Archive for agosto 20th, 2017

Um mal dos nossos dias, depressão põe em risco carreiras jurídicas

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Foto: Inteenet

A depressão sempre existiu, mas, atualmente, vem se tornando mais comum. Primeiro, porque é exposta e discutida, Segundo, em razão das peculiaridades da vida contemporânea, na qual a estabilidade cedeu espaço para a incerteza na vida familiar e profissional. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), “mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão, um aumento de mais de 18% entre 2005 e 2015”.

É possível afirmar, sem aprofundamento científico, que a depressão pode ter origem física, podendo ser tratada com remédios, ou ter motivação psicológica, hipótese essa que exige o apoio de terceiros e, em muitos casos, tratamento com psiquiatra ou psicólogo.

No mundo do Direito, ela também se faz presente, desde os bancos acadêmicos até o mundo profissional no seu mais elevado nível.

A começar pelos estudantes de Direito que, além da perda de referências mais estáveis (por exemplo, religião), veem suas perspectivas profissionais sem grande ânimo. Os concursos tornaram-se extremamente difíceis, e a concorrência na advocacia tornou-se maior. Registra reportagem que o Brasil tem 1 milhão de advogados. Os dados são do cadastro nacional de profissionais mantido pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil[3].

Não é diferente em outras profissões jurídicas. Professores de faculdades privadas de Direito queixam-se de má remuneração. Nas mais conceituadas, onde os salários são melhores, reclamam da pressão pela publicação de artigos, financiamento para pesquisas e outros dados que elevam a pontuação da instituição junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Magistrados, agentes do Ministério Público, membros da advocacia pública e Defensorias queixam-se de trabalho excessivo e, por vezes, mesmo recebendo vencimentos acima da média, paradoxalmente deixam-se levar ao desânimo e à depressão.

Em todos os casos em que esse mal apareça, revelando seus sintomas, o primeiro passo a ser dado é não ignorá-lo. Os que dele sofrem devem exteriorizar suas preocupações com pessoas da família, colegas ou amigos em quem depositem absoluta confiança. Abrir-se, sem vergonha de aparentar fraqueza, é o primeiro passo.

Os que rodeiam os deprimidos devem, antes de mais nada, ouvi-los. Transmitir interesse em ajudá-los, aconselhá-los, discutir formas de solucionar o problema. Nos casos menos graves, uma voz amiga pode ser a solução.

 

Leia mais no link: http://www.conjur.com.br/2017-ago-20/segunda-leitura-mal-nossos-dias-depressao-poe-risco-carreiras-juridicas

Brasil registra 10 estupros coletivos por dia, segundo Ministério da Saúde

Foto: Internet
O crime responde atualmente por 15% dos casos de estupro atendidos pelos hospitais

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016 foram registrados 3.526 casos de estupro coletivo no país, o que dá em média dez casos por dia. Os dados foram divulgados com exclusividade pelo jornal Folha de S.Paulo, neste domingo (20).

Ainda segundo o levantamento, Acre, Tocantins e Distrito Federal lideram o ranking de estupro coletivo por cem mil habitantes –com 4,41, 4,31 e 4,23, respectivamente. O crime responde atualmente por 15% dos casos de estupro atendidos pelos hospitais. Foram 22.804 atendimentos no ano passado.

Desde 2011, dados sobre violência sexual se tornaram de notificação obrigatória pelos serviços de saúde e são organizados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.

Subnotificação
Apesar dos números alarmantes, um estudos feitos pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) mostram que apenas 10% dos estupros são notificados. Levando em consideração que são resgistrados 50 mil casos por ano, Brasil teria outros 450 mil episódios de violência sexual sequer notificados.

 

Fonte:http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/brasil-registra-10-estupros-coletivos-por-dia-segundo-ministerio-da-saude/