Archive for julho 23rd, 2021

Entorno de Lula defende ‘vice do centro’ e Rodrigo Maia como ministro em caso de vitória em eleição

Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas

O entorno de Lula defende que o ex-presidente, na corrida presidencial de 2022, tenha “um vice de centro”.

“Não vai ser uma chapa de esquerda, com vice de outro partido de esquerda. Vai ter que ser ‘um vice de centro’, algo meio José Alencar, sabe?”, disse uma liderança da esquerda a O Antagonista.

O empresário José de Alencar foi o vice de Lula em 2002 e em 2006.

Essa mesma liderança confirmou a proximidade do deputado Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, com Lula e afirmou que “Maia pode acabar virando ministro, se Lula for eleito”.

“Ministro do Planejamento ou da Economia, como sinalização ao mercado. Algo de estabilidade, algo como o Antonio Palocci foi no início do governo Lula ou o Joaquim Levy com a Dilma Rousseff“, acrescentou.

A mesma fonte disse ainda acreditar que, se vencer o pleito no ano que vem, Lula vai querer “abaixar a poeira” e “repetir seu primeiro governo, que foi de centro”. O político acrescentou que o governo de Jair Bolsonaro, por sua vez, com intervenções em polícias e nas Forças Armadas, por exemplo, “é a coisa mais parecida com a Venezuela que nós temos”.

A liderança aproveitou para chamar de “deslize idiota” os recentes comentários de Lula sobre os protestos em Cuba.

“É um erro, claro que é um erro. Algumas pessoas da esquerda ainda têm essa visão romântica com Cuba. É uma idiotice completa.”

O Antagonista

“Estou decepcionado com Benes Leocádio”, diz Jean Paul Prates do PT; então Benes está certo

Senador petista, Jean Paul Prates quer retirar proposta de educação como  atividade essencial - Terra Brasil Notícias
Foto da Internet

O senador Jean Paul Prates (PT) está decepcionado com o deputado federal Benes Leocádio (Republicanos). “Três depois de ser reconduzido à liderança da bancada potiguar no Congresso, numa função de intermediação entre a oposição e o Planalto, ele (Benes) simplesmente lançou sua pré-candidatura ao governo do RN contra governadora.

E, agora, como fica?”, pergunta o senador, que se orgulha de ter tido sua suplência de Fátima ao Senado Federal decidida organicamente pelo PT e não como resultado de uma articulação entre poderosos da legenda.

Aliás, durante entrevista à jornalista Diassis Oliveira no estúdio da Agora TV, exibida nas redes sociais do Agora RN, Jean Paul deixou bem claro que nem como “balão de ensaio” a pré-candidatura de Benes Leocádio ao Governo do Estado serve.

“Em outubro começam a serem definidas as regras eleitorais e teremos até março do ano que vem para acomodações partidárias antes do jogo sucessório propriamente dito começar”, avisa. E acrescenta estar entre aqueles que acham a calma uma boa conselheira, especialmente quando existe muita água pra rola embaixo da ponte.

“Ainda estamos na fase de fazer o dever de casa, entregar um Estado saneado, justamente o que a governadora está fazendo. Qualquer coisa antes disso é balão furado”, afirma o parlamentar.

Acompanhe uma síntese da entrevista:

Agora RN: Como o senhor encarou a pré-candidatura do deputado Benes Leocádio ao governo do Rio Grande do Norte?

Jean Paul: Foi uma decepção, especialmente porque ele foi reconduzido à liderança da bancada potiguar na condição de um interlocutor da oposição junto ao governo Bolsonaro, um trânsito importante para quem faz política no seu melhor nível. Só que não foi assim. Três dias depois de sua recondução, Benes encampou uma pré-candidatura contra Fátima, que está resgatando o Estado de uma situação falimentar com muito sacrifício. Como fica isso?

Agora RN: Como o senhor interpretou essa decisão do deputado?

Jean Paul: Sou daqueles que aprecia a calma. A pressa em nada favorece pretensões políticas quando há todo um jogo a ser jogado. Até outubro começaremos a definir as regras do jogo eleitoral e até março do ano que vem se darão acomodações partidárias, tendo em vista o pleito majoritário. Hoje, a pressa em definir posições, mesmo que isso seja um balão de ensaio, é um erro primário, já que o momento é de fazer o dever de casa. É o que a governadora Fátima está fazendo, tirando o Estado da falência que o encontrou. De meu lado, estou trabalhando sem pensar em mais nada.

Agora RN: O senhor já participou mais da CPI da pandemia no Senado. Algum problema?

Jean Paul: Absolutamente nenhum. Temos acompanhado e participado da CPI, só dei uma pequena arrefecida depois daquele depoimento do Dominghetti (cabo da Polícia Militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominghetti Pereira, que sem nenhuma credencial negociou com o Ministério da Saúde a venda de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca e denunciou o pedido de propina de US$ 1 por dose). Esse sujeito, em minha opinião, não passou de um cavalo de Tróia, algo criado para desviar o foco da Comissão. E se viu realmente que não passava de um picareta.

