, só que, como o varejo perdeu margem nesse processo, ele não vai baixar os preços porque ele vai tentar recompor a margem deste produto neste momento”, analisou.

Nesta semana, o Ministério da Agricultura autorizou os frigoríficos a estocarem em contêineres por 60 dias as carnes que foram produzidas para envio à China antes de 4 de setembro. O pesquisador do Centro de Agronegócios da Faculdade Getúlio Vargas, Felippe Serigati, também destaca que muitos frigoríficos exportadores reduziram a escala de abates para evitar prejuízos e excesso de oferta no mercado interno. “Na hora que os embarques para a China cessaram, eles também reduziram os abates e aqueles frigoríficos habilitados para exportar para a China deram férias coletivas. Resultado disso: para o varejista, ele vai pensar ‘opa, vai chegar mais carne aqui’. Não chegou. Pelo menos até o momento não chegou de forma expressiva”, analisou. Se os custos da produção pecuária se mantiverem estáveis, Pimentel, acredita que o efeito a ser sentido é a paralisação no aumento do preço da carne bovina. Por consequência, os preços dos suínos e das aves também devem deixar de subir.

Jovem Pan

Bolsonaro se reune com Guedes o qual nega pedido de demissão, diz que não deixará milhares de brasileiros passarem fome

Ao lado de Bolsonaro, ministro diz que não pediu para sair do governo / DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou nesta sexta-feira, 22, que tenha pedido demissão e afirmou que o governo irá trabalhar “até o fim”. Em pronunciamento ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o chefe da equipe econômica defendeu o teto de gastos e a responsabilidade com as contas públicas, mas disse que a regra fiscal não pode ser mantida intocável a despeito da crise social brasileira.

“O teto é um símbolo de austeridade, de compromisso com as futuras gerações. Mas nós não vamos deixar milhares de pessoas passarem fome para tirar 10 em política fiscal e zero em assistência aos mais frágeis.”

Guedes agradeceu ao Legislativo pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios na comissão especial da Câmara e reafirmou que as mudanças geradas pela medida não impactarão a trajetória de responsabilidade com as contas públicas adotada pelo governo. “Do ponto de vista fiscal, não altera os fundamentos, eles são sólidos”, disse ele.

A proposta inserida pelo relator, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê mudar o período acumulado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro a dezembro. Desde 2017, quando a regra fiscal entrou em vigor, o valor leva em consideração o acumulado nos 12 meses encerrados em junho.

De acordo com o relator, a mudança vai resultar em um ganho de R$ 39 bilhões nas contas públicas. Somado ao acumulado de R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões previsto com o adiamento do pagamento dos precatórios, a PEC traria espaço estimado de R$ 83 bilhões.

Na prática, a medida adianta as discussões de possíveis alterações na estrutura da âncora fiscal previstas apenas para 2026, quando a lei do teto completa uma década.

“É uma sincronização do teto com as despesas. Tecnicamente, é defensável. Politicamente, vai ter acusação de oportunismo”, disse o ministro. Guedes também disse que a crise gerada pelo novo coronavírus obriga o governo a desacelerar as políticas de controle de gastos públicos. “Nós preferimos um ajuste fiscal um pouco menos intenso e o abraço do social um pouco mais longo.”

O espaço fiscal criado pela PEC vai ser usado para inflar as mensalidades Auxílio Brasil, o programa desenhado pelo governo para substituir o Bolsa Família, para R$ 400. Segundo Guedes, o valor foi determinado pelo presidente, mas que alas políticas do Executivo defendiam parcelas de R$ 600.

As contas da equipe econômica, no entanto, apontavam que, para respeitar o teto de gastos, o benefício deveria ser de R$ 300. Durante a semana, Guedes chegou a afirmar que o governo estudava deixar R$ 30 bilhões de fora da regra fiscal para bancar o aumento do programa.

“Poderia ter sido feito exatamente dentro das regras atuais, apenas dizendo o seguinte: ‘preciso de uma licença para gastar mais R$ 30 bilhões, porque ao invés de R$ 300, que cabia no teto, vão ser R$ 400”, disse. “A economia brasileira é vigorosa o suficiente, e está fazendo ajustes fortes o suficientes para segurar isso. Eu seguro isso, não tenho problema com isso.” O ministro voltou a citar que a equipe econômica defendia a reforma do Imposto de Renda para bancar o novo auxílio, mas que diante da resistência no Senado, foi preciso encontrar alternativas para dar conta das mensalidades.

“Eu detesto furar teto, eu não gosto de furar teto. Tudo isso é verdade, mas não estamos aí apenas para tirar 10 no fiscal. Estamos muito longe de ameaçar qualquer responsabilidade fiscal, os números vão revelar o que está acontecendo com as despesas”, disse o chefe da equipe econômica. 

Jovem Pan