Archive for outubro 29th, 2018

Cruzes, lápides e túmulos são destruídos durante tentativa de furto de caixa d’água em cemitério no RN

Pelo menos 10 túmulos foram danificados — Foto: Redes sociais

Túmulos, cruzes e lápides foram destruídos dentro do Cemitério Público de Jardim do Seridó, município da região Seridó potiguar. O vandalismo, segundo a Polícia Militar, aconteceu na madrugada desta segunda-feira (29), provavelmente numa tentativa frustrada de furtarem a caixa d’água do cemitério.

Imagens gravadas por um morador da cidade mostram o rastro de destruição que ficou em meio às sepulturas. No vídeo (veja acima), a pessoa conta que a caixa d’água foi colocada no cemitério há poucos dias, justamente para servir à população no Dia de Finados, que se aproxima.

Com a câmera na mão, o morador segue o rastro que os bandidos deixaram ao tentarem levar a caixa d’água. No caminho, o vídeo mostra várias cruzes e lápides quebradas, além de várias sepulturas danificadas.

Segundo o cabo Jailton, do 6º BPM, pelo menos 10 túmulos foram depredados. O policial acredita que pelo menos três pessoas devem ter tentado furtar a caixa d’água. “A caixa d’água tem capacidade para 5 mil litros. Portanto, é bem grande e pesada. Para levantar, são necessárias pelo menos três pessoas”, observou.

Pelas imagens, também é possível ver que a caixa d’água acabou ficando presa entre dois túmulos, fato que deve ter feito os criminosos desistirem dela.

Na tentativa de levarem a caixa d’água do cemitério, criminosos destruíram vários túmulos   — Foto: Redes sociais
Na tentativa de levarem a caixa d’água do cemitério, criminosos destruíram vários túmulos — Foto: Redes sociais 

Fonte: https://g1.globo.com/rn/

Pós-eleição: o que acontece entre o resultado e a posse da nova governadora e deputados estaduais

As eleições 2018 terminaram neste domingo (28). Entretanto, o processo de transição dos cargos continua até janeiro de 2019, quando os candidatos eleitos para o Poder Executivo iniciam os trabalhos.

Para o Governo do Estado, Fátima Bezerra (PT) será empossada cerimônia na Assembleia Legislativa. De acordo com a Constituição Federal, os mandatos para o Poder Executivo iniciam sempre em primeiro de janeiro.

Antes de deixar o cargo, o atual chefe do Executivo designa uma equipe de transição para que o próximo a ocupar a gestão tenha acesso às informações necessárias para a administração pública. A regra vale tanto para o presidente quanto para governadores. O objetivo é que o candidato eleito possa inteirar-se do funcionamento dos principais órgãos e entidades, além dos direitos e obrigações que vai herdar no novo governo.

No caso da Assembleia Legislativa, as legislaturas começam sempre em 1º de fevereiro do ano seguinte ao da eleição e terminam sempre em 31 de janeiro, quatro anos depois. Na primeira sessão, o rito será protocolar, de posse de cada um dos 24 de deputados. Posteriormente, segue-se a eleição para presidente da Mesa Diretora.

Nesse meio tempo, O Tribunal Regional Eleitoral diplomará os eleitos dia 19 de dezembro, ato pelo qual a Justiça Eleitoral atesta que os candidatos foram efetivamente eleitos pelo povo e, por isso, estão aptos a serem empossados no cargo.

Eleitores

Os eleitores que não votaram em algum dos turnos das eleições 2018 devem fazer uma justificativa até 60 dias após cada votação, ou seja, até 6 de dezembro para o primeiro turno e 27 de dezembro para o segundo. O Requerimento de Justificativa Eleitoral pode ser baixado no site da Justiça Eleitoral (justifica.tse.jus.br) e deve ser acompanhado por um documento que comprove o motivo de não votar.

Também é possível fazer uma justificativa online. Neste caso, o eleitor deve usar o Sistema Justifica do TSE para apresentar o Requerimento, informar os dados pessoais e anexar a documentação digitalizada para comprovar a ausência nas urnas.

 

Assessoria

Para Ezequiel, com a vitória de Fátima Bezerra nas urnas agora é baixar as bandeiras e trabalhar pelo RN

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB), externou sua alegria em ter contribuído para a construção da consagradora vitória da professora Fátima Bezerra (PT) como a primeira governadora de origem popular do Estado.

“Demos nosso irrestrito apoio à Fátima. Agora é hora de trabalhar. É urgente a necessidade de se baixarem as bandeiras e buscar resoluções para a grave crise que o estado enfrenta nos mais diversos setores”, disse.