Agora RN: Foi um erro da CPI ouvi-lo?

Jean Paul: O que eu sei é que havia três ou quatro focos principais a serem seguidos e a comissão perdeu tempo com aquela distração sem qualquer sentido. A questão é saber se os representantes do Ministério da Saúde foram enganados ou estavam coniventes com o absurdo daquela situação. E porque deram tanta atenção a um intermediário quando meses antes o laboratório já oferecia milhões de doses diretamente. São questões indigestas que precisam ser respondidas.

Agora RN: Na sua opinião, qual o tronco principal de investigação da CPI?

Jean Paul: Em minha opinião, é a contribuição perversa do governo federal para que a população voltasse a trabalhar em plena pandemia sem nenhum tipo de esclarecimento ou suporte por puro negacionismo da crise sanitária. Isso pra mim é que mostra o dolo. A própria participação do ministro Eduardo Pazuello para atrapalha a vacina Coronavac e o fato dele mesmo estar negociando com uma empresa americana e outra lá do Paraná como intermediárias da Coronavac quando o representante oficial é sabidamente o Butantan, tudo isso é gravíssimo.

Agora RN: Este então seria um dos principais eixos da investigação?

Jean Paul: Entre outros, já que se trata esse o mesmo grupo do Ministério da Saúde que deixou a Pfizer pendurada esperando, empresa esta que nunca teve intermediário e está presente no Brasil com fábrica, laboratórios e escritórios. Vende para o país regularmente fora de vacina algo ao redor de US$ 6 bilhões por ano e, portanto, já é um grande parceiro do Ministério da Saúde. E desde o ano passado, logo que surgiu a pandemia, a empresa avisou que estava desenvolvendo uma vacina e simplesmente ignorando pelo Ministério da Saúde. Até que apareceu o Fábio Wajngarten (ex-secretário-executivo do Ministério das Comunicações e ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo Federal), bancando o herói da situação.

Agora RN: Então essa seria a grande questão da CPI?

Jean Paul: Negligência talvez com dolo, ou seja, com intenção de deixar uma vacina viável e acessível à população brasileira esperando enquanto negócios escusos com vacinas se desenvolviam. Olha, ser corrupto já é péssimo, mas às custas de vacinas e da vida de milhares de brasileiras é realmente obsceno.

Agora RN: Mas a questão de CPIs nos estados, como o senhor qualifica?

Jean Paul: As CPIs nos Estados são uma ação do governo para tirar foco sobre a CPI e o caso do Nordeste já pode ser tipificado, tendo em vista o famoso caso dos respiradores comprado pelo consócio e não entregues, como calote puro. Se o Ministério da Saúde tivesse liderando o processo de aquisição de testes, vacinas e respiradores nada disso teriam ocorrido. Falo também de insumos como máscaras, seringas e por aí afora. Quando o governo central abre mão de liderar esse processo, num momento em que todos os países do mundo se movimentavam para realizar as mesmas compras, é algo perverso.

Saiba mais em: https://agorarn.com.br/ultimas/estou-decepcionado-com-benes-leocadio-diz-jean-paul-prates/ | Agora RN

Francisco do PT fala sobre pagamento do funcionalismo estadual

O deputado Francisco do PT usou o seu horário do Grande Expediente da Sessão Plenária da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (22), para lamentar que a discussão política ainda tenha por base informações de fake news, com relação ao pagamento atrasado dos servidores públicos do Estado.
“É lamentável quando parlamentares insistem em fazer a discussão política com base como essa de que o Governo do Estao está usando recursos de repasse para a Covid para pagar a folha salarial dos servidores públicos. Isso já foi objeto de análise pelo Tribunal de Contas do Estado, mas, infelizmente, alguns colegas não querem reconhecer que o pagamento dos servidores está em dia”, afirmou o deputado que é líder do Governo no Parlamento estadual.
O deputado Francisco lembrou que os servidores trabalharam e têm o direito de receber os seus salários e que o Governo está fazendo um grande esforço para tirar o Estado do buraco que encontrou.
No tocante as estradas estragadas, o parlamentar disse que foi uma herança deixada por governantes anteriores. Francisco do PT registrou que a administração está trabalhando para sanar esse problema, destinando crédito suplementar para o Departamento de Estradas e Rodagens –             DER, de R$ 31,2 milhões para conservação e reparos das rodovias “que foram destruídas pelos governos anteriores. O governo espera mais recursos para fazer mais”. 

Cristiane Dantas cobra manutenção das escolas públicas para retomada das aulas presenciais

A deputada Cristiane Dantas (SDD) demonstrou preocupação com a possibilidade de adiamento da retomada das aulas das escolas públicas do Rio Grande do Norte. De acordo com a parlamentar, os mais de 500 dias sem aulas presenciais, já trouxeram prejuízos incalculáveis para a classe estudantil.
 
“O plano de retomada das aulas foi apresentado pelo Governo, mas sabemos que nem todas as unidades estão aptas, como é o caso da Escola Estadual Drº Manoel Dantas, no bairro Tirol, que ficou completamente abandonada todo esse tempo, o que também é uma realidade em muitas outras escolas”, lamentou.
 
