Archive for julho 25th, 2021

Paralisação divide caminhoneiros e sindicatos da categoria

Crédito: Tomaz Silva/Ag Brasil
Greve dos caminhoneiros em 2018 causou diversos transtornos à população e gera preocupação em relação a uma nova paralisação (Crédito: Tomaz Silva/Ag Brasil)

A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros neste domingo (25) deixa os brasileiros apreensivos. Embora exista muita divergência entre as lideranças da categoria, algumas associações e sindicatos estão dispostos a uma paralisação para protestar contra o aumento no preço dos combustíveis.

A principal queixa é em relação à política de Preço de Paridade de Importação (PPI) da Petrobras, que regula o preço dos combustíveis de acordo com o mercado internacional.

Em 2018, quando houve a primeira grande paralisação dos caminhoneiros, o preço do diesel era de RS$ 2,93/litro – hoje varia por volta de RS$ 4,30/litro. Naquele ano, houve desabastecimento de mercados, redução na frota de ônibus e escassez de combustíveis em todo o País.

IstoÉ Dinheiro

Bancada Feminina do Senado solta nota de repúdio contra Styvenson Valentim

A Bancada Feminina do Senado Federal divulgou neste domingo (25) uma nota de repúdio contra o Senador eleito pelo RN, Styvenson Valentim. Segundo a nota “nada pode justificar a validação de atos e condutas inadmissíveis que revelam a violência estrutural, cultural e histórica da nossa sociedade”, referindo-se às palavras ditas pelo Senador Styvenson, ao comentar o caso (veja aqui) de uma mulher com uma criança no colo foi agredida por um policial militar durante uma ocorrência.

NOTA DE REPÚDIO DA BANCADA FEMININA NO SENADO

NADA justifica o injustificável!

O sentimento de indignação toma conta da Bancada Feminina do Senado Federal neste momento, em que fatos e relatos da prática de violência contra a mulher são retratados nos noticiários nacionais e nos chocam profundamente. Sentimento esse que ganha uma dimensão ainda maior quando a violência é justificada por agentes do Estado ou pessoas públicas que deveriam justamente nos defender e repudiar esse tipo de conduta.

As palavras têm um peso ainda maior por envolver a manifestação de um colega nosso do Senado Federal, o Senador Styvenson Valentim. Nada pode justificar a validação de atos e condutas inadmissíveis que revelam a violência estrutural, cultural e histórica da nossa sociedade.

Todos nós, juntos, precisamos entoar nossa voz e reforçar nossa luta em defesa de todas as mulheres brasileiras e contra qualquer tipo de violência, seja contra quem for.

Por isso, repudiamos qualquer palavra ou ato que venha retroceder na luta que enfrentamos há tanto tempo, dentro e fora do Parlamento.

Nosso maior esforço, enquanto Bancada Feminina do Senado Federal, é pela construção de uma sociedade unida e livre de violência.

Lutemos juntos…

Bancada Feminina do Senado Federal
25 de julho de 2021.

BG

Registros de armas de fogo para civis mais do que dobram em 9 Estados

Foto: Niall Carson/Getty Images

Dados da Polícia Federal mostram que 76.329 armas de fogo foram registradas no 1º semestre de 2021–alta de 67% em comparação ao mesmo período de 2020 e a maior taxa de crescimento em 13 anos. Os dados foram obtidos pela agência Fiquem Sabendo e divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Em 9 Estados, a quantidade de registros foi mais do que o dobro em relação ao 1º semestre de 2020. São Paulo registrou um aumento de 113%, o Acre, de 209%. Espírito Santo, Maranhão, Sergipe, Tocantins, Amapá, Rio de Janeiro e Bahia também mais do que dobraram a quantidade de armas liberadas pela PF.

A pesquisa é referente aos cadastros de arma própria, que entram na categoria “cidadão” no cadastro nacional de armas. Empresas de segurança privada, por exemplo, ficam de fora.

Para a sociedade civil, há duas maneiras de obter armamento: pelo CAC (Caçador, Atirador ou Caçador), que é controlado pelo Exército e usado pelos praticantes de tiro; pela Polícia Federal, através da declaração de “efetiva necessidade”.

Um decreto de Bolsonaro de 2019 flexibilizou o entendimento desse critério. Antes da medida, era necessário tentar justificar à polícia a necessidade do armamento.

Na alteração, algumas categorias foram adicionadas, que na prática abrangem quase todos os cidadãos. São duas delas:

  • ser residente de área rural;
  • morar em Estados com índice de homicídios maior que 10 por 100 mil habitantes no Atlas da Violência de 2018 (que tem dados de 2016). Todos os Estados e o Distrito Federal entram na categoria.

Fora isso, há outras exigências que são individuais:

  • ser maior de 25 anos;
  • ter ocupação lícita e residência fixa;
  • comprovar capacidade psicológica;
  • comprovar capacidade técnica;
  • não ter antecedentes criminais.

Mais de 1 milhão de armas com civis

Levantamento dos Institutos Igarapé e Sou da Paz com o jornal O Globo divulgados em janeiro mostraram que o Brasil tem 1,151 milhão de armas legais nas mãos de cidadãos civis.

O número corresponde a uma alta de 65% em relação ao acervo ativo em dezembro de 2018, pouco antes de Jair Bolsonaro assumir a presidência do país. Na época, eram 697 mil armas na posse de civis.

Poder 360 / BG