No plano nacional Ezequiel Ferreira parabenizou o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e conclamou para que a bancada federal do Rio Grande do Norte, unida, procure caminhos para beneficiar os potiguares com ações da União a começar pelo Pacto Federativo com mais recursos para Estados e Municípios. “Pacto este que o próprio presidente eleito assumiu compromisso em seu discurso assim que foi anunciado o resultado”, disse Ezequiel.

Segundo Ezequiel Ferreira para enfrentar os desafios da gestão governamental será preciso experiência, habilidade para negociar com contrários, união com quem pensa diferente e soma de novas proposições quando se tem o objetivo comum, que é tirar o Rio Grande do Norte da crise.

Para o presidente da Assembleia, o processo eleitoral tem que deixar de ser traumático e drástico nas relações entre políticos. “O nós contra eles tem que acabar. A verdade não está só no verde, no vermelho, no azul, no amarelo, no branco. Cada um tem sua verdade. Se somarmos, elas corrigem rumos. Assim vive e sobrevive uma sociedade sadia e que trabalha pelo bem- comum. É neste espírito que aqui estamos, e já convocamos todos para arregaçar as mangas pelos próximos quatro anos”, conclamou.

“Todos sabem das necessidades nos setores da Educação, da Saúde, da Segurança Pública, do ajuste das contas do estado, com déficit nas alturas. É preciso reverter o desemprego e enfrentar 7 anos de estiagem.  Enfrentar todas estas demandas requer força e união. Não há outro pensamento neste arco de alianças que consagrou Fátima Bezerra nas urnas, neste domingo”, disse Ezequiel.

Para o deputado, nestas eleições, a maior lição vem do eleitorado. O Rio Grande do Norte tem grandes necessidades. Muitas de décadas. “É preciso deixar muito claro para o eleitor qual o projeto governamental que se deseja para os próximos anos e quais forças e a correlação política para executá-lo”, disse Ezequiel Ferreira enfatizando que como apoiador de Fátima Bezerra estará cooperando enquanto legislador no processo de transição governamental com a gestão Robinson Faria que se encerra em 31 de dezembro deste ano.

‘Teremos um governo de diálogo’, diz Fátima Bezerra (PT) após ser eleita governadora do RN

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Foto: da Internet

Governadora eleita no Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) agradeceu aos votos dos potiguares e afirmou que vai administrar o estado com diálogo, em entrevista na noite deste domingo (28), após a confirmação da vitória. “O RN pode ter a certeza de que serei a governadora de todos e todas, dos que votaram em mim, e dos que não votaram também. Teremos um governo de diálogo, um governo de união, para construir um RN que tenha paz, segurança, dignidade e empregos para o nosso povo”, declarou.

Fátima Bezerra (PT) foi eleita governadora do Rio Grande do Norte em segundo turno, neste domingo (28). Ela recebeu 1.013.092 votos, ou 57,58% dos válidos e Carlos Eduardo (PDT), 746.432 votos (42,42%). Veja a apuração completa aqui.

A futura governadora do RN comentou o fato de ser a única mulher eleita para liderar um estado, no país. “Eu tenho muita consciência desse momento político que o RN vive. Tem outro aspecto que me emociona muito. O fato de eu ser a única mulher que vai compor o colegiado de 27 governadores no nosso país. E justamente na terra de Nísia Floresta e do primeiro voto feminino do Brasil”, destacou.

“A maioria do povo do RN resolveu fazer uma mudança, no sentido de eleger uma professora de origem humilde que tem mais de trinta anos de vida pública pautada por honestidade, espírito público e seriedade. E isso não vai mudar neste momento político que estamos vivendo”, declarou em entrevista coletiva, após a vitória.

Fátima Bezerra tem 63 anos. É professora, pedagoga e atualmente ocupa o cargo de senadora da república pelo Rio Grande do Norte. Ela nasceu em 19 de maio de 1955 em Nova Palmeira, na Paraíba, mas mora no Rio Grande do Norte desde a adolescência. Se filiou ao PT em 1981 e entrou na carreira política-eleitoral após atuação no sindicato dos professores do estado.

Antes do Senado, Fátima foi eleita deputada estadual duas vezes consecutivas, nas eleições de 1994 e 1998. Em 2002, disputou pela primeira vez um cargo na Câmara Federal. Ganhou e foi eleita outras duas vezes, em 2006 e 2010, sempre pelo Rio Grande do Norte. Entre as candidaturas vitoriosas no Legislativo, disputou a Prefeitura de Natal nos anos de 1996, 2000, 2004 e 2008, mas perdeu nas quatro ocasiões.

