Archive for janeiro 21st, 2018

O Brasil e uma história que não nos dar esperança

Resultado de imagem para brasil
Foto: da Internet

 

A cada dia que se passa ficamos pensando de que forma podemos melhorar e salvar o Brasil, nosso país, nossa terra.

O Brasil tem uma história de domínio dos poderosos economicamente, de sujeição aos mais humildes, de corrupção política, hoje com muito mais frequência. Uma notícia atrás da outra que tenta destruir o pouco de esperança que podemos ter.

No Brasil Colônia tivemos uma invasão de exploradores que levavam para o mundo, em nome da coroa de Portugal, nossas riquezas. O Pau Brasil, o açúcar, e os minérios fizeram parte de um grande mercado para ser conduzido até a Europa, e enriquecer os europeus.

Mesmo alguns chegando a pensar que estavam chegando ao paraíso, na época de 1500, por observar a beleza dos índios, e da belíssima terra que é nossa terra; os exploradores conseguiram ter maior influência em cultivar o trabalho forçado em favor de suas riquezas.

O primeiro Império, tem um início vergonhoso, quando em 1808, o príncipe regente D. João VI foge de Portugal, abandonando seu povo para serem destruídos pelo curto império do francês Napoleão Bonaparte. D. João chega ao Brasil e transforma a Colônia em um centro do seu império; transfere a capital da Bahia para o Rio de Janeiro. É possível que seja nessa época que se inicia a discriminação regional, onde os do sul passam a se acharem melhores do que os do nordeste. No caso, a vinda covarde do D. João VI pode ter sido o início da discriminação contra o nordestino; visto que a coroa preferiu descer ao sul; invés de subir ao norte, ou permanecer no nordeste. É só por isso que a elite brasileira, até hoje, acha que tem ideias melhores, capacidades melhores, e que acham-se superior aos nordestinos. Na verdade não são.

D. João VI volta para Portugal com objetivo de conter uma rebelião, a  do Porto, que poderia por fim ao seu poder, é lógico que Napoleão nessa época já estava longe de Portugal. Mas ficou aqui seu filho, o D. Pedro I.

D. Pedro I em uma simulação de amor a nossa terra, diz ao povo que vai ficar no Brasil. Com essa atitude consegue ludibriar os de menor conhecimento. Parece até que ele amava mesmo o Brasil. Podemos lembrar quando os professores do tempo da ditadura militar (1964-1985) enalteciam essa história do “Dia do Fico, e emocionavam os seus alunos alienados.

No dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro I dá o grito da independência do Brasil, as margens do rio Ipiranga. Havia recebido um apoio econômico da Inglaterra que estava de olho nas riquezas de nossa terra.

O Brasil, como nação, nasce com uma dívida quase impagável. Mas não era apenas D. João VI que era um dominador egoísta e covarde; D. Pedro I era de igual modo, com o único interesse, o de glorificar seu próprio nome. Não amava o Brasil quando proclamou o “Dia do Fico”; tampouco no dia do “Grito da Independência”.

Em 1931, D. Pedro I abandonou o Brasil, o qual ele fingiu amar. Mas ascende ao trono brasileiro o seu sucessor D. Pedro II, este ainda criança, brasileiro. Como o imperador tinha apenas cinco anos, ficou sob a tutela de José Bonifácio. Mas D. Pedro II, deferente do pai, consegui demonstrar gostar mais do Brasil. Aumentou a maior idade para 14 anos; não sabemos o porquê não conseguirem colocar a maior idade, hoje, para 16 anos. Em 1940 se tornou independe de seu tutor e começou a governar seu império. Parece ter sido uma boa época. Pois invés de pensar em Portugal, ele pensou no Brasil. Chegou a participar de cavalarias de batalhas em busca de defender o Brasil. D. Pedro II governou quase 50 anos. Parece ter sido uma época boa.

Em 1889, foi Proclamada a Primeira República Brasileira, pelo militar Marechal Deodoro Da Fonseca. Em 1991 foi criada a segunda Constituição do Brasil, já que a primeira foi em 1824. O país passou a ser chamado de Estados Unidos do Brasil; as províncias foram transformadas em Estados. Mas em nove meses do novo governo, possivelmente por maio de um golpe, visto que seu ministro da fazenda, Rui Barbosa projetou um pacote econômico que desacreditou o primeiro presidente republicano; Deodoro cai e assume seu lugar, o seu vice, Marechal Floriano Pexoto..

Daí por diante você verá na história brasileira que terá sempre golpes, tomadas de poder, possíveis simulações de suicídios, e outros fatos que sempre conseguem mudar o presidente do Brasil.  Pode-se citar o, possível, suicídio de Getúlio Vargas,  a queda de Jânio Quadros, o golpe militar contra João  Gulart, a morte inesperada, possivelmente natural, de Tancredo Neves, a derrubada de Collor de Melo e por último a tomada do poder da ex-presidente Dilma Rousseff,  pelo seu vice, o presidente Michel Temer.

O Brasil está sem escolha de um caminho a percorrer; sem opção para as eleições de 2018. O povo não acredita mais em nem um dos nomes que ai estão sendo postos.

O ex-presidente Lula conseguiu instituir a corrupção no país, isso não quer dizer que não havia corrupção antes dele, e tentará ser eleito mesmo se for preso no dia 24 de janeiro deste. Bolsonaro será a escolha da revolta, do revanche; invés de ser de uma esperança. Joaquim Barbosa não se decide pelo Brasil, Marina Silva é considerada frágil, Geraldo  Alckmin pode até ser um bom nome, mas tem uma certa rejeição por causa de ser do partido de Fernando Henrique Cardoso. Particularmente acho que FHC fez seu dever de casa; mesmo havendo traído seu mentor, o ex-presidente Itamar Franco (in memoria).

Qual o caminho que o Brasil pode tomar para sair desta mazela que se formou em torno de nossas instituições governamental? Precisamos de vê funcionar, de fato, a educação, a segurança e a saúde. Mas para que isso aconteça é preciso que, pelo menos, os senhores juízes, de todos as estâncias, façam que os demais poderes cumpram as leis.

Se a justiça não funcionar o Brasil terá mais uma eternidade perdida. Mas caso venha a funcionar, pode ser que assim, o Brasil torne-se um país bem melhor.

 

Laurivan de Sousa