Cristiane Dantas disse ter conhecimento que várias unidades apresentam problemas como a necessidade de manutenção em seus prédios por causa de infiltração, alagamento das salas quando chove, entre tantos outros problemas. “Apelo para que a Secretaria de Estado da Educação tenha a sensibilidade de encontrar uma solução urgente para as unidades que apresentam esse tipo de problema”, cobrou.
 
A parlamentar também demonstrou preocupação quanto a sinalização do Sindicato dos Trabalhadores em Educação – Sinte – condicionando o retorno das aulas à aplicação da segunda dose da vacina contra o coronavírus nos profissionais de educação. “Não podemos ficar nessa dependência. Com os cuidados necessários, seguindo as orientações das autoridades de saúde, é possível retomar as aulas”, disse.
 
A deputada Cristiane Dantas falou ainda sobre o Agosto Lilás, de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, de acordo com lei federal, e solicitou que todos os projetos nesse sentido, apresentados à mesa diretora da Assembleia Legislativa, e já aptos a serem votados, sejam postos em pauta até o final do mês para serem apreciados até setembro.

Lei de Ezequiel que regulamenta off-road no RN é sancionada

O Rio Grande do Norte passa a contar com uma Lei específica que regulamenta a atividade de veículos off-road no Estado. Proposta pelo deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do RN, o projeto foi sancionado pela governadora Fátima Bezerra (PT) e publicado pelo Diário Oficial nesta quinta-feira (22). A Lei estabelece diretrizes sobre a regulamentação do off-road, reconhecendo a atividade como esporte de aventura e radical de importante valor cultural e turístico para o RN.

Ezequiel celebrou a sanção da matéria. “Esta Lei é fruto de um amplo debate e de muito entendimento entre todas as partes envolvidas a partir do trabalho realizado pela Assembleia Legislativa. Importante parabenizar todos os segmentos interessados neste debate pela construção de um consenso. A Assembleia é a casa do diálogo, e todos sentaram à mesa, discutiram, aperfeiçoaram a proposta. O entendimento é sempre o melhor caminho para aprimorarmos acima de tudo a política do RN. O projeto é um benefício que a Assembleia está fazendo em defesa da população do RN, que utiliza as trilhas e o nosso litoral, seja bugueiro ou praticante de off-road. É uma ação a favor do nosso Estado”, disse o deputado. A proposta contou ainda com uma emenda aglutinativa apresentada de forma consensual pelo próprio parlamentar e pelos deputados Kelps Lima (SDD) e Coronel Azevedo (PSC).

Segundo a nova legislação, o off-road é a atividade que pode ser realizada em locais não pavimentados e de difícil acesso, fora de estradas e rodovias, por intermédio de utilização de veículos adaptáveis ao solo e terreno, incluindo-se veículos 4×4, buggys, motocicletas, quadriciclos, UTV (veículo utilitário multitarefas), ATV (veículo todo-o-terreno) e equipamentos congêneres.

Ainda de acordo com a Lei, a topografia privilegiada de dunas, serras, relevos e demais recursos naturais do RN, propícia para a prática de off-road e outros esportes de aventura e radical, deverão ser objeto de promoção e divulgação, como forma de atrair o turismo dessas atividades e o desenvolvimento econômico da região.

Com o objetivo de incentivar e divulgar a prática da atividade de off-road de que trata a Lei, poderão ser criados e executados programas de forma participativa, por intermédio das iniciativas públicas ou privadas, com o objetivo de mapear as áreas de interesse para a prática da atividade; identificar as condições de acessos às áreas de interesse para este tipo de atividade; adotar as medidas necessárias para garantir o acesso livre e desimpedido às áreas de interesse para o off-road; caracterizar os problemas ambientais das áreas de interesse e propor soluções para evitá-los ou mitigá-los; e apoiar outras iniciativas de apoio e divulgação ao off-road no RN.

A Lei permite ainda o estabelecimento de parcerias por intermédio de consórcios públicos com estados ou municípios circunvizinhos no sentido de somar esforços para divulgação e manutenção da atividade na região. Os pontos de trânsito comuns entre trilhas off-road e de atividade do buggy turismo devem ser identificados por sinalização própria, afixada por órgão do Poder Executivo Estadual, que oriente os condutores sobre a necessidade de atenção ao trânsito no local. O mapeamento dos trechos e das zonas em que a atividade off-road for permitida será definido por norma própria, a ser editada pelo Poder Executivo Estadual, que deverá basear-se em estudo específico georreferenciado sobre os impactos da atividade no meio ambiente e nas comunidades locais.

As trilhas tradicionais ou habitualmente usadas pelo buggy turismo devem ser mapeadas, identificadas e respeitadas a prioridade de uso turístico pelos credenciados à atividade, quando essas fizerem parte das rotas off-road; em caso de similaridade de trechos ou conflitos de interesse, o compartilhamento das rotas deve ser feito de forma segura e ordeira, com sinalização do fluxo e contrafluxo dos veículos, de forma a garantir segurança à atividade.