Em 2014, com 808.055 votos potiguares (54,84% dos válidos), Fátima foi eleita senadora. Ela poderia permanecer no cargo até 2022, mas decidiu se candidatar ao governo do estado. Eleita, a professora assumirá pela primeira vez um cargo do Poder Executivo – a única governadora eleita no país em 2018.

“Quero agradecer ao povo do Rio Grande do Norte que foi o grande protagonista dessa vitória tão expressiva que a gente acaba de ter. Ao povo do Rio Grande do Norte, o meu mais profundo agradecimento. Nossa candidatura nasceu do sentimento popular. Nossa candidatura expressava isso: esperança por mudança. E o povo do Rio Grande do Norte confirmou isso hoje nas urnas”, disse.

 

Fonte: http://www.apodiario.com.br/2018/10/teremos-um-governo-de-dialogo-diz.html

Confira algumas propostas do presidente eleito Bolsonaro

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Foto: da Internet

Da Exame

Jair Bolsonaro foi eleito neste domingo (28) presidente do Brasil. Com 99,8% das urnas apuradas, o candidato do PSl conquistou 55,15% dos votos, contra 44,85% de Fernando Haddad (PT).

Bolsonaro será o chefe do Poder Executivo pelos próximos quatros anos e receberá a faixa presidencial no dia 1º de janeiro de 2019. Veja algumas das propostas do presidente eleito com base no programa apresentado ao TSE e entrevistas concedidas durante a campanha:

Segurança e direitos humanos

Bolsonaro defende a liberdade de escolhas “desde que não interfiram em aspectos essenciais da vida do próximo”. Segundo ele, essa liberdade deve alcançar escolhas afetivas, políticas, econômicas ou espirituais e acrescenta que uma nação mais fraterna e com menos excluídos é mais forte. Em seu programa de governo, diz que a política de direitos humanos será redirecionada com prioridade para a defesa das vítimas da violência, como a reforma do Estatuto do Desarmamento e o direito de as pessoas terem armas para usar em “legítima defesa”. Ele também defende a redução da maioridade penal para 16 anos, é contrário à progressão de penas e as saídas temporárias de presos em datas especiais, os chamados saidões.

Economia

Uma das principais propostas é a privatização ou extinção de estatais. Segundo Bolsonaro, a ideia é reduzir o pagamento de juros, que custaram R$ 400,8 bilhões em 2017, com a venda de ativos públicos. Em relação à reforma da Previdência, defende a implantação, no país, de um modelo privado de capitalização do setor. Como proposta para o sistema tributário do país, o programa fala em unificar impostos e simplificar o sistema de arrecadação de tributos. Uma das promessas é reduzir de forma gradativa os impostos, por meio da eliminação e unificação de tributos, “paralelamente ao espaço criado por controle de gastos e programas de desburocratização e privatização”. O assessor econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, que deve assumir como ministro da Economia, disse, em conversa com investidores, que a intenção é criar uma alíquota única de 20% no Imposto de Renda, que passaria a incidir sobre quem ganha acima de cinco salários mínimos.

Bolsonaro pretende criar um novo tipo de carteira de trabalho, batizada de “carteira verde e amarela”, que seria voltada ao jovem quando ingressasse no mercado de trabalho. Por essa carteira, o contrato individual de trabalho teria prevalência sobre a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), mas sem violar dispositivos trabalhistas previstos na Constituição.

Pretende instituir uma renda mínima para todas as famílias brasileiras, em valor acima do benefício pago pelo programa Bolsa Família.

Saúde

Bolsonaro diz que as ações planejadas terão como foco “eficiência, gestão e respeito com a vida das pessoas” e que é possível fazer mais com os recursos atualmente disponíveis. Outra proposta é adotar o chamado Prontuário Eletrônico Nacional Interligado em postos, ambulatórios e hospitais para reduzir os custos ao facilitar o atendimento futuro por outros médicos em diferentes unidades de saúde, além de permitir cobrar maior desempenho dos gestores locais. Defende também o credenciamento universal de médicos e instituição de carreira de Estado para médico.

Em relação ao Mais Médicos, o plano de governo prevê que “nossos irmãos cubanos serão libertados” e que suas famílias poderiam imigrar para o Brasil desde que os profissionais sejam aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida). Os médicos cubanos passariam a receber integralmente o valor pago pelo governo brasileiro e que, atualmente, é redirecionado, via convênio com a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), para o governo de Cuba.

