Archive for maio 30th, 2020

G1RN divulgou essa linda história: “Após atender ocorrência de homicídio na Grande Natal, policial civil adota cinco filhos da vítima”

5 de agosto de 2018. O que parecia ser mais um dia comum de plantão na Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) em Natal acabou se tornando um divisor de águas na vida da policial civil Flaviana Bezerra. Foi neste dia, durante as primeiras investigações de um crime, que, mesmo sem saber, ela começava a adotar seus cinco filhos.

Flaviana lembra com clareza daquele 5 de agosto de 2018. Era domingo e a agente acabara de voltar das férias para o trabalho. “Esse foi um dia muito difícil porque meu pai teve uma suspeita de infarto e por causa disso meu irmão também passou mal. Meus colegas queriam que eu não fosse trabalhar para ficar com ele, mas meu pai melhorou e eu fui para o plantão”, conta.

Flaviana vive em um apartamento com os cinco filhos — Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução
Flaviana vive em um apartamento com os cinco filhos — Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução

Às 22h, Flaviana e uma equipe da DHPP foram acionadas para uma ocorrência em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. Um homem havia sido assassinado a tiros na frente do neto e de cinco filhos. Eram três crianças, dois adolescentes e um bebê de 11 meses.

“Quando estávamos na cena do crime apareceu uma mulher dizendo que seis crianças estavam chorando por causa do pai numa casa próxima. Fui até eles com minha equipe e eles estavam com medo, diziam que a gente era do Conselho Tutelar e que iria separá-los”, conta. As crianças e adolescentes que viram o pai ser assassinado também perderam a mãe, três anos antes, em 2015. Ela morreu durante uma cirurgia.

Nesse momento, Flaviana começava a se tornar mãe, algo que nunca planejou. Ainda na noite do crime, em agosto de 2018, a policial foi até a casa onde as crianças moravam e se impressionou com o que viu. “Tinha muito lixo na casa e não tinha um grão de comida. Eles trabalhavam catando lixo na rua e estavam passando fome”, conta.

Comovidos com a situação, os policiais da DHPP levaram as crianças para a casa de uma tia, que não as recebeu muito bem, segundo Flaviana. “Eles também não poderiam ficar lá porque a tia não tinha condições e por outros motivos. Também não podiam ficar na casa onde moravam porque o assassino do pai poderia morar na região”, explica.

Dos seis, cinco são irmãos. O mais novo do grupo tinha 11 meses e é filho da mais velha, que tinha 15 à época. Eles permaneceram na casa da tia por algumas semanas. Flaviana escreveu um texto pedindo doações e divulgou no grupo interno de WhatsApp da Polícia Civil. Com o dinheiro arrecado, a agente comprou alimentos e deixou na casa da tia das crianças.

No entanto, o texto que Flaviana havia compartilhado entre os colegas de profissão vazou do grupo da corporação e as doações aumentaram consideravelmente. O recurso arrecadado daria para pagar o aluguel de uma casa para os seis durante um ano. Flaviana consultou um promotor para tratar juridicamente da possibilidade.

“Eu fiquei com medo quando vi o dinheiro porque ele estava na minha conta pessoal. Por isso consultei o promotor para abrir uma conta para eles, mas ninguém era responsável por eles. Com tudo ok, aluguei a casa para eles e fiz umas compras. Isso tudo com meus amigos da DHPP. Também pedi ajuda do Estado para matricular eles na escola. Uma parente deles veio para morar com eles na casa alugada”, diz a policial civil.

Vejam o restante no G1RN

COVID-19: Estados do Nordeste levam trambique de empresa que vendeu R$ 48 mi de respiradores, pagaram à vista

Respiradores vitais | Revista Pesquisa Fapesp
Foto da Internet

Era só o que faltava para piorar a situação. Pois num é que a empresa que vendeu 300 respiradores ao Consórcio Nordeste, formado por todos os Estados Nordestinos, por R$ 48 milhões, recebeu o dinheiro à vista e não entregou os equipamentos.

E agora governadora Fátima Bezerra?

O Consócio Nordeste esperava receber da empresa HempShare os 300 respiradores que vinham da China. Isso mesmo, do país pai do Covid.