Meio ambiente e Agricultura

No programa de governo apresentado à Justiça Eleitoral, Bolsonaro não fez menção direta ao tema meio ambiente, mas apontava caminhos para agricultura. O novo presidente pretende criar uma “nova estrutura federal agropecuária”, que vai englobar diversas pastas. Durante a campanha, defendeu a junção dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, mas nos últimos dias admitiu que poderá manter o Ministério do Meio Ambiente. O candidato do PSL também disse que pode flexibilizar a legislação que regula a exploração econômica de áreas verdes preservadas, inclusive na Amazônia, e não concederá novos territórios para indígenas e quilombolas. Na área de agricultura, a proposta é atender as demandas de “segurança no campo; solução para a questão agrária; logística de transporte e armazenamento; uma só porta para atender as demandas do agro e do setor rural; políticas especificas para consolidar e abrir novos mercados externos e diversificação”.

Educação

O plano de governo diz que educação básica, do ensino infantil ao médio, será prioridade. Defende a educação a distância para o ensino fundamental como alternativa “para as áreas rurais onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais”. Para o ensino superior, Bolsonaro diz que as universidades precisam gerar avanços técnicos para o Brasil, por meio de parcerias e pesquisas com a iniciativa privada. Em entrevistas, defendeu a diminuição das cotas raciais em universidades e concursos públicos. Bolsonaro quer que conteúdo e método de ensino “precisam ser mudados. Mais matemática, ciências e português, sem doutrinação e sexualização precoce”. Ele pretende resgatar a disciplina de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira nas escolas.

Ciência e tecnologia

Para Bolsonaro, o modelo de pesquisa e inovação no Brasil está “esgotado”. Em vez de os recursos do setor serem organizados por Brasília, defende o fomento de “hubs” tecnológicos nos quais universidades se aliam à iniciativa privada “para transformar ideias em produtos”. Os programas de mestrado e doutorado deverão ser feitos “sempre perto das empresas”. Propõe investimento na exploração de energia renovável solar e eólica no Nordeste e pesquisa e desenvolvimento em grafeno e nióbio.

Política externa

Defende que o Ministério das Relações Exteriores precisa estar a serviço de valores que sempre foram associados ao povo brasileiro. A outra frente, diz o programa, será fomentar o comércio exterior com países que possam agregar valor econômico e tecnológico ao Brasil, como os Estados Unidos. No âmbito regional, o plano de Bolsonaro prevê aprofundamento da integração “com todos os irmãos latino-americanos que estejam livres de ditadura” e países “sem viés ideológico”. Sobre o Mercosul, afirmou que não se pode “jogar para o alto” o acordo. “O que não pode é continuarmos usando acordos como esse em função de interesses ideológicos como o PT fez”, criticou.

 

Nota de agradecimento de Carlos Eduardo

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Foto: da Internet

Quero expressar profunda gratidão aos norte riograndenses que confiaram em nossas propostas, nossas ideias, na nossa capacidade administrativa e deram o seu voto ao 12, na confiança de que, das urnas, nasceria um Rio Grande do Norte pautado pela ética, a gestão eficiente e a tolerância zero com a corrupção.

Fizemos uma campanha limpa e propositiva. Baseada na coragem e no sentimento de mudança, na nossa história que transformou Natal numa capital capaz de orgulhar seus filhos e seus visitantes. Foram quatro gestões fixadas no coração e na alma de sua gente.

Abri mão de meus quase três anos de mandato como prefeito por saber que, ao homem público verdadeiro, não é permitida a omissão da luta.

O Rio Grande do Norte chegou ao fundo do poço nos últimos quatro anos.

Me propus mudá-lo, percorrendo no calor, nas noites e madrugadas, o itinerário da esperança numa gestão voltada a todos, sem lados ou preconceitos ideológicos.

Agradeço à toda a equipe que esteve conosco, ao meu partido, o PDT e aliados, o PP, o DEM, o MDB, o Podemos e, no segundo turno, a relevante presença do PSL.

Agradeço a toda minha família, em especial à minha mulher Andréa, uma demonstração guerreira de amor em cada instante da jornada.  Agradeço aos meus filhos pelos dias em que não pude estar com eles, trabalhando para que cada filho do Rio Grande do Norte compreendesse nossa mensagem.

Cabe-me exercer a missão delegada pelo povo do meu Estado.

Irei cumpri-la.

À minha adversária, sinceros votos de êxito.

Na minha vida pública, aprendi a ganhar e a perder.

Desistir, nunca! Jamais!

Que Deus nos proteja e a todo o Rio Grande do Norte.

Carlos Eduardo