A empresa disse que os respiradores da China estavam apresentando problemas, por isso não fez as compras naquele país. Ela ofereceu no lugar daquele primeiro negócio 400 respiradores nacionais, garantidos pela a ANVISA, e que por isso ficariam mais baratos, mas o Consórcio Nordeste não aceitou o novo acordo, queriam os da China como encomendados.

Agora a Justiça bloqueou os bens da empresa HempShare, que afirmou que vai devolver o dinheiro o mais rápido possível.

Mas as perguntas são as seguintes: e os mais de 70 dias que se passaram sem receber esses respiradores? E os que morreram por falta desses respiradores? O que adiantou essa quarentena paralisando toda a economia do Nordeste?

O Estado do RN tem sua responsabilidade nesse mal negócio que foi liderado pelo Estado da Bahia.

Fonte: G1RN

Isolda Dantas defende direcionamento de recursos do Nota Potiguar para a Cultura

A deputada Isolda Dantas (PT) solicitou, na Sessão Ordinária por Sistema de Deliberação Remota (SDR) desta quinta-feira (28), a aprovação, pelos demais parlamentares, do Projeto de Lei de sua autoria que visa direcionar recursos do Programa Nota Potiguar para o Fundo Estadual de Cultura.

“Considero esse projeto muito importante e, inclusive, nós iremos votar hoje nesta Casa. É uma solicitação que o nosso mandato fez ao Governo do Estado e ele encaminhou. No documento nós pedimos o direcionamento dos recursos do Programa Nota Potiguar para o setor artístico. Nós precisamos olhar para os profissionais que estão sendo mais afetados pela pandemia. E os artistas potiguares são uns dos mais atingidos, já que foram os primeiros a parar, porque necessitam de público”, disse.

Segundo Isolda, as pessoas que sobrevivem da arte e precisaram suspender suas atividades estão passando por dificuldades. “Os grandes artistas ainda conseguem dar um jeito, mas os pequenos, principalmente os do interior, estão numa situação muito difícil”, argumentou.

De acordo com a parlamentar, o projeto determina que recursos do Nota Potiguar sejam destinados ao Fundo Estadual de Cultura, para serem distribuídos de forma democrática e transparente, através de editais, onde todos possam participar de forma igual. “Então fica aqui a nossa solicitação aos demais deputados para a aprovação deste projeto. É um recurso de R$ 170 mil que vai contribuir muito com a classe artística do Estado”, pediu. 

Isolda Dantas informou ainda que a Câmara dos Deputados aprovou, esta semana, um auxílio emergencial que será enviado pelo Fundo Nacional de Cultura para os setores culturais de estados e municípios. “Isso é muito importante, afinal, o que seria da nossa vida sem arte e cultura? O que seria da gente nesse tempo de pandemia sem poder ver filme, escutar música, ler poesias ou livros? É um setor que a gente muitas vezes não percebe, mas que dá sintonia às nossas vidas”, concluiu a deputada.

‘Deus sabe o quanto preciso’: os relatos de quem recebe auxílio de R$ 600

Procuradora cobra explicações sobre recusas do auxílio emergencial
Foto de Jonathan Campos/ Gazeta do Povo

Por Leandro Couri

postado em 30/05/2020 09:55 / atualizado em 30/05/2020 15:42Milhares de pessoas foram às agências da Caixa, neste sábado (30), para receber a segunda parcela do auxílio emergencial, no valor de R$ 600. Em algumas agências da capital, foi grande a procura, mas com mais agilidade no atendimento em comparação ao pagamento da primeira parcela, quando as agências também abriram aos sábados.

Na agência da rua Júlio Pereira da Silva, 86, no Bairro Cidade Nova, não havia filas nesta manhã de sábado. Para o pagamento desta segunda parcela do auxílio emergencial, o banco adequou processos, depois das imagens de clientes aglomerados nas portas das agências. A Caixa pagou R$ 76,6 bilhões de auxílio emergencial, somando-se as duas parcelas. No total, 58,6 milhões de pessoas receberam alguma parcela do benefício. Aqui estão as histórias de algumas dessas pessoas